Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ainda o Ego e Desapego

Em reacção ao post anterior, Ana chamou-me a atenção ao facto que não é necessariamente ruim quando exprimimos a nossa raiva. O argumento é que precisamos de saber o que temos dentro de nós, precisamos de reconhecer os contornos da fúria que anda por aí à espera de ser despertada, para a poder encarar.
Concordo neste ponto. Efectivamente precisamos de sentir o que a raiva faz, para ter noção do que nos espera quando queremos integrá-la no nosso sistema. É terapeutico soltar a raiva, para percebermos do lado sombrio do nosso sistema... e aceitar sem preconceitos que a temos, para poder iniciar uma transformação.
Mas este procedimento é suposto servir de aprendizagem: uma vez visto os contornos da nossa raiva, não há mais necessidade de voltar a ela! Nisso é um processo de aprendizagem como qualquer outro, que se produz através da observação - tal como aprender a cozer ovos. Quantas vezes é preciso tirá-los verdes da panela, até perceberes que não são precisos 25 minutos para cozer um ovo?
O que tentei transmitir, é que a expressão da fúria perante o outro, pode fazer mais estragos do que queremos: enquanto pode ser um alívio para nós, no outro é capaz de fazer uma ferida ainda mais funda do que já estava aberta. E é aí que entras no ciclo vicioso, de mal para pior, de ataque para contra-ataque e por aí fora.
Uma vez observado como entras no estado raivoso, com toda a atenção (e sem te julgares, sem achar errado que entraste em estado raivoso) podes começar a desmontar o esquema - não entrando no jogo da emoção.

E podemos sempre exprimir o que vive dentro de nós, encontrando palavras compassivas...

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