Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

1-1-2018 : A Lua Cheia dá início ao ano do Mestre

E assim chegamos a um ano novo. Sabemos que é uma data arbitrária e uma mudança ilusória em termos astrológicos, ou dos ciclos de natureza: o ano astrológico começa no equinócio da Primavera e a Lua e o Sol percorrem os seus ciclos sem olhar para o calendário cultural humano.

No entanto, é um momento significativo: colectivamente, os povos do mundo inteiro desejam que haja paz e felicidade. Que haja prosperidade e saúde. Que cada um possa ser a melhor versão de si. Junto me a essa intenção, fazendo minhas essas palavras:
Que todos os seres conheçam a felicidade e as causas da felicidade.
Que sejam livres do sofrimento e das causas do sofrimento. Que vivam sempre em equanimidade, livres de apego aos próximos e do ódio aos outros.

Hoje, dia 1 de Janeiro, passamos a identificar os nossos dias com a marca 2018. Será como um mantra que se repetirá todos os dias do ano que vem quando vemos os números escritos e quando os ouvimos ou pronunciamos. Vai ser uma maneira de colocar os dias que vivemos, na linha imaginária do tempo que nos una como seres históricos.

Cada expressão humana, seja em pensamento, escrita ou falada, é uma criação. É uma vibração, uma energia que emana. O número que reina o ano não é diferente: cada vez que identificamos o dia, voltamos a confirmar que acreditamos na evolução, no avanço imparável e no crescimento. Avançamos!

Podemos ver que vibração é essa. A numerologia ajuda a compreender o significado. O número do ano definimos, juntando os dígitos : 2+0+1+8 = 11.

11 é um número mestre, e a palavra que talvez mais ressonância faz com este número é Shambala, que no budismo tibetano refere a um reino mítico, oculto algures na cordilheira do Himalaya, ou na Ásia central, perto de Sibéria. A palavra Shambala significa em sanscrito "um lugar de paz, felicidade, tranquilidade". Acredita-se que os seus habitantes sejam todos iluminados, que convivem de maneira gentil e bondosa um com o outro, em harmonia com a Terra e em serviço a algo maior que nós.

A energia do 11 lembra como é bonito o mundo quando vivemos através dos nossos corações, e quando escolhemos recriar a essência de Shambala em tudo o que fazemos. Quando despertamos o melhor em nós e inspiramos o outro a fazer o mesmo.

A experiencia do reino de paz é uma escolha, uma escolha para empenhar em acções, pensamentos, palavras que manifestam essa paz. Como cada um tem o livre arbítrio e liberdade de escolha, cada um por si pode escolher o caminho da verdade, autenticidade e amor.... ou o caminho do medo, dúvida e criação de sofrimento.

Uma amiga holandesa contou-me o seu sonho da noite do Ano Novo. Holanda tem uma Rainha bonita, bondosa, alegre e inteligente. No sonho, a Rainha tinha morrida e o país estava em luto, em estado de choque! Olhando para a histeria colectiva, a minha amiga lembra-se de ter pensado: agora já não temos rainha, é altura de nós sermos os nossos próprios reis e rainhas....
É essa a essência do 11, do Shambala, do Mestre: a possibilidade de tornar-nos soberanos!

11 é o número de Mestre: o Mestre que sabe que tem liberdade de escolha. O Mestre vê por além dos véus da ilusão criada pelo medo, manipulação e dúvida. O Mestre vê, num olhar profundo de introspecção, a verdade sobre a sua propria vida, o que lhe dá consciência e liberdade de escolha...

Só nos apercebemos a verdade sobre as situações da nossa vida, se formos capaz de olhar sem julgamento. Não há um ponto de vista certo ou errado para ver as coisas. Olhando através do coração o Mestre sabe que é preciso esta humildade e esse respeito para o outro.
11 lembra-nos de sentir: deixando de lado as crenças e hábitos culturais, impressões e padrões inconscientes. Deixando de lado a maneira linear de entender o mundo com o cérebro em "modo fazer", em que a mente procura soluções e esquece que apenas vê uma parte da verdade....

Se aceitamos sentir, esperando em silêncio interior que o nosso coração abre e recebe a energia daquilo que É no aqui e agora, podemos aceder a uma sabedoria completamente diferente! Um campo de consciência infinito abre-se, e um potencial enorme dar-se-ia a sentir.


É nesse campo, além das ideias do bem e do mal, que podemos encontrar-nos. Um lugar onde milagres acontecem. Onde feridas são curadas. Onde o perdão vem com facilidade. Onde não há limite ao quanto podemos brilhar....






Escrevo no dia 1 - 1 - de um ano 11 , que é um dia "Portal 11-11". Hoje à noite vamos celebrar a Lua Cheia, que estará posicionada a 11º38 em Caranguejo- o que dá novamente 11 - 11 (3+8). O Sol, estará a 11º38 em Capricórnio ... 11-11 novamente. Será uma "Super-Lua", grande e luminosa. Curiosamente, o primeiro mês deste ano terá duas Luas Cheias....

Seguramente, tudo isso está a ser uma "coincidencia" significativa. Vamos celebrar a Lua Cheia hoje, para dar início a um ano que convida para mostrar o nosso valor!
 


Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 1 de Janeiro
Início: 17.00 h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.











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