Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

domingo, 16 de maio de 2010

A poesia do infinito

Ontem tivemos uma festa/convívio - um almoço no campo, que se prolongava pela tarde, até ao anoitecer ameno... tranquilo, familiar, acompanhado pelos sons de crianças a brincar, pássaros a cantar, risos de amigos, conversas agradáveis. Fui apresentado a uma pessoa marcante; pintor de ocupação, Cupido do seu nome, amoroso do seu carácter.
Falámos sobre tudo que há de bonito que o nosso Alentejo oferece - quando observamos a sua paisagem, flora, fauna, minerais, mas também as pessoas.  E inevitavelmente, falou-se da poesia dos cantares alentejanos.... ao ouvir, tem-se a sensação da passagem do tempo e, simultaneamente, a sensação que o tempo não passou, que se está num tempo infinito..... e o senhor citou este verso enigmático, que ele diz ter ouvido (se a memória não falhou) cantado pelo grupo coral de Serpa:
A Terra me está a dever
à Terra estou devendo
A Terra a Vida me dá
à Terra dou, morrendo. 
E revejo-me, nesta comovente expressão da ligação quase mística, que temos com a Mãe Terra.... quem dá a vida e a quem nós nos damos..... sem princípio, sem fim, nascendo e morrendo.

3 comentários:

  1. agradavel saber, conheço o senhor cupido até tenho um quadro dele é claro do nosso alentejo,adquiri a quando de uma exposição em redondo é boa gente

    saude bento

    ResponderEliminar
  2. Olá Francisca.
    A matriz está definida na quadra e em toda a sua verdade.....
    "a relação da vida com a terra sendo ela a emanação da vida"
    Mas se me permite faço a correção da quadra para a sua verdadeira forma.
    "Eu sou devedor à Terra
    A Terra me está devendo
    A Terra paga-me em vida
    Eu pago à Terra em morrendo"

    ResponderEliminar
  3. Agradeço que devolveu à quadra a sua beleza original!

    ResponderEliminar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...