Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A responsabilidade

Este ano celebra-se os 100 anos de Dilgo Kyhentse Rinpoche, falecido em 1991. Em Lisboa está  a pessoa que foi reconhecido como a sua reincarnação: Dilgo Khyentse Yangsi Rinpoche, nascido em 1993.
Ontem tive o previlégio de poder assistir a um dos seus ensinamentos.
Dilgo Khyentse Yangsi Rinpoche é um rapaz ainda, fez recentemente 18 anos. O primeiro pensamento que nos vém a cabeça se olharmos para ele, é acerca da grande responsabilidade que lhe pesa sobre os ombros. Curiosamente era mesmo com esse assunto que ele começou o ensinamento:
"Vocês vêm todos para me ouvir por ter uma ligação com Dilgo Khyentse Rinpoche. Vêm, porque leram os seus livros, ouviram os seus ensinamentos, e agora vêm ver a mim. Ele era um gigante, fisicamente, e um grande homem, com uma compaixão enorme, livre de desejos materiais. Eu sou apenas um adolescente, vivo a minha vida. Tinha três anos quando me disseram que fui reconhecido como incarnação de Dilgo Kyhentse Rinpoche. Vivia no meu mundo perfeito, feliz, brincando, quando de repente as pessoas começaram a fazer vénias para mim. Não percebi muito bem, só pensei que deveria ser coisa boa, porque assim com certeza já ninguém me batia mais. Quando me foi explicado do que se tratava, ainda pensei: Wow, vou ser o rei do mundo! Mas depressa me percebi que não era bem assim. Era uma responsabilidade que tive que assumir. E comecei a estudar. Não tenho idade de ser mestre. Não sei recitar os ensinamentos dos grandes mestres ainda, sei dizer os seus nomes, porque sou tibetano e sei como pronunciá-los." (se a minha memória me não traíu foram estas as suas palavras)
Nestas poucas palavras senti profundamente que há que assumir que temos uma responsabilidade, em primeiro lugar perante nós próprios. Conhecer o nosso valor, e reconhecer quem somos, é a primeira condição para poder assumir. Não se trata de querer isso ou aquilo. Mesmo Dilgo Khyentse Yangsi Rinpoche reconhecia que o seu ego até podia querer outra coisa do que dar ensinamentos. No entanto, sendo quem é, tem uma responsabilidade.
Somos quem somos. Buddha foi uma pessoa como nós, igual a todo o ser humano. Assumindo que é dentro desta vida que podemos construir o nosso caminho sobre os fundamentos que trazemos dentro de nós, podemos alcançar grandes objectivos. Não se trata de querer vir a ser alguém. Todos já SOMOS.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O aspecto feminino em cada um de nós

Hoje, dia da Lua Cheia, é um bom dia para pensar na femininidade.  A Lua é conhecida como "tecedeira de marés"- a sua força de gravidade provoca nas partes flúidas do sistema Terra um movimento cíclico, um ir-e-vir que lembra a lançadeira usada nos teares.
A parte flúida - as águas dos mares e oceanos, mas também no nosso corpo há uma parte que flui. E com as águas e o sangue, flui a nossa emoção. No período da Lua Cheia as emoções também experimentam uma espécie de maré cheia, uma plenitude, a sua força completa. Altura fértil e pleno, em que as mulheres têm óptimas hipóteses de conceber...

O período da Lua Cheia é então altura por excelência de olhar para o nosso lado feminino - e não senhores, não estou a falar só das mulheres! Temos tódos um lado feminino - um lado intuitivo, emocional, que sente as coisas sem ser necessário ter palavras.
É altura de reconhecer o nosso lado feminino, altura de deixar ter receio de sentir e mostrar o que vive dentro de nós. Permitir que seja visto o que somos - incluindo as emoções mais profundas. E não e só altura por hoje ser noite de Lua Cheia. Também porque a Terra e todo o sistema que vive  à volta e dentro dela, está a passar por grandes mudanças. Ela está a precisar a nossa sinceridade, não só em intenções, mas também na sua expressão material!
O contacto com o nosso lado feminino mostra-se por vezes muito difícil. Não propriamente porque não conseguimos ser sinceros, mas porque as nossas emoções são uma espécie de caixa de Pandora. Sabemos do mito que tudo possa saír, e só essa perspectiva é já o suficiente para meter medo suficiente para não abrir a caixa... com o inconveniente que as emoções ficam no escuro, não são exploradas, não chegam a ser reconhecidas na sua profundeza.
O problema parece estar nas emoções traumáticas - memórias de experiências de resultaram em mal-estar, tristeza, dor, perda, medo, rejeição, fúria, ciumes. Muitas vezes são traumas passadas de geração em geração: uma geração passou por uma experiência traumatica que não soube resolver, a partir da qual desenvolveu um comportamento de defesa e sobrevivência, para se defender contra as emoções destrutivas. Sendo um comportamento ou reacção desenvolvida  no inconsciente, fácilmente pode ser passado (sem que se tenha noção disso) para a geração seguinte.
Um exemplo: uma mãe, que tem medo de ser rejeitada pelo homem, pode desenvolver a táctica de querer carregar toda a família e as suas preoccupações. A filha vê, por sua vez, no comportamenteo da mãe, o exemplo que ser mulher significa carregar nos ombros as preoccupações dos seus próximos, sob pena de não ser uma boa mulher.
Outro exemplo: um pai que sente sobre os ombros a responsabilidade  última  da sobrevivência material da família, para que não haja falta de nada em casa, pode, em consequência disso, esconder o seu lado mais suave, mais sensível. O filho vê que o pai mostra a sua ligação à familia através do componente material, tem como exemplo que homens não mostram a sua emoção, nem falam sobre a mesma.
Ser sincero significa, em termos globais, não mentir. Em termos mais específicos, privar com pessoas sinceras é reconfortante porque eles são quem são - o que vai dentro mostra-se por fora. Ser sincero também é respeitar a nossa própria emoção, a nossa própria vivência.
Para poder ser sincero, é preciso reconhecer e aceitar a mulher em cada um de nós - tal como temos um lado masculino que faz, que apoia a nós próprios, que protege a criança interior, também temos uma mulher, que sente, chora, ri, nutre, abraça e dá colo. Permitir que "ela" se mostra é aproximar-te de ti, na tua plenitude - e a partir da tua plenitude podes aproximar-te do outro, entender e sentir o outro. Se te sentes seguro e confortável contigo, os outros podem sentir-te como seguro.
No fundo, isto é um convite para enfrentar o que vive dentro de ti. Olhar para as tuas emoções e vê-las a todas, mesmo que tiveres receio de enfrentá-las. É altura de abrir, de sermos sinceros connosco próprios - para sentirmos bem connosco, mas também para podermos dar e receber apoio dos outros. É um passo na direcção de viver no Aqui e Agora. Partilhamos esse Mundo em que vivemos, e estamos todos juntos nisso.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Actividades na próxima semana

Durante as próximas semanas a Lucia Hulman estará connosco. Uma colega e amiga muito querida, com que tenho imenso prazer de trabalhar, nas meditações, nas sessões de sons, nos workshops.
Aproveitaremos a sua estadia em Portugal para fazer Earth-Healing, ou seja, vamos aos locais aonde a Terra Mãe nos chama, para fazer trabalho energético, ceremónias de limpeza e harmonização.
O corpo da nossa Mãe Terra funciona em muitos aspectos como o nosso próprio corpo - feridas e traumas emocionais causadas pelo Ser Humano podem ficar presas na matéria, nas rochas, nos rios, ou nas veias energéticas que percorrem a superfície da Terra. Tal como sabemos do nosso corpo humano, também a Mãe Terra fica com bloqueios, há sitios onde a energia não flui, onde sentimos dor e arrepio, o peso da história. O nosso trabalho consiste em ir de encontro a estes bloqueios, e oferecer-nos como canais para que as partes das almas que ficaram presas por causa da trauma sofrida no local, sejam guiadas para poder seguir caminho, de volta para Casa.

Parte importante do trabalho para a Harmonia da Terra, são as cerimónias e meditações, celebradas em lugares sagrados. É uma forma de agradecer e retribuir em atenção e carinho, tudo o que Ela dá a quem habita nela.

Na próxima segunda-feira, dia 26 de Julho, celebramos mais uma Lua Cheia. A cerimónia terá lugar no Cromeleque dos Almendres, começando às 21h.
Sejam bem-vindos! É costume trazer uma oferenda ao sítio, um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha ou uma flor.... o que sente adequado.
Agradece-se um donativo para a cerimónia em si.


Grande parte do nosso trabalho diário é baseado nos conhecimentos xamânicos.
O xamanismo moderno, tal como o xamanismo tradicional, parte do princípio que existem outros mundos, outras realidades: um Mundo do Meio, onde nós estámos, com a nossa realidade material visível e outras invisíveis, como os elementais, gnomos, elfes, telepatia e clarividência…Um Mundo Superior, onde estão os guias, seres angélicos – e um Mundo Inferior, onde encontramos a força vital, a vitalidade, animais de força e toténs, as plantas, a natureza pura….
Sons e ritmos levam os participantes para estados de conciência, em que será possível para o espírito viagar para outras realidades, a fim de contactar com animais totem, ou animais de poder, com a natureza e as forças da natureza, com árvores e plantas, com entidades mitológicas.
Qualquer um pode fazer uma viagem para outros mundos, ninguém é obrigado a ficar com a mitologia e os rituais de uma cultura específica. Temos liberdade de escolha, liberdade de recolher de várias culturas para interpretar as nossas experiências. Não se é obrigado a acreditar numa religão animista, na existência concreta de espíritos, embora desenvolvamos naturalmente uma visão diferente sobre a vida.
Quando voltamos, ficamos com imagens que nos possam servir de apoio ou como ensinamento, matéria para meditarmos sobre o rumo da nossa vida.
Na quinta-feira dia 29 de Julho, vamos guiar uma Viagem Xamânica, acompanhado por didgeridoos, taças tibetanas, tambores, conch-shell, cimbalos e outros instrumentos acústicos ancestrais.
Terá lugar no terraço da Associação Oficina da Comunicação, largo Dr. Mário Chicó, 9, das 20.30h às 22 horas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tempo da Lua

Vez após vez, a nossa alma volta a incarnar na Terra, tomando forma humana para poder aprender as suas lições….
A forma humana é considerada a mais preciosa das formas da vida, por aliar a capacidade de sentir emoções de prazer e de dor, à capacidade de ter consciência das acções e das suas consequências, o que resulta numa aptidão especial para a aprendizagem.
Não havendo nenhuma indicação sobre o género das almas, sabemos no entanto que as sucessivas incarnações alternam entre ser homem ou ser mulher.
O Divino - a Fonte da Criação - é UNO, não há diferenciação entre o feminino e o masculino. As duas faces encontram-se juntos numa dinâmica criativa, fértil, completo, um abraço perfeito entre opostos.
Ao vir para a Terra, a nossa Alma tem à sua frente uma vida como homem, ou como mulher. A expressão feminina e a expressão masculina são diferentes e oferecem dificuldades diferentes - culturais, sociais, emocionais, físicos.... São vias diferentes, com oportunidades de crescimento diferentes - enquanto as lições, no fundo, permanecem iguais, levando a questões fundamentais como:
aprender amar os outros e nós próprios sem julgamento;
aprender dar e receber apoio, amizade, amor, para a felicidade de todos;
aprender aceitar e respeitar todos tal e qual como são (incluindo nós próprios), levando a uma situação de igualdade entre todos;
aprender a viver em liberdade, sem manipular ou ser manipulado por acontecimentos do passado ou expectativas do futuro. 

Muitas mulheres sentem imensa dificuldade em aceitar-se a si própria fisicamente, e não só porque são confrontadas com os muitos preconceitos e ideais sobre o corpo feminino. Tarefa igualmente difícil é aprender lidar com o ciclo hormonal, que por várias vezes na vida muda por completo a percepção e a vivência do corpo - na adolescência e na menopausa - e no tempo intermédio pode fazer oscilar humores e peso,  provocar retenção de líquidos, fazer aparecer manchas e borbulhas, tornar o corpo hipersensível ao toque...
Um dos preconceitos que depois da libertação da mulher nos anos 60 começou a ser derrubado, é o acreditar que uma mulher no seu período se encontra "manchada" no sentido de impura. E mesmo que hoje em dia isto já é considerada exagerada, quantas mulheres ainda há que têm dificuldades com o ciclo hormonal? Ser mulher torna-se ciclicamente incómodo, complica a vida e traz consigo uma responsabilidade que os homens não têm.
Devo dizer que durante anos, achava que o ciclo me impedia manter um ritmo de vida constante, que me provocava alterações no corpo, na concentração e no humor que atrapalhava a mim e a quem tiver que trabalhar ou viver comigo... e não podia entender o que se descrevia como o lado bonito e misterioso nisso tudo.
Agora tenho muito menos dificuldades com o meu corpo, e vejo que ser mulher significa também ter uma relação muito especial e íntima com os ciclos da Natureza.
Na tradição nativa norte-americana, havia um espaço próprio para as mulheres se juntarem durante os dias do seu período: o "Moon Lodge". Durante estes dias eram libertadas dos seus deveres e da sua família, e podiam se retirar para usufruir da companhia das suas irmãs.
Era um período em que a mulher recebia honras como a Mãe de toda a Força Criativa. Era um tempo em que tinha oportunidade de libertar energias antigas acumuladas, e de preparação para um novo período fértil.  O espaço sagrado de cada uma das mulheres era respeitada neste período, porque as mulheres eram quem traziam abundância e fertilidade consigo. Como a continuidade da tribo dependia dos filhos que as mulheres podem dar aos homens, e a abundância da colheita da sua relação com a Terra Mãe, as mulheres eram permitidas usufruir de descanso e retiro durante o período em que não podiam conceber. Ninguém ia interferir com este direito, era até considerada perigoso e prejudicial para a tribo, negar à mulher o seu período de fazer nova ligação com a Mãe.
No Moon Lodge, as mulheres acompanhavam-se umas às outras. Desde que a menina se tornava mulher, era lhe ensinada respeitar o seu corpo e as necessidades do mesmo. Não só os deveres da mulher eram ensinadas como também o privilégio que era ser Mulher, ter acesso à intuição, criatividade, entender cerimónias e rituais, assistir em partos, entender as ligações aos Totems e à Medicina. À mulher era ensinada que o corpo dela é uma extensão da Mãe Terra, e todos os actos de prazer, abundância e fertilidade fazem parte da natureza feminina.
Durante o período de re-estabelecimento da ligação com a Mãe Terra, as mulheres não preparavam comida, não dançavam, não participaram em cerimónias. Essa tradição tinha como ideia subjacente, que as mulheres precisavam de se alimentar a si próprias neste período, tanto ao nível física como emocional e espiritual. Era como uma retribuição por ter alimentada os outros durante o restante do mês...
Que alívio seria hoje em dia se a mulher pudesse respeitar o seu corpo e o seu ciclo desta maneira....
Mas infelizmente esta prática tem sido muito mal interpretada, e chegou uma altura em que se pensava ser necessário separar as mulheres no seu período por os seus corpos serem impuras. Gerou-se uma aversão ao corpo feminino exactamente por ser sujeito às flutuações da Natureza..... Uma aversão ainda mais alimentada pela cultura dominante que estimula mesmo nas mulheres comportamentos masculinos. 
Obviamente este ideal pode gerar conflitos interiores e falta de auto-estima - sendo que a imagem criada pela cultura não corresponde à natureza interior feminina.
Por mim, fez me milagres sentir que ser mulher traz me oportunidades e desafios especiais, uma proximidade com a Mãe Terra que me confere tranquilidade - e que me possibilitou sentir me bem comigo. Entre tudo o que não sou, não consigo e me vejo como muito mais incapaz do que na realidade sou, também descobri que sou Mulher. E isso é um prazer.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Porque gosto de rezar ao Sol?

Para mim, um dos rituais mais bonitos que posso fazer é o ritual de cumprimentar o Sol. Naturalmente isso terá muito a ver com a minha própria constituição - sou nativa do signo do Sol,  o Leão.
Ao olhar para o Sol, sinto que os seus raios constituem uma expressão da Força Primordial - o mais perto que podemos chegar a uma visão do Criador, a Fonte de Luz Universal, a Fonte de Tudo que É...
O Sol, que ao nível físico podemos descrever como o centro do nosso sistema solar, a estrela cuja luz e calor contribuem para que o atmosfera da Terra tenha condições que permitem a vida. A sua massa faz com que a Terra roda à volta dele, atraida pela mesma força de gravidade que faz por sua vez  com que nós conseguimos manter um equilíbrio com os pés na Terra e a cabeça erguida.

Desde os tempos primordiais, o ser humano viu no Sol um Ser Celeste - um Deus. Fonte de vida, iluminação suprema, Pai de todos os Seres. Aqui vou invocar apenas um entre muitos que adoraram o Sol: Akhenaton.
O grande místico do antigo Egipto, o fárao Akhenaton, viu em Aton, o disco Solar, a expressão do Deus único. Akhenaton viveu a sua vida para Maat - a verdade última, a justiça, o comportamento ordeira. Dedicou a sua vida à conversão da visão espiritual egípcia, que reconhecia muitos deuses, para uma visão em que se reconhecia um só Deus como origem da Criação - e Aton era a sua face visível.
O Sol foi saudado como o símbolo de um Deus que amava todas as nações, que desejava a paz em vez de guerras, a irmandade entre as nações em vez de uma nação conquistar a outra.
Os hinos de Akhenaton declaram que Deus é um Ser invisível que não pode ser representado por imagens; que Ele é o Deus de todas as nações; que Ele ama todos os homens em igual proporção; que Ele é o criador, Preservador e misericordioso Pai da humanidade e de todas as criaturas viventes. “Quão múltiplas são as tuas obras! Elas estão ocultas aos homens, Ó Deus único, a quem nenhum outro se compara. Criaste a Terra segundo o teu coração.” Sua implicação com a Verdade está registrada num de seus decretos: “ Este é o juramento que desejo proclamar, conforme a Verdade, e do qual, por toda a eternidade, jamais direi que é falso.”
Akhenaton era tanto poeta quanto místico. Seus hinos podem ser comparados com os salmos de David, no Antigo Testamento. No Salmo XXIII, David canta: “O Senhor é meu pastor; nada me faltará” . Muito antes Akhenaton cantara: “ Não há pobreza para quem descansa no coração do Senhor.”


O Hino ao Sol podemos ler como a primeira versão da oração que hoje em dia conhecemos como o Pai Nosso.....

Hino ao Sol

"Bela é a tua alvorada, oh Áton vivo, Senhor da eternidade!
Tu és brilhante, tu és belo, tu és forte!
Grande e profundo é o teu amor; os teus raios cintilam nos olhos de todas as criaturas; a tua pele espalha a luz que faz os nossos corações viver.
Tu encheste as Duas Terras [nota: Akhenaton refere-se ao Egipto] com o teu amor, oh belo Senhor, que a ti mesmo te criaste, que criaste a Terra inteira e tudo o que nela se encontra: os homens, os animais, as árvores que crescem no chão.
Levanta-te para lhes dar vida, pois tu és a mãe e o pai de todas as criaturas. Os seus olhos voltam-se para ti, quando ascendes no firmamento. Os teus raios iluminam toda a Terra; o coração de cada um enche-se de entusiasmo, quando te vê, quando tu lhe apareces como seu Senhor. Quando te pões no horizonte ocidental do céu, as tuas criaturas adormecem como mortos; obscurecem-lhes os cérebros, tapam-se-lhes as narinas, até que de manhã se renova o teu brilho no horizonte oriental do céu.
Então, os seus braços imploram o teu Ka, a tua beleza acorda a vida e renasce-se! Tu ofereces-nos os teus raios e toda a Terra está em festa; canta-se, toca-se música, soltam-se gritos de alegria no pátio do castelo do Obelisco , o teu templo de Akhenaton, a grande praça que tanto de agrada, onde te oferecem alimentos como homenagem...
Tu és Áton, tu és eterno... Tu criaste o longínquo céu para aí te elevares e veres as coisas que criaste. Tu és único e, no entanto, dás vida a milhões de seres, é de ti que as narinas recebem o sopro da vida. Quando vêem os teus raios, todas as flores vivem, essas mesmas que crescem no chão e se abrem quando tu apareces. Com a tua luz se embriagam. Todos os animais se levantam de um salto, os pássaros que estavam nos seus ninhos abrem as suas asas, para fazerem preces a Áton, fonte da vida."

Cada um pode fazer a sua própria oração ao Sol... conforme as necessidades, e de acordo com a sua própria ligação ao Criador.
Uma maneira que sinto como particularmente purificadora e que me proporciona uma união com o Sol muito especial, é a saudação do Sol Nascente (Ra-Horakhty, a fusão do Ra, deus-Sol com Horus, o deus-homem com cabeça de falcão). Como Akhenaton, sinto que uma ligação profunda com o Sol nos dá acesso à Verdade Ultima e Única! Por isso, nunca deixarei de me virar para o Sol Nascente.


Abrindo os braços para os Sol, cumprimentando-o  e testemunhando o meu respeito e reverência...
Abro-me... todas as células, todos os sistemas, todos os chakras... para que a Luz da Verdade ilumina o meu corpo, o veiculo que me foi disponibilizado para a minha alma ter expressão no plano físico, tornando possível a integração última de todos os planos.
Abro-me e permito que tudo que sou, fica exposto à Luz - incluindo os aspectos que têm a sua origem no sofrimento, no apego, na ilusão, no medo.... para que também estas possam ser harmonizadas com a mais alta frequência da minha alma.
Rezo ao Sol, para que os seus raios possam fluir também através do meu Ser, para se expandir na Terra, para o Bem de Todo que É.
Ofereço o meu Ser para que a Verdade ter lugar também em mim..
Respiro, e sinto a Luz do Sol Nascente a percorrer o meu corpo, a promessa de um novo dia, a Luz da Criação que acontece a cada momento.
Rezo, para que a Vontade do Criador seja feito, em benifício de Tudo que É.

Há muitas maneiras de rezar ao Sol - e mesmo um momento só de verdadeiro prazer em absorver os raios do Sol, constitui em si uma oração....

terça-feira, 6 de julho de 2010

quando a vida não é o que pensávamos que seria (2)

Perguntaram-me porque pensava que era necessário falar de assuntos da alma e da morte, no caso da recém-nascida doente. (ver post anterior)  Seria tão grave?
Para mim, não era uma questão de ser grave ou não. Senti esta necessidade porque os pais pediram-me para ver se podia acompanhar e guiar a filha à distância.
Naturalmente o pedido tinha como intenção final a cura. E do ponto de vista dos pais preoccupados, é obvio que esta cura teria que ser em primeiro lugar física - para que ela pudesse ir para casa e que eles pudessem inicar a vida a três, tanto quanto possível, de maneira normal.
No entanto, eu não posso curar alguém, se a alma desta pessoa não quer, ou não colabora. Uma cura significa em primeiro lugar uma melhoria no status-quo, uma viragem na direcção de re-encontrar a harmonia e integração dos vários sistemas que compõe o Ser. Mas se falo de "melhoria", "harmonia" "integração" tenho que ter cuidado com as normas que definem estes conceitos. Corro o risco de começar o meu raciocínio de um ponto de vista que limita as opções - ou seja, que defina uma melhoria como melhoria física.
Mas uma cura nem sempre significa isso - se a alma conseguiu o seu objectivo da vinda para a Terra, pode querer voltar. Até pode ser melhor que segue caminho quando olhamos para a aprendizagem que se propus antes de vir; pode mesmo ser necessário, se a sua morte faz parte do contrato de aprendizagem com as almas envolvidas na situação.
Rigorosamente, comprometi-me a pensar a partir da alma das pessoas que me procuram, quando prometi empenhar-me para o Benifício de Todos os Seres. O caminho individual das almas para o seu aperfeiçoamento gradual, é um desejo do Criador, da Fonte, de Deus, se assim quiseres chamar ao Absoluto-que-não-tem-nome. É através dos nossos caminhos, da nossa aproximação gradual a Ele/Ela, que se manifesta. Por isso, cada vida humana é extrememente preciosa para poder crescer e aprender; mas ao mesmo tempo é efémera e uma de muitas.
Uma cura consiste, no meu ver, na ultrapassagem da barreira do físico, integrando a componente espiritual plenamente no Agora. E isso pode significar que a doença precisa ser reconhecida, ser vivida, que precisa de existir como parte integrante do Ser. Que seja aceite a possibilidade de existir algo diferente do que a expectativa de boa saúde física - a imperfeição, a incapacidade, pode dar origem a uma "normalidade" diferente.
Enquanto olhamos para a nossa vida humana com apego ao componente físico, como a condição fundamental para a existência, a alma não tem plena oportunidade de se manifestar no Ser. Consequentemente, quando permitimos que a alma habita todos os níveis energéticos, do mais denso ao mais súbtil, do nosso corpo, a cura física pode ter lugar - em harmonia com a alma.
Tratando-se de uma recém-nascida, é preciso fazermos tudo que está no nosso poder, para dar a melhor oportunidade possível a um Ser Humano que ainda tem tudo à sua frente.
Ao mesmo tempo é preciso respeitar a alma - e não prejudicar o seu caminho... cada um é dono do seu karma, todos temos direito à aprendizagem, mesmo sabendo que isso implica algum ou muito sofrimento. Interferir no karma de alguém pode significar que este tem que repetir a lição!
O equilíbrio entre os dois lados é precioso e ainda mais difícil por se tratar de alguém que não se exprima através de palavras. E é mesmo aí que se encontra a importância de termos consciência dos assuntos da alma e da morte.

Neste caso específico considerei ainda importante que os pais largassem a expectativa que criaram ao longo da gravidez - correndo o risco que a filha fosse olhado como diferente, não-suficiente, coitada.
Libertando as expectativas abrem portas para o amor incondicional - para poder olhar para ela e, indepentemente das condições físicas,  dar-lhe oportunidade de ser aquela, tal e qual como foi a Intenção quando ela veio para este Mundo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quando a vida não é o que pensávamos que seria

Estavamos na berma da estrada. Eles tinham vindo para trazer uma fotografia da sua filha. Uma cara rosada, de olhos  e punhos minúsculos fechados, dormindo sobre uma mantinha.
Eles mostravam-me a fotografia, com a voz a sufocar em lágrimas.
A esta hora da tarde, a estrada começava a ter novamente movimento, e os carros, com as janelas bem fechadas para não afectar o efeito do ar-condicionado, passavam com uma velocidade que parecia exagerada.
A filha, com duas semanas de vida, estava no hospital, com sintomas estranhas e potencialmente graves, para os quais os médicos não estavam a conseguir encontrar explicação. Os pais estavam desesperados. Os primeiros dias da vida da filha, para os quais eles tinham ansiados, estavam a tornar-se difícil de viver. Foi suposto ser um tempo de celebração da vida, as boas expectativas criadas pelas ecografias e análises durante a gravidez fizeram, com que tinham imaginado os primeiros dias como um período de encontro com a esperança, uma promessa para uma família feliz e saudável.

Tinham gostado de pensar nos dias em que uma nova criação, a sua criação, estaria a acordar para a vida, a sorrir para um futuro em conjunto.

Mas a filha não estava saudável, e a realidade parecia mais um pesadelo do que um sonho. Situações de doença com crianças são em si complicadas, mas quando se trata de uma bebé recém-nascida com problemas, as respostas são muito difíceis. O que dizer?
Podia ter-lhes explicado o que estava a ver, o que a intuição me dizia acerca do estado de saúde da menina.
Podia ter-lhes falado sobre como uma alma nunca vem por acaso, que todos nós, enquanto almas, fazemos a escolha para uma determinada vida. O caminho da alma não é limitado a uma vida só, estende-se por multiplas vidas. Cada vez que a nossa alma incarna num corpo humano, propomo-nos a nós próprios de aprender uma lição específica, para que a alma se aperfeiçoa, para que cresce na sua energia e capacidade de Ser.
Cada alma sabe que vai nascer numa determininada família, que tem a sua personalidade e problemas próprias. Sabe quais as questões maiores que vai encontrar com o corpo que escolheu - seja por causa da estrutura emocional da mente ou pelos aspectos físicos deste corpo. É uma espécie de contrato que fechamos antes de incarnar novamente - não só connosco, mas com a "família da alma" - os seres mais próximos de nós, que vamos encontrando em vidas sucessívas. E o contrato não obedece obrigatoriamente à logica que os pais ensinam os filhos. Os filhos também podem vir para ajudar aos pais aprenderem a sua lição - mesmo que isso implica viver por pouco tempo ou com uma doença grave, ou "apenas" um episódio de ameaça de vida.
Podia ter-lhes lembrado como tudo que encontramos numa vida nos vai preparando para a morte. Aprendemos através da doença grave que existe uma dimensão além do material, que há algo imenso, infinito, eterno em cada um - e que chamamos a essa dimensão o Espírito. Contactar com o Espírito não só dá profundidade a nossa vida, como ensina não ter apego ao corpo. Estamos a ser preparados para o re-encontro no além - para podermos avaliar a nossa vida, a aprendizagem, o progresso.
Podia ainda ter dito para tentar respeitar o espaço da sua filha, confiando que ela vai ser quem precisa de ser - e que apoiam-na incondicionalmente, independentemente como será a vida dela. Pedir-lhes para não inundar a menina com pensamentos tingidos pela fatalidade , partindo do princípio que ela não está em ordem, mas sim olhá-la com confiança que ela há de crescer de tal forma que pode fazer tudo que quer e precisa de fazer na vida. Observá-la para ver todos os sinais, sem preconceitos, sem ver  à partida doença e desgraça.
Mas como ia falar nisso, quando eles tinham vindo procurar conforto? Como podia falar do que estava a sentir, quando eles tinham vindo procurar força para enfrentar o batalhão de médicos e enfermeiras - que faziam o que na situação dada, podiam, mas que nunca podiam ter suficientemente ternura e atenção para a sua filha, tão desejada e amada.
Como podia falar quando eles só queriam perceber que tudo, por o que estavam a passar, fazia sentido...

A tarde estava a recuperar do calor do dia. Uma brisa acariciou as nossas caras, os pássaros e as cigarras cantavam. Os carros que passavam, já vinham com as janelas abertas, deixando escapar pequenos farrapos de música. Não havia mais que fazer do que ficar abraçados.

PS. Acabámos de falar sobre todos os assuntos no dia a seguir. Os pais tranquilizaram, encontraram força para se apoiarem mutuamente, e para dar conforto à sua filha. A menina está a receber todos os cuidados médicos necessários para que recupera. Os análises não identificaram ainda nenhum defeito congénito. Os pais estão com ela, estão juntos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

divinar o caminho

Ontem levei para a meditação um baralho de cartas, usadas para a "divinação" - a divinação procura ententendimento do significado ou as causas ocultas dos acontecimentos da vida. Estas específicas eram as "Sacred Path Cards" (da autoria de Jamie Sams) - as cartas do caminho sagrado.
Provenientes da tradição nativa norte-americana, as cartas retratam situações, objectos, gestos, rituais, do dia-a-dia da tribo. Foram desenhados para transmitir e partilhar a sabedoria das Nações norte-americanas.
Nas sua visão, todos as criaturas vivas têm as suas mensagens de cura para partilhar com quem se dispõe a aprender a sua linguagem.
Na vida do Ser Humano, nada do que acontece é sem significado. Tudo que encontramos no nosso caminho pode ser o nosso Mestre e dar-nos ensinamentos sobre a Vida, mostrando como podemos abrir a porta do nosso coração e deixar que o Amor do Grande Mistério começa a fluir.
Nada acontece por acaso e tudo que fazemos tem significado. Os nossos Irmãos e Irmãs neste mundo (a Terra, nossa Mão; o Céu, nosso Pai, os nossos Avós Sol e Lua; os animais, as árvores, as plantas, as pedras, e os outros seres humanos) podem trazer uma mensagem sobre o significado maior, mais profundo da Vida. Mesmo se estaremos separados fisicamente da nossa família biológica, ou se esta passou para o plano não-físico, nunca estaremos sós -  se reclamamos a nossa ligação à Familia Universal da Criação.
Os objectos rituais, mas também os objectos do dia-a-dia, são feitos com uma intenção específica. Percebendo os valores associados, podemos entrar nos segredos do Grande Conjunto. Agindo com consciência, toda a nossa vida ganha em significado, em profundidade. E podemos encontrar no nosso caminho (literalmente) sinais que nos ajudam a interpretar as causas ocultas dos eventos e dos processos.
Os animais que se cruzam contigo podem vir em resposta a uma pergunta que formulaste mentalmente.... O vento pode chamar a tua atenção, mostrando-te como faz mover as folhas da árvore, como limpa e liberta com o seu sopro... O vento também pode mostrar como levanta uma semente de flor, levando até longe, para poder pousar em terra fértil... Uma flor pode abrir-se e ao olhar podes absorver a sua cor e fragrância, e aceitar a oferta para a tua cura....A água do rio pode lembrar-te de fluir e de libertar... o cante de um pássaro pode ser o chamamento de Despertar.....Outras pessoas cruzam-te contigo quando precisares delas....
Tudo pode ter significado se tu consegues olhar com verdadeira atenção e respeito- o que em si constitui a base da linguagem do Amor. É uma linguagem simbólica, falada através do Coração. Precisamos de abrir-nos para mostrar a nossa gratidão para tudo que nos é dado, atenção e respeito para o que encontramos, para poder receber as lições e os ensinamentos, para poder entender as curvas no caminho que a Vida nos reserva.

As cartas, consultadas de coração aberta, sem receio e aceitando a priori o que é mostrado, podem fornecer pistas importantes para o momento em que são tiradas.
São pistas para meditarmos; para perceber o que  pode estar atrás das nossas decisões; para abrirmos para dimensões até agora não percebidas.
Nunca as cartas vêm por acaso. A tua intuição, a tua sabedoria interior, guia a tua mão. Nós somos uma reflexão da complexidade da Natureza, e através do nosso Coração temos acesso a todas as respostas.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

reflexão

Já lá vão quase duas semanas sem me reservar um pouco mais tempo e disponibilidade mental para escrever. Sinto falta; tenho uma lista grande de coisas que gostaria de elaborar por escrito. Então porque não começar?
Bem - obviamente existe aqui algum conflito interior. Óptimo: uma oportunidade para reflectir e aprender!

Também eu confronto-me com as vicissitudes da vida moderna: as horas seguidas atrás do computador que absorvem grandes quantidades de energia vital; os compromissos e os horários do trabalho perante os quais sentimos impotentes de dizer "agora não, precisava de meia hora para descansar a cabeça, depois já posso fazer o que for preciso"....
A sociedade - e a nossa cultura reinante - parece querer estafar-nos de tal maneira que nos momentos em que podemos descansar, a nossa chama interior se apresenta pequena e fraca. E devido à nossa sensação que foi através das forças exeriores a nós, que ficámos assim, a tendência é de esperar e desejar que também venha de fora o impulso necessário para nos sentirmos novamente satisfeitos com a vida.
Estranho fenómeno, que ao mesmo tempo é extremamente familiar pela insistência com que infiltra na nossa vida:  parece que a cultura em que vivemos se esforça para sublinhar a nossa dependência, a nossa fragilidade, a nossa fraqueza, peranto o grande conjunto. Como se não fizessemos parte integrante do Tudo.
E ainda por cima somos tentados fazer das tentativas de ultrapassar a insignificância, um culto, em que cada um ambiciona o reconhecimento vindo dos outros, através das conquistas cerebrais (a carreira profissional) ou físicas (a cultura do corpo) ou sentimentais (eu amo-te agora tens que me amar a mim também)...
Observo o fenómeno e há alturas em que não tenho coragem de continuar a dizer: olham para dentro! Todos somos iguais no nosso esplendor! Não precisas de reconhecimento dos outros, reconhece-te a ti próprio! Se acederes à tua Fonte de Sabedoria, encontras a Fonte de Tudo que É! Tu és o Criador! Se começarmos a trabalhar em conjunto, em vez de sentir a ameaça dos outros na forma de concorrência, podemos todos realizar-nos, de uma forma livre, sem querer nada de ninguém, sem dever nada a ningúem, sem precisar de manipular-nos uns aos outros para sentirmos melhores. Não será preciso receio para amarmos uns aos outros!!!
Mas de facto, se não tenho esta coragem, esta energia, é porque também me sinto algo separada da Fonte - deixei me iludir para pensar que não teria força suficiente para ser igual a mim própria. Talvez seja mesmo receio... um medo profundo de estar só, de ter que contar unicamente comigo...medo de descobrir se estou à altura do desafio ou não.
Uma vozinha algures no fundo está mesmo agora a lembrar-me que "a unica coisa que temos a temer, é o próprio medo"....então vamos a isso. Vou encarar a situção, volto à escrita. Vou abrir mais uma vez a porta para que a Luz do Sol entre - e para que a minha brilhe para fora ;)

E que assuntos? Na minha lista figuram muitos, por exemplo:
- aceitar a ser mulher; a importância que vejo em ter rituais no ciclo feminino
- porque penso que temos todos acesso à Sabedoria Universal
- o que significa ter uma "missão" na vida, ou seja, um caminho próprio
- a canção mais bonita é a harmonia da Alma Humana
- rezar ao Sol - porquê faria uma coisa desses?
- a força e simbolismo dos cristais
- falar com o nosso Eu Superior - e os nossos guias de Luz



Se tiverem uma preferência, por favor, comunicam-me, mesmo se não figura na minha lista!!
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