Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

domingo, 3 de junho de 2012

Lua Cheia de Junho -

No dia 4 de Junho (momento exacto: 12.13h) a Lua estará em linha com a Terra e o Sol. Será uma Lua Cheia com um eclipse parcial, que aparece como final do período que se iniciou com o eclipse solar do dia 20 de Maio.

O Sol está em Gémeos. As forças que fluem a partir deste signo ajudam a perceber a nossa natureza dual - parte da nossa natureza é física, humana; outra parte da nossa natureza é espiritual, divina.
Passando pelas experiências da vida, vamos tomando consciência desta dualidade, e somos guiados para encontrar União na relação entre Espírito e matéria, entre corpo e alma, entre o Ego (eu inferior) e o Eu superior. O signo de Gémeos traz a essência de todos os pares de opostos que são formados pelos signos do Zodiaco. Eventualmente, os 12 se tornarão 6, encontrando um ponto de equilíbrio.

No mundo como se apresenta actualmente, muitas pessoas vivem principalmente a partir do seu 'eu-inferior', que é um ego dualista, caracterizado pelo seu raciocínio e as suas acções que nascem da ideia da separação. É o "eu" contra "os outros". Assim, as pessoas perderem a sensação de pertença, e esqueceram-se da União de onde originaram. O estado de consciência que daqui resulta é temporário, mas necessário. Através de conflictos intensos, tanto interiores como com "o outro", haverá transformação até chegar a um estado de consciência Uno. Se tal acontece, a consciência que se identifica como individual, será elevada para a dimensão do Eu Superior, que "pensa com o coração".
Sabemos que todas as experiências são necessárias para o desenvolvimento da nossa Alma. Também sabemos que nos encontramos num período em que o nosso objectivo é de chegar, em conjunto com a Humanidade, a uma compreensão profunda da nossa Divindade.

O caminho da dualidade para a consciência da unidade, é representado no céu estrelado, pelos irmãos Castor e Pollux. As duas estrelas mais brilhantes da constelação de Gémeos representam a dualidade entre a personalidade (ego) e a Alma - do ser humano individual mas também da Humanidade.
No mito, os gémeos Castor e Pollux partilham a mesma mãe, porém têm pais diferentes - o que significa que Pollux, por ser filho de Zeus, era imortal, enquanto Castor, tendo um pai mortal, também ara mortal. Quando Castor morre, Pollux pede ao seu pai que deixasse seu irmão partilhar da mesma imortalidade, e assim teriam sido transformados na constelação de Gémeos.
Gémeos é um signo de Ar, símbolo do pensamento. Através dos conhecimentos certos, pensamentos claros e impressões intuitivos, a energia do signo contribui para uma boa relação entre a Alma do ser humano e o seu veículo físico. O pensamento concreto, que tem a sua origem no cérebro (físico) humano, morre gradualmente devido à sobrecarga, e também porque descobrimos que não nos leve mais longe.... A partir de uma insatisfação interior, cresce a necessidade de procurar algo "mais elevado". Eventualmente entraremos em contacto com um outro modo de pensamento, ou seja, o pensamento que nasce no coração.

No oposto de Gémeos, a Lua estará em Sagitário. Considerado o mais antigo e mais sábio dos signos de fogo, é conhecido por dar conselhos prudentes e sábios. O seu arco anuncia uma energia de expansão, que pede para apontar as setas para objectivos mais elevadas. A Lua Cheia avisa que é uma altura de enfrentar o que nos divida. É altura de parar de fugir, de olhar para quem realmente somos e, qual Castor e Pollux, unir-nos na nossa condição divina.
Neste momento final do período de eclipses, a ênfase está na nossa capacidade de assumirmos na nossa dimensão espiritual e divina, e estar bem connosco!

Por isso também é altura de tirar um momento e ver o que  existe nas nossas vidas em termos de memórias não-curadas ou infelizes. Um momento em que olhamos para dentro para ver como a nossa personalidade se formou, sofrendo traumas emocionais, e a que comportamentos ainda estamos apegados.  Tudo o que nos prende ao "Eu inferior" e nos mantém na emoção da dor, do sofrimento, da desilusão, mágoa, tristeza, inveja, impotência.... As energias estão favoráveis para inventariar os momentos e aspectos emocionalmente traumáticos, que ainda provocam dor ou desconforto,  e libertar o que nos limita ou mantém pequenos.

Na cerimónia da Lua Cheia de 4 de Junho, será dedicado um momento específico para a transformação destas emoções. Convido a quem quiser participar, para escrever num papel os aspectos que está decidido de se libertar, e dos quais está pronto a desapegar.
Será uma preparação para o trânsit de Venus que ocorre no dia seguinte, e que vamos celebrar com uma cerimónia da Água no dia 6.

Cerimónia e Meditação da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
4 de Junho de 2012, às 21.15h
É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo.

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