Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lua Cheia em Virgo - Sol em Peixes: a hora da Verdade

A Lua Cheia de 25 de Fevereiro, quando o  Sol está em Peixes e a Lua em Virgem, (hora exacta: 20h26) indica-nos o fim do ciclo do Zodíaco.  Peixes é o último signo do ano astrológico.  O Sol passou pelos doze signos e deu-nos a oportunidade de acompanhar em ciclos mensais, a evolução das energias do ciclo maior anual. Um novo ciclo nos espera.

Peixes é o signo da União, da compaixão e da consciência superior. Sensível, sonhador e poético, traz em potência o calor humano e a empatia necessários para poder trazer a liberdade ao ser humano e ao mundo.

(fonte da imagem)
No final do ciclo anual, que começou com Aries (Carneiro), signo do surgimento do individuo e da mente, a fase de Peixes traz abertura para o altruísmo, disponibilidade para servir, empatia para os outros. É o fim do caminho, o chegar à meta: a União com o Eu Superior - e o Tudo que É.
No que diz respeito ao corpo, Peixes está ligado aos pés, obviamente divido à sua posição neste fim da caminhada na Terra. Mas também é o signo da Morte - o que pode ser a morte do corpo, ou uma parte da vida. Pode ser que um transtorno antigo agora pode ser reconhecido e liberto. Ou que uma amizade ou amor não-desejado chega ao fim - ou que o apego à uma linha religiosa finalmente é dissolvido.
Mais um ciclo fechou... voltamos à Fonte, voltamos à nossa essência. Talvez seja altura de morrer um pouco, para poder iniciar uma nova fase.

(pintura de Josephine Wall)
Um voltar à Fonte, que na altura da Lua Cheia é acompanhado pela força de Virgem. Quando Peixes e Virgem se encontram, os opostos encontram-se para serem discutidos - e desta vez a Luz cai sobre a dicotomia Verdade vs. Encobrimento.
Quando a Lua estiver cheia num determinado signo e a luz da consciência (Sol) é reflectida no máximo, é altura de estar activamente envolvido com a área respectiva da nossa vida. Virgem convida para contemplar e pensar se levamos uma moda de vida correcta. Podemos descobrir que fazemos promessas que depois não cumprimos, orgulhamo-nos e gabamos, e nem sempre estamos à altura dos acontecimentos. Por outro lado, somos capazes de sentir culpa quando não a temos; fazemos a coisa certa, só porque é a coisa certa; e todos mostramos mais compaixão e afectividade do que gostariamos de admitir.
Estamos abertos para a visão ampla, para as ligações entre razão e coração, entre o bem-estar pessoal e o serviço para o bem-comum. Assim, quando olhamos para nós próprios, pode ser doloroso ver alguns aspectos, enquanto outros aspectos nos dão força e coragem! Em algumas áreas podemos ser verdadeiros, em outras nem tanto...
É uma boa altura de descobrir os verdadeiros dons que temos a dar para o Bem Superior de todos - e descobrir onde tivemos presos numa ilusão, num desejo de ser alguém que não somos. E é uma boa altura, libertar as ilusões!

Parece importante lembrar, que a altura é igualmente de cura. No seu lado de sombra, Virgem pode ser negativo, cheio de auto-critica, auto-julgamento e até ressentimentos. Estas emoções fecham o nosso coração, intoxicando os sistemas. Talvez por isso, Virgem também é o signo de cura e de bons cuidados. Chiron, planeta que representa o curandeiro ferido, está em conjunção com o Sol em Peixes - o que indica que poderá ter lugar uma cura através da compaixão e da União com o Universo.

Naturalmente surge assim a proposta de trilhar o caminho do perdão, que pode ser através da prática de Ho'oponopono. O mantra associado reza:

Eu lamento. Por favor, perdoa-me. Eu te amo. Agradeço-te.

Uma prática muito própria para fechar um ciclo, com perdão e gratidão, para que podemos sentir que todo na vida está interligado.

A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar no
segunda feira, 25 de Fevereiro, às 18.30h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!  



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