Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Ser feliz é a busca maior de todos os seres humanos

Um dos princípios básicos que encontramos nos ensinamentos budistas, é que todos os seres trazem a semente da Budeidade. Logicamente, assim todos os seres humanos são iguais na sua essência - independentemente da sua nacionalidade, nível de instrução, religião, orientação ou qualquer outro aspecto relacionado com o contexto no qual o individuo está inserido. Com esta noção, as pessoas são encorajadas de reconhecer, dentro de si, a capacidade para a sabedoria, a coragem, a compaixão, o aperfeiçoamento e também a iluminação. É uma mensagem de esperança, um estímulo para todos que procuram o crescimento espiritual, para todos que procuram ser pessoas melhores.

 No fundo, todos os seres humanos têm o mesmo objectivo na sua passagem neste mundo: Queremos ser feliz. E para poder ser feliz, precisamos de entender, resolver e ultrapassar os conflictos interiores e emoções perturbadores que podem surgir no contacto com o mundo.
Todas as pessoas sentem as mesmas emoções elementares - é a universalidade das emoções. Todos experimentamos alegria, amor, regozijo; como também conhecemos todos o orgulho, a ira, a inveja, o medo, a dor. O que nos distingue uns dos outros, é a maneira como reagimos quando somos confrontados com estas emoções - sejam elas as que nascem dentro de nós ou as que sentimos nos outros. O que nos distingue, é a estratégia que empregamos para perseguir a felicidade.
Para lidar com as emoções, existem diferentes aproximações, diferentes caminhos. As religiões e as filosofias de vida orientam para podermos encontrar sentido, solução, paz interior no meio da turbilhão emocional. Oferecem uma via para entender o nosso lugar no mundo, este grande conjunto da Vida que sentimos fluir à nossa volta - em que tudo existe em interdependência de todo o resto; esta Vida em que nada existe por si só mas sempre em relação ao seu ambiente.
Se tudo neste mundo surge como consequência de algo e é dependente do seu ambiente, entendemos que cada um de nós tem uma responsabilidade em relação ao mundo que nos rodeia.
Talvez por isso mesmo, surge ao lado do princípio da igualdade um outro, também partilhado por todas as religiões, que é o princípio de reciprocidade. Este diz: Trata os outros como queres ser tratado. Se quer viver num ambiente alegre, então gere a alegria e partilha-a. Se quer viver num ambiente de amor e bondade, então gere amor e bondade e partilha-a.
Somos todos iguais e somos interdependentes. A felicidade dos outros é preciso para a nossa, e a nossa felicidade só pode existir se todos são felizes.
Do ponto de vista budista, aquilo em que a pessoa acredita, não é importante. É indiferente se é budista, cristáo, judeu, muçulmano, ou ateu. Mais importante é saber: É gentil? É compassivo? Tem paciência? É compreensivo? Bondoso? Consegue perdoar? No fundo, o que importa é: quem é como pessoa? Tem bom coração?

Maitreya, o futuro Buda, cujo nome significa: Amor e Bondade

 O cultivo do Amor e Bondade é um grande contributo para sermos uma pessoa melhor, como também é o cultivo da Gratidão. A gratidão em sinal de consciência que a nossa existência só é possível graças a tudo que existe em ligação connosco. Por isso, procuramos dedicar todo o nosso trabalho interior de purificação, de pensamentos, acções e palavas, ao grande conjunto do qual fazemos parte:

“Que todos os seres possam ser felizes, contentes e realizados.
Que todos os seres possam se sentir saudáveis e equilibrados.
Que todos possam ter aquilo que querem e precisam.
Que todos estejam protegidos contra o mal e livres do medo.
Que todos os seres tenham paz interior e bem-estar.
Que todos estejam despertos, liberados, independentes e não tenham limitações.
Que haja paz neste mundo e em todo o universo.”

E agradecemos... agradeçemos por todas as bênçãos que o planeta tem. Agredecemos por todas as bênçãos que a existencia humana nos oferece. Agradecemos, por todos os encontros que a vida previdencia. Agradecemos por cada momento, que podemos abrir o coração e partilhar a felicidade.






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