Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Natureza de Buda - natureza humana

Esta noite é noite de Lua Cheia. momento para ver a nossa verdadeira natureza, mesmo estes aspectos que normalmente ficam no escuro...




...  So to be a human being is to be a Buddha. Buddha nature is just another name for human nature, our true human nature. Thus even though you do not do anything, you are actually doing something. You are expressing yourself. You are expressing your true nature. Your eyes will express; your voice will express; your demeanor will express. The most important thing is to express your true nature in the simplest, most adequate way and to appreciate it in the smallest existence  ...

zen mind, beginners mind -
 shunryu suzuki

... Então, ser um ser humano é ser um Buda. Natureza de Buda é apenas um outro nome para a natureza humana, a nossa verdadeira natureza humana. Assim, mesmo que não faz nada, está realmente fazendo alguma coisa. Está a expressar-se. Está expressando a sua verdadeira natureza. Seus olhos vão expressar; sua voz vai expressar; o comportamento vai expressar. A coisa mais importante é a de expressar sua verdadeira natureza na maneira mais simples, mais adequada,
e apreciá-la na existência mais humilde...

mente zen, mente de principiante -
  Shunryu Suzuki



 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aceitar o momento como meio para a realização plena

Talvez reconhece esta situação:
Estamos muito empenhados em caminhar o nosso caminho; no entanto parece existir uma barreira invisível, algo que faz com que não notamos qualquer progresso.
Até acontece o contrário: saltem-nos à vista os momentos em que parece que regressamos.
E questionamos: O que se passa comigo? Porque não estou a ver para onde ir? Foi tudo uma ilusão, o trabalho que tive e o progresso que pensava ter conseguido?


(fonte)
Os mestres dizem-nos que é fundamental, aceitar quem somos, tal e qual como estamos num dado momento.
Querer mudar não é o problema. Ansiar por uma mudança, por seu lado, pode ser efectivamente uma barreira para o crescimento.
Aceitar quem somos significa abdicar de qualquer julgamento sobre o estado em que nos encontramos!
Um aspecto importante quando desenvolvemos a aceitação, é quando aprendemos como evitar a ânsia. A ânsia acontece quando estamos a desejar algo intensamente, e pode trazer muita infelicidade.
Uma forma habitual da ânsia acontece quando desejamos ter uma experiência diferente do que aquela que temos no momento. Ao desejar, cria-se um descontentamento com o que estamos a experimentar actualmente. O descontentamento é destrutivo - e isso tem a ver com a circunstância que o reverso de desejo é a aversão. Desejo e aversão formam um par de gémeos opostos. Quando ansiamos a experiência de algo diferente, rejeitamos a nossa experiência actual. Aceitar, por sua vez, significa ter a capacidade de estar consciente da nossa experiência sem apego, nem rejeição. Em vez disso, aceitamos a nossa experiência com equanimidade.

Mas demasiadas vezes, temos dificuldade em aceitar o que estamos a sentir. Comparamos a experiência com o que ouvimos que outros tiverem, ou com o que vimos nos livros... ou com a nossa expectativa! Ou seja, comparamos a experiência no presente com uma construção mental. Assim, acabamos por dar primazia a uma ilusão, sobre  o que se apresenta como realidade no presente.

Mas porquê deitar fora uma experiência real que pode ser gratificante e plena, para algo exterior, não presente, e em última instância, ilusório?

Talvez porque o sentir mal sobre o momento, pode levar facilmente a um ciclo vicioso. Quando tivemos dificuldades em aceitar o que sentimos,  pode acontecer (e acontece muitas vezes) que sentimos mal porque temos dificuldades em aceitar. O que nos leva a sentir-nos mal, porque estamos a julgar-nos porque sentimos mal que temos dificuldades em aceitar. Os sentimentos estão a ser gerados pelos pensamentos que não ajudam a resolver a situação, e que em vez de quebrar o ciclo, confirmam e reforçam o espiral para fora do momento.

Se em vez de gerar pensamentos, geramos aceitação, podemos saír da situação e voltar a ser igual a nos próprios. Aceitando o que sentimos é muito mais do que uma ferramenta, é um modo de estar na vida.
Aceitação significa reconhecer que estamos a sentir algo - e recuar de modo que, embora estamos a sentir a emoção desconfortável, deixamos de nos identificar com ela. Assim podemos observar o desconforto, o mal estar ou a ânsia, sem ser apanhados e encurralados. O resultado? Quando deixamos de nos identificar com as emoções destrutivas, podemos libertar-nos e voltar à nossa verdadeira natureza, a quem somos realmente.

A meditação é um bom momento para aprender como funciona a aceitação. Uma aproximação que pode dar frutos, é localizar o sentimento no corpo.
O que sinto?
Onde é que o meu corpo identifica o sentimento?
Qual é a sua forma, o seu tamanho?
Qual é a cor, se tiver uma?
Qual é a sua textura?
Com o decorrer do tempo, posso observar mudança?


Com esta táctica, criamos distancia perante a emoção, e tomamos consciência que a emoção é mais pequena do que nós. O que significa... que não somos a emoção que sentimos... e que há muito "eu" que está fora do alcance da emoção!
Distanciando o nosso ser das emoções que sentimos, podemos aceitá-las como parte, sem ser parte determinante. Aquele "eu" que observe, existe além das emoções.

E é aquele "eu" que precisa da tua aceitação e atenção plena. Liberto das amarras emocionais e das armadilhas da mente, podes atingir uma plenitude além do que possas imaginar com as tuas expectativas. Descobra a tua Budeidade... sendo!






quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Lua Cheia em Leão, Sol em Aquario: Aceitar o propósito da tua vida


O momento exacto da Lua Cheia de Janeiro, é no domingo, 27 de Janeiro, às 4.38h de manhã.
A meditação no Cromeleque será na véspera, sábado 26 de Janeiro, a partir das 17.15h.

O Sol está no signo de Aquário, o portador da bilha de água. A imagem associada, é um ser humano que segura a bilha, a partir da qual flui água. O ser humano, que tem no seu destino distribuir dois fluxos de luz para todos que solicitam: de pé, na luz da plena consciência de quem é, Aquário empenha-se totalmente, para que a união entre todos possa ser criada, na base de amor e verdade.
 Mas oposto ao Aquário encontramos Leão, que faz com que o ser humano se vê como o centro do seu mundo. O desenvolvimento de auto-consciência e da individualidade é característica do Leão... que trabalha para o seu próprio bem-estar e interesse pessoal. É no Leão que encontramos a coragem de ser quem somos individualmente. No entanto, na oposição com Aquário, Leão encontra a sua realização, percebendo que a força da sua auto-consciência e auto-estima pode ser posto ao serviço do conjunto maior em que ele trabalha e funciona.

Mais do que qualquer outra altura, é na Lua Cheia em Leão, que se encontra iluminada pelo Sol em Aquário, que podemos exprimir o que nos vai na alma. Erguendo-nos na nossa força individual, sem falsa modéstia ou orgulho arrogante, podemos tomar consciência do nosso lugar na Terra, da nossa vocação na sociedade, do propósito que a nossa Alma tive quando escolheu nascer neste mundo. Após a tomada de consciência, é altura de aceitar que trazemos toda a força em nós para poder realizar o nosso propósito. Já não porque existe a necessidade e o desejo de "fazer o bem", mas sim porque existe a vontade de exprimir quem somos.

No nosso processo de adaptação à Nova Era do Aquário, somos capazes de reconhecer o fogo da paixão e a esperança profunda que surgem na alma quando encontramos uma causa em que realmente acreditamos. Sentimos bem connosco quando podemos dedicar-nos, sem segundas intenções, a uma causa que inclui o bem comum e o bem-estar de todos. Aí sentimos o significado do Amor Incondicional, que existe sem necessidade de receber nada em troco, nem sequer reconhecimento!

Da plenitude que experimentamos quando somos capazes de permanecer neste amor incondicional, resulta que tornarmos num modelo, um exemplo, porque mostramos que é possível practicar os valores mais elevados na vida do dia-a-dia, simplesmente aceitando e exprimindo o nosso Ser.

Nas sessões de meditação, o trabalho interior segue os ciclos do ano. Janeiro é o mês em que o ser humano percebe que a mudança é possível e que somos nós que precisamos de tomar acção para que a mudança tenha lugar. Equilibramos os nossos sistemas e chakras, reflectimos sobre a mudança (impermanência) e a equanimidade, e esta última semana re-conectamos com a nossa fonte, a nossa origem, e permitimos aos nossos sistemas físicos, o nosso corpo, de receber de volta a energia da nossa própria Essência.
Quando aceitamos a nossa Essência, podemos ter um olhar renovado a quem somos. Sem julgamento, sem rejeição dos aspectos que consideramos anteriormente como "maus" nem apego aos aspectos que costumámos rotular de "bons".  Se aceitamos, sem reservas, o leque completo do nosso ser, gradualmente se desvendará a direcção e o propósito da nossa estadia temporária nesta vida.

Durante o período desta Lua Cheia, é nos proporcionado uma visão clara de quem É o nosso Eu autêntico e verdadeiro... o que nos clarificará sobre o propósito sagrado da Vida.

A Lua Cheia convida para sentir-te a ti, a exprimir tudo que te vai na alma.
A seguinte intenção pode acompanhar a meditação da Lua Cheia:
"EU SOU o próprio Amor. Tenho a coragem de exprimir com autenticidade o que me vai na Alma. Tenho a coragem de tomar a acção necessária de modo poder dedicar-me à minha contribuição para o bem-estar de todos. EU SOU e mostro sem reservas, quem SOU.

A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar no
sábado, 26 de Janeiro, às 17.15h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!  







terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A caridade de receber

"Muitas vezes dizes, 'Gostaria de dar, mas só para os que merecem.'
As árvores no pomar não dizem isso, nem os rebanhos nos pastos. Eles dão para que possam viver, porque reter isso é perecer. Com certeza qualquer um que merece receber os seus dias e as suas noites, é merecedor de todo o resto de ti. E qualquer um que mereceu beber do oceano da vida, merece encher o seu copo do teu riacho pequeno.

E que deserto maior possa haver, do que este que existe na coragem e na confiança, mais ainda, na caridade de receber?
E quem és tu, que as pessoas deviam rasgar o seu peito e desvendar o seu orgulho, que tu possas ver o seu valor nu e o seu orgulho descarado? 
Veja primeiro que tu, tu mesmo mereces ser um dador, e um instrumento de dar. Porque na verdade, é a vida que dá para a vida - enquanto tu, que te julgas um doador, és somente um testemunho."

~Kahlil Gibran, em O Profeta

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