Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Lua da Colheita: Sol em Virgem Lua em Peixes

Na proxima quinta feira, dia 19 de setembro, o momento exacto da Lua Cheia será durante o dia, às 12.03h. Ela vai nascer às 19.30h, ainda 99,6% cheia!

 

Os ciclos da Lua Cheia, e a viagem anual dela através dos céus, passando por todos os signos do Zodiaco, lembra-nos da nossa viagem espiritual aqui na Terra. O ciclo anual representa o processo de evolução que passamos como seres humanos; os ciclos mensais levem-nos a pensar nos vários aspectos da nossa vida em que evoluimos, crescemos e nos realizamos como seres espirituais que somos.
Mesmo quando consideramos que, como seres humanos, somos seres biológicos efémeros, sabemos todos também que trazemos dentro de nós uma centelha divina que é intemporal e imortal.
Esta centelha, esta luzinha, é a nossa realidade espiritual escondida, que protegemos e alimentamos até ser o momento certo e a personalidade estar preparada, para se revelar no mundo.
Todas as formas físicas são portadoras de uma realidade espiritual, mas a forma humana é a melhor apetrechada para trazer à Luz do Mundo, a sua realidade. Temos acesso à consciência, e temos a capacidade de sentir e de saber o que sentimos. Temos capacidade de tornar tangível e visível aquilo que foi a finalidade de todo o processo de criação. O ser humano, revelando-se, revela ser um/a Filho/a  Divino/a.
Pessoalmente, sinto que é através da nossa expressão que a Fonte que Tudo Criou, se exprime. Todas as nossas transformações que nos levam a sentir mais Luz e mais Amor, são preparativos para esse fim.

(fonte da imagem)
Neste período, em que o Sol passa pelo signo de Virgem, a nossa personalidade desenvolve e tudo se torna mais clara e pura. Falamos e agimos com cuidado, há atenção honesta para connosco e com os outros, há tempo para meditação e investigamos com sentido crítico os valores mais profundos da nossa vida, para poder renovar as linhas filosóficas que seguimos. Virgem traz a energia feminina e os princípios associados: habita dentro de nós uma Alma de que cuidamos para dar à Luz. Somos a Mãe e o Filho ao mesmo tempo, somos quem carregue e protege a vida interior tão sensível e amável. (mais sobre o signo Virgem)

Os símbolos associados à posição da Lua e do Sol, dão um vislumbre sobre os aspectos importantes no ciclo actual. Nesta Lua Cheia, o Sol estará a 27º Virgem - e o símbolo Sabian associado é: um grupo de senhoras, nobres, que se encontram numa cerimónia na corte.
A nobreza tinha o poder de influenciar as mudanças, ou parar mudanças. A imagem em si parece referir que agora é importante focar a energia feminina através de rituais. Durante anos, temos experimentado como a força da meditação é capaz de influenciar a "realidade". Agora podemos usar o nosso lado feminino, o lado direito, intuitivo e sensível do cérebro , para imaginar o que gostariamos de co-criar com a Fonte. Encorporamos a nossa visão espiritual. Somos capazes de criar um mundo novo.

(fonte da imagem)
Com a Lua em Peixes, é altura de aceder à criatividade e imaginação que há em nós. Peixes dá acesso à dimensão invisível e cósmica da vida. Peixes está em contacto com o Oceano Primordial, os fluídos de onde tudo nasceu. Por isso, está tudo bem se porventura precisamos de chorar um pouco para poder limpar a ardósia onde está escrita a história da nossa vida.
É altura de ver o que fizemos com os nossos talentos. O símbolo Sabian para a Lua, que estará a 27º em Peixes, é: a Lua da Colheita ilumina um céu outonal aberto. O astrólogo Dane Rudhyar explica que o símbolo refere à luz da realização que abençoa o trabalho bem feito.
A nossa colheita nesta altura é a acumulação de todos os esforços que fazemos para criar uma vida mais profunda e plena, tanto para nós como para o mundo.



Meditação e Cerimónia da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
19 de Setembro de 2013, às 19.15h

 
É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Trilhar o caminho espiritual - 2: a Vida como Viagem


Como referido no post anterior (trilhar o caminho espiritual), não acredito que haja só um caminho para a realização pessoal - parece me  mais plausível que existem tantos caminhos como pessoas.
Dito isto, também acredito que há estações no caminho que todos passam, embora possa ser em momentos diferentes da vida e em ritmos diferentes.
A vida proporciona oportunidades de aprendizagem e evolução, que vem sempre à tempo para iniciar um caminho pessoal. A chamada inicial pode vir de todas as formas imaginárias: a perda de uma pessoa amada, uma situação de doença ou um acidente... ou simplesmente alguém que pergunta se és feliz.
Pode vir de uma vontade muito grande de sobreviver, em situações que ameaçam a própria vida. Pode vir de uma sensação de bem-estar profunda quando, desinteressadamente, ajudamos alguém. Pode vir de uma sensação de alegria profunda perante a beleza, seja ela da Natureza ou dentro de um outro ser humano. A chamada inicial pode vir na forma de uma experiência mística, ou algo milagroso que acontece sem haver explicação óbvia.

A escolha: continuar no mesmo caminho... ou responder ao chamamento
Se houver da nossa parte uma recusa de honrar esta chamada de atenção, o momento passará. Outro momento há de surgir, quando houver oportunidade. Mas somente quando reconhecemos que o nosso coração foi tocado por algo maior, a chamada pode tornar-se num momento iniciático, quando tomamos consciência que o que experimentamos... foi uma mensagem enviada pela nossa própria Essência.

No momento em que damos ouvidos a essa mensagem, a nossa viagem pode começar. É uma viagem com um destino muito específico, diferente para cada um. Todos temos a nossa própria viagem, todos temos a nossa própria história a contar, como se fosse uma Lenda Pessoal.
Todas as pessoas, até ao início da adolescência, sabem qual é a sua Lenda Pessoal. Nessa altura da vida tudo é claro, tudo é possível, sem medo de sonhar e de desejar tudo aquilo que gostaríamos de fazer. Entretanto, à medida que o tempo vai passando, vamo-nos esquecendo e acomodando, deixando que se instale a monotonia que nos desgasta enquanto, apesar de todas as conquistas exteriores, nos começamos a convencer que perdemos as capacidades e as qualidades que em tempos foram a nossa força.

Voltar a assumir essas qualidades implica deixar de reprimir todo o nosso potencial, voltar a acreditar
que somos capazes de realizar os nossos sonhos e descobrir que podemos realmente vivê-los,
cumprindo assim a nossa Lenda Pessoal.
Enquanto todos temos uma história própria, há passagens que partilhamos. Existe um padrão arquétipo dos ritos de passagem e de iniciação: separação, iniciação e retorno. É uma viagem até ao fundo de nós mesmos.
(continua)


Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme ~ André Gide

Em setembro e outubro vamos organizar uma série de 3 workshops que recria a Viagem do Herói.
Junto às pedras do Cromeleque dos Almendres, em Guadalupe, vamos acordar o herói que há dentro de cada um de nós e trazê-lo para a nossa realidade do dia-a-dia, resgatando a nossa Lenda e permitindo-nos viver todo o nosso potencial. (Veja aqui o folhete)



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