Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Oneness - Estado de União com Tudo que É

Uns dias atrás, em Moura, estivemos reunidos, com um pequeno grupo, numa meditação dedicada ao "ONENESS" - ou seja, a União com Tudo que É. Foi uma experiência muito bonita, os participantes estavam de coração aberto e preparados para efectivamente sentir a União. A dedicação foi completa, a intensidade alta, a partilha agradável....
De facto, as nossas meditações têm sido todas diferentes. Algumas destinaram-se à descoberta do silêncio interior; outras deram oportunidade de equilibrar os aspectos femininos e masculinos em nós. Temas como cultivar a compaixão e a observação, o não-julgamento e o amor incondicional, alternaram-se com temas mais específicas: viagens interiores para conhecer os animais de força, ou para dar espaço à criança que temos cá dentro; meditações de auto-cura, de descoberta do nosso caminho, de alinhamento de chakras....além de muitos outros temas.
Mas ultimamente tenho sentido uma crescente necessidade de dedicar as meditações ao Oneness (peço desculpa pela aplicação do termo inglês, não consigo encontrar nenhuma alternativa lusófona).
Parece que é agora, que precisamos de tomar consciência que em breve haverá um outro paradigma, uma outra maneira de encarar a Vida: a União, em que a concorrência entre os Seres Humanos deixa de ter importância perante as oportunidades oferecidas pela Colaboração. A União, em que somos iguais, cada um com os seus talentos, a sua função, o seu lugar... e todos de igual importância para o bem-estar de todos.

Será um salto qualitativo, uma outra dimensão que se tornará óbvia.

Até agora, a nossa experiência e vivência do dia-a-dia tem sido baseada na separação. O nosso desenvolvimento pessoal, a formação da personalidade, baseou-se neste pressuposto de sermos entidades separadas umas das outras, cada uma, um individuo. Talvez devido ao estado material do nosso corpo - fisicamente denso, movimentamos num ambiente mais subtil e etérico, que preenche a distância até as outras pessoas, os outros corpos - à vista parece que estamos efectivamente separados dos outros. Ao nível emocional o efeito é isso mesmo: a sensação de separação. A maioria de nós vive a sua vida acreditando que estamos separados uns dos outros, e que precisamos de competir para poder sobreviver, tanto em termos materiais como em termos psicológicos e emocionais.
Levado até o seu extremo, este modo de pensamento provoca problemas sociais e de saúde que infelizmente são comuns no mundo ocidental: solidão, ansiedade, depressão. Provavelmente cada um de quem lê isso agora,  encontrou um destes problemas no seu caminho a um dado momento.
Mas agora é altura de percebermos que estivemos enganados. Não se trata de um problema originado pelo carácter intrínseco do nosso ser, é um problema ligado à maneira de ver e entender a ligação com a realidade. Olhamos para pessoas e objectos e pensamos que estão separados de nós - e acreditamos que esta é realidade. Identificamos em seguida esta realidade como "o mundo exterior" - e deixamos que isso molda o nosso modo de vida.


A experiência da União muda radicalmente a nossa percepção da realidade. Ao sentir a ligação que existe com o universo que até agora era exterior, percebemos que tudo está junto, é Um só, e a nossa Consciência, fazendo parte integrante deste conjunto, abrange o Tudo que É. Estamos juntos, todos como uma célula num corpo maior. E cada uma destas células está em comunicação com os outros - e o Corpo Maior precisa de todas as células em boas condições para poder funcionar.
A experiência do União é revelador.... começamos a perceber que precisamos de abraçar as diferenças que existem, para poder funcionar em conjunto. Que cada um tem direito a ter sua função específica para o Corpo Maior poder funcionar - tal como as células do nosso corpo físico. Umas fazem andar, outros dão de comer, outros constroem, há quem está destinado à criação, à estabilidade ou movimento, algumas curam, e todas, cada uma destas células, traz em si a Consciência e o matriz para o conjunto como um todo...
O Oneness , a União, é uma experiência de abraçar estas diferenças, de não julgamento, mas sim aceitação das particularidades de cada um, de integrar as polaridades dentro de nós. Uma experiência que leva a rever a nossa opinião -e desenvolver uma visão em que  não estamos mais sujeitos ao mundo exterior Somos o Mundo. Todos juntos, SOMOS o Universo.
Mais meditações faremos dedicadas a esta experiência maravilhosa.

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