Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Amor-próprio e auto-compaixão: 13 conselhos

É talvez o elemento-base de todas as curas, sejam elas ao nível físico, emocional, relacional... até quando se trata de problemas na área do trabalho, as coisas começam a dar uma volta para melhor quando damos atenção a esta faceta da nossa atitude:

o amor-próprio e a auto-compaixão.

Os mestres ensinam que o equilíbrio interior começa com uma aceitação de quem somos, em amor e bondade.
No entanto, isso nem sempre é fácil. Muito mais fácil é encontrar em nós: comportamentos com que, no fundo do coração, discordamos; atitudes que provocam desilusão ou impaciência sobre quem afinal somos; dores e desconforto que nos fazem sentir vítima de algo mal; faltas de atenção e de entendimento que fazem com que nos sentimos estúpidos e/ou teimosos; ... é preciso continuar a lista?
De facto, enquanto estamos à procura do nosso aperfeiçoamento, os nossos pensamentos são por vezes virados para a humilhação e a rejeição, e parecem querer afirmar que não somos capazes.

Uma estratégia que infelizmente funciona mal, visto que o ser humano precisa de reconhecimento. E quando nós próprios não conseguimos reconhecer o nosso valor, vamos à procura do reconhecimento dos outros.
Assim, ficamos dependentes das circunstâncias e das pessoas que nos rodeiam. Chegamos até a desenvolver estratégias emocionais para sermos reconhecidos no nosso valor. Ficamos frágeis, vulneráveis e manipuláveis... o oposto do que procuramos.

 Ouvimos novamente os mestres: amor-próprio é a chave. A aceitação liberta.  "Tu, tal como qualquer um no universo inteiro, mereces o teu amor e afecto."

Amor próprio e auto-compaixão devolvem-nos a nossa independência, a nossa liberdade. É claro que é sempre agradável receber reconhecimento, faz parte do prazer partilhar tempo de vida com outras pessoas. Mas quando temos amor-próprio, o nosso ambiente já não é condicionante para sermos felizes com quem somos!

Aprender a valorizar quem somos, ter compaixão connosco e amar-nos, é o início de uma mudança fundamental para melhor. É como aprender a voar - estarás livre.

Para iniciar a mudança, proponho uma reflexão sobre as seguintes atitudes que promovem o desenvolvimento de amor-próprio e auto-compaixão:

1. Pára com todas as críticas.
Ser crítico não vai mudar nada. Recusa criticar-te, aceita quem és. Toda a gente está em mudança constante - e quando te criticas, a tua mudança é para o negativo. Se te aprovas, as mudanças são pelo positivo.

2. Perdoa-te.
Deixa o passado para trás. Fizeste o melhor que podias na altura, com a compreensão, a consciência e os conhecimentos que tinhas. Agora que estás em crescimento e a mudar, vais viver a tua vida diferente e tomarás outras decisões.

3. Deixa de criar filmes de terror.
Pára de te assustares com os teus pensamentos, é uma maneira horrível de viver a vida. Encontra uma imagem mental que te dá prazer, para substituir os pensamentos de cenários assustadores logo que surjam.

4. Não tomes tudo pessoalmente.
O que os outros fazem e a maneira como se exprimem, diz respeito ao mundo deles. Não é sobre ti: é sobre a maneira deles verem o mundo, sobre os seus sonhos e as suas frustrações. Olhando com este distanciamento, podes manter a tua auto-estima intacta e evitas sofrimento desnecessário.

5. Sê gentil, bondoso e paciente.
Sê gentil para contigo. Sê bondoso para contigo. E acima de tudo, tem paciência contigo enquanto aprendes as novas maneira de pensar. Trata-te como tratarias alguém que amas de verdade.

6. Sê gentil para com a tua mente.
Não te critiques por teres certos pensamentos formatados para a auto-rejeição. Leva com gentileza a tua mente a mudar os pensamentos.

7. Aprende a elogiar.
Críticas diminuem a energia interior, enquanto elogios elevam o astral. Dá-te elogios! Encontra o que fazes bem, mesmo nos gestos pequenos, e dá-te o devido reconhecimento.

8. Encontra apoio.
Encontra maneiras em que possas receber apoio - pedindo aos teus amigos e permitindo que eles te ajudam. É um sinal de força pedir apoio quando precisas.

9. Sê bondoso para com os teus aspectos negativos.
É altura de reconhecer que criaste comportamentos negativos, porque eram precisos para satisfazer necessidades afectivas. Agora que estás a encontrar novas maneiras, mais positivas, podes libertar os padrões antigos com gratidão.

10. Cuida do teu corpo.
Alimenta bem o teu corpo, dando a nutrição que o corpo precisa para ter vitalidade e energia. Faz exercícios, que te vão dar prazer e que te façam sentir bem no templo em que vives.

11. Aprende a olhar-te no espelho.
Olha para os teus olhos, e exprime o sentimento crescente de amor que sentes por ti. Perdoa-te enquanto olhas no espelho, fala com os teus pais e perdoa-lhes também. Lembra-te dizer, pelo menos uma vez por dia: Amo-te verdadeiramente!

12. Ama-te - agora.
Não esperes até te sentires melhor, ou até perderes o peso a mais, ou até tiveres o novo emprego, ou até encontrares um relacionamento novo. Começa agora - e faz o teu melhor.

13. Diverte-te!
Lembra-te das coisas que te deram prazer quando eras criança, e encontra uma maneira de as incorporar na vida que tens agora. Encontra uma maneira de ter alegria em tudo o que fazes, e permite-te exprimir a alegria de viver. Sorri, ri e regozija-te - e o Universo regozir-se-à contigo!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lua Cheia em Virgo - Sol em Peixes: a hora da Verdade

A Lua Cheia de 25 de Fevereiro, quando o  Sol está em Peixes e a Lua em Virgem, (hora exacta: 20h26) indica-nos o fim do ciclo do Zodíaco.  Peixes é o último signo do ano astrológico.  O Sol passou pelos doze signos e deu-nos a oportunidade de acompanhar em ciclos mensais, a evolução das energias do ciclo maior anual. Um novo ciclo nos espera.

Peixes é o signo da União, da compaixão e da consciência superior. Sensível, sonhador e poético, traz em potência o calor humano e a empatia necessários para poder trazer a liberdade ao ser humano e ao mundo.

(fonte da imagem)
No final do ciclo anual, que começou com Aries (Carneiro), signo do surgimento do individuo e da mente, a fase de Peixes traz abertura para o altruísmo, disponibilidade para servir, empatia para os outros. É o fim do caminho, o chegar à meta: a União com o Eu Superior - e o Tudo que É.
No que diz respeito ao corpo, Peixes está ligado aos pés, obviamente divido à sua posição neste fim da caminhada na Terra. Mas também é o signo da Morte - o que pode ser a morte do corpo, ou uma parte da vida. Pode ser que um transtorno antigo agora pode ser reconhecido e liberto. Ou que uma amizade ou amor não-desejado chega ao fim - ou que o apego à uma linha religiosa finalmente é dissolvido.
Mais um ciclo fechou... voltamos à Fonte, voltamos à nossa essência. Talvez seja altura de morrer um pouco, para poder iniciar uma nova fase.

(pintura de Josephine Wall)
Um voltar à Fonte, que na altura da Lua Cheia é acompanhado pela força de Virgem. Quando Peixes e Virgem se encontram, os opostos encontram-se para serem discutidos - e desta vez a Luz cai sobre a dicotomia Verdade vs. Encobrimento.
Quando a Lua estiver cheia num determinado signo e a luz da consciência (Sol) é reflectida no máximo, é altura de estar activamente envolvido com a área respectiva da nossa vida. Virgem convida para contemplar e pensar se levamos uma moda de vida correcta. Podemos descobrir que fazemos promessas que depois não cumprimos, orgulhamo-nos e gabamos, e nem sempre estamos à altura dos acontecimentos. Por outro lado, somos capazes de sentir culpa quando não a temos; fazemos a coisa certa, só porque é a coisa certa; e todos mostramos mais compaixão e afectividade do que gostariamos de admitir.
Estamos abertos para a visão ampla, para as ligações entre razão e coração, entre o bem-estar pessoal e o serviço para o bem-comum. Assim, quando olhamos para nós próprios, pode ser doloroso ver alguns aspectos, enquanto outros aspectos nos dão força e coragem! Em algumas áreas podemos ser verdadeiros, em outras nem tanto...
É uma boa altura de descobrir os verdadeiros dons que temos a dar para o Bem Superior de todos - e descobrir onde tivemos presos numa ilusão, num desejo de ser alguém que não somos. E é uma boa altura, libertar as ilusões!

Parece importante lembrar, que a altura é igualmente de cura. No seu lado de sombra, Virgem pode ser negativo, cheio de auto-critica, auto-julgamento e até ressentimentos. Estas emoções fecham o nosso coração, intoxicando os sistemas. Talvez por isso, Virgem também é o signo de cura e de bons cuidados. Chiron, planeta que representa o curandeiro ferido, está em conjunção com o Sol em Peixes - o que indica que poderá ter lugar uma cura através da compaixão e da União com o Universo.

Naturalmente surge assim a proposta de trilhar o caminho do perdão, que pode ser através da prática de Ho'oponopono. O mantra associado reza:

Eu lamento. Por favor, perdoa-me. Eu te amo. Agradeço-te.

Uma prática muito própria para fechar um ciclo, com perdão e gratidão, para que podemos sentir que todo na vida está interligado.

A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar no
segunda feira, 25 de Fevereiro, às 18.30h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!  



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Trilhar o caminho espiritual... uma introdução

É cada vez mais comum entre nós, procurar o despertar espiritual. Até bem pouco tempo, quem procurava a iluminação eram os sábios, os santos, pessoas religiosas, eremitas. Mas os tempos mudaram e a dedicação à vivência interior tornou-se um elemento da vida quotidiana para muitos.
Há um entendimento cada vez maior que, no fundo, o que procuramos é uma vida em que podemos, por um lado, lidar com o sofrimento (seja qual for a sua dimensão ou origem), e por outro lado, ter a satisfação de uma vida que faz sentido ser vivida, que há um lugar na Terra para nós e uma "missão"  ou vocação que nos leva a sentirmos realizados como seres humanos.

Um objectivo que pode parecer algo ambicioso, mas que na realidade está ao alcance de todos. Os tempos em que vivemos, são até tempos privilegiados para poder alcançar o tal contentamento.
Isto não quer dizer que hajam menos obstáculos interiores do que haviam no passado; quer apenas dizer que o entendimento é facilitado, o acesso mais directo, e a vontade colectiva maior.

Já aqui se falou na ascençsão , e sobre o que entendo por este termo (veja o tema "ascensão"). É verdade que facilmente associamos o conceito aos Mestres - que imaginamos muito mais avançados no caminho espiritual, mais alto na escada para a iluminação, com mais talento, mais bagagem, mais disponibilidade, etc... No entanto, a energia cósmica disponível para os habitantes da Terra tem agora uma frequência mais alta e mais súbtil. Falamos com mais à vontade do Amor Incondicional, e manifestamos a nossa vontade de fazermos o Bem para Todos com menos constrangimentos ou restrições. Ou seja, o ambiente em que vivemos começa a estar mais aberto e mais impregnado da necessidade de sermos verdadeiros connosco próprios, mais fiel à nossa natureza mais intima, mais perto da nossa Budeidade.

The Chartres Cathedral Labyrinth In Nature's First Pattern
Mixed Media On Paper by Gilchrist © 1996
Considero que o processo que leva à "Iluminação", ao "Despertar" ou à "Ascensão" não pode ser visto como um processo linear tipo caminho ou escada, em que avançamos em passos certos. O processo tem fases, isso sim, mas podemos saltar de uma para outra, recuando por vezes, para saltar fases logo à seguir. Às vezes parece mais um processo em forma de labirinto em que subimos e descemos para subir novamente, do que uma subida linear; às vezes parece que estamos a andar em círculos ou numa escada tipo caracol, ou até numa montanha russa em que não controlamos a velocidade do nosso desenvolvimento

Dito isto, também vejo que há passos que todos temos que passar no nosso desenvolvimento, simplesmente por que o nosso Ser funciona de uma maneira muito específica que precisa de ser respeitada.
Não podemos negar que somos seres com uma componente biológico e psicológico. É no corpo físico, que tem um determinado carácter e características herdadas, que a nossa Alma fica alojada para a duração desta vida, desta etapa de aprendizagem.
Em termos globais podemos ver o nosso Ser Espiritual como consistindo de três categorias, nomeadamente Corpo, Alma e Espírito, sendo que existe um quarto elemento, a Mente, que atravessa e une as três anteriores.

Dentro desta divisão encontramos assim os vários aspectos do nosso ser espiritual:
no corpo e na ligação entre corpo e mente encontramos o Ego e as emoções
a mente faz a ponte para a Alma
e além disso existe a nossa consciência mais alargada, que podemos chamar o Espírito - mas também poderíamos dizer que encontramos aqui a nossa mente alargada, que está em União com o Tudo que É.

Para que podemos sentir-nos realizados, é necessário viver no Aqui e Agora. Viver no presente, ou seja, com todos os aspectos do nosso Ser integrados, através da consciência.

Pois. Um conselho aparentemente fácil de seguir. E até é fácil de entender; ouvimos os ensinamentos de Thich Nhat Hanh e Eckhart Tolle, e intuitivamente percebemos que eles nos estão a indicar o caminho certo. Mas antes de poder perceber e aceitar que, afinal, é tão simples como isso, precisamos de saber quem somos, em todos os nossos componentes, e aceitar que somos iguais a nos próprios.

Para poder percorrer o caminho espiritual, precisamos de percorrer as varias componentes do nosso ser. Começa quando começamos a ter consciência que estamos a sentir-nos sozinhos, como separados do mundo; sabemos onde somos supostos ir, quando começamos a ter consciência que Tudo É Um.
Uma viagem da dualidade para a união... uma viagem de um mundo linear e sequencial, que vive em três tempos (passado, futuro e presente) para um mundo em que tudo É, no momento. Uma viagem que começa na nossa presença física na Terra, na vida e no corpo que hoje temos, para chegar à nossa essência eterna, a nossa consciência alargada, o Espírito.
É um percurso multidimensional - físico, emocional, psicológico, energético. Mas também atravessa os tempos e traz para o momento em que estamos a reflectir, fios emocionais vindos do nosso passado, de tudo que resultou de ter nascido numa certa família, de aprendizagens doutras vidas, de expectativas e esperanças sobre o futuro... A nossa consciência tem a capacidade de unir, no presente momento, o passado e o futuro. Também tem a capacidade de fazer confluir no local onde estamos, todos os sítios onde estivemos antes, e todos os sítios onde podemos ir com a força da mente.

Felizmente há muitos roteiros para o caminho,  para que podemos espreitar como outros pensam sobre o que fazer. Muitas tradições descrevem como o Grande Conjunto funciona, e fornecem ferramentas e técnicas para descobrirmos o nosso lugar no conjunto. Tradições antigos, como p.ex. o budismo, o xamanismo, a cabala, a astrologia e as crenças semíticas - mas também métodos modernos. Estes podem tratar de técnicas para resolver assuntos em áreas específicas ou podem apontar para uma visão global sobre a essência da vida... temos um leque enorme de oferta espiritual. Muitos prometem cura - outros prometem ajuda para o entendimento.
Cada um destes métodos vai, no final, ter à mesma meta: ensinam como podemos saber de onde viemos, para onde viajamos, e quem somos, para podermos SER, aqui e agora. Para chegar a este fim, cada um destes métodos usa uma linguagem própria, conforme as circunstâncias em que nasceu a tradição, ou conforme a personalidade e o contexto de quem apresenta a sua visão sobre o Caminho.

No final, estamos nós, como crianças que querem aprender falar a verdade, ouvindo palavras em diferentes línguas... como fazer sentido?
Aqui só há um ponto de partida: o sentimento de ti. Tudo está dentro de ti, e cada um de nós é um veículo da Verdade. A ascensão faz-se, percebendo que dentro de ti, está o caminho.

(a continuar)



 ‘I maintain that Truth is a pathless land, and you cannot approach it by any path whatsoever, by any religion, by any sect. Truth, being limitless, unconditioned, unapproachable by any path whatsoever, cannot be organised; nor should any organisation be formed to lead or coerce people along any particular path. […] Truth cannot be brought down, rather the individual must make the effort to ascend to it'. 
~Jiddhu Krishnamurti, from his 1929 speech on the dissolution of the Order of the Star.

"Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminhos, e não pode abordá-la por qualquer caminho que seja, por qualquer religião, por qualquer seita. A Verdade, sendo ilimitada, incondicionada, inacessível por qualquer caminho que seja, não pode ser organizada; nem deveria qualquer organização ser formada para liderar ou coagir as pessoas ao longo de qualquer caminho particular. [...] A verdade não pode ser trazida para baixo, antes o indivíduo deve fazer o esforço de ascender à Verdade. ". ~Jiddhu Krishnamurti, do seu discurso de 1929 sobre a dissolução da Ordem da Estrela.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Ano 1 depois do fim do calendário - ano da Serpente de Água

Por altura do Solstício do ano 2012, o ciclo do calendário Maia chegou ao fim...

E agora estamos no primeiro ano. Na Lua Nova de 10-11 de Fevereiro, começa o ano lunar, que decorrerá sob os signo da Serpente, no seu aspecto da Serpente de Água - signo muito adequado para um novo início!

Após o ano do Dragão, o Ano da Serpente. A Serpente aparece como o espelho Yin (feminino) para contrabalançar o Yang do Dragão. Ambos os signos representam tanto a água como o fogo - o que em si encerra tensões - mas este ano a ênfase muda para a água. A Serpente é um signo sábio e misterioso, cheio de segredos não pronunciados. É tão irresistível que todos que se encontram na sua presença, podem ficar sob o seu encanto.

Ouroboros - signo da infinidade
O simbolismo da Serpente é conhecido também nas culturas occidentais. Lembramos do Ouroboros, símbolo ancestral, que mostra uma serpente que come a sua própria cauda. O nome vem do grego antigo (oura) que significa cauda; (boros) significa comer, então é "aquele que como a cauda". Ouroboros representa a renovação cíclico e perpétuo; a infinidade; o conceito da eternidade e retorno eterno - e representa o ciclo da vida, da morte e do renascimento, que leva à imortalidade.

A Serpente, sábia, feminina, que se renova a si própria, traz para 2013 a promessa de criatividade, dos negócios hábeis e de encontrar todas as potencialidades. Um voltar para a essência; a libertação de tudo que já não funciona ou que contraria - tal como a serpente se liberta da sua pele velha para poder crescer, numa nova forma acolhida como a mais adequada para a consciência expandida.

A Serpente também está ligada à medicina. Na medicina tradicional chinesa, em forma de medicamentos, mas também na medicina occidental, que se revê na vara de esculápio, simbolo de saúde, medicina e cura. Na sua origem, também a medicina occidental tinha um carácter holístico. Com o decorrer dos tempos, uma visão diferente foi se impondo, em que a separação de Corpo, Mente e Cosmos foi cada vez mais absoluto.
Mas agora o ano da Serpente traz um corrente que se tornará mais e mais visível e um período de transformação inicia. Visões novas sobre a sociedade, a economia e a medicina surgem subtilmente, e vão poder estimular o regresso de uma perspectiva mais ampla, mais holística e mais feminina. A ligação entre mente-corpo-cosmos será confirmada e melhor entendida. A sabedoria antiga da União pode voltar.

O Ano de Serpente pode ser imprevisível, com acontecimentos dramáticos, mas também misterioso e hipnótico: as convicções e preconceitos mentais podem ser alterados sob o encanto do olhar penetrante da Serpente. Individualidade, competição, estatuto social e poder, vão dar lugar a uma experiência colectiva, intercâmbio, colaboração, vivência de alma e coração, e o Grande Conjunto como ponto de partida da construção do nosso mundo.


Assim, o Ano da Serpente é um início digno da Nova Era, tal como as profecias dos Maias nos tinham anunciadas: a Era da União com o Tudo Que É , pode começar.








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