Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O som e a nossa saúde

De volta ao trabalho após o intervalo de Verão, começamos a preparar o retiro que tem como tema
"Os sons e o silêncio como suporte de meditação". (ver pagina do evento) Por isso, uma pequena reflexão sobre o som e a saúde.

Quando pensamos em energias que podem ter um papel numa transformação ou cura, o Som está entre os mais importantes. Não só tem o potencial para acalmar e relaxar, como também pode levar o ouvinte a viver emoções. Sons e música podem trazer de volta o equilíbrio e a harmonia interior, como também podem restaurar a nossa saúde!

Por outro lado, há sons que podem provocar desarmonia e desequilíbro - ou mesmo provocar stress.
Reagimos aos sons, não só ao nível consciente, em que podemos aprovar das harmonias e melodias, mas sobretudo a um nivel subconsciente e físico.

A física moderna demonstrou que os nossos corpos são construidos de partículas atómicas e sub-atomicas que estão em vibração constante. Também sabemos que toda a matéria tem a sua frequência natural. É a frequencia em que há ressonância, a frequencia em que aquela matéria vibra naturalmente. E toda a matéria tem uma frequencia de ressonância - cristais, água, madeira... mas também corpos como uma árvore, uma ponte, um livro ou um corpo humano. Todas as partes do nosso corpo têm a sua frequencia de ressonancia!

Os povos antigos e os seus xamãs e curandeiros, observaram os processos de doença e o estado saudável das pessoas, para chegar à conclusão que a doença surge quando o corpo passa a ter um comportamento "desafinado". Quando algo no corpo começa a ficar doente, a sua frequência muda e começa a vibrar de maneira diferente do que fazia. Como os ancestrais também se aperceberam, os sons podem ser usados para aplicar vibrações harmoniosas e harmonizantes, que ajudam o corpo de se "afinar" novamente com a sua harmonia e frequência original.

As frequências de todas as partes de um corpo saudável estão de tal maneira em equilíbrio que formam um conjunto, como se fosse uma orquestra que toca a sua "Sinfonia de Si".
Se os sistemas estão unidos e a trabalhar em equilíbrio, esta sinfonia é agradável e produz uma sensação de bem-estar.

Mas a música e harmonia de um corpo saudável podem ser influenciadas, com frequências de muitas origens: o que comemos, o que vemos e ouvimos, o que dizemos e pensamos, o que sentimos do Outro: todos estes aspectos acabam por ter frequências que interferem com a nossa.
A cura acontece quando neutralizamos o efeito das influências de fora e restabelecemos a harmonia interior.
Uma das maneiras é obviamente o tratamento com sons, que convidem o organisme a se harmonizar, permitindo a sua reconstrução saudável.

Um conceito importante que os ancestrais perceberam, e que está ligado à cura pelo som, é o conceito da intenção. Desde cedo entenderam que o som tem a capacidade de transmitir a intenção de quem produz o som, para a pessoa que recebe o som. A intenção é a energia curativa atrás do som, que é produzido pelo pensamento e pela vontade que existem quando o som é produzido. Curiosamente, o efeito de cura da intenção existe independentemente da qualidade do som produzido. Se sentimos alegria, o som produzido transmitirá alegria, mesmo quando não sabemos cantar muito bem. Se sentimos tristeza, podemos cantar lindamente, mas ao ouvinte será transmitida o nosso sentimento. Se houver compaixão e fé na cura, o organismo receberá este estímulo!
É essa a base do poder da oração e dos mantras, métodos cuja eficâcia depende da intenção e da capacidade de focagem de quem produz o som.

A intenção e o seu efeito de cura é um aspecto importante quando percebemos que os nossos pensamentos funcionam também como fonte de vibração. Cada palavra pensada representa um som. Infelizmente, poucas vezes temos consciência da intenção atrás dos pensamentos. Esta circunstância acaba por ser agravada pelas emoções que sentimos enquanto pensamos, e que podem passar a dirigir o orquestra dos pensamentos. Tudo isso é bom quando o pensamento é harmonioso. Mas quando os pensamentos são de dor e sofrimento, a história é outra. Quando isto acontece, é a nossa mente que está a produzir as frequências que provocam desarmonia no corpo, potenciando o surgimento de doença.


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