Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

domingo, 13 de junho de 2010

O som dos nossos pensamentos (5) Mantra-chanting

Todos repetimos todos os dias uns mantras pessoais, em muitas variações, p.ex. “eu não consigo” “eu estou stressado” “vou chegar atrasada” etc. etc. Sabemos do efeito que isto tem na nossa vida, como a nossa vida se molda  conforme as repetições – e a Louise Hay (entre outras escolas) tem desenvolvido todo um programa para contrariar a tendência mental de nos limitarmos pelos pensamentos. Mas agora queria falar de um exercício práctico que não só tem a vantagem de exemplificar como somos definidos pelos sons dos nossos pensamentos, como oferece a possibilidade de purificar a fala e as palavras do pensamento: mantra-chanting.

Uma curta explicação: A palavra “mantra” literalmente significa “ferramenta para a mente”. É um som que vibra pelo corpo para que a mente se livra da sua forma.

Falo aqui da “forma da mente” para indicar os hábitos de pensamento que cultivamos para dar resposta ao que nos aconteceu e acontece. Na nossa procura da felicidade, do amor, da liberdade, encontramos muitos entraves emocionais. A mente procura dar a volta, procura estratégias de lidar, maneiras de pensar que nos salvaguardam e protegem. Infelizmente, estas estratégias da mente, muitas vezes não passam de armadilhas que impedem o nosso crescimento, porque definem-nos a partir do sofrimento que já passamos ou que temos receio que ainda havemos de passar. São estratégias que recorrem ao apego para não perder terreno e valor. E enquanto o objectivo inicial da mente era conseguir a felicidade, amor, liberdade, os seus modos resultem contraproducente ou quanto muito, em resultados precários e instáveis.

O objectivo do mantra é ajudar a mente quando se encontra dispersa. Ao focar-se, a mente pode livrar-se da sua forma, permitindo que possa surgir o “Eu Superior”, ou seja, a nossa Verdadeira Natureza que está além da mente.
Cantando os mantras, e associado à sensação física da vibração sonora, é produzido um efeito espiritual. Canta-se para que a intenção do mantra se torna uma realidade física. Se cantes o mantra da compaixão, as vibrações produzidos convidam o teu corpo de sentir a essência da compaixão. O teu corpo é ensinado a sincronizar-se com a compaixão.

Como funciona na práctica?

A tua atenção e toda a tua consciência são direccionadas para dentro, para o teu Mundo Interior. Se o estímulo visual, provocado pelos olhos abertos, te desvia do teu Mundo interior, feche os olhos.
Não te deixas incomodar ou perturbar pelo que ouves no exterior.
Estás a viajar dentro do teu corpo, no espaço interior do teu Ser.
A tua respiração é lenta e profunda.
Descontraís completamente as diferentes partes do corpo, para que posses abrir mão de tudo que ocorre.
O som flui através de ti, e confunde-se contigo.
O mantra simboliza uma qualidade do Buda – e entregando-te completamente à vibração do mantra, começas a ter uma experiência desta qualidade.
É fundamental não forçar nada, não querer nada mentalmente ou com o ego. Faça um passo para trás,  e observe como o teu corpo entra na vibração do mantra.

No proximo post mais sobre os mantras que integram a sessão de sons do dia 20 de Junho.

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