Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Caminho da Alma 3 - a entrega e o eterno início

(parte 1) (parte 2)
Quando falamos sobre a entrega, do que é que falamos em concreto? Na meditação, a entrega acontece quando permitimos a mente de fazer um passo para trás. Quando a mente passa para uma postura de observação pura, e permite que a consciência mais abrangente surge.
Encontramos a chave para poder chegar à sensação de entrega total, quando estamos pronto de deixar de querer controlar o que está acontecer. Abrir mão do controlo sobre os acontecimentos, é um passo significativo que requer confiança! Mas é um passo indispensável para quem realmente deseja conhecer-se a si e à sua verdadeira natureza.

O ser humano tem várias maneiras de ter um "sentimento de si". O que chamamos a nossa "mente" acaba por ser o resultado de tudo que processamos no cérebro. São pensamentos, memórias, expectativas, em sumo, é actividade cerebral. Não é algo identificável, e o seu funcionamento - e existência - depende da maneira que o sistema físico (as células do sistema nervoso) foram condicionados por experiências no passado. Assim, é algo criado ao longo da vida - o que leva a concluir que não somos a nossa mente.
Pode ser tentador identificarmos com a actividade mental, principalmente quando esta está muito presente e activa. Encontramos na actividade mental a nossa personalidade, o passado, as expectativas sobre o futuro, mas também o lado emocional.
Mas ás vezes há um vislumbre do que há atrás disso, uma outra presença. É aquele elemento que faz nos entender que os pensamentos ocorrem, aquela "vozinha" que nos lembra que o que sentimos está acontecer a nós. É a nossa consciência.
A consciência existe - sempre. A descoberta desta realidade atrás da actividade mental, é a porta para novas dimensões que a mente nem sonha que existem - porque a mente baseia-se na existência física do corpo.
A consciência por sua vez, está ligada à essência da vida: é o sentimento de Ser, a sensação de Vida, é um vislumbre do Significado. Nas palavras de António Damásio: É através da consciência que conhecemos a Vida.

A experiência da consciência é como ver uma Luz .... "É através da Luz e através de uma ideia clara que a mente vê a essência das coisas, dos números e da extensão. É através de uma ideia vaga ou através de um sentimento que a mente ajuíza sobre a existência das criaturas e se apercebe da sua própria existência." (~Nicholas Malebranche). Quando a mente aceita o papel de observador.... terá acesso à Sabedoria.

A consciência também funciona como a porta para o contacto com outros mundos, que são "invisíveis" no dia-a-dia, e aos quais acedemos em estados alterados de consciência - ou em meditação.
Podemos encontrar essa porta quando aceitamos ir além da actividade mental. Basta abrimos mão da ideia que são os nossos processos mentais que nos definem! Basta aceitar que estes são apenas o revestimento, o Ego, que mantém coberto o Eu. Além das nossas emoções, reacções, padrões de comportamento, para além do nosso Ego: somos Alma, Espírito, Consciência...

A maior barreira que encontramos no contacto com a consciência alargada, talvez seja o medo de perder o controlo. Os acontecimentos no passado, gravados pela mente, lembram-nos da dor que já experimentamos e que se quer evitar no futuro. O receio de perder o controlo, é um voto de desconfiança perante a própria vida...  e mantém-nos separado do nosso verdadeiro Ser - que vive no Momento. Através da entrega, acedemos à vivência do momento!

A entrega é um pouco parecida com a Morte... é uma libertação de todas as ideias feitas sobre quem somos. Indo para além da zona de conforto, além da falsa segurança que a mente oferece, podemos descobrir o mundo, feito de mudança, onde a perda não existe, onde cada momento é a Vida. É o reino da aceitação, do perdão, da mudança e da descoberta da Verdade.
Talvez seja mesmo um pouco como morrer... para poder descobrir quando perdemos o medo da Morte, temos acesso a vida sem fim, ao eterno começo.
Para poder descobrir que a entrega, afinal, leva à liberdade.

surrender....
Dying to all you think you know

Letting go of the image
of how life 'should' be

Sinking into the vast mystery
of the present moment

Embracing change and loss
as misunderstood friends

Falling in love with where you are

This is the path
for those who know  there is no path

Only endless destinations
and never-ending beginnings

- Jeff Foster


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Caminho da Alma (2): a entrega

(ver primeira parte)
Todos que por um motivo ou outro, iniciam o trabalho interior para melhorar a consciência de si, têm a sua frente os mesmos estágios. Tal como a Natureza se exprima em inúmeras formas, que todavia passam pelos mesmos ciclos e estão expostas às mesmas influências.
O que de modo algum quer dizer que os caminhos de consciência seguem obrigatoriamente o mesmo padrão, nem que precisam de ter os mesmos objectivos nesta vida. O objectivo final, no entanto, é a mesma para todas as Almas: encontrar o que significa verdadeiramente, Vida.
Uma visão interessante acerca desta viagem de encontro ao essencial, é a de Jiddu Krishnamurti:

Truth is a pathless land. Man cannot come to it through any organisation, through any creed, through any dogma, priest or ritual, not through any philosophical knowledge or psychological technique. He has to find it through the mirror of relationship, through the understanding of the contents of his own mind, through observation and not through intellectual analysis or introspective dissection.
When man becomes aware of the movement of his own consciousness he will see the division between the thinker and the thought, the observer and the observed, the experiencer and the experience. He will discover that this division is an illusion. Then only is there pure observation which is insight without any shadow of the past . This timeless insight brings about a deep radical mutation in the mind.

 Ao entregarmos à observação de quem somos, a aprendizagem e evolução começam. Chegamos a valiosos entendimentos, através da relação que temos com os outros e com o mundo que nos acolha. Podemos ver no espelho dos outros, imagens do funcionamento da nossa própria mente. Também podemos observar como a nossa presença - ou seja, o conjunto de corpo e mente - reage na interacção e nos relacionamentos. Observando-nos podemos descobrir que bagagem emocional ainda trazemos connosco do passado.

O via do místico pode levar directamente para a experiência da União onde todas as ilusões que a mente cria, podem ser observadas e desmontadas. Nos nossos dias, pessoas como Eckhart Tolle traduzem esta experiência para entendermos o estado para o qual a Consciência tenciona evoluir. Tolle, ao lado de muitos outros como por exemplo Paulo Coelho, fornece inspiração e oferece esperança que é possível acordar para a felicidade última. Mas enquanto as citações falam de um acesso directo à Alma, através da aceitação, da gratidão, da libertação, não basta ler as palavras e reconhecer a verdade atrás delas. Também é preciso pôr em prática, a mesma verdade. A liberdade interior não existe só porque queremos. Necessitamos de perceber que em realidade a única limitação à liberdade interior são os nossos próprios comportamentos, pensamentos e emoções.

Freydoon Rassouli: Where Heavens Meet
A via do místico requer a capacidade de nos entregar, de corpo, mente e alma, à nossa verdadeira natureza. Através da entrega, acedemos a uma consciência mais ampla do que habitualmente habitamos, o que nos permite ver além das limitações do ego e da personalidade.
A entrega total acaba por figurar-se complicada para muitas pessoas, principalmente porque a mente surge como factor de inibição... Os pensamentos (e através deles, o ego) acabam por se pôr entre a pessoa e a sua verdadeira natureza, entre o eu e a alma.
Desde há memória, existem os místicos, os xamãs, os sábios e os visionários. Igualmente desde que há memória, há outros que sentem o chamamento, mas que precisam de ultrapassar barreiras para chegar ao fundo. Para estas pessoas, a liberdade interior é conquistada com estudo, e com ajuda das imagens e a sabedoria que os visionários, os sábios, os místicos e os xamãs transmitiram.
Muito embora a verdade seja "uma terra sem caminho" - para lá chegar é preciso fazer escolhas e evoluir a consciência, mudar atitudes e comportamentos, meditar, fazer perguntas e questionar. Para poder ter acesso à grandeza do Eu Superior, é preciso sermos humildes. A humildade no sentido de  estarmos dispostos a reconhecer que nos não somos o nosso Ego - mesmo se gostaríamos de pensar que sim ;)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Caminho da Alma

Uma vez que ouvimos o chamamento para o desenvolvimento espiritual, o processo se põe em marcha. O primeiro passo foi dado quando respondemos ao chamamento e aceitámos o desafio que a vida propõe! (ver tb. este post, e este aqui)
A partir deste momento, a viagem começa e nunca mais seremos o mesmo.
Seja qual for o "método" escolhido, começamos a encontrar pouco a pouco a natureza do nosso Ser. Descobrimos aquela parte do nosso espírito, que existe por detrás dos conceitos, crenças, pensamentos, hábitos, paixões ou emoções conflictuosas e de todas as outras ilusões que nos ofereceram a sensação de segurança.
O percurso que seguimos individualmente, cada um à sua maneira e cada um ao seu ritmo, tem contudo fases que todos precisamos de passar.

O caminho espiritual?
Podemos encontrar uma analogia para o nosso processo na natureza - no decorrer dos dias, na passagem das estações, na maneira como experimentamos aqui na Terra, a viagem do Sol através do Zodíaco.
São ciclos que incluem o nascer, crescer, florescer; o período de plenitude ou da colheita; o repouso, o adormecer, a "morte" - que traz em si o anúncio de um novo ciclo.

A analogia do dia e das estações ajuda-nos a perceber os ciclos de crescimento que atravessamos como ser humano. Ajuda-nos entender a impermanência dos fenómenos, o facto que tudo muda, nada fica igual - e não vale a pena tentar agarrar uma situação que consideramos ideal, porque há de mudar inevitavelmente. Podemos tentar manter a linha firme e elegante do nosso corpo jovem; mas havemos de envelhecer, e o corpo muda. Podemos tentar manter a paixão do início da nossa relação amorosa; mas mudamos, e a paixão torna-se algo diferente (pode tornar-se amor - mas também aborrecimento).
A aceitação destes ciclos pode levar à aceitação e ao entendimento que cada momento é para ser vivido no próprio momento, e em relação a o que há no aqui e agora.

No início do caminho, há o despertar para esta verdade: é no aqui e agora que a vida acontece. E quando aceitamos isso, começamos a ver como tudo está ligado. As sincronicidades começam a saltar a vista, os acasos tornam oportunidades e acontecimentos com significado. É um período de grandes aprendizagens, e os nossos sistemas todos absorvem com grande vontade e proveito, toda a sabedoria que lhes é oferecida!
Estamos no meio da vida! Pode acontecer que sentimos que temos acesso a todos os níveis, sabemos que estamos a ser guiados.

Depois vem o período em que tomamos consciência que trazemos dentro de nós feridas emocionais que requerem cura. É um período em que precisamos de encarar o lado sombrio do nosso ser. Por muito doloroso que possa ser, isto também passa. Nada fica igual, tudo muda. Se tivermos a coragem de admitir o que vemos no espelho, podemos colher novamente o fruto do esforço, sentimo-nos melhor com quem somos. Revivemos traumas desta vida e de vidas passadas, começamos a conhecer-nos cada vez melhor, perceber os relacionamentos que temos com os outros. Começamos a ver de que emoções sofremos, e quais as que cultivamos. Aproximamos da fase da sabedoria, uma fase de entendimento, de tranquilidade, paz... Como se fosse a noite de um dia bem passado, quando desfrutamos, descansamos - para nos levantar depois para um novo dia, com novos desafios.


Estes ciclos são como os ciclos do dia, o ciclo das estações e o do Zodíaco - vez após vez estes levam-nos para patamares de mais clareza sobre quem somos. Eventualmente, os ciclos mensais e anuais trazem aprofundamento às nossas experiências e ao crescimento. A Lua passa, no seu ciclo mensal, por todas as constelações do Zodíaco, tal como o Sol no seu ciclo anual pelos signos. Em conjunto, o significado simbólico deste movimento ajuda-nos a entender o percurso da Alma ao caminho da sua realização.

Pode parecer que o caminho da Alma se desenvolve como se fosse um espiral de crescimento, ou uma escada, que subimos degrau a degrau, ciclo após ciclo. O que contraria, no seu essencial, a descoberta que fizemos no início do caminho: que é aqui e agora que a Vida É.
Sem tempo, sem espaço, só o momento.
Mas também sem passado, sem futuro...

Quando começamos a perceber a profundidade disto, todos os conceitos tradicionais com que olhamos o mundo, tornam-se obsoletos.Começamos a contactar com uma outra dimensão, que nada tem de físico, nem de humano: entramos na dimensão da Alma.
Até aqui, foi possível trabalhar com a mente no seu papel tradicional: a mente que entende, supervisiona, e controla o processo. Estamos condicionados para entender o nosso funcionamento assim: a mente simboliza e representa o Eu que está a decifrar a maneira como lidar com o Outro.

Mas quando começamos a entrar na dimensão da Alma - quando as armadilhas do Eu egóico já não nos confundem, absorvem, manipulem e envolvem, mas simplesmente surgem para serem tratadas - estamos a entrar na União.

Há aqui várias opções: seguir ou parar. Se tivemos a coragem de seguir, a mente precisa de ser profundamente re-educada, para uma consciência nova. Será preciso libertar tudo que agarrámos para dar significado à vida.
Os místicos e xamãs passam pela morte espiritual para chegar a este entendimento. Os estudiosos recebem iniciações e passam de grau em grau mais perto do mesmo estado de "conhecimento sagrado"... para uns como para outros é indispensável a passagem pela parte mais escura da existência e ultrapassar o medo.

Chegando em contacto com a dimensão da Alma, há uma outra porta que se começa a abrir: a do entendimento das várias direcções em que o caminho da alma se desenrola.

Também aqui podemos olhar para a Natureza para perceber quais as direcções. Podem ser organizadas pela orientação do corpo perante o campo magnético da Terra e perante a situação da Terra em relação ao Universo envolvente.

Assim reconhecemos sete direcções principais: Este, Sul, Oeste, Norte; a direcção de cima, para o Universo; a direcção de baixo, para a Terra; e a direcção do Centro - para dentro. Cada uma destas direcções fala da nossa relação com o mundo e as oportunidades de desenvolvimento e crescimento que esta relação oferece.

No Leste encontramos os estímulos para um primeiro acordar da Alma. No Sul, a purificação e cura dos relacionamentos. Oeste é a direcção da cura pessoal e de re-encontro com a nossa auto-estima, e no Norte aprendemos abrir o coração e encontrar a sabedoria. Para cima encontramos o Mundo do Espírito e do "invisível". Por baixo dos nossos pés, a Terra e o re-encontro do nosso próprio lugar. A direcção do Centro abre a porta para uma consciência plena do momento presente, o derradeiro encontro connnosco. É a direcção que tomamos quando percebemos que é Aqui e Agora, dentro de nós, que damos forma à Vida, a cada momento. O contacto com o Centro dá nos a entender que tudo o que percepcionamos como sendo uma influência de fora, tem a sua origem em nós próprios. A nossa consciência abrange tudo que É! Nós somos o espaço em que tudo acontece: as nossas relações, a nossa profissão, a educação dos nossos filhos, o sentimento de respeito, da liberdade, de ser amado...ou a falta dos mesmos.
É no nosso centro que encontramos o propósito da vida: ser consciente de tudo que acontece no nosso corpo e mente, e agir no sentido de poder existir harmonia.

 Cada Ser Humano tem uma razão para estar na Terra e tem um caminho a percorrer,  assuntos emocionais para resolver, entendimentos para alcançar. Basta olhar para o espelho, e tomar consciência dos nossos actos, gestos, pensamentos e palavras - e das consequências dos mesmos.
A lei da livre vontade diz que temos a liberdade total para em seguida, fazer ou não fazer o nosso trabalho interior. Podemos esperar até melhorarmos... obviamente que podemos. Mas porquê esperar até a Vida venha ter connosco, quando temos tudo para sermos felizes agora?


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ir além da percepção polarizada: Lua Cheia em Caranguejo, Sol em Capricornio

É altura de seguir em frente, além da percepção polarizada!!
O Sol acabou de inverter os pólos. Sei que não foi um evento para ficarmos alarmados ou preocupados. Dito isso, também é bom perceber que assistimos a um impacto enorme sobre quem procura evoluir a nível da consciência. No final de Dezembro, foi com um impacto enérgico, que nos fez "cair de lado", que iniciamos um novo ciclo anual. Os primeiros meses do ano podem ser uma experiência fenomenal, se aproveitamos o momento e aplicamos a mudança da força ao nosso campo energético pessoal, ao nosso dinamismo, e a nossa percepção... que até agora estava dominada pela polarização antiga. Um novo matriz de Luz está a espera de ser explorado!
Estamos a viver um momento intenso, agora que os polos do Sol se inverteram. O ciclo solar, após o Solstício, arrancou de um modo diferente,estando a polaridade da energia do Sol "de pernas para o ar" . Boa altura de reajustar a nossa percepção do mundo. Até agora, o modo dominante dos nossos pensamentos foi de separação - uma percepção do mundo em que nós nos encontramos de um lado, e o mundo do outro... em que o feminino e o masculino estavam opostos... em que havia energia "negativa" para afastar e energia "positiva" para atrair... 
Agora, a percepção está a mudar para a inclusão: nós SOMOS o mundo em que vivemos. Tudo faz parte e reunimos na nossa consciência os pólos que até agora experimentamos como opostos.


É um bom mote para a meditação da Lua Cheia de 15 de Janeiro. A Lua, que na madrugada do dia 16 chegará a estar 100% cheia, será iluminada pela Luz do Sol em Capricórnio.

Capricórnio é um signo misterioso, simbolizado pela cabra montês que procura alimento nos sítios mais altos, mais rochosos e menos férteis do mundo. Um signo da Terra que procura concretizar e endurecer. Através esforço próprio e trabalho árduo, o Capricórnio chega aos picos mais altos dos assuntos mundanos.
Capricórnio tem a capacidade de aceitar as durezas do Karma e transformar as mesmas em valores espirituais mais altos. O caminho de Capricórnio é um caminho de provações... como é o caminho do Ser Humano.

Curiosamente, o signo astrológico é tradicionalmente imaginado como uma cabra montês com cauda de peixe... A mitologia ligada ao Capricórnio data de uma era antes dos Gregos antigos.

Na altura asociava-se o signo a Ea, um deus poderoso (Babilónia) que vivia no oceano. Durante o dia Ea saía da água para olhar a Terra, à noite voltava ao mar. Ea usava um manto que assemelhava a pele de um peixe, incluindo a cabeça e a cauda. Um dos seus muitos nomes era "Antílope dos Mares"... Ea é um dos grandes iniciados culturais, que surgia dos mares para ensinar o Ser Humano que vivia em terra firme. Ensinava como construir cidades, ensinava matemática e geometria, enfim, todo o conhecimento que a humanidade alguma vez recebeu era creditado a ele. Além de Ea, os nomes incluiam "Oannes" ou "Dagon". Era suposto passar as noites nos oceanos, visto que era um anfíbio.

 Vemos neste signo os extremos - o Capricórnio tem a capacidade de personificar o melhor e o pior que possa haver no ser humano. Os valores mais altos versus o egocentrismo mais puro.
É significativo nisso que a zona do corpo regida por Capricórnio, é a zona dos joelhos. Simbolicamente, isto ilustra o facto que é nesta altura que o Capricórnio (e a humanidade toda que está a passar pela influência do signo) aprende a ajoelhar-se em humildade. É nesta fase que o Ser Humano, humildemente ajoelhado, está disposto a oferecer de alma e coração, aquele cume rochoso que alcançou, ao objectivo final da sua Alma: o serviço incondicional à Terra. Quando for capaz disso, chegará à altura da sua iniciação para poder aceder aos segredos da Vida.

Altura então de unir os opostos e surgir, liberto das vicissitudes do Ego, para uma nova percepção unificada do Mundo!



Celebração da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
4a feira, 15 de Janeiro de 2014 às 18h
 
É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo. 


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