Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Lua Cheia de Setembro: somos a Luz que observe o que passa na mente...

Na manhã de 9 de Setembro, a Lua Cheia estará em Peixes, oposta ao Sol em Virgem. No seu caminho à volta dos signos do Zodíaco, o  Sol chegou ao Virgem, signo da Terra, um dos signos mais significativos.

É o signo da Mãe, e o seu simbolismo fala do objectivo do processo da evolução humana. Sabemos que trazemos dentro de nós uma centelha divina que é eterna. Precisamos de alimentar e proteger a Luz que trazemos - porque é a nossa realidade espiritual - até o momento em que esta essência luminosa se possa mostrar ao mundo sem ser obscurecida pela personalidade ou ego. É quando a realização completa do ser humano acontece

No decorrer da vida, vamos destapando a nossa luz, libertando emoções problemáticas, padrões de comportamento, memórias dolorosas. Mas em tempos de mudança profunda, tal como os tempos que temos vivido ultimamente, assuntos que julgamos já passados e tratados, podem surgir novamente. Frequentemente isto acontece porque a parte subconsciente da mente (a parte que não controlamos), pela sua natureza, tente prevenir mudanças fundamentais que podem mudar o curso da vida.
Mas a mudança está a acontecer, e o subconsciente pode abrir as comportas para mostrar o que temos ainda aí escondido: medos suprimidos, emoções ignoradas, desejos negados, pensamentos obsessivos... tudo salta e berra, tentando convencer a mente consciente que é melhor ficar na zona de conforto, de maneira como sempre foi.  Podemos chegar ao ponto de pensar que estivemos anos a fio a trabalhar para nada. Como se nada tivesse mudado, como se tudo fosse em vão, como se fossemos iguais de há 5 ou 10 anos atrás.

A boa notícia é que a mudança tem lugar, rapidamente, e para muitos as mudanças já são positivas. Mesmo assim, a mudança traz sempre stress - desde já porque nada está garantido quando a vida muda. Não sabemos o que vai acontecer - só sabemos o que precisamos de fazer, e que é inevitavel que temos que fazer o que temos que fazer. Temos que fazer o passo e ter fé.

Na conjuntura actual, a energia que flui para a Terra é um apoio para assumir que há aspectos mais problematicos na nossa vida. Podemos aceitá-los de tal modo que acabam por ser integrados no nosso ser e assim começam a fluir com o fluxo da vida, e mudar. 
O ser humano tem a tendência de calar e esconder as emoções mais problematicas do ser, por vergonha ou medo - ou simplesmente porque preferimos manter o dia-a-dia livre de complicações. Mas entretanto, estão aí no subconsciente as emoções e os padrões de comportamento e pensamento... e gastamos uma grande parte da nossa energia na negação e sublimação.
É útil lembrar que todos temos uma sub-consciência - e que na maioria dos casos, o conteúdo é igual para todos. Estamos a tentar esconder algo que todos partilhamos, porque num certo ponto do nosso caminho começamos a acreditar que só nós nos sentimos assim.

Esta Lua Cheia vai poder iluminar o que tão afincadamente temos estado a esconder: que somos humanos e igual a todos os outros. A Lua Cheia - por si só um momento de procurar o equilíbrio - foca as desarmonias criadas pela negação. É nos pedido de sentir completamente e profundamente o que surge - sem tirar conclusões nem procurar soluções. Sem julgamento, admitindo a existência das vulnerabilidades, o nosso campo energético pode ser harmonizado e a nossa alma curada. Observando os pensamentos e as sensações, podemos começar a deixar de acreditar o que a nossa mente nos quer dizer. Podemos tomar novamente consciência que não somos os nossos pensamentos, nem as nossas emoções. Nos somos algo mais profundo, mais verdadeiro, mais luminoso e constante: somos o observador que vê o ir-e-vir dos pensamentos, das sensações e das emoções. Somos o sol no céu azul que vê como os nuvens e as tempestades surgem... e desaparecem.
A Lua Cheia convida-nos a lembrar que somos esta Luz que observe - não somos o conteúdo da mente mas sim a Consciência luminosa e vibrante que existe atrás dos pensamentos!

A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar na
Terça feira, 9 de Setembro, às 19.30h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O som e a nossa saúde

De volta ao trabalho após o intervalo de Verão, começamos a preparar o retiro que tem como tema
"Os sons e o silêncio como suporte de meditação". (ver pagina do evento) Por isso, uma pequena reflexão sobre o som e a saúde.

Quando pensamos em energias que podem ter um papel numa transformação ou cura, o Som está entre os mais importantes. Não só tem o potencial para acalmar e relaxar, como também pode levar o ouvinte a viver emoções. Sons e música podem trazer de volta o equilíbrio e a harmonia interior, como também podem restaurar a nossa saúde!

Por outro lado, há sons que podem provocar desarmonia e desequilíbro - ou mesmo provocar stress.
Reagimos aos sons, não só ao nível consciente, em que podemos aprovar das harmonias e melodias, mas sobretudo a um nivel subconsciente e físico.

A física moderna demonstrou que os nossos corpos são construidos de partículas atómicas e sub-atomicas que estão em vibração constante. Também sabemos que toda a matéria tem a sua frequência natural. É a frequencia em que há ressonância, a frequencia em que aquela matéria vibra naturalmente. E toda a matéria tem uma frequencia de ressonância - cristais, água, madeira... mas também corpos como uma árvore, uma ponte, um livro ou um corpo humano. Todas as partes do nosso corpo têm a sua frequencia de ressonancia!

Os povos antigos e os seus xamãs e curandeiros, observaram os processos de doença e o estado saudável das pessoas, para chegar à conclusão que a doença surge quando o corpo passa a ter um comportamento "desafinado". Quando algo no corpo começa a ficar doente, a sua frequência muda e começa a vibrar de maneira diferente do que fazia. Como os ancestrais também se aperceberam, os sons podem ser usados para aplicar vibrações harmoniosas e harmonizantes, que ajudam o corpo de se "afinar" novamente com a sua harmonia e frequência original.

As frequências de todas as partes de um corpo saudável estão de tal maneira em equilíbrio que formam um conjunto, como se fosse uma orquestra que toca a sua "Sinfonia de Si".
Se os sistemas estão unidos e a trabalhar em equilíbrio, esta sinfonia é agradável e produz uma sensação de bem-estar.

Mas a música e harmonia de um corpo saudável podem ser influenciadas, com frequências de muitas origens: o que comemos, o que vemos e ouvimos, o que dizemos e pensamos, o que sentimos do Outro: todos estes aspectos acabam por ter frequências que interferem com a nossa.
A cura acontece quando neutralizamos o efeito das influências de fora e restabelecemos a harmonia interior.
Uma das maneiras é obviamente o tratamento com sons, que convidem o organisme a se harmonizar, permitindo a sua reconstrução saudável.

Um conceito importante que os ancestrais perceberam, e que está ligado à cura pelo som, é o conceito da intenção. Desde cedo entenderam que o som tem a capacidade de transmitir a intenção de quem produz o som, para a pessoa que recebe o som. A intenção é a energia curativa atrás do som, que é produzido pelo pensamento e pela vontade que existem quando o som é produzido. Curiosamente, o efeito de cura da intenção existe independentemente da qualidade do som produzido. Se sentimos alegria, o som produzido transmitirá alegria, mesmo quando não sabemos cantar muito bem. Se sentimos tristeza, podemos cantar lindamente, mas ao ouvinte será transmitida o nosso sentimento. Se houver compaixão e fé na cura, o organismo receberá este estímulo!
É essa a base do poder da oração e dos mantras, métodos cuja eficâcia depende da intenção e da capacidade de focagem de quem produz o som.

A intenção e o seu efeito de cura é um aspecto importante quando percebemos que os nossos pensamentos funcionam também como fonte de vibração. Cada palavra pensada representa um som. Infelizmente, poucas vezes temos consciência da intenção atrás dos pensamentos. Esta circunstância acaba por ser agravada pelas emoções que sentimos enquanto pensamos, e que podem passar a dirigir o orquestra dos pensamentos. Tudo isso é bom quando o pensamento é harmonioso. Mas quando os pensamentos são de dor e sofrimento, a história é outra. Quando isto acontece, é a nossa mente que está a produzir as frequências que provocam desarmonia no corpo, potenciando o surgimento de doença.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...