Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Porquê meditar?


Todos os seres humanos são iguais - pelo menos no seu desejo de ter uma vida feliz, sem sofrimento. Uns procuram isso, trabalhando para ter mais e mais dinheiro , para assim tentar afastar a insegurança material. Outros procuram ter poder e posição social, talvez porque precisam de reconhecimento, ou gostariam de ter controlo sobre a sua vida.
Outros ainda procuram conforto em comida e bebida, satisfazendo as suas necessidades físicas; há experiências e substâncias que oferecem a ilusão de bem-estar - muitos caminhos diferentes, tantos caminhos quanto existem pessoas.

Todos procuramos uma vida satisfatória - mas será que podemos encontrar a resposta à nossa procura no mundo fora de nós?
Se contamos com os outros para nos fornecerem um ambiente (material ou emocional) em que podemos ser felizes, estamos sempre dependente da vontade deles - e a vontade dos outros é volátil e inconstante. As nossas necessidades íntimas - de reconhecimento, de sentir-mos amados, de não ter medo, por exemplo -  e as nossas emoções mais ruins - inveja, orgulho, culpa, irritação... -  não são exclusivas para nós! Os outros também têm as mesmas necessidades e dificuldades. Se partimos do princípio que precisamos das condições externas para ser feliz, estaremos sempre a procura. É um sujeitar à vontade do mundo exterior, uma posição em que facilmente podemos ser manipulados - ou mesmo usados para satsifazer as necessidades dos outros.

A meditação oferece um caminho de independência. Um caminho que pode levar a encontrar a fonte da serenidade dentro de nós. 

A meditação é um estado que promove auto-conhecimento. Padrões de comportamento e emocionais, crenças e valores internos que resultaram da vivência cultural, da sociedade, educação e familiares são identificados e reconhecidos como mutáveis e impermanentes. Ao mesmo tempo é reconhecido como permanente e imutável a serenidade natural do Ser que se encontra por trás de todos pensamentos, sentimentos e sensações.
A partir desta serenidade natural, desenvolve-se a capacidade de sentir compaixão. Tendo a capacidade de reconhecer os processos internos, começamos a ver que o mesmo acontece nos outros, abrindo caminho para a verdadeira compaixão: ver, entender, sentir o desejo que o outro se liberta do seu sofrimento. Aprendemos não carregar com as preoccupações do outro - cada um tem o seu caminho, precisa de resolver as suas dificuldades para também se poder libertar - mas sim, apoiá-lo com amor e bondade,  na sua libertação. Começamos a sentir que, no fundo, estamos todos juntos, somos so UM.


Meditação em si, não é uma técnica, apesar de poder acontecer aplicando uma técnica. Não é um exercício físico ou mental, apesar de poder ocorrer durante um exercício físico ou mental. Não é uma ausência de pensamentos, apesar de poder ocorrer durante o não-pensamento. Na meditação, não há resistência no corpo, nas emoções ou nos pensamentos: há Consciência.



De entre todas as razões para practicar a meditação numa base regular, a procura de liberdade interior é só uma. Muitas outras podem existir - desde a descoberta das viagens interiores à exploração de dimensões desconhecidos no mundo dito real. Aumentar o equilíbrio, trabalhar a capacidade de auto-cura, abrir para a auto-estima, sensibilizar o coração para o Amor Incondicional... os efeitos da meditação são múltiplos.

Nos dias 22 e 23 de Janeiro haverá um curso / retiro de Meditação em Évora, para quem queira explorar ou aprofundar conceitos ligados à meditação,  e explorar técnicas para aplicar no seu dia-a-dia. O programa está disponível aqui.
Para mais informações e inscrições, pode contactar-me por email.

1 comentário:

  1. Querida Trabalhadora da Luz
    Pena eu estar tãoooo longe.
    Desejo que tudo corra na Divina Ordem.
    Beijinhos

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