Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ego e Desapego - parte 2

É curioso observar como ocorrem situações em que sabemos perfeitamente que temos um comportamento que nos prejudica, mas somos incapaz de evitar as reacções.
Falo por mim... uma das minhas características mais vincadas e enraizadas do meu Ego, é a de reagir a quente.
Tem sido uma trabalho contínua de me observar a fazer isso, observar-me a cair na mesma armadilha vez após vez.

Há um conselho bem conhecido que é: contar até 10 antes de reagir. Mas é um conselho que nunca me lembro no auge das emoções. O que fazer então para controlar a emoção? Em primeiro lugar, lembrei-me da ideia que os mestres nos transmitem: o conceito de não tentar controlar as emoções, mas trabalhar para que não chegam a surgir.
Era preciso desapegar de hábitos do Ego.... o Ego que inventa estratégias de salvaguardar o nível energético do nosso sistema, "manipulando" o outro emocionalmente para que o fluxo energético se estabelece na nóssa direcção... e cuja artilharia é posto em alerta quando temos a sensação que nos tiram energia, que a nossa identidade ou integridade é ameaçada.

Há algumas dicas que podem ser úteis para desarmar o Ego e resolver confrontos de uma maneira mais harmonioso para todos os intervenientes.

* Não entrar no jogo da emoção. Muitas pessoas acreditam que a expressão de uma emoção forte, funciona para a fazer desaparecer do nosso sistema. Investigação psicológica mostra que efectivamente o contrário acontece, e todos sabemos que assim funciona: se exprimimos por exemplo a nossa raiva, ela é confirmada e acaba por acordar mais raiva ainda.

* Perceber o que está na base da nossa reacção. Perceber o que provoca em mim uma reacção de emocional. Foi a minha interpretação de uma atitude do outro? O que acendeu a rastilha?

* Perguntar: estou a contribuir para melhorar a situação? A reacção emocional é uma reacção física, ensinado e condicionada por experiências no passado. Podemos até caracterizá-la por reacção Pavlov (lembram-se do cão que aprendeu a começar de salivar logo que ouvia uma campainha, porque foi lhe ensinado que estava associada à alimentação?). Mas as circunstâncias mudam, nunca são iguais, e nada garante que uma reacção padronizada é a mais adequada.

* Perguntar: qual é a minha quota-parte na situação? É útil reconhecer que chegamos apontar defeitos no outro, porque os (re)conhecemos de experiência própria. Julgar o outro iguala julgar a nós próprios; apontamos o dedo para fora para não ter que olhar para nós. Ao reconhecer a nossa própria contribuição para uma situação, a tentação de culpar o outro atenua e tenda a desaparecer.

* Reconhecer que és capaz de encontrar Paz em ti. A emoção provoca uma sensação de estar isolado, separado do resto do mundo; de ser incapaz de resolver a situação pacificamente. À distância, sabemos que essa sensação é uma ilusão, e que na verdade somos capaz, se deixarmos o nosso Ego um pouco de lado. É altura de perceber que podes lembrar-te disso! Ou seja, podes lembrar te de situações em que sentiste bem contigo e os outros, realizada, consciente do Pleno. Inicialmente podem ser só situações de meditação, mas gradualmente começarao a surgir memórias de situações da “vida real” – até ter um “refúgio” em ti onde podes ir se as emoções te invadem, e onde encontres memórias suaves e gratificantes, de nalturas que te sentiste unida às pessoas. Reconforta, podes crer.

* Rir. Principalmente de ti própria. Ver o exagero no teu próprio comportamento, atenua imenso a tensão! Aumenta igualmente a auto-estima, mostrando que és capaz de relativizar, renovar, re-iniciar!

Se começarmos a libertar-nos de hábitos do Ego, começamos a libertar-nos das implicações emocionais do nosso Passado. É um passo firme na direcção do "viver no Aqui e Agora", na direcção da Liberdade!

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