Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A magia da Lua Cheia

Ontem, a cerimónia estava a ser preparada ainda com a guarda-chuva aberta. Mas ao começar, sentimos que já não era necessário. E depois de um dia inteiro de chuva, com o céu carregado de nuvens baixas, a chuva parou. As nuvens começaram a ceder e levantar... e mais uma vez, não choveu durante a meditação. Tem sido sempre assim até agora, não chove quando reunimos em meditação! Ontem chegamos ainda a ver a Lua, no final, um belo arco-íris à volta.... uma surpresa muito grande e agradável!

A Lua sobre o Cromeleque dos Almendres, 10-12-2011
A altura da Lua Cheia é sempre uma altura especial, uma altura de nos ligarmos à Natureza e à verdadeira natureza do nosso Ser... A Lua Cheia é um período de reflexão sobre o nosso caminho: no auge do ciclo lunar podemos ver com a clareza do Sol para a escuridão do nosso interior.

Não é boa altura para tomarmos decisões sobre o rumo da nossa vida, uma vez que as emoções encontram-se estimuladas pela energia da Lua. Nem é boa altura para o inicio de novos projectos, que melhor se guarda para a Lua Nova.
Mas a Lua Cheia é boa para vermos a colheita do que semeamos antes. Boa altura de fazer o balanço e ver onde estamos, para poder ver: quem somos agora?

A Lua Cheia também é uma altura em que nos podemos equilibrar e encontrar o nosso lugar entre Sol e Lua, ou seja na Terra. No meio entre a força feminina e a força masculina, podemos sentir como renascemos um pouco e crescemos um outro pouco, a cada momento que respiramos e aceitamos que Somos, quem somos.
É um momento de reflexão e aceitação, portanto. Um momento em que a nossa noção de nós aumenta, em que sentimos que a Força existe em nós. Chega a ser uma sensação poderosa, olhar e sentir a Lua Cheia!
Como é natural - e é mesmo uma lei da natureza - todo o poder traz responsabilidades.
Todas as Luas Cheias juntamo-nos no Cromeleque dos Almendres , não só para poder sentir as forças da natureza a funcionar à nossa volta e dentro de nos, mas também para assumirmos o nosso lugar  na Terra. Em união com a Natureza sentimos a nossa ligação - à Terra, aos que nos amamos, aos que nos rodeiam. E podemos perceber como Tudo está ligado em interdependência - nada existe se não existisse o resto. Para estarmos bem, é preciso que o Todo está bem.

No Cromeleque, sítio sagrado, protegido pelas pedras que marcam este Portal entre Céu e Terra, onde podemos sentir, de coração aberto, o bater do coração da Terra e a Luz do coração do Universo, a meditação da Lua Cheia veste-se de especial importância.
Sendo um lugar de força, ligado pelas linhas energéticas a muitos outros lugares, tudo o que fazemos aqui carrega-se de simbolismo e irradia. É para a Terra, para todos que vivem n'Ela, que abrimos e assumimos quem somos.
Estabelece-se em cada um dos corações que se abrem, um portal, pelo qual o Amor Universal possa fluir para a Terra. E cada um que põe de lado o seu interesse pessoal, confirma e amplia a energia que flui - porque sabe, que tudo o que faz para a Terra e o Grande Conjunto, contribui para o seu próprio bem-estar.
Uma responsabilidade muito grande, como disse ontem uma participante. Estamos aí como agulhas de acupunctura, a transmitir energia para apoiar a Terra no processo de transformação em que se encontra. Para que ela sente o apoio para transformar a dor que existe, entre humanos, dentro d'Ela...
Para mostrar que estamos dispostos a unir-nos em favor da Terra, sendo Humanos, em todos os sentidos possíveis....
São momentos bonitos, em que a Magia acontece.

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