Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Viver no Agora para preparar o futuro?

Nas nossas partilhas surge por vezes a pergunta:
O que acontecerá em 2012? Como podemos preparar-nos?

Não sei  o que acontecerá. As profecias Maia falam sobre o fim de uma era. Falam de grandes transformações, profundas mudanças. Não sei se haverá algum fenómeno natural especial; o fim do mundo não será com certeza, o planeta já passou por muitos ciclos, e penso que podemos estar seguros que também desta vez se iniciará um novo ciclo.
A revelação das profecias Maia fala sobre o final do medo, onde o mundo de ódio e materialismo terminará no dia 23 de Dezembro de 2012. Nesse momento a humanidade deverá escolher entre continuar o seu comportamento egocêntrico e desaparecer do planeta como espécie, ou evoluir para que ocorra a integração do homem com o Universo, passando a viver num estado de harmonia espiritual com toda a Criação.

As profecias Maia deram origem a muitas especulações sobre o fim do mundo tal como o conhecemos agora. Curiosamente, muitos dos cenários pintados, têm como base o medo - o mesmo medo do qual que a profecia anuncia o fim... Especulações sobre grandes desastres, sobre muitos mortos, sobre dor e perda.... Surgiram cenarios de terramotos, tsunamis, tempestades solares, inversão de pólos magnéticos, uma mudança radical do clima...

Mas o mais importante da mensagem dos Maias, parece-me ser a parte em que se prevê uma evolução "...para que ocorra a integração do Homem com o Universo".
Aí está, no meu ver, a base de toda a mudança que nos espera. Independentemente do que acontecerá ao nível material, abrir-se-ia uma nova dimensão espiritual!
Para muitos de nós, a aproximação da mudança é uma boa notícia, uma razão de regozijo. Os véus cairão, vamos poder ver com clareza.
Isto significará que também vamos poder ver o  que estará no coração das pessoas... vamos poder perceber as suas motivações reais. Vamos poder perceber quem é movido por motivos egocêntricos, de promoção pessoal; vamos poder sentir quem funciona a partir do seu coração e de coração aberto, para o bem do conjunto.

A integração do Homem com o Universo - que é como dizer, vamos passar a viver em União com toda a Criação, com tudo que É. Com a consciência que as barreiras físicas dos nossos corpos formam somente uma divisão ilusória, porque na realidade somos todos juntos UM. Viver na experiência contínua do Oneness...
Pode não ser muito linear que isto significará também o final do medo. Porque vivemos até agora numa percepção da realidade baseada na separação e na dualidade. A nossa personalidade formou-se através da comparação com os outros; aprendemos a viver com a dor da separação e o medo da perda dos nossos amados. Cultivámos os nossos tiques e feitios em estratégias de auto-defesa ou de sobrevivência. Todos nós sabemos que muitos comportamentos não são racionais nem visam a resolução de problemas, mas são tão só maneiras de nos reservar e preservar, nos nossos olhos e nos olhos dos outros. Gostamos ser precisos, sentir-nos úteis, chegamos a confundir amor com dependência e apego. Confundimos sofrimento para poder aprender, com o papel de vítima em que nos inferiorizamos a nos próprios. A concorrência para obter amor, apreço e aceitação leva-nos a estratégias que podem magoar a nós ou aos outros, indo de auto-promoção até a auto-vitimização; de manipulação até aceitação de ser manipulado; cada um saberá por si o que faz para se segurar do amor dos outros.
Vivemos até agora no medo que "outros" nos "sugam a energia" - levando a estratégias de defesa e de rejeição - contribuindo assim para que o "roubo energético" continua!

Mas agora o paradigma está prestes a mudar. Se todos juntos somos UM, tu fazes parte de mim, como eu faço parte de ti.
Aqui entra a capacidade da amar incondicionalmente... não só aos outros, mas a  nos próprios por igual. Aceitar quem somos, e aceitar o outro, tal e qual como é, sem querer mudar, sem achar que o outro tem que retribuir a atenção que lhe damos.
É mesmo aqui que entra o conceito do "fim do medo". Não podemos abraçar com amor incondicional, algo para o qual sentimos medo. Mesmo se falamos sobre a nossa vida interior, é difícil abraçarmos os nossos medos, é difícil aceitar que existem e que fazem parte de nós.

A passagem para a consciência que todos somos UM, implica que aceitamos que somos iguais uns aos outros. Que ninguém é mais forte, ao nível da alma. A diferença pode estar na aceitação de que cada um é capaz, e na capacidade de abrir mão da ilusão que somos algo separado, e abrir mão da ilusão que vale a pena entrar em concorrência com o outro. Se todos somos UM, combater o outro significa combater uma parte de mim próprio.
Uma consequência desta noção será a revisão da atitude a tomar perante o "inimigo", que parece querer nos mal, perante quem "suga a nossa energia". Será que continua a ser válida uma atitude de rejeição do outro, fechando o nosso sistema para o outro não nos atingir, erguendo defesas?
Se somos UM, defender-me contra o outro é como rejeitar uma parte de mim. E todos sabemos ao que isso leva, quando olhamos para um corpo humano que desenvolve auto-imunidade.São doenças dolorosas e nos olhos da medicina convencional, raremente têm cura.

Por outro lado, posso olhar para o outro, que parece ser um exemplo do "Mal", com compaixão. Sabendo como funciono, posso procurar entender o que leva ao outro a comportar-se assim. O normal é descobir que o seu comportamento faz parte de uma estratégia para se sentir bem consigo próprio, e que não se trata de algo pessoal para connosco especificamente. A capacidade de observação compassiva, faz com que posso olhar para o seu sofrimento como se tratasse do meu...

Não estou a fazer aqui de modo algum uma apologia para a resignação. Antes pelo contrário, a condição que podemos VER o outro, e as suas motivações, vai dar condições excelentes para poder escolher se compactuamos ou não com atitudes egocentricos ou motivados por emoções destrutivas.

Não será uma passagem fácil para quem não aceita SER quem É. Se queremos ser alguém diferente do que somos, baseado em imagens ideiais vindo do nosso ambiente, da nossa cultura, da nossa educação, haverá sempre insatisfação, um caminho longo para percorrer, medo de não ser capaz ou de deixar de ser capaz...

Se por outro lado, começamos a viver no momento, sentindo quem somos AGORA, aceitando que as coisas são como são, porque há o que precisa haver, porque acontece o que precisa acontecer... estaremos envolvidos  na nossa própria energia, firmes, fortes, seguros. Em contacto connosco, não é preciso ter medo que alguém nos rouba a nossa energia, porque saberemos ver quem tenha este propósito, e podemos DAR voluntariamente a nossa atenção, o nosso entendimento, a nossa compaixão - ou apenas observar como o outro vive a sua frustração.
O contacto connosco, conhecendo-nos a nós próprios, a nossa aceitação e sim, porque não dizer isso mesmo, o amor incondicional para nós próprios, vai fazer com que o nosso corpo energético torna-se transparente - a energia que não está em harmonia com a nossa, vai fluir para fora do nosso espaço.
Vamos poder sentir a União sem medo que perdemos a nossa própria energia - tal como uma célula do  sangue não perde a sua própria função por fazer parte de um fluxo maior....

Seja o que fôr que vai acontecer no ano de 2012, sei que vamos precisar da nossa força do Amor Universal. Vamos precisar da capacidade de SER, no próprio momento, sem ser condicionado pela dor do passado, pelos medos incutidos, ou por hábitos de comportamento baseados na ilusão.
Os véus vai caír, disso tenho a certeza. A melhor preparação parece-me aceitar-nos como somos, aceitar que cada um tem o seu caminho para trilhar, e aceitar que não podemos fazer isso para ninguém, tal como ninguém pode resolver o nosso karma para nós. Passaremos a uma era de igualdade - cada um com as suas próprias qualidades, aceitando a sua própria vocação e escolhendo o seu lugar em conformidade. Sem medo de ficar perdido, com auto-confiança e auto-estima,  porque teremos a consciência que também nós somos uma parte indispensável para o Grande Conjunto.

2 comentários:

  1. Para o bem do pensamento e um estar Feliz!

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  2. Para o bem maior de todos.

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