Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Trilhar o caminho espiritual - 2: a Vida como Viagem


Como referido no post anterior (trilhar o caminho espiritual), não acredito que haja só um caminho para a realização pessoal - parece me  mais plausível que existem tantos caminhos como pessoas.
Dito isto, também acredito que há estações no caminho que todos passam, embora possa ser em momentos diferentes da vida e em ritmos diferentes.
A vida proporciona oportunidades de aprendizagem e evolução, que vem sempre à tempo para iniciar um caminho pessoal. A chamada inicial pode vir de todas as formas imaginárias: a perda de uma pessoa amada, uma situação de doença ou um acidente... ou simplesmente alguém que pergunta se és feliz.
Pode vir de uma vontade muito grande de sobreviver, em situações que ameaçam a própria vida. Pode vir de uma sensação de bem-estar profunda quando, desinteressadamente, ajudamos alguém. Pode vir de uma sensação de alegria profunda perante a beleza, seja ela da Natureza ou dentro de um outro ser humano. A chamada inicial pode vir na forma de uma experiência mística, ou algo milagroso que acontece sem haver explicação óbvia.

A escolha: continuar no mesmo caminho... ou responder ao chamamento
Se houver da nossa parte uma recusa de honrar esta chamada de atenção, o momento passará. Outro momento há de surgir, quando houver oportunidade. Mas somente quando reconhecemos que o nosso coração foi tocado por algo maior, a chamada pode tornar-se num momento iniciático, quando tomamos consciência que o que experimentamos... foi uma mensagem enviada pela nossa própria Essência.

No momento em que damos ouvidos a essa mensagem, a nossa viagem pode começar. É uma viagem com um destino muito específico, diferente para cada um. Todos temos a nossa própria viagem, todos temos a nossa própria história a contar, como se fosse uma Lenda Pessoal.
Todas as pessoas, até ao início da adolescência, sabem qual é a sua Lenda Pessoal. Nessa altura da vida tudo é claro, tudo é possível, sem medo de sonhar e de desejar tudo aquilo que gostaríamos de fazer. Entretanto, à medida que o tempo vai passando, vamo-nos esquecendo e acomodando, deixando que se instale a monotonia que nos desgasta enquanto, apesar de todas as conquistas exteriores, nos começamos a convencer que perdemos as capacidades e as qualidades que em tempos foram a nossa força.

Voltar a assumir essas qualidades implica deixar de reprimir todo o nosso potencial, voltar a acreditar
que somos capazes de realizar os nossos sonhos e descobrir que podemos realmente vivê-los,
cumprindo assim a nossa Lenda Pessoal.
Enquanto todos temos uma história própria, há passagens que partilhamos. Existe um padrão arquétipo dos ritos de passagem e de iniciação: separação, iniciação e retorno. É uma viagem até ao fundo de nós mesmos.
(continua)


Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme ~ André Gide

Em setembro e outubro vamos organizar uma série de 3 workshops que recria a Viagem do Herói.
Junto às pedras do Cromeleque dos Almendres, em Guadalupe, vamos acordar o herói que há dentro de cada um de nós e trazê-lo para a nossa realidade do dia-a-dia, resgatando a nossa Lenda e permitindo-nos viver todo o nosso potencial. (Veja aqui o folhete)



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