Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Férias

O período de férias está a chegar ao fim. Espero que todos conseguiram descansar, carregar baterias, pôr as ideias em ordem, entrar no seu silêncio.... para poder enfrentar os desafios da vida do dia-a-dia com renovada coragem e esperança!

Este ano fizemos um passeio muito bonito - subimos ao pique do Almanzor. A paisagem feita de blocos de granito ofereceu vistas espectaculares. As pedras, empuradas para as alturas pelas forças interiores da Terra, estão expostas durante muitos milénios a condições metereológicas extremas: o calor do verão, o gelo do inverno, ventos, chuva, neve..... Elas vão formando e mostrando o seu carácter próprio - e podemos reconhecer nelas verdadeiramente os Ancientes  (os Anciãos), os Stone People (o Povo das Pedras).
Entre elas, somos tomados por uma sensação de mudançã contínua, sem fim, sem início. Ao mesmo tempo parece que aí nada nunca haverá de mudar, que sempre foi assim e sempre será.
Uma grandiosidade natural, em que o ser humano é um mero figurante - e de repente parecem tão insignificantes as vicissitudes da vida moderna: o culto do corpo, a falta de tempo, as ambições, as modas.... o nosso ego (interligado como está com o corpo, físico e efémero) quer tudo já, nesta vida ainda se fosse possível!
Entre os Ancientes encontramos facetas da vida que o ego tenda a descartar: a aceitação das circunstâncias, sem perder a firmeza suave; a beleza de poder Ser, tal e qual como criado, sem necessidade de mudar - a mudança terá lugar pelas circunstâncias. Ancient Ones: honro-vos e respeito-vos, e agradeço-vos pela oportunidade de poder estar convosco.

23 de Agosto 2010 - Almanzor, Sierra de Gredos
Foi um destes passeios que deixa marca, pela distância, pela altura, pela duração, pela dureza. Ninguém desistiu, nem sequer quando a caminhada parecia mais escalada. Cada um foi andando pelos próprios pés,  todos juntos para poderem oferecer a mão ao outro num momento mais inseguro ou instável.Todos se apoiaram mutuamente para poder chegar ao fim - e foi graças ao apoio mútuo que conseguimos também fazer os últimos kilómetros de volta ao carro.
No dia seguinte, ao revêr o percurso, percebemos que a distância percorrida era bastante mais do que o planeado... mas ainda bem que decidimos avançar. Foi óptimo.

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