Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Viver com medo - ou não

Em criança também pertencia a este grupo de pessoas que "vêm as almas" ou que "ouvem vozes". Educada num ambiente em que estas pessoas eram rotuladas de "fantasistas" ou até "doidos varridos", aprendi calar me sobre o que sentia, e no fundo do coração sabia: que é possível ver e ouvir os seres não físicos que andam por aí.
Ao longo dos anos fui querendo ser normal - igual aos outros... abafando o impulso de falar do que via, adoptando um comportamento "normal". Aprendi evitar certas observações, por medo que as pessoas me iam julgando, ou que se podiam sentir ameaçadas ou atacadas por eu estar a falar de coisas de que elas desconheciam a existência. Tinha o medo de ser punida e excluída, por ser diferente. Aprendi também fechar-me.

Agora estou diferente - aprendi aceitar que sou como sou, e que as coisas são como são.
A Natureza está cheia de forças e seres - compresença física, como os animais, plantas, rochas, ou sem presença física, como os Anjos e Elementais, mas também  Espíritos. Agora sei que é perfeitamente normal sentir a presença de outros seres - que não sou doida, que há muitas pessoas que vêm, ouvem, sentem. E que há muitos que se esconderam, como eu: que associam agora a sua capacidade de ouvir e ver, ao medo. Que fecharam a cortina para a sua sensibilidade, e sentem-se perdidos, ameaçados, perante todo um mundo que sabem que existe, mas onde já não conseguem participar.
Sinto que é altura de perdermos o receio e estranheza. Sei que há todo um mundo com presenças não-físicas, e que é perfeitamente normal que assim é, que não é preciso prova "científica e palpável", porque vejo, oiço, sinto que é assim.
É altura de falarmos nisso, altura de nos emanciparmos. Nós também temos uma parte imaterial - é altura de nos reconhecermos!
Também sei agora, que não é preciso ter medo - que não somos mais fracos nem mais fortes do que qualquer um que nos aproxima. Mesmo as presenças mais impressionantes - pelo tamanho, pela ferocidade, pela doçura, pela força de persuação - não são maiores nem mais pequenos do que nós.
Enquanto tivermos preso ao medo, encolhemos e diminuimos a nossa energia - e acabamos mais pequenos, mais fracos, mais permeaveis também para quem queira parasitar na nossa energia (conscientemente ou não, há muitos que fazem sem ter noção ou intenção...).

O que vejo como o grande inconveniente do medo e do receio, é que vai minando a nossa segurança interior. O medo ataca a nossa capacidade de decidir o que permitimos que mexe connosco, e o que não queremos no nosso campo energético. O medo fragiliza-nos, por que dá a ideia que estamos sujeitos ao mundo de fora. Mantém-nos numa dependência de alguém que pode ajudar-nos, de algo que pode proteger-nos. Que vamos precisar sempre de alguém que nos possa limpar, curar, ajudar, proteger. Mas no final de contas, a responsabilidade sobre o nosso bem-estar é sempre nossa... é altura de assumirmos, todos, a nossa força!

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