Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sábado, 23 de julho de 2011

25 de Julho - Dia Fora do Tempo

Se olharmos para a natureza do Tempo, para tentar definir o que é, talvez a única coisa que podemos dizer com certeza, que é um conceito mental, que em si não existe. É uma medida de mudança, de evolução. Segundo Peter Toonen, em De Natuurlijke Tijd: "Uma frequência em que se concretizam criações".

Estamos habituados a medir o progresso da vida e das nossas acções através da leitura do calendário, contando dias, semanas, meses, anos.
O dia ainda é uma medida que se consegue ligar a o ritmo da natureza, mas as semanas e os meses seguem uma contagem artificial. O início e fim do ano são estabelecidos culturalmente, 1 de Janeiro não coincida com nenhum acontecimento natural ou cósmico específico. Temos 12 meses, de diferente duração, anos que nem sempre tem o mesmo numero de dias - o calendário gregoriano é um sistema de contagem complicado e artificial e foi pela ultima vez corrigido na idade média.
Contrariamente a esta prática dito "civilizada", os povos antigos e os actuais povos ditos "de natureza" usavam para a sua orientação temporal as fases da Lua, e os 13 Luas que em conjunto perfazem um ano solar.
Nos ciclos lunares encontraram uma medida de tempo derivada da Natureza, lembrando e mostrando a Natureza e as suas formas sempre em mudança, sempre transformando, ciclicamente. O Ser Humano encontrava assim nos ciclos da Natureza orientação, apoio e inspiração para a sua criação.
Entre os povos que usavam um calendário do ano solar contando 13 luas, são todos os povos originais da América, tais como os Incas, Lakota, Hopi. O calendário druídico dos Celtas é outro exemplo em Europa, os antigos Egípcios, os povos à volta do oceano Pacífico...Mas talvez o povo com mais conhecimento dos calendários seja os Maias.
Sirius A e B (foto Hubble Space Telescope)
Os Maias ofereceram ao Mundo vários calendários - dizem que são no total de 17. O mais importante é o Tzolkin, o calendário "galáctico". Mas também haviam calendários do ano solar, da Lua, de Vénus, de Mercúrio... Um destes calendários era o Tun Uc ("contagem das Luas") que divida o ano solar em 13 Luas de 28 dias cada. Um ciclo certo - no tempo que a Terra precisa para fazer uma volta ao Sol, a Lua gira 13 vezes à volta da Terra. Tudo em 364 dias - com um Dia Fora do Tempo, que não faz parte duma semana ou dum mês, faz um ano inteiro.
O calendário de 13 Luas começa no dia gregoriano 26 de Julho, que é para a Terra o único evento cósmico (alinhamento entre dois corpos celestes) que tem lugar anualmente na mesma altura: a conjunção entre o Sol e o seu irmão Sírius, da constelação Cão Maior - quando Terra, Sol e Sirius se encontram alinhados.

O Dia Fora do Tempo é como um dia zero. Já não é o ano que passou, mas também ainda não pertence ao ano que vai começar. Um dia extra, um dia de festa, de meditação, de perdão e libertação. Um dia que cada vez mais pessoas aproveitam para estar juntos, celebrar o tempo que nunca para, que sempre evolua - para celebrar a Criação.

Este ano, 2011, vamos fazer uma meditação de manhã, no Cromeleque dos Almendres em Guadalupe, Évora. (ver cartaz) Será uma meditação de Arco-Íris para a Paz - primeiro para a purificação dos nossos sistemas, e gradualmente ampliando para abraçarmos a Mãe Terra, em contacto e em conjunto com o Todo-que-É.


Na noite do mesmo dia, 25 de Julho às 19.30h, na Associação Oficinas da Comunicação, haverá uma sessão de sons.

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