Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011-2012: olhando para trás, olhando para frente

Enquanto a passagem do ano se aproxima, encontro-me entre os muitos a olhar para trás: o que conseguimos realizar? Quem somos agora, e como somos diferente de quem fomos há apenas um ano atrás?

2011 foi o ano em que se desenrolou um espectáculo triste perante os nossos olhos: no espiral de crises económicos ficaram envolvidos cada vez mais países. O princípio sobre o qual foi construído o nosso mundo actual - que os conflictos seriam superados pelo crescimento económico - acabou por fazer ruir economias, esperanças, planos. Acabamos de assistir como o sonho de enriquecimento de todos e de cada um se tornou um pesadelo em que países aliados se tornaram inimigos uns dos outros, e colegas de trabalho se tornaram concorrentes uns dos outros. A lei da selva tornada Constituição. Temos sentido no dia-a-dia os efeitos - aumento dos custos de vida, aumento de desemprego, aumento de desespero, aumento da fome.

Entretanto, muitas vozes se levantam, dizendo que é preciso mudança! Infelizmente há mais pessoas ainda que não querem realmente mudar. O sonho de um Estado que toma conta de nós era de um conforto inigualável, e o preço a pagar parecia pequeno. Agora começamos a perceber que a democracia em que acreditavamos, faliu.

Com isso não quero dizer que o ano de 2011 foi um ano de desgraça.
Num outro nível, o ano foi de grandes descobertas e progressos ao nível pessoal. Muitos foram empurrados para uma sitação em que tiveram que olhar para si próprios e perguntar: Quais são os meus princípios? Estou disposto a fazer ouvir a minha voz? O figura do ano para Time Magazine, foi O Manifestante (the Protester). Foi uma homenagem a todos eles que ousaram, publicamente, discordar do status quo.

É talvez nos movimentos dos indignados e revoltados,  que reconhecemos melhor a força do ano de 2011.
2011 decorreu sob o tema da Mestria: as condições energéticas facilitaram o encontro com o Mestre em nós, o que possibilitou assumir quem somos. Assumir a nossa costela divina; tomar consciência da nossa força e tudo o que podemos fazer com ela. (ver também)
Foi um ano que, pela polarização que percorreu o mundo,  deu plena possibilidade de ver onde nós nos encontramos:
Fazemos as nossas escolhas por razões do ego, do medo de não sobreviver - ou fazemos as escolhas por sentirmos que o conjunto precisa de estar bem, para nos podermos estar bem? Estamos do lado da concorrência - ou estamos do lado da cooperação? Olhamos para o nosso próximo em defesa do nosso lugar, ou para poder entender onde estamos ao lado dele? Servimo-nos do mundo, ou servimos o mundo? Escolhemos ficar nas trevas - ou escolhemos seguir a Luz?

2011 foi um ano para descobrir de que lado estamos. 2012 parece que vai ser um ano propício para mostrar onde estamos. Chegou a altura de ficar firmes na energia e a harmonia que nós desejamos criar para a Terra.  Compassivamente, sem julgamentos, sem medos, sem ressentimentos. Mostrar que estamos AQUI E AGORA, que estamos dispostos a abrir mão do passado, de colaborar, de procurar em conjunto a sinergia que benificia a todos.


Desejo-vos um bom ano. Que todos possam ser, livremente, quem são. Que todos se possam apoiar mutuamente para caminharmos de mãos dados, ao encontro de um objectivo conjunto. Que a alegria e o prazer de viver, possam preencher as nossas vidas!

domingo, 11 de dezembro de 2011

A magia da Lua Cheia

Ontem, a cerimónia estava a ser preparada ainda com a guarda-chuva aberta. Mas ao começar, sentimos que já não era necessário. E depois de um dia inteiro de chuva, com o céu carregado de nuvens baixas, a chuva parou. As nuvens começaram a ceder e levantar... e mais uma vez, não choveu durante a meditação. Tem sido sempre assim até agora, não chove quando reunimos em meditação! Ontem chegamos ainda a ver a Lua, no final, um belo arco-íris à volta.... uma surpresa muito grande e agradável!

A Lua sobre o Cromeleque dos Almendres, 10-12-2011
A altura da Lua Cheia é sempre uma altura especial, uma altura de nos ligarmos à Natureza e à verdadeira natureza do nosso Ser... A Lua Cheia é um período de reflexão sobre o nosso caminho: no auge do ciclo lunar podemos ver com a clareza do Sol para a escuridão do nosso interior.

Não é boa altura para tomarmos decisões sobre o rumo da nossa vida, uma vez que as emoções encontram-se estimuladas pela energia da Lua. Nem é boa altura para o inicio de novos projectos, que melhor se guarda para a Lua Nova.
Mas a Lua Cheia é boa para vermos a colheita do que semeamos antes. Boa altura de fazer o balanço e ver onde estamos, para poder ver: quem somos agora?

A Lua Cheia também é uma altura em que nos podemos equilibrar e encontrar o nosso lugar entre Sol e Lua, ou seja na Terra. No meio entre a força feminina e a força masculina, podemos sentir como renascemos um pouco e crescemos um outro pouco, a cada momento que respiramos e aceitamos que Somos, quem somos.
É um momento de reflexão e aceitação, portanto. Um momento em que a nossa noção de nós aumenta, em que sentimos que a Força existe em nós. Chega a ser uma sensação poderosa, olhar e sentir a Lua Cheia!
Como é natural - e é mesmo uma lei da natureza - todo o poder traz responsabilidades.
Todas as Luas Cheias juntamo-nos no Cromeleque dos Almendres , não só para poder sentir as forças da natureza a funcionar à nossa volta e dentro de nos, mas também para assumirmos o nosso lugar  na Terra. Em união com a Natureza sentimos a nossa ligação - à Terra, aos que nos amamos, aos que nos rodeiam. E podemos perceber como Tudo está ligado em interdependência - nada existe se não existisse o resto. Para estarmos bem, é preciso que o Todo está bem.

No Cromeleque, sítio sagrado, protegido pelas pedras que marcam este Portal entre Céu e Terra, onde podemos sentir, de coração aberto, o bater do coração da Terra e a Luz do coração do Universo, a meditação da Lua Cheia veste-se de especial importância.
Sendo um lugar de força, ligado pelas linhas energéticas a muitos outros lugares, tudo o que fazemos aqui carrega-se de simbolismo e irradia. É para a Terra, para todos que vivem n'Ela, que abrimos e assumimos quem somos.
Estabelece-se em cada um dos corações que se abrem, um portal, pelo qual o Amor Universal possa fluir para a Terra. E cada um que põe de lado o seu interesse pessoal, confirma e amplia a energia que flui - porque sabe, que tudo o que faz para a Terra e o Grande Conjunto, contribui para o seu próprio bem-estar.
Uma responsabilidade muito grande, como disse ontem uma participante. Estamos aí como agulhas de acupunctura, a transmitir energia para apoiar a Terra no processo de transformação em que se encontra. Para que ela sente o apoio para transformar a dor que existe, entre humanos, dentro d'Ela...
Para mostrar que estamos dispostos a unir-nos em favor da Terra, sendo Humanos, em todos os sentidos possíveis....
São momentos bonitos, em que a Magia acontece.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Meditação com crianças

Em Outubro começamos a fazer regularmente sessões de meditação com crianças. "Meditação para Pais & Filhos" foi uma resposta a uma pergunta que me tem sido feito com alguma frequência: É possível meditar com crianças pequenas? A experiência agora mostrou que não só é possível, como também um fonte de prazer para as crianças. 

Ao mesmo tempo, a meditação dá às crianças ferramentas para ter uma resposta perante a pressão da sociedade. Já sabemos que a infância não é uma fase da vida isento de stress:  crianças tem muito mais que fazer do que antigamente - actividades, escola, trabalhos para casa... muitas "obrigações" que deixam menos tempo para "fazer nada". Muitas decisões são tomadas para a criança. Quantas vezes a criança tem um voto sobre a maneira como corre a sua vida? A maioria das vezes são os educadores (pais, professores) que guiam e decidem - com boas intenções, porque querem o melhor para a criança. Também os modelos que os média fornecem condicionam a criança na sua liberdade de pensamento. Crianças não podem votar e há muitas situações em que não podem contribuir para uma solução - pensamos p.ex. na violência com que são confrontados, seja  na realidade ou através dos media. São todos condicionantes que ocorrem naturalmente das mudanças pelas quais a sociedade passou e da forma da vida criada pelo Homem.

As limitações podem influenciar a imagem interior que as crianças têm de si - e iniciar as crianças na insegurança, os medos, a impotência. As crianças experimentam ainda outras emoções que não são comparáveis com as experiências de um adulto: alegria, medo, tristeza, amor... Os adultos, na sua maioria, não se lembram já a intensidade destas emoções para uma criança. Acrescenta ainda o aspecto emocional da aceitação e o grau de sucesso de amizades intimas. Ser aceito pelos pares, é uma das preocupações mais importantes...

O stress não difere muito do stress dos adultos, com a diferença que crianças têm mais dificuldade de exprimir o que sentem, e também para ser levadas a sério. Infelizmente, o sistema de ensino não tem grande vocação para acompanhar crianças no seu caminho de auto-conhecimento, para que possam entender as preocupações e processos mentais e emocionais. Nem apoia as crianças para encontrar paz, harmonia e equilíbrio dentro de si próprias. Dedica-se pouco tempo ao acompanhamento das crianças na orientação da sua vida interior, e usar a sua energia mental de modo construtivo, em vez de gastá-la em preocupações.


Podemos oferecer meditação apresentando a actividade como qualquer outro, que merece um tempo próprio. As crianças acalmem e voltem a si, aprendendo manter a atenção focada. Aprendem a descontrair e usar a sua capacidade de concentração. Aprendem que não precisam de ficar refém dos pensamentos, que podem criar um espaço de liberdade interior.
Meditação é uma descoberta, não só de um mundo interior, mas também das relações com o outro. A criança aumenta o seu auto-conhecimento e descobre como funcionam as emoções. Ao mesmo tempo, a meditação em grupo faz com que o entendimento do outro aumenta. A criança torna-se consciente da ligação emocional entre pessoas, da influência que os outros têm sobre o seu bem-estar, e da força interior que tem para ultrapassar dificuldades que aí advêm.

As sessões de meditação para Pais& Filhos destinam-se a crianças entre 4 e 12 anos e os seus pais, ou quem tiver interesse em meditar com crianças deste grupo etário. Fazemos exercícios curtos para o relaxamento, a concentração, a abstração do mundo exterior. Os exercícios são individuais, em grupo e aos pares; há espaço de reflexão sobre a experiência meditativa.

Próxima sessão: 12 de Dezembro às 19.00h

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Seguindo as setas do Sagitário

Estamos no período do Sagitário, signo representado pelo Homem-Cavalo. Metade cavalo, metade homem, simboliza a força da natureza presente nas pernas, nas coxas do cavalo, um só com a metade do homem que se manifesta apontando a sua seta para longe.

Sagitário é o signo da base, das ancas e do sacro, em combinação com a garganta, que é o centro a partir do qual nos manifestamos perante o mundo que nos rodeia. O chakra das palavras, da formulação dos pensamentos e das ideias que nascem com a força da criação. As ideias que se lançam com a pontaria do homem, impulsionadas pela força toda contida nas coxas do cavalo.
Idealismo, força para sonhar e seguir a linha traçada pela seta lançada pelo sonho... característica do Sagitário!

Neste enquadramento e para potenciar o estimulo que Sagitário oferece, a última meditação foi dedicado ao alinhamento das chakras... Um exercício de limpeza e alinhamento, de arrumação dos restos do ciclo que está a terminar, dos nossos pensamentos negativos e emoções ruins, tudo.
Tudo para que podemos preparar os sistemas para um novo começo: para poder apontar as nossas setas para o objectivo do ciclo que se aproxima.

Um exercício bastante acessível, diria. É lógico, e compreendemos que temos que deixar "morrer" uma parte de nós para poder ganhar força e preparar o "renascimento". No entanto,  isso implica sabermos o que queremos, o que aspiramos. E isso já não é tão fácil como parece! Como disse uma das pessoas presentes: Muitas vezes é mais fácil definir o que não queremos, do que definir o que queremos.
Muito habituados a formular a partir da negação, a partir do negativo, a nossa mente está treinada para sublinhar a dor e o sofrimento que já não queremos mais. Parece que partimos do princípio que o Caminho, no fundo, se destina a escapar da miséria, das dificuldades, de tudo o que não queremos. É uma vibração, um tom, uma escolha de palavras que parece confirmar em primeiro lugar a existência do sofrimento e das dificuldades, introduzindo em seguida uma negação... A estratégia parece ser o querer chegar à positividade pela dupla negação.
Se ouvimos os nossos próprios pensamentos sobre o que imaginamos para nós, quantas vezes ouvimos palavras carregadas de negatividade? "É difícil... é um caminho longo e penoso... é uma luta constante... remar contra a maré... tenho que me defender contra a má energia... estou rodeado de gente pesada... vou tentar... não sei se sou capaz..."
O pensamento que se baseia na dor, parte do princípio que a existência humana é de um individuo separado do resto do mundo. O Eu que tem que se confrontar com o todo o resto. Aprendemos sentir-nos como isolados dos outros, tendo que conquistar o seu afecto, provar que valemos, mostrar que somos alguém, mostrar que somos capaz.
Esta atitude (também em muito devido à educação e transmissão cultural, diga se de passagem) pinta um retrato pouco favorável da nossa força e da nossa existência. São expressões que fazem com que acabamos por acreditar que estamos sujeitos ao mundo que está à nossa volta... como se o ser humano não fosse ele próprio criador do seu mundo. Como se não fossemos uma parte integrante do Mundo.
Se deixarmos os nossos pensamentos pintar-nos como Eu separado, que tem que lutar para conquistar a sua parte, negamos que existe um Nós unido, que pode partilhar o que a Terra tem para dar... em liberdade, em respeito, em fraternidade.

O  Sagitário pede para olharmos para nós de forma diferente! Pede para sairmos da posição de baixo, dos que sofrem, para  erguermos sobre as nossas pernas, exprimindo a nossa capacidade de criação! Sagitário pede para olharmos em que medida nos encaramos a nós como vítimas da situação - e pede que deixamos cair esta estratégia, para assumirmos a nossa verdadeira força. Pede para falarmos a partir do que o nosso coração sabe que está certo. Pede para exprimirmos em conformidade com a nossa vontade de criar um Mundo melhor para todos - incluindo para nós.

Somos capazes de alterar o nosso discurso, as nossas palavras? Aceitamos o desafio de exprimir-nos de forma diferente - a partir da consciência que somos iguais uns aos outros, que temos direito de sermos quem somos, que não é preciso sofrer do mundo exterior? Assumimos o nosso poder, a nossa força - e a responsabilidade associada? Somos capazes de olhar para nós como gostaríamos que os outros nos olham?
Somos capazes de aceitar o desafio de Sagitário, e seguir para onde as  setas dos nossos ideais apontam?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lua Cheia em Sagitário - Eclipse lunar

A próxima Lua Cheia terá lugar no Sábado, 10 de Dezembro, às 14.37h, hora que neste dia também marca um eclipse total da Lua. O eclipse será visível em Austrália, Nova Zelândia, Asia Central e Oriental, Alaska...mas não em Portugal. Mas ao nascer da Lua, às 17.18h, e se o tempo nos permite, vamos poder ainda observar os efeitos do eclipse. A Lua estará mais perto do horizonte, tendo uma aparência maior do que normal. E o efeito do eclipse pode ser que aparece laranja, vermelho, ou até púrpura!
Podes ver mais informação neste vídeo.

A lua cheia de 10 de Dezembro será a décima terceira Lua do ano 2011, e a última antes do Solstício. Nesta altura do ano, o tema para as meditações é a libertação: libertação de tudo que limita, que prende, e criar disponibilidade para o ilimitado, tudo que permite crescimento.
A natureza permite que partes dela morrem para purificar a terra e torná-la de novo fértil para o próximo ciclo. O fulcral nisso é desapegar-nos da colheita do ano passado, e deixar que tudo de bom que resultou do ciclo passado,  se transforma em potencial para o ano que vem. Um período de voltar para dentro, de descanso e retiro, necessário para recarregar energias..
O Sol encontra-se no signo de Sagitário, que traz até nós as forças e energias que  precisamos para poder focar a nossa atenção, aspirações e intenções num só ponto. Sentindo a vontade e a necessidade de voltarmos para dentro, para o nosso círculo restrito onde sentimos conforto, segurança e amor, surge a tendência de ocupar-nos com assuntos espirituais e os nossos ideais. Sagitário estimula a focagem em novos objectivos, mais elevados, mais espirituais, mostrando-nos um só objectivo - a que podemos chamar a nossa aspiração e direcção. A Aspiração está ligado ao nosso crescimento em termos de personalidade, nesta incarnação física. Procuramos mais Luz e entendimento - seja através da ambição, seja através da intuição...
O outro aspecto, o direccionar, é o objectivo da Alma e fala de uma focagem num ponto interior, através da concentração.
O Sagitário procura uma forma de equilíbrio, porque como qualquer bom atirador, precisa de um olhar estável, uma mão estável e uma atitude tranquila na vida.

Muitas pessoas sentem uma evolução na focagem da sua energia, que leva à descoberta de uma aspiração e direcção na vida. Este processo pode ser apoiado pelas múltiplas formas de meditação que se tornaram acessíveis para um público amplo. Falo da meditação como treino da mente, treino da capacidade de focagem, treino para poder ter discernimento entre o acessório e o essencial dos pensamentos e da actividade mental.
Característico para a pessoa "iluminada" é o sentido de direcção, de ter um guia interior. Sagitário estimula a capacidade de ter uma visão, e de seguir de própria vontade um caminho para que podemos chegar a viver a nossa visão. Ultimamente, o objectivo do Sagitário é de exprimir na sua via, Amor e Sabedoria - sem interesses pessoais, dedicado ao bem-estar do conjunto.

Ao nível físico, Sagitário reina sobre as coxas, o centro da força material e de protecção. Também o sacro, que fornece energia para poder criar as condições materiais para poder sobreviver...Existe uma ligação directa com o chakra da garganta... e podemos concluir que pensamentos e palavras são a chave para este processo de criação!
Ao desenvolver uma capacidade intuitiva de dar direcção na vida, uma maneira mais pura de pensar e raciocinar surge - mais pura, mas de acordo com o Grande Plano.

Sagitário diz: Eu vejo o objectivo. Atingo o objectivo e vejo outro.
E o signo oposto, Gémeos, diz: Procuro a fusão, a união de Amor e Sabedoria, a harmonia entre todos os pares de opostos.

Meditação e Cerimónia da Lua Cheia
10 de Dezembro, às 17h
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

É costume trazer um sinal de agradecimento para o lugar: uma pedrinha, uma flor, um pouco de água, incenso... o que achar adequado para honrar o sítio.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não me julgue pelo meu passado

Claro. É óbvio que não gostamos ser julgados pelo nosso passado. Tal como procuramos evitar que julgamos os outros pelo seu passado...
Simples.... ou não?
Não me julgue pelo meu passado. Já não vivo aí.
Talvez como princípio teórico seja. Mas na prática podemos olhar para nos próprios e ver como é difícil viver no aqui e agora. Na maioria das vezes, nem sequer somos capaz de nos entender a nós sem ver o nosso passado e o nosso futuro. E mais: a maioria das vezes o passado e o seu conteúdo emocional ainda nos pesa, persegue e condiciona, enquanto o futuro está colorido por expectativas. Se queremos que os outros não nos julgam pelo nosso passado, talvez seja boa ideia libertar-nos e começarmos a viver no aqui e agora.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sessão de sons: Enraizamento para ser Uno com a Terra

A data do 11 de Novembro iniciou um período de reflexão e consciencialização sobre a nossa missão na Terra.

Toda a energia cósmica converge para nos apoiar no nosso processo, quando aceitamos quem somos:  a consciência de fazer parte de um Corpo Maior, convida-nos para assumirmos quem SOMOS e por um lado, o que podemos significar uns para os outros, e  por outro lado, cada um e todos para a Terra. Um período de sentir não só a nossa tarefa individual, mas as consequências do facto que fazemos parte de uma forma de vida muito especial, o Ser Humano!
Somos uma forma de vida inteligente e sensível. E como tal, nós, Povo da Terra, somos almas livres, com o direito de ser livre, para viver vidas de escolha livre e de vontade livre, para desenvolver-nos, para poder funcionar como seres humanos espiritualmente vivos, acordados, despertados, conscientes, responsáveis e soberanos.
Mais do que nunca, é importante o enraizamento dos nossos sistemas e ligarmos, de corpo e alma, à Terra, sentir que fazemos parte dela como ela faz parte de nós, com a intenção de assumirmos a nossa responsabilidade, tanto em relação à nossa existência como em relação à Terra.

Para poder sentir o processo e o efeito do enraizamento vamos criar um ambiente energético e sonoro propício numa sessão de sons de grupo, com as Taças Tibetanas, Didgeridoos, Tambores e outros instrumentos acústicos.

17 de Novembro (5a feira)  das 19.30h as 21.00hLocal: Associação Oficina da Comunicação
Largo Dr. Mário Chicó, 7 Évora

Facilitadoras: Lucia Hulman e Rietske van Raay
Informações e inscrições aqui.
(uma real dificuldade financeira não é impedimento à participação. Fala connosco.)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Trindade - a mensagem de 3 vezes 11

Como escrevi num poste anterior, encontramo-nos num tempo de escolhas fundamentais. Um tempo de tudo-ou-nada. Limpeza. Libertação. Reavaliação de normas e valores. Transformação. E acima de tudo: um auto-exame sincero, o que pode resultar numa entrega total - para que a nossa Alma mais profunda toma a direcção sobre a nossa personalidade e a nossa vida. Assim podemos ultrapassar a dúvida em relação a nós, voltar a acreditar nas nossas possibilidades e capacidades, e olhar a Vida com confiança.
Tem tudo a ver com o número 11, número a que está dedicado esta sexta-feira.
Na numerologia não há coincidências. Quando encontramos no nosso caminho certas combinações numéricas, quem quiser ver, pode receber uma indicação sobre momento, uma chamada de atenção para um assunto importante no aqui e agora.
O número 11 é o número do Mestre 11 que é Uno consigo próprio, a sua consciência unida com a sua Alma Divina.
Se encontramos o número 11 triplicado, uma mensagem mais profunda se revela.
É altura de receber a força do Mestre em nós, ao nível da nossa Trindade interior - Corpo, Mente e Alma.
A Trindade refere-se igualmente às forças interiores do masculino, feminino e neutro: Pai, Mãe e Criança.
Nesta trindade, o "homem" refere à capacidade de acção, a realização, a concretização das ideias na matéria: o corpo. A "mulher" refere  à capacidade de recepção, a intuição, a energia súbtil: a mente. A "criança" refere à capacidade de criação, crescimento e desenvolvimento; o Ser no seu estado puro; a alma.
O 11-11-11 indica que encontramo-nos num momento que potencia a re-união destes três aspectos. É um convite para Ser UNO,  em Harmonia, Respeito e Amor para com cada um dos aspectos!

Ser uno e inteiro significa aqui estabelecer uma ligação dos três aspectos, e sentir a presença dos três no coração, o centro da nossa existência.
O coração, onde sentimos o outro, onde está localizada a nossa empatia, a nossa compaixão, o nosso amor... aquele amor livre de apego, todo-abrangente.
O coração também é o lugar onde podemos sentir e verificar a qualidade dos nossos planos, da nossa criação. Podemos perguntar se estamos no bom caminho, se as nossas ideias e acções efectivamente são uma contribuição construtiva e positiva para a nossa vida beneficiando a todos: nós próprios, os outros, a natureza, a Terra.
O coração indica claramente se estamos no bom caminho: os pensamentos acerca de planos e criações que nascem da união connosco, (da ligação plena e harmoniosa entre corpo, mente e alma), traz calor ao ventre - sensação que vai subindo para trazer alegria ao coração. Com a respiração e a atenção mental, esta energia vibrante pode se espalhar, preenchendo a mente, abrindo caminho para o cérebro, onde a ideia se pode desenvolver, crescer, florescer...
Com este tipo de atenção, cada um é capaz de sentir se está no bom caminho, se aquilo que faz enriquecerá o Grande Conjunto - ou se está a alimentar o ego e prejudicar de facto o seu próprio destino.

Durante o período de Lua Cheia vamos focar assim no nosso SER completo e convidar os nossos sistemas para aceitar o Mestre em nós. É um processo de cura, de voltar a ser Uno em todas as facetas. Cada um tem a sua própria responsabilidade neste processo - cada um é Mestre.

Lua Cheia: Scorpio vs Taurus

Hoje,dia 10 de Novembro, o momento exacto da Lua Cheia será às 21.17h. A Lua estará em Touro, com o Sol em Escorpião.

A Meditação e Cerimónia da Lua Cheia será no último dia do período da influência da Lua Cheia - ou seja, amanhã,
dia 11 de Novembro de 2011, no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

O signo do Escorpião trabalha no sentido de conseguir um ponto de viragem - tanto na vida pessoal como ao nível da Humanidade como um todo.
Vivemos tempos em que somos desafiados a sair de caminhos já trilhados, para desbravar terrenos desconhecidos: somos desafiados de permitir a nossa consciência de absorver as novas energias cósmicas da Era do Aquário. Ouve-se muito a aclamação "É altura  de Mudança!" - ao nível político, económico, social... mas no lugar onde está uma coisa não podes estar ao mesmo tempo algo diferente. Onde existe algo velho, não pode haver algo novo.
Escorpião tem o poder de provocar tudo que é velho, antigo, escondido; chamar a atenção da nossa consciência sobre as coisas arrumadas no armário da memória.... Tendências negativas e de vitimização; atitudes destrutivas ou de pretender ser algo que não se é, derrotismo e falta de auto-estima; enfim, tudo que está na nossa mente, etiquetado como "nada a fazer, sou assim" - tudo vem à baile do Escorpião para ser enfrentado, reconhecido, resolvido e superado.
A essência do Escorpião é a Vitória. Em escorpião aprendemos o que  significa estar expostos, servir como exemplo. É um desafio para reconhecer erros e fazer a escolha certa. A recompensa é que no final deste processo, encontraremos entre iguais, num grupo de pessoas com o mesmo nível de consciência - sem ser importante que nível é, porque não há lugar para comparações ou concorrências.

Nota bem que os testes e as transformações resultantes são sempre auto-induzidos! Num determinado momento, podemos estar descontentes com o rumo que a vida e as circunstâncias tomaram. A partir daí nasce um chamamento interior para limpar tudo que impede crescimento e expansão até à raíz, para poder usar a energia existente num modo de vida mais elevada, mais espiritual, mais certo.
Escorpião é por isso o signo das grandes vitórias - sobre nós, sobre o nosso passado, sobre as condicionantes... para sentir directamente, ao nível material, no dia a dia, o resultado do confronto connosco. Nasce uma nova relação entre a nossa personalidade e o mundo que nos rodeia.

No que diz respeito às emoções, os testes referem principalmente ao medo, ódio, ganância e ambição, ou sede de poder. No que diz respeito a nossa capacidade de raciocínio crítico, os testes põem a prova a arrogância, preconceitos antigos, separação e crueldade.


O signo oposto ao Escorpião é Touro e enquanto o escorpião tem como características o conflito, o teste, a chegada ao ponto de viragem e a re-orientação, o Touro orienta-se pela direcionamento para o crescimento da Luz interior.
Um tempo de tudo-ou-nada. Limpeza. Libertação. Reavaliação de normas e valores. Transformação. E acima de tudo: um auto-exame sincero, resultando numa entrega total para que a nossa Alma mais profunda toma a direcção sobre a nossa personalidade e a nossa vida. Assim podenmos ultrapassar a dúvida em relação a nós, voltar a acreditar nas nossas possibilidades e capacidades, e olhar a Vida com confiança.

Meditação e cerimónia da Lua Cheia
11-11-2011 (sexta-feira) às 18.00h
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

É costume trazer uma oferenda para o sítio: um pau de incenso, uma pedrinha, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para honrar o lugar e exprimir agradecimento.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Caminhando para 11-11-11

Hoje é um dia especial, como têm vindo a ser todos os dias, ultimamente. Muitos de nós notam energias diferentes, algo a acordar por dentro, mudanças no ar... estamos a caminho de uma data importante ao nível energético: o dia 11-11-11.

o nascer do Sol sobre a Terra - visto do espaço
Será um dia que dará oportunidade de entendimento e compreensão sobre quem somos e porque estamos aqui na Terra. Um dia para assumirmos a nossa missão, e de darmos as mãos uns aos outros.
11 é o número do Mestre, que é Uno consigo próprio, consciente da sua Alma Divina. O 11 triplicado indica um aprofundamento, um elevar dimensional.
Para os Mayas, 11 traz a energia da Libertação: quando a criação for realizada, surge a necessidade de libertar todas as opiniões e convicções acerca da forma que a criação tomou. A Criação pode assim gerar energias suficientes para uma nova forma nascer.
11 oferece a oportunidade de dissolver estruturas existentes e todos os elementos que travam o processo no seu desenvolvimento natural. Como em todos os processos vitais, chega o tempo em que o velho desaparece para que os processos de morte e desintegração tenham lugar, e para que a energia possa ser reciclada e renascer - oferecendo de novo a oportunidade que a Vida seja criada numa forma nova e esplêndida.

Desde há bastante tempo temos a noção que os tempos estão a mudar. O calendário Maya prevê como ponto alto da mudança o dia 21-12-12 ... um dia marcado pela energia do 3 - 3 - 3.
E desde há bastante tempo estamos a preparar-nos para que possa ter lugar uma mudança real, para que possa ser criado um novo Mundo, baseado na Paz. Estamos a sentir-nos, reconhecendo quem somos, tomar consciência das nossas forças. Estamos a encarar quem somos, na nossa Luz e nos nossos lados sombrios, para poder libertar padrões de comportamento e de (re)acções emocionais que trouxemos do passado. Dedicamos tempo e atenção à nossa libertação, para aprender viver e ser, no Aqui e Agora.
E dentro de cada um de nós, um "Stargate" está a ser activado, como entrada para uma nova realidade. Uma realidade que está simplesmente à espera de ser reconhecida, para que a Luz Universal possa ser levada para o nosso centro e um despertar colectivo possa ter lugar.
Um stargate, ou portal cósmico, é aquele lugar/momento na nossa consciência mais intima e pessoal, onde podemos transitar de uma dimensão para outra - de um nível de entendimento para outro.É um evento pessoal e interior, e o que pode acontecer ao passar um Stargate, é que o fluxo da Vida pode contactar com a Alma, e com a Consciência Colectiva. É a chave que abre a porta para a Memória Divina.....
Não será preciso deslocarmos para um lugar físico específico na Terra, para poder receber ou experimentar a passagem pelos portais do tempo e das dimensões. Cada pessoa terá a sua própria experiência única, que depende do nível de entendimento e do grau de pureza de cada um - pureza no sentido de limpeza do corpo emocional (ver mais)
Todos seremos afectados, e mais ainda os que se juntam num grupo. Em conjunto, os portais internos de todos formam um portal unificado, para podermos acender a uma consciência multi-dimensional.
Nos lugares sagrados da Terra, que oferecem em si já portais de contacto com o "outro-Mundo", a experiência é potenciada: no dia 11-11-11, inúmeras Almas humanas vão estar focadas na elevação da consciência. A energia gerada pelas mentes todas, amplificará ainda mais a nossa experiência directa. Todos empenhados em assumir a missão individual, todos unidos para o Bem Comum.

Ao mesmo tempo convém lembrar que para a Mãe Terra, é muito importante reunirmos nos locais sagrados. Podemos contribuir com a elevação  da nossa consciência, para a elevação da energia da Terra. A Terra está a passar pelo mesmo processo que cada um de nós passa: uma transição para uma nova era. Mostrar a nossa disponibilidade e estar presente, de corpo e alma, não só é benéfico para o nosso próprio crescimento. Quanto mais pessoas se juntam, à volta do planeta, mais energia de Paz e Harmonia será gerada...um apoio para a Terra como um todo para os tempos que se aproximam - avistam-se ainda tempos de grande aflição, de medos e de insegurança, enquanto a mudança se desenrola.

Como já referi, estamos todos já a ser preparados. A passagem pelos eclipses de Verão mexeu com as nossas energias de forma brusca e intensa. Temos estado a falar muito acerca da libertação de padrões kármicos. Começamos a sentir o efeito desta libertação, no sentido de começar a entender que não  mais estamos limitados pelos fios emocionais e de apego que nos ligaram a pessoas, locais e eventos. Fios e ligações que antes nos definiram e limitaram. Somos agora capazes e preparados para viver UNIDOS, em Oneness. Somos capaz de entender emocional e mentalmente o que significa libertação, o que significa ligar de novo à nossa Fonte de Força Interior.
Agora conseguimos observar esta liberdade em nós e nas nossas relações pessoais: quando encaramos questões antigas, situações em que feridas antigas costumavam perturbar e doer... mas agora as mesmas situações dão a sensação que estamos fortalecidos. Fortalecidos no sentido que agora somos capaz de ver e compreender o sentido da dinâmica nas nossas relações. Sentimo-nos mais fortes quando somos capaz de apreciar os ensinamentos recebidos dos nossos próximos, quando respondemos às lições que realmente dizem respeito a nós, e quando desprendemos do sentimento de responsabilidade para com o que não é nosso.

11 -11 - 11 é uma data em que podemos tomar consciência que podemos ser autónomos, responsáveis, mestres da nossa vida. Todas as teias emocionais que estavam a ser projectadas sobre nós, e que projectamos sobre outros, tornam-se agora muito claras e podem ser limpas, desviadas, erradicadas.  E surgirá uma nova imagem da Vida: uma existência de independência, auto-sustentabilidade, liberdade.... Sem os véus emocionais, vamos poder encontrar forças e talentos que não imaginámos que existiam em nós.Vamos poder ver quem SOMOS, lembrar toda a sabedoria dos antigos a que novamente teremos acesso....Vamos poder partilhar a Luz que retomámos, com quem precisa, ensinar através do nosso exemplo, dos nossos actos, servir o Conjunto com o Amor que flui nas nossas células, nos nossos corpos.....

11 - 11 - 11 coincida com a Lua Cheia de Novembro, em que o Sol estará em Escorpião e a Lua em Touro. A chave para a meditação será: "Sou guerreiro e surgirei da batalha em vitória." Sinais de um período de transição, de mudança e reorientação... mais perto da data haverá informação mais detalhada.

Celebramos a data e a Lua com uma Cerimónia e Meditação da Lua Cheia,
na sexta-feira, dia 11 de Novembro de 2011
no Cromeleque dos Almendres, em Guadalupe, Évora.
Início: 18.00h

Estão todos convidados. Se conhecerem pessoas que podem estar interessadas em participar, por favor, re-encaminha a mensagem!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Credo de um guerreiro samurai



Não tenho pais:
Faço o céu e a terra os meus pais.

Não tenho casa:
Faço a consciência a minha casa.

Não tenho vida nem morte:
Faço os marés da respiração a minha vida e a minha morte.

Não tenho poderes divinos:
Faço a sinceridade o meu poder divino.

Não tenho meios:
Faço a compreensão o meu meio.

Não tenho segredos:
Faço o carácter o meu segredo.

Não tenho corpo:
Faço a resistência o meu corpo.

Não tenho olhos:
Faço o relâmpago os meus olhos.

Não tenho ouvidos:
Faço a sensibilidade os meus ouvidos.

Não tenho membros:
Faço a prontidão meus membros.

Não tenho estratégia:
Faço "sem sombra de pensamento" a minha estratégia.

Não tenho nenhum plano:
Faço "aproveitar a oportunidade que sinto" o meu plano.

Não tenho milagres:
Faço a acção correcta o meu milagre.

Não tenho princípios:
Faço da capacidade de adaptação a todas as circunstâncias o meu princípio.

Não tenho tácticas:
Faço a vacuidade e a plenitude as minhas tácticas.

Não tenho talento:
Faço a perspicácia o meu talento.

Não tenho amigos:
Faço a minha mente o meu amigo.

Não tenho inimigos:
Faço a imprudência o meu inimigo.

Não tenho armadura:
Faço a benevolência e a rectidão a minha armadura.

Não tenho castelo:
Faço a mente amovível o meu castelo.

Não tenho espada:
Faço a ausência do Eu a minha espada.


Cântico samurai (anónimo) - século 14

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lua Cheia: Sol em Libra, Lua em Aries - a chave é a empatia

Os dias parecem passar com uma velocidade estranhamente rápida. Parece ontem que estivemos juntos, ao pé das pedras do Cromeleque, a celebrar a Lua - e a Lua já está novamente plena a brilhar, iluminando o céu nocturno com a sua Luz cada vez mais clara.
Ciclo após ciclo, ela dá-nos a oportunidade de olhar para quem somos. O céu nocturno orienta-nos para direccionarmos os nossos pensamentos para as áreas prioritárias, de modo que estejamos preparados para entrar em acção quando a altura chega.
A Luz da Lua de Outuno convida para permitir que os pensamentos alimentam as nossas visões durante as meses que se aproximam... assim, quando a nossa Primavera simbólica chegar, elas poderem florescer!

Nos tempos turbulentos que percorrem a Terra, é um conforto poder recorrer às qualidades equilibrantes das energias que fluem para a Terra, através do Sol, vindo do signo da Balança.
O período de Balança estimula a procura de um ponto de equilíbrio, processo que pede para fazermos escolhas:
- continuamos a viver em medo, ou escolhemos o amor?
- continuamos a ser servil à matéria, ou começamos a viver de acordo com os valores da Alma?
- continuamos a viver separados e em concorrência, pensando que existe o eu & o outro, o vamos começar a pensar a partir do "nós"?
- continuamos a depender das circunstâncias que a vida oferece ou começamos a assumir a nossa força de criação?

Balança pode mostrar que existe um meio-caminho, em que o mundo material pode equilibrar-se com o mundo da Alma. Existe uma Lei Universal, a lei da Harmonia através do Conflicto, que mostra como a victória é inerente à decisão de enfrentar dificuldades e experiências dolorosas - porque estas são os guias para chegar ao meio, onde está a Verdade.

A chave para chegar ao equilíbrio entre forma e conteúdo, entre matéria e alma, está em ultrapassar a barreira entre o pensamento que opõe o eu e outro, para chegar a um pensamento e visão do mundo em que o princípio fundamental é o " nós ", o conjunto.... Palavra-chave: empatia. Entendimento do outro, simpatia, compaixão, e a capacidade de visualizar como seria se estivéssemos na posição deles. Sem esquecer que precisamos da empatia para nós próprios também, quando começamos a converter estas atitudes em acções: não sendo demasiado crítico perante nós próprios, e vivendo, compreendendo plenamente cada momento da nossa vida. Através da empatia podemos estimular a nossa intuição superior, de fazer as escolhas certas, estas que pessoalmente precisamos, para poder chegar ao êxito, à alegria e felicidade.

Empatia e senso comum. Equilíbrio - entre conteúdo e forma, entre masculino e feminino, entre matéria e alma.

A palavra chave de Balança é o "conforto" - mas não no sentido de luxo. Balança é uma expressão da aceitação completa da relatividade das coisas. Uma pessoa pode ser livre quando se preencher de conforto e elegância - conseguido no equilíbrio dinâmico do caminho do meio.

Oposto a Balança está Carneiro (Aries), que tem como palavra-chave "capacidade de adaptação", indicando imediatamente o método para conseguir o conforto de Balança.

Com esses pensamentos, convido a todos para uma meditação:

Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 12 de Outubro (Quarta-feira)
Início: 19h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

sê inteiro

Lago Fewa reflectindo a montanha Annapurna, Himalayas

Para ser grande, sê inteiro: nada 
Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és 
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Criar uma Nova Forma de Pensar

Tantas vezes acontece... que estamos conscientes de que precisamos de mudar, de nos libertar de um comportamento, que precisamos de mudar de ponto de vista...e parece que estamos presos.
Entre as possíveis origens de um bloqueio destes, pode haver uma que com alguma facilidade passa despercebida...só por ser omnipresente e porque impregna practicamente todas as aspectos da nossa actividade mental e emocional.
São as energias colectivas, que resultam da somatório das energias físicas, emocionais e mentais de um grupo com uma finalidade comum - uma espécie de "mente colectiva".
Na literatura mística-filosófica o termo aplicado é Egrégora ou Egrégoro. A palavra tem a sua origem no grego egrégoroi, que significa "vigilantes" ou "os que velam". O conceito refere a uma energia criada conscientemente. Um exemplo: quando um grupo de pessoas faz uma oração ou meditação colectiva, com um objectivo partilhado, podem criar uma Egrégora de protecção e bénção, como se fosse um círculo de Luz que envolve o que for o objectivo da oração.

Em termos psicológicos podemos ver a Egrégora como o "ambiente" ou a "personalidade" que se desenvolve num grupo, independentemente de qualquer um dos seus membros. É a sensação ou impressão que temos ao entrar num bairro que "faz uma impressão diferente" dos outros bairros na proximidade; também podemos ter a sensação ao visitar a casa de uma família.
São energias geradas por duas ou mais pessoas cujas vibrações se encontram focadas no mesmo objectivo. É assim um produto do nosso processo criativo pessoal e colectivo, como co-criadores da nossa realidade.

Estas energias podem ser muito potentes se foram apoiadas por muitas pessoas. Aparecem como formas de pensamento poderosos que nos rodeiam como uma nuvem invisível. (Quem trabalha na função pública, pode reconhecer este efeito num exemplo muito práctico: há algo, alguma força, alguma coisa na colectividade que rodeia o trabalho, que parece tentar aniquilar esforços e empenhos individuais, e que acaba por contrariar qualquer tentativa de mudar o status-quo.)
Ascensão
No nosso caminho espiritual individual, bem como no nosso caminho colectivo de ascensão, também encontramos egrégoras: formas de pensamento gerados através dos tempos, por grandes grupos de pessoas, que acabam por existir como energias autónomas. São formas de pensamento que impregnam o nosso ser  e que têm mais força se ignoramos que elas existem: ao aceitar que existem, mesmo se fazemos isso silenciosamente, reforçamos o seu direito de existir!

Gostaria aqui realçar duas formas de pensamento- um relativo ao nosso desenvolvimento pessoal, e outro relativo ao desenvolvimento do planeta Terra. As duas formas encontram-se intimamente ligados uma à outra.

A primeira forma de pensamento é a crença que estamos separados da nossa própria divindade. Que de uma maneira ou outra, somos menos do que divinos e não merecemos as dádivas da nossa divindade. Como se condenássemos a nos próprios de não ter acesso à Luz e ao Espírito.
É uma forma de pensamento que foi introduzido para controlar a humanidade através da religião. Altamente limitativa e prejudicial - porque nega o acesso a nossa própria sabedoria, a nossa visão espiritual, a nossa própria capacidade de discernimento entre falso e verdadeiro e a nossa capacidade de mudar a nossa realidade conforme o nosso desejo.
Por muito que trabalhamos a nossa espiritualidade, podemos nunca chegar à nossa realização, se continuamos sujeitos a esta forma de pensamento: ao aceitar a separação do nosso Ser temporal do nosso Ser divino, é difícil senão impossível aceder à plena capacidade de criação.
Ultrapassar a separação com o nosso Ser Superior não significa que temos que começar a adorar, ou direccionar orações para a nossa Alma Celestial, ou para o nosso Eu Divino.
O que podemos fazer é deixar que a nossa ligação com o nosso Ser Superior acontece? Proponho uma técnica, ou exercício, que entre todas as aproximações possíveis é uma maneira eficáz de poder sentir que a ligação existe.
Trata-se de gerar a sensação de gratidão no nosso coração e enviá-la a partir do coração para o chakra do Portal da Alma, localizado uns 25 cm acima da cabeça, enquanto mantiver a atenção sobre o pensamento que somos UM com a nossa própria divindade.  Não é uma forma de rezar, ou pedir, ou adorar, é simplesmente uma maneira de abrir uma ligação com uma outra parte do teu Ser.
Com a continuação da geração de gratidão e envio para o Portal da Alma, vamos poder sentir um movimento em direcção oposta e começamos a receber a energia da nossa Alma Celestial na glândula pineal... a ligação que estabelecemos assim, é um passo importante na nossa ascensão.
Devido à nossa natureza interdependente - estamos conectados com tudo que É - a abertura para o potencial do nosso Ser Divino é um apoio para todos os outros seres humanos de conseguir igualmente a sua União...

A outra forma de pensamento traz em si também a ideia da separação... neste caso a ideia que a Terra é um objecto que existe independente e separado de nós. Trata-se da forma de pensamento que perpetua a ideia que temos domínio sobre a Terra, e que podemos abusar dela conforme desejamos.
A ideia-base encontramos já na Bíblia - Genesis 1:26-28 , que fala da criação do Homem e a intenção de Deus para que o Homem dominará sobre a Terra.
Pode ser que haja uma má interpretação e má tradução das palavras iniciais. Não sei o que diz o original, o que veio até os nossos dias são estas palavras  que alimentam a arrogância humana que está na base de muitos sistemas filosóficos, atitudes culturais, tecnológicas e científicas. Esta forma de pensamento está a ferir os ecossistemas, e a vida em si.

Se continuamos a acreditar que não merecemos ou não somos capazes de Unir-nos com as esferas de Luz , continuamos, mesmo inconscientemente, a contrariar a nossa capacidade de SER. Ao aceitarmos a nossa natureza divina, se aceitamos que merecemos a bênção de Luz e a Graça, podemos aceitar também a nossa capacidade de criar. Não precisamos nenhum intermediário entre nós e a nossa natureza divina.  Se começamos a experimentar que  existe um Criador em nós, podemos começar a curar-nos ... libertar as Egrégoras dos tempos antigos e começar a criar....
Estamos conectados a tudo que É. A nossa realização em União com o nosso Ser Divino, é para o bem de todos os Seres.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dar Amor


Hoje gostaria de partilhar convosco um texto, que me foi enviado por uma mulher que passou por uma experiência marcante na sua vida.  Obrigada por partilhar connosco a tua riqueza, amiga.

A Mother's Love, by Kolongi
Dar Amor
Consigo pensar em poucas coisas tão imensas como dar vida. Sentir que o que começou por ser um acto de amor, vai evoluindo até se tornar um ser de amor. Quando a metamorfose acontece dentro do nosso corpo, atinge uma dimensão tão imensa que se torna difícil de verbalizar. 
Tive a graça de a receber três lindas vezes e sobre a última sinto necessidade de escrever. 
Por tudo. 
Por ter sido fugaz, por ter gerado ansiedade, por vir carregada de incerteza. 
Mas também e essencialmente por ter presença, por ser plena de emoções e por fazer sentir a importância do amor.
A partir do momento em que soube que estava à espera de uma criança, inevitavelmente passei a amá-la. De uma forma tão genuína e absoluta que me comove. Passei a adorar aquela presença e tudo o que já fazíamos juntas: as nossas conversas, as nossas músicas, os nossos passeios.
Senti um impulso para lhe transmitir a minha tranquilidade, garantindo-lhe que estamos seguras desde que as nossas raízes sejam firmes e respeitem a terra que nos sustenta. Assegurei-lhe que o medo e a ansiedade nos impedem de ver o caminho que devemos seguir.
Dei-lhe a minha alegria e o meu calor. O calor das minhas mãos e o calor do meu coração. Fi-la sentir a presença dos irmãos, que como eu passaram a amar um ser que nunca viram. Creio que é isso a incondicionalidade. Sempre que procurava imaginar a sua presença de criança na nossa casa e na nossa vida, estranhamente, não conseguia. Quando surgiram indícios de que alguma coisa não estaria bem tentei (e muitas vezes consegui) serenar a minha inquietação, acreditando que tudo acontece como tem que acontecer. E um dia aquela presença fez-me sentir que tinha que se ir embora. O mundo das sensações apenas se manifesta para alguns. Não porque sejam especiais. O mundo das sensações está ao alcance de todos, só que nem todos permitem que elas se manifestem. 
Não consegui segurar as lágrimas. Disse-me: - eu não vim para ficar, só vim para te conhecer. Compreendi. Mais importante do que o que nos acontece, é a entendimento que conseguimos produzir pelos episódios que vivemos. Este capítulo não me deixou mágoas, tristezas ou sentimentos de injustiça. Sinto alegria, paz e gratidão. Tive a certeza disso quando num momento de meditação voltei a senti-la.
Disse-me: - quero agradecer-te por tudo. Não serás a minha mãe, mas foste quem me deu a confiança de que este mundo precisa de mim e de que saberei fazer a diferença. Bem hajas porque da próxima vez virei sem medos.
Não consigo deixar de me sentir elevada por esta presença e por tudo o que de imenso me mostrou. Quando a voltar a sentir seja numa brisa de vento, no canto de um pássaro, ou no riso de outra criança, apenas lhe quero disser: - até sempre, eu é que agradeço pelo degrau que subimos juntas.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A vida como ensinamento

Como podemos ver a vida como um ensinamento em si?
Deixando que o mundo fala connosco. Ouvindo o mundo. Olhando para o espelho dos fenómenos que nos rodeiam.
É um ensinamento gratuito - acontecendo continuamente à nossa volta. Olhando para o que acontece à nossa volta, vendo o que é a vida.... às vezes felizes, às vezes triste, às vezes oscilando entre os dois sem saber bem para onde ir... impermanente.
Olhando à nossa volta, podemos começar a meditar sobre o que é que vê e quem interprete: a tua percepção às vezes é atraída por um acontecimento, outras vezes sente aversão de ver, às vezes não faz diferença o que está a ver.
Observando estes processos, podemos entender a verdadeira natureza do SER.
Um espaço transparente onde tudo pode acontecer. E acontece.
Um espaço para observar tudo que acontece, sem julgar - sem formar opinião sobre o observado ou sobre o observador.
walking meditation


Para que isso acontece, precisamos de aprender como ver o que há. Ultrapassar a imagem da superficie, deixando passar a interpretação e não alimentando as emoções que surgem.  Precisamos de aprender ser como um espelho - devolvendo a imagem que a vida provocou em ti... sem deixar que a nossa natureza de compaixão e calor intrínseco seja afectada ou alterada. Permitindo que o nosso próprio amor e bondade continuam existir e emanar, acompanhando a imagem que reflectimos...


O que a vida nos ensina, é que sendo, deixamos de estar sujeito às oscilações externas: o sofrimento dos outros comove, mas não precisa pesar; as emoções dos outros tocam, mas não somos obrigados a ficar afectados ou alterados; as "más energias" são vistas, entendidas, reflectidas... Não ficamos com nada que não é nossa... aprendemos a não absorver, nem nos apegar à energia que existe fora de nós.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Equinócio 23 de Setembro

No Equinócio do Outono, lembramos que os dias começam a ser mais curtos do que as noites...
É um momento doce e saudoso, quando a Terra oferece a sua abundância nas colheitas enquanto o Verão se vai mudando para o Outuno. Dia e Noite estão uma vez mais em equilíbrio.
Chegou a altura de contemplar as nossas riquezas e sentir gratidão por tudo que recebemos porque todas as experiências, tanto as que trazem alegrias como as que apresentam desafios, são ensinamentos e enriquecem-nos.
equiníco = equilibrio
O honrar de todas as facetas da nossa vida prepara-nos para a libertação dos elementos que não são mais úteis para nós. Cultivando a gratidão nos nossos corações, estamos já a libertar-nos de sequelas emocionais do passado. É um voltar ao Aqui e Agora e ao momento, quando agradecemos que somos o resultado de todas as nossas experiências. É um acto de auto-aceitação.

Do Equinício de Outono até à Primavera, as noites  são mais compridas do que os dias. Somos convidados a virar-nos para o nosso interior, para a contemplação e exploração dos grandes mistérios encontrados no silêncio, convidados a construir as fundações de transformação e crescimento futuro.
Cada vez mais apercebemos que o futuro é criado por nós, as nossas atitudes, os nossos pensamentos. Chegou a altura de sentir a Energia da Nova Era aproximar-se... e fazer com que acontece....


Celebração e meditação do Equinócio:
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data e hora: 23 de Setembro, 7.30h.
Para as cerimónias no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

domingo, 11 de setembro de 2011

Lua Cheia em Peixes, Sol em Virgem

Na segunda feira, dia 12 de Setembro, chega a hora da Lua Cheia de Setembro, às 10.27 de manhã. A Lua estará em Peixes (Pisces) e o Sol em Virgem (Virgo).
Virgem... a própria palavra é uma adaptação de um nome ou designação antiga para o conceito da Mãe. Alguns pensam que a origem da palavra Virgem (Virgo) remete para a era da Atlântida... No decorrer dos tempos, a Mãe do Mundo foi retratada de muitas formas e designada por muitos nomes: Isis, Lilith, Eva, Virgem Maria...a Mãe Terra nas suas várias aparências e facetas.
O símbolo para o signo de Virgem - a maneira como ela muitas vezes é retratada - é a mulher com uma espiga de trigo, um molho de cereais ou um ramo com fruta nos seus braços.
Ela simboliza uma parte da função a Mãe do Mundo, que alimenta a parte física e material da nossa existência... e que traz em si, de forma latente, o princípio masculino - é a mãe imaculada do Cristo, a Luz do Mundo.  É neste signo que a Consciência Divina se desenvolve, protegida pelo ambiente escuro, protegido, caloroso e tranquilo da barriga da mãe. É o signo de experiências profundas e de crises lentes e poderosas.

Uma actividade típica de Virgo é carregar o peso inerente à necessidade de crescimento e mudança. Com muita atenção para o pormenor, para a técnica, a saúde, a higiene, fazendo uma decomposição analítica de si próprio e dos outros, Virgo prepara-se para as faces negativas da crise. Mas se a crise for interpretada de maneira positiva, surge a oportunidade de renovar a própria "substância da consciência" - para poder definir um novo objectivo.

Virgo mostra que é preciso ter uma consciência clara de que nenhuma verdade é perfeita ou mesmo real, se não contêm em si o seu oposto... bem como tudo o que poderá existir entre os dois pólos.
Ela mostra que o Divino imaterial, evoca imediatamente uma reacção do aspecto material... em serviço ao Divino. A Virgem simboliza o princípio da Mãe Divina, a matéria, a guardiã da energia do Cristo. Virgem (Virgo) às vezes recebe o nome de "Deusa de dois caminhos" -  representando o Sagrado Feminino contendo em si o princípio do Sagrado Masculino. (ler mais)
Ela diz-nos: "Eu sou a Mãe e a Criança, eu sou Deus, eu sou Matéria".

Ela une Amor e Serviço como características inseparáveis da alma. É um signo disposto a servir o Grande Conjunto, que mostra a importância dos aspectos materiais da Vida para que o Divino possa nascer de dentro de nós. O Amor, a vontade de servir, a harmonia através do conflicto, exprimem-se através de Virgo. São forças que assistem o Ser Humano em tornar-se quem real e verdadeiramente É: Filho de Deus.

O signo em que a Lua se encontrará, oposto a Virgo, e com que é preciso chegar a um equilíbrio, é Peixes (Pisces). Último signo do Zodíaco, está ligado aos pés, ao trilhar o nosso trilho, ao chegar ao nosso objectivo. Ligado ao fim do ciclo, está ligado à morte nas suas várias interpretações. Um ciclo passou, é hora de renascer. Peixes é a dualidade, a intuição, a morte da personalidade e libertação da Alma da sua prisão material.....
Assim, a Lua em Peixes com o Sol em Virgem leva a uma meditação sobre o ciclo da mudança, da morte e do renascimento - nada mais do que um ciclo que testemunha a grandeza do desenho do Universo. Cada um de nós precisa de ir para dentro do nosso espaço espiritual sagrado, para levantar o véu e ver que verdades e segredos estão a nossa disposição - oferendas e bênçãos do Universo! Esta Lua Cheia podemos aproveitar e tirar um momento para entender quem somos, e onde realmente precisamos de estar. Um momento para sentir gratidão que estamos exactamente onde precisamos de estar.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Arte do Guerreiro

(Fonte da imagem)

"O segredo da arte do guerreiro - e o próprio princípio da visão Shambhala - é não ter medo de quem se é. Eis em última análise a definição da valentia: não ter medo de si. A visão Shambhala ensina-nos que diante dos graves problemas do mundo podemos ser simultaneamente heróicos e benevolentes. Esta visão é o contrário do egoísmo. Quando temos medo de nós próprios e o mundo nos parece ameaçador, tornamo-nos extremamente egoístas. Esforçamo-nos então por construir o nosso pequeno ninho bem íntimo, o nosso próprio casulo, a fim de aí vivermos sós e em segurança"
Chögyam Trungpa, "Shambhala. A via sagrada do guerreiro".

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Mãe Terra precisa de todos nós - e do nosso poder de criação


"Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo" dizia Mahatma Gandhi ... enquanto Leo Tolstoy observava que "Todos falam em mudar o mundo, mas poucos pensam em mudar a si próprio".

Parte da minha dedicação e vocação aqui na Terra tem sido e é, o trabalho com a própria Terra, no que podemos chamar Earth healing - a cura da Terra. É uma actividade que nos ensina olhar com outros olhos, é preciso observar o conjunto.
A Terra, a nossa Mãe, é em si um sistema vivo e complexo. Ela é habitada por muitos seres. Todos de aparências diferentes, de formas diferentes, de substâncias mais ou menos densas, de evolução mais ou menos rápida ou lenta, de níveis de consciência diferentes, fixos na terra como as rochas ou as plantas, ou movimentando-se:  nadando, voando, rastejando, andando... um sem-fim de seres que nascem, interagem, vivem, num sistema interdependente numa harmonia própria.

O conjunto destes seres todos, dá forma e vida à Mãe-Terra.... como células num corpo humano, como estrelas numa galáxia, como folhas numa árvore, como abelhas numa colmeia, todos os seres têm uma existência em si, mas estão todos ligados e interdependentes, cada um com a sua função. O bom funcionamento de cada um está ligado ao bom funcionamento do conjunto. E vice versa: a desharmonia de uns, afecta a todos, de maneira directa ou indirecta. Todos os elementos são importantes; são todos diferentes mas ao mesmo tempo de igual valor.
No corpo da Terra, existem linhas energéticas, que são como as veias do nosso corpo, ou os meridianos... energia vital flui através destas linhas, para que todos os seres se possam "alimentar" com a sua força. E sabemos como há lugares maravilhosos, onde parece que estamos mesmo bem... e outros onde nos sentimos acossados, desconfortáveis, com frio... Lugares onde vamos para "carregar as baterias" e outros, onde parece que estamos a carregar um peso grande. Os sítios mais bonitos transmitem paz, mostram como a Natureza é bonita e harmoniosa, pode até ser um sítio onde o ser humano criou beleza ou aonde a sua intervenção se integrou na beleza natural.
Os lugares mais pesados muitas vezes têm uma história pesada. São sítios onde ocorreram acontecimentos traumáticos: onde houve violência, abuso, sujeição, morte... onde houve medo, desespero, desrespeito.... onde uns usaram a força para ter poder sobre os outros... onde lavrou a ilusão que é benéfico e seguro dominar. Onde o sofrimento, seja que em que forma (das vítimas mas também dos agressores) ainda paira no ar...
Tal como acontece no corpo humano, o corpo da Mãe Terra pode guardar memórias emocionais. E se estas emoções estão presas, se não encontram a compaixão necessária para poderem ser libertas, ou quando falta a alegria e a liberdade necessárias para as emoções serem equilibradas, tornam-se bloqueios. Bloqueios estes que podem originar doenças nos seres que vivem perto dos mesmos; tal como os nossos bloqueios e entraves emocionais poderem originar desequilíbrios e doenças nas nossas células.

Trabalhando nestes sítios, somos muitas vezes confrontados com o enorme poder destrutivo dos seres humanos. A maioria dos bloqueios na Terra encontrou a sua origem em acções humanas - como já se podia calcular. O ser humano chega a ser cruel, quando age a partir da defesa do seu ego, da sua propriedade, dos seus ideais, da sua religião, das suas ilusões.
Tudo tem a ver com a necessidade de ter poder, de sentir força. E os bloqueios na Terra de que se falou, são resultado de uma interpretação muito peculiar do poder: quase exclusivamente "masculino".

Poder masculino é o poder de criar coisas e circunstâncias, que podem ser controladas pela mente. É uma forma de poder que separa quem cria, do mundo à sua volta - porque o mundo é a circunstância que o poder masculino procura sujeitar à sua vontade.
Objectivamente falado, não há mal nenhum nesta forma de poder: precisamos em certa medida do sentimento de segurança e conforto que este poder confere. A confiança que é possível criar as circunstâncias que precisamos para sermos felizes, faz parte do Poder Criativo de que dispõe o Ser Humano. Faz parte da nossa auto-estima.
Mas se esta forma de ver o mundo (i.e. dividido em quem sujeita e quem está sujeito) ficar desligada da sensação de pertença, e ficar como a maneira exclusiva de ver e aproximar a realidade, ela torna-se destrutiva - porque passa ao lado daquilo que o nosso coração mais deseja.
Todas estas coisas que estão fora do nosso controlo racional, como amor, intimidade, uma ligação espiritual, a expressão do nosso Ser, a criatividade, a vida correcta e justa, a contribuição significativa para o Mundo e as gerações futuras...são fruto do outro poder criativo com que o Ser Humano foi dotado: o poder feminino.

Todos trazemos dentro de nós ambos os poderes. Parece que a tarefa que a Alma aceita, quando decide vir ao Mundo em forma Humana, está exactamente ligada à descoberta e aceitação que o Ser Humano é herdeiro deste poder criativo que até há pouco tempo foi considerado privilégio do Criador Himself. Somos filhos de Deus. Precisamos de aprender que nós podemos Criar, e precisamos de aprender fazer isso em harmonia e respeito para com todos os outros que são igualmente filhos de Deus.

A criação de um Mundo Harmonioso depende do equilíbrio entre os poderes: depende de uma co-criação em igualdade e equilíbrio.
Dentro de ti, existe o Equilíbrio, à espera de ser reconhecido e liberto. Dentro de ti, existe o Poder Divino. Todos os preces que soltamos para entidades ou divindades fora de nós, deixam de valer a pena se falhamos de reconhecer o nosso próprio equilíbrio entre o Deus e a Deusa em nós e a Força Criativa que nos foi concedido.

Os nossos pensamentos são poderosos: podem manter-nos num só lado da balança ou podem permitir a criação plena. Os pensamentos podem também reforçar situações existentes:  num sítio onde no passado houve abuso de poder, a energia da manipulação e do abuso continuam a pairar no ar e influenciar quem aí vive. Se não reconhecemos ou admitimos o nosso próprio poder, as emoções destrutivas estagnadas podem influenciar o nosso pensamento, levando a expressões de insegurança, de falta de auto-estima, de auto-vitimização, de separação e solidão. Se fazemos o exercício de observar quais são as palavras que escolhemos para nos descrever a nós e a nossa situação, podemos ficar surpreendidos com o resultado. Pensamentos tornam-se palavras - palavras tornam-se actos, actos tornam-se atitudes... e sem dar por isso, criámos o próprio ambiente que nos faz sofrer.

Por outro lado, podemos harmonizar desequilíbrios através da nossa livre-vontade e do nosso amor. Admitindo e reconhecendo ambos os lados, integrando o Pensar e o Sentir, a Sabedoria e a Compaixão, o Dar e o Receber; respeitando o Homem e a Mulher - como géneros físicos mas também como arquétipos dentro de nós.


Para viver numa Terra saudável não basta viver conforme as regras. É preciso que cada um de nós assume a sua responsabilidade e procura o seu equilíbrio. Que cada um de nós olha para si próprio e cura as suas dores, se liberta das emoções destrutivas que foram acumuladas durante uma vida toda - e que tantas vezes cultivamos nos nossos próprios pensamentos.
Estar no nosso equilíbrio também é reconhecer o nosso lugar na Terra: onde podemos trabalhar motivado pela contribuição para o bem comum, com amor e dedicação. Onde somos respeitados, sem sermos troçados, diminuidos ou manipulados para alguém se sentir melhor à nossa custa - seja isso conscientemente ou "sem essa intenção".
É a cada um de nós, voltar a Ser quem Somos. Em equilíbrio, aberto, livre. A Terra, como um conjunto, precisa de cada um, por inteiro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Lua Cheia de Agosto: Leão vs Aquário


Vivendo em tempos de grandes mudanças, sabemos desde há anos que estamos a assistir à passagem da Era dos Peixes para a Era do Aquário. Isso não diz respeito unicamente ao planeta Terra, mas refere-se à passagem do nosso sistema solar como um todo pelo Zodíaco, num período de ca. 26.000 anos. Estamos na entrada de um períoodo de cerca 2160 anos em que o espírito do Aquário se vai revelar, em todas as pessoas, mas também na Humanidade no seu conjunto. Mas antes de poder chegar aí, é inevitável que chegaremos a um ponto de crise - uma crise de consciência que cada um pessoalmente terá que passar, ao nível necessário e adequado para o momento, em conformidade com os objectivos da vida e o nível de desenvolvimento da consciência de cada um.
Gradualmente, havemos de chegar à Harmonia através do Conflicto - e os valores universais do signo do Aquário formarão os princípios de base mais importantes e o fio condutor das nossos vidase. Os valores universais que hão-de reger a nossa consciência surgem a partir da ligação directa e consciente com a Alma. São valores como o amor, a verdade, a justiça, a liberdade, a síntese, a compaxão, sensibilidade espiritual, actividade espontânea, prazer e o servir.
Desde o século 17 começou a fluír para a Terra a energia do Aquário, e tem havido uma influência crescente na nossa atitude interior. O sentimento de separação dos outros e do Conjunto, da Criação como um Todo, diminuirá. O espírito de Fraternidade verdadeira será activo na humanidade, vamos poder reconhecer os outros como iguais. É a minha convicção que nascerá uma sociedade em que três valores maiores e cruciais serão honrados: Liberdade, Igualdade, Fraternidade...!

Hoje estamos na véspera de Lua Cheia. O Sol está em Leão, e haverá uma polaridade com o signo oposto de Aquário. Leão representa a consciência individual - Aquário representa a consciência de grupo. A interacção parece ser mais forte e intensa do que nunca (embora não podemos verificar pessoalmente, ensinamentos esotéricos, nomeadamente vindo de A.Bailey/o Tibetano, garantem que sim). Estamos na sala de espera para a Nova Era - estamos a preparar a Harmonia através do Conflicto.

O signo de Leão traz consigo a vibração da individualidade, um auto-consciência pura. O signo complementar, Aquário, exprime por seu lado a conciência universal, a pura consciência de grupo. O que se quer dizer é que em Aquário, todos os seres humanos podem vir a ser igual a sí próprio, auténtico e puro - e através da integridade pessoal disponibilizará, num maneira natural e as suas qualidades e os seus talentos ao serviço de todos e do Conjunto.

Parece natural que as duas forças opostas provocam situações de crise:
Leão, auto-consciente e individual, aprende perspectivar os interesses da personalidade (o nosso pequeno Eu) e disponibilizar os mesmos em benefício do Conjunto, e aprende empenhar-se nesse serviço. O Ego (o Eu-inferior) vai contrariando esse fim até exaustão, até se render aos objectivos mais elevados da sua Alma. O conflicto actual intenso que vemos ter lugar em pessoas, sociedades, governos, organizações e entidades, gera conhecimentos e percepções profundos, mudanças de mentalidades e consciências. Todo em conjunto não pode senão levar a uma mudança. E estamos assistir a um processo que está a chegar ao auge...

O signo de Leão desenvolve através da personalidade, a força de estar nos seus próprios pés, de atingir autenticidade e autonomia, para poder lidar - a si próprio e aos outros. Uma designação que espera a todos os seres humanos: de se conhecer a si próprio através da verdadeira auto-consciência - e é Leão que influencia este processo maioritariamente.

As energias que fluem para nós vindo do signo do Leão, encontram o caminho mais livre durante o período de Lua Cheia. Elas trazem para o nosso benefício a qualidade da auto-consciência, e estimulam o ser humano no sentido de entender e aceitar liderança, vindo da sua Alma, para que encontram a sua autonomia, auto-consciência e sensibilidade espiritual. A Lua em Aquário estimula a vontade de servir, e pede uma reflexão de como transformar a consciência e sensibilidade individual de modo que possa, naturalmente, servir o Conjunto. 


A limpeza e cura do corpo emocional

Bastantes posts deste blog referem à nossa procura de poder "viver no momento, no Aqui e Agora". Sem ser assombrado pelo passado, sem ser condicionado nas nossas decisões por outros motivos do que a Harmonia do Conjunto. Livres. Igual a nos próprios.
Mas no entretanto....sabemos que no nosso comportamento estamos condicionados por emoções e traumas do passado - que podem vir de longe, até de outras vidas. São consequências de acções no passado... as nossas, por iniciativa própria ou em reacção às acções dos outros sobre nós. Podemos chamar aos condicionantes o nosso karma...
Mas penso que temos toda a razão para acreditar que não se trata de uma fatalidade. Somos capaz de resolver esse karma. (já escrevi antes sobre o assunto) Não só somos capaz, também é altura de deixar de actuar em reacção às experiências dolorosas, é altura de parar de criar karma negativo novo. A Mãe Terra, este grande conjunto de seres, precisa de nós tal e qual como Somos. Aqui e Agora.

Como podemos começar a "limpar" a carga emocional que nos condiciona? Uma aproximação mais directa seria olhar para dentro, sentir-nos a nós, encontrar-nos connosco. Digo isso no sentido mais pragmático das palavras: sentir o nosso corpo.
(Fonte da imagem)
De todas as dimensões que o nosso Ser possa ter (espiritual, celestial, etérica, astral, emocional, mental, física...) o corpo físico é a camada  mais densa. Mas está intimamente ligado a todos os outros aspectos - formando,  por assim dizer, a âncora para as dimensões mais súbteis, que existem dentro, através e em conjunto com o corpo físico.

O corpo emocional, além de ser uma dimensão energética que nos envolve, existe junto de todas as células. Cada uma das células é um corpo dentro do nosso corpo, com uma memória própria - onde também podem estar armazenadas experiências emocionais. Experiências que foram acumuladas durante a vida toda, desde começou a existir o "Eu".
Acontece por vezes que o corpo guarda uma memória de um acontecimento emocional que na altura que aconteceu, não era capaz de digerir ou de enfrentar.

O nosso corpo tem locais diferentes onde emoções diferentes são "armazenadas".
Exemplos destes locais são:
o fígado - para a raiva, ira, frustração (e.o)
rins - para tristeza, sentir mal compreendido, o não se poder exprimir nas relações humanas (e.o)
pulmões - medo da vida, medo de viver, medo de ser quem és, medo de não ter o suficiente (e.o)
joelhos - medo de caminhar o teu próprio caminho em flexibilidade (e.o)

O sistema humana tem várias maneiras de chamar atenção para os seus desequilíbrios. Num determinado momento, quando a totalidade dos teus sistemas tem força suficiente para enfrentar ou digerir uma memória de um acontecimento emocional, esta pode surgir - por exemplo através de uma experiência semelhante ou através de um padrão de acontecimentos que se repetem.
Também pode surgir no nosso sentimento de nós a sensação de estarmos desequilibrados.
Mas podemos entender o mesmo também através da observação do corpo físico. Este pode indicar através de incómodo ou dor física, locais onde estão armazenadas emoções que precisam atenção. Normalmente trata-se de emoções de tal modo condicionadas e padronizadas, que achamos que fazem parte de quem nos "somos". Emoções não digeridas, que foram de tal maneira aninhadas no sistema que parecem fazer parte, e das quais "esquecemos" convenientemente a origem...

Quando se fala de episódios dolorosos ou difíceis do passado, é um lugar comum dizer-se: deixa o passado para trás.... mas tal não é possível se não o mesmo passado não for reconhecido na sua totalidade e na sua complexidade. Após ser visto e entendido, também os padrões de comportamento que se originaram no passado podem ser libertos. O mesmo se aplica à dor física associada.
Enquanto não damos atenção, conscientemente, à origem emocional, não haverá uma verdadeira limpeza do passado. E no conjunto dos corpos, os bloqueios no corpo emocional provocam por sua vez "doenças" no corpo físico.

Da mesma maneira que o nosso corpo é constituído por muitas células, cada uma um corpo em si, que todas juntas garantem o bom funcionamento do conjunto, nós, seres humanos, somos como células no corpo do Grande Conjunto. A Mãe Terra tem a todos nós como "os seus filhos", mas também podemos olhar para todos nós como células, elementos constituintes de um corpo  maior. A Mãe alimenta a todos, como o corpo no seu total alimenta às suas células. Mas a Mãe precisa também de todos nós saudáveis para poder funcionar em Harmonia! É para o benefício do Todo que É, a nossa procura de ser quem Somos - sem ser assombrado pelo passado, sem ser condicionado nas nossas decisões por outros motivos do que a Harmonia do Conjunto. Livres. Igual a nos próprios. Com um corpo emocional "limpo".

 (special thanks to Lucia Hulman)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O Caminho da Guerreira

 ESPÍRITO (através John Cali)

 (Nota: o texto original fala do "Warrior" sendo "she". A tradução mantém o género do original, no entanto, refere-se à generalidade dos que se reconhecem como Guerreiros.
O Caminho da Guerreira é simples. No entanto, como muitas vezes me ouviu dizer, pode ser simples, mas nem sempre é fácil. Hoje gostaria de dar-lhe algumas das minhas orientações simples ou "indicadores do caminho", se quiser. E esse caminho é o Caminho da Guerreira.  


A guerreira sempre fala a verdade - não importa quais sejam as circunstâncias. A guerreira é totalmente alheia ao que os outros pensam e dizem sobre ela. (Isto é absolutamente necessário se ela vai observar a primeira regra acima.) A guerreira sempre faz o seu melhor para ver a divindade em tudo o que é. Desta forma, ela nunca terá qualquer desejo de possuir, controlar, manipular, mau uso ou abuso de qualquer das criaturas do Grande Espírito.

A guerreira sempre segue o caminho mais elevado, como ditado pela mais alta autoridade do Universo - a si mesma. A guerreira totalmente confia - e rende-se - o fluxo de sua vida. Ela sabe que tudo é como deveria ser. Portanto, ela deve sempre confiar completamente - e render-se - o seu Eu Superior, sua alma, o Grande Espírito. A guerreira sabe que todo o Amor, toda a Sabedoria, todo o Poder reside dentro dela - dentro de seu coração, sua mente, seu corpo, sua alma. Não há nada a procurar, nada para encontrar, nenhum lado para onde ir - excepto dentro dela.


A guerreira sabe com certeza absoluta que ela nunca comete um erro - ela nunca pode cometer um erro. Toda a sua vida é simplesmente uma lição nesta sala de aula chamada Planeta Terra. Ela aprende enquanto ela vai caminhando. Tudo é como deveria ser.
A guerreira nunca leva a vida no Planeta Terra muito a sério. É tudo um jogo, afinal de contas - um jogo na sala de aula do Planeta Terra. E os jogos devem ser divertido. Aproveite o jogo - não vai durar para sempre!


O coração da guerreira está sempre cheia - e sempre grato. Ela nunca conhece a falta ou o vazio - a não ser quando ela cria essas mesmas ilusões: quando fica sob o encanto da Grande Ilusão - a experiência humana.
A guerreira sabe que a Grande Ilusão cria alguns desafios muito interessantes - por exemplo, o desafio de superar a Grande Ilusão.
Como ela se eleva acima do Grande Ilusão, a guerreira sabe que esta experiência é como deveria ser - ela escolheu-a. E enquanto escolhendo, ela vai se lembrando do caminho de volta para a Luz - de volta para sua casa. Essa foi a única razão que a levou escolher a Grande Ilusão, em primeiro lugar.
A guerreira sabe que todos os seus irmãos e irmãs no Planeta Terra tem o mesmo destino que ela faz - a nossa CASA. Mas cada um pode tomar um caminho diferente. E a guerreira sabe que está tudo bem! Todos chegarão à Casa - não importa qual o caminho que tomam. Não pode ser de outra forma - porque TODOS os caminhos levam à CASA.
A guerreira conhece o caminho do vento. Ela ama o vento, mas ela sabe que não pode capturá-lo - ela não pode apropriar-se dele. Ela pode amá-lo, deleitar-se na sua presença, chegar à gloria na sua energia. Mas se ela tenta capturá-lo, o vento torna-se algo diferente do que realmente é -, torna-se ar estagnado e morto. Ela nunca pode possuí-lo completamente - a não ser que ela sempre se recusa a tê-lo - a não ser que ela se recusa a ter soberania sobre ele. Ela pode possuí-lo apenas  deixando-o ser livre - deixando-o ser o que é.
Não pode ser de outra forma. O Caminho da Guerreira é o Caminho do Vento.
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