Recebo com alguma frequência a pergunta: Pode aconselhar livros para ler sobre meditação?
Uma resposta linear é difícil... livros sobre meditação há muitos, e é me difícil recomendar um ou outro, ou dar dicas e preferências... é tão pessoal!
Com tantas pessoas a precisar de paz espiritual, há uma imensa procura de métodos. Naturalmente, o mercado reagiu: as editoras põem nas lojas o que as pessoas procuram. Assim, há imensos livros sobre meditação, cada um com o seu próprio método, cada um com a sua filosofia. Muitos têm na capa uma promessa de paz interior, de abertura de espírito... Entre gurus-de-oportunidade, há ainda, como sempre, os mestres que verdadeiramente têm uma mensagem e a capacidade de abrir uma porta para encontrarmos o caminho para o nosso coração. Todos preenchem necessidades específicas - há gurus para os que querem ter alguém que os guia, para poder segui-lo; há mestres para os que querem assumir a sua responsabilidade sobre a vida e encontrar o seu guia interior. Todos têm o seu valor, depende de quem procura.
Talvez valhe a pena reflectir sobre a importância que têm os livros no nosso crescimento espiritual. De facto, o que procuramos, não se encontra ao nível intelectual. Alias, uma das motivações principais que leva pessoas a procurar um caminho interior, é precisamente porque têm a sensação que a mente está a perturbar a sua felicidade.
A essência da meditação é acalmar a mente, para que podemos observar o que surge na nossa mente, e como esta está intimamente ligada às emoções. Observando o que existe, a mente pode acalmar e desapegar da necessidade de formular julgamentos e opiniões, desapegar do hábito de chamar memorias do passado e tecer hipóteses sobre o futuro. Progressivamente, a mente aprende a apreciar o momento, o Aqui e Agora. Neste silêncio, podemos ter acesso à nossa verdadeira natureza, ou seja, podemos encontrar a nós, a quem nós Somos.
É neste silêncio que encontramos a nossa sabedoria interior, a nossa Luz. Não existe nenhum livro que pode descrever como isto é - é uma experiência que só nós podemos permitir que acontece. É algo que vai além das palavras. É a sensação de ter chegado à casa, onde pertencemos, e a partir daqui podemos ganhar a confiança necessária para empreender a complicada tarefa de desfazer as emoções destrutivas e cultivar atitudes construtivas. Encontrando o Coração, podemos começar a cultivar e praticar o Amor e Bondade.
Dito isto, devo também dizer que reconheço que os livros podem ter efectivamente um papel decisivo. Um aspecto muito importante da meditação é a aceitação da situação em que nos encontramos, necessária para poder começar a trabalhar o que nos perturba. Para que a mente possa chegar à aceitação, é útil reflectir sobre os seus mecanismos, entender como funciona não só a meditação mas igualmente, perceber como funcionam as emoções destrutivas. É importante porque assim a mente pode aceitar que existem soluções para o seu sofrimento.
Na minha experiência, todos os livros têm algo para dizer, e podem tocar-nos à vários níveis. Palavras sábias para reflectir... técnicas para experimentar... mas é preciso lembrar sempre que, no final, cada um acaba por ser o seu próprio mestre.
Uma das primeiras lições do Buda contém o seguinte ensinamento:
''Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo
simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo
simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite
em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não
acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.
Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda
com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e
viva-o.''
Este ensinamento estimula para conservar uma atitude críteriosa e atenta. O próprio Buda lembra que é preciso verificar continuamente, se faz sentido o que nos dizem.
Tendo tudo isso em conta, considero que há bastante livros que valem a pena. Para poder aprender realmente algo sobre meditação, um livro
pode ser "consumido" com os nossos sentidos - isto é, permitindo que as palavras entram no
sistema pelo intelecto, para depois passar para os sistemas mais súbtis.
Sentir as palavras! A verdade transmitida, também é a tua? Que reacção é
provocada dentro de ti? Os textos tocam em algo profundo por dentro, ligam para assuntos emocionais que gostaria de resolver? Isto dá matéria para reflectir?
Temos que lembrar também que não há caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho! Não é preciso mais nada do que SER, aqui, agora. Não há caminho ou método que nos pode levar à sitio onde podemos ser feliz. Porque já estamos no sítio e no momento certo para ser feliz. Basta aceitar que assim é.
Páginas
quarta-feira, 11 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
O conflicto emocional - Lua Cheia em Capricornio, Sol em Caranguejo
Quando o disco da Lua começa a ficar iluminado por inteiro, sabemos que é altura de reflectir sobre o papel na nossa evolução espiritual, do signo em que o Sol se encontra. O signo de Caranguejo representa a Intuição.
Para poder guiar-nos no caminho da nossa alma precisamos de encontrar um "modus operandi" para os componentes instinto, intelecto e intuição (aspectos respectivamente do corpo, da mente e do espírito). Por um lado, o instinto precisa de evoluir para intuição. Por outro lado, um uso justo e pleno do intelecto só é possível se há espaço para a intuição. A intuição ajuda a interpretar e alargar o intelecto, para que os objectivos possam ser atingidos. O instinto - e as emoções associados - é assim regelado para um segundo plano e deixa de ser dominante.
O signo de Caranguejo é o quarto do Zodíaco, e é um signo de Água. Forma um par de oposição com Capricórnio, que em conjunto representam os opostos Matéria e Espírito - a Mãe de todas as formas e o Pai de Tudo que É.
Na oposição dos dois, encontramos uma chave para a Lei do Karma e a reincarnação (ver mais acerca desta interpretação no post Ser ou Não-Ser?)
Caranguejo representa a Mãe, Capricórnio representa o Pai. O momento é de conflicto, que mais parece um conflicto de poder.
Ainda por cima, esta Lua Cheia vem pouco tempo após a primeira quadratura entre Urano e Plutão (no dia 24 de Junho) - primeiro numa série de 7 até 2015. A tensão assim já estava alta, porque estamos a sentir um desejo de mudar e de seguir uma nova direcção (Urano) mas estamos a encontrar bloqueios psicológicos (Plutão) que nos fazem sentir pequenos e incapazes. A Lua Cheia puxará por estes sentimentos, e a focagem facilmente ficará nos bloqueios que impedem a mudança. Queremos a mudança, mas temos a impressão que estamos presos. Sentimos que estamos a ser limitados pelo exterior, pelas circunstâncias. Parte destes sentimentos podem até ser sentimentos de culpa, por saber que algumas limitações foram criados por nós.
| (fonte da imagem) |
Com o nosso intelecto podemos observar o que é que faz sentir-nos pequenos e incapaz de realizar a mudança.
Na escuridão da noite, à luz da Lua, podemos descobrir crenças antigas que nos roem por dentro: qual é a história que ainda contamos a nós próprios, e que nos mantém pequenos? Que padrão, que os nossos pais nos mostravam, copiamos, para sentir que estamos ainda limitados e presos? Até pode ser que já quebramos muitos padrões, usando o nosso ego para subirmos na vida, enquanto, muito lá por dentro, ainda acreditamos que precisamos de fazer tudo sozinho porque na realidade, ninguém está lá para nós. Sinais do tempo: mudança há de vir quando aceitamos que somos capaz, que o nosso caminho é de libertação.
A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar na
terça feira, 3 de Julho, às 20.30h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!
terça-feira, 19 de junho de 2012
Solstício de Verão
O Solstício de Verão marca o dia mais longo do ano, e a noite mais curta. A partir do Solstício, os dias encurtam enquanto as noites se tornam cada vez mais longas, e lentamente a escuridão volta a entrar, até chegar ao Solstício do Inverno.
Na roda do tempo, o Solstício de Verão é o momento em que Terra e Sol se alinham de modo que todos os seres que crescem e vivem, possam chegar à sua plenitude.
A Luz cada vez mais intensa, fortaleceu os organismos, deu energia para crescer e desenvolver. A partir do Solstício, inicia-se o período do amadurecer, para que a colheita - mais para o tempo do Equinócio do Outono - possa ser abundante.
É uma data que tem um significado espiritual desde tempos ancestrais, desde que o ser humano se começou a maravilhar com o poder extraordinário do Sol. Os Celtas celebraram o momento com grandes fogueiras, e a tradição foi mantida pelos Cristãos, que situaram a festa de São João próximo do Solstício. Também é a festa de Li, deusa chinesa da Luz.
| Aurora do Solstício de 2011 - Cromeleque dos Almendres |
A Luz cada vez mais intensa, fortaleceu os organismos, deu energia para crescer e desenvolver. A partir do Solstício, inicia-se o período do amadurecer, para que a colheita - mais para o tempo do Equinócio do Outono - possa ser abundante.
É uma data que tem um significado espiritual desde tempos ancestrais, desde que o ser humano se começou a maravilhar com o poder extraordinário do Sol. Os Celtas celebraram o momento com grandes fogueiras, e a tradição foi mantida pelos Cristãos, que situaram a festa de São João próximo do Solstício. Também é a festa de Li, deusa chinesa da Luz.
O Sol tem uma força incrível, e sempre foi visto como representante dos poderes divinos que criam Vida. Lembramos o faraó Akhenaton, que adorou o Sol como Deus Único (ver aqui texto e oração ao Sol).Nas nossas regiões encontramos os círculos de pedras, ou Cromeleques, que pela sua orientação sugerem que os construtores destes recintos se orientaram pelos corpos celestes para marcar o ritmo do ano. O ciclo do Sol e da Lua à volta da Terra está intimamente ligado ao ciclo de cultivo de alimentos. O Solstício do Verão é neste ciclo um ponto importante. A Deusa Mãe reinou na Terra desde o início da Primavera, e agora está no auge do seu poder e da sua fertilidade. O início do Verão, no momento do Solstício representava neste culto ancestral, o casamento entre o Deus e a Deusa. A Terra recebe os raios do Sol, como numa união entre a Deusa e o Deus, união essa que está na origem da criação dos frutos que hão-de ser colhidas no Outono.
![]() |
| “Summer Solstice Celebration” – Michael Gonzales, 1981 |
Os rituais do Solstício do Verão são celebrações alegres, em que o Fogo - que representa o Sol na Terra - tem um lugar central. Fogueiras são ateadas, há música, canto, alegria. O fogo dá aos participantes uma oportunidade de se libertar - nomeadamente dos padrões de comportamento e pensamento ligados ao passado, para que a União simbólica possa acontecer em liberdade. Jovens casais saltam, de mãos dadas, as fogueiras, celebrando a sua união.
As cerimónias nos locais sagrados celebram o Sol, e são um convite para que tenha lugar a união entre Sol e Terra, Masculino e Feminino.
Na aldeia de Guadalupe, Évora, o Solstício é celebrado com cerimónias, meditações e festa.
A Festa do Solstício Megalítico da aldeia de Guadalupe começa no dia 22, às 5.30h de manhã, no Cromeleque dos Almendres, com uma meditação e saudação ao Sol. Mais tarde neste dia, às 18.00h, as festas abrem oficialmente. Encontra aqui o programa completo.
Para quem queira participar na cerimónia de sexta, dia 22, de manhã (início às 5.30h) ou de domingo, dia 24, de manhã (início às 9.00h):
É costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. A Terra dá, tudo o que precisamos, sem olhar para quem somos ou como é o nosso comportamento, os nossos pensamentos, as nossas acções. A Terra dá, incondicionalmente. Nas cerimónias no Cromeleque, testemunhamos o nosso reconhecimento deste amor incondicional, e procuramos, mesmo que fosse só simbolicamente, exprimir a nossa gratidão.
terça-feira, 12 de junho de 2012
O Sagrado Feminino junto ao Sagrado Masculino
Durante o trânsito de 5/6 de junho de 2012 o Sol, Vénus e Terra estiveram em alinhamento directo. Os raios do Sol, poderosos e cheios de Luz, fundiram-se com a Luz e a energia de Vénus, transmitindo para a Terra a harmonia e equilíbrio - como se fosse uma união alquímica.
Esta noção é reforçada quando olhamos para o padrão geométrica da órbita de Venus, tal como visível da Terra.
É como um símbolo-chave para a nossa memória celular - que se pode lembrar assim da harmonia universal. O completar desta geometria possibilitou um novo despertar da consciência, através da incorporação, ao nível celular, da energia conjunta do Sol e de Vénus
A meditação da próxima 5a feira será dedicada ao reforço da energia que se recebeu no dia 6. Uma abertura para o aspecto do Sagrado Feminino de Vénus, que veio à Terra, em conjunto com e integrado nos raios do Sol, que representa o Sagrado Masculino.
Para nós, individualmente, significa que podemos olhar para os desequilíbrios nos nossos relacionamentos, que são um espelho para os desequilíbrios internos entre os aspectos masculinos e femininos.
Estamos a passar por uma fase em que é nos mais fácil deixar as atitudes e comportamentos que estão ligados ao género, que não nos servem mais nos relacionamentos com os outros.
Através do princípio do amor incondicional, representado por Vénus, e dirigindo a nossa consciência, podemos activar o nosso equilíbrio natural, próprio do nosso ser Divino. Se direccionamos a nossa intenção para esta cura específica, tudo o que precisa ser liberto é liberto e somos levados a um estado natural e saudável de equilíbrio interior. A partir de um estado de equilíbrio interior, podemos depois criar relações equilibradas com os outros.
Respiramos o Amor Universal, a União Alquímica. Se permitimos que o velho, o passado, sai com a expiração, seremos capaz, de pulmões cheios, respirar o NOVO.
É por isso que é essencial, para qualquer cura, de desapegar de padrões e comportamentos antigos, de libertar o passado. O que depois acontece, pura e simplesmente, é que é criada a oportunidade para o Equilíbrio Divino poder restabelecer-se.
A meditação começa às 18.00h na Associação Oficinas da Comunicação.
Esta noção é reforçada quando olhamos para o padrão geométrica da órbita de Venus, tal como visível da Terra.
É como um símbolo-chave para a nossa memória celular - que se pode lembrar assim da harmonia universal. O completar desta geometria possibilitou um novo despertar da consciência, através da incorporação, ao nível celular, da energia conjunta do Sol e de Vénus
A meditação da próxima 5a feira será dedicada ao reforço da energia que se recebeu no dia 6. Uma abertura para o aspecto do Sagrado Feminino de Vénus, que veio à Terra, em conjunto com e integrado nos raios do Sol, que representa o Sagrado Masculino.
Para nós, individualmente, significa que podemos olhar para os desequilíbrios nos nossos relacionamentos, que são um espelho para os desequilíbrios internos entre os aspectos masculinos e femininos. Estamos a passar por uma fase em que é nos mais fácil deixar as atitudes e comportamentos que estão ligados ao género, que não nos servem mais nos relacionamentos com os outros.
Através do princípio do amor incondicional, representado por Vénus, e dirigindo a nossa consciência, podemos activar o nosso equilíbrio natural, próprio do nosso ser Divino. Se direccionamos a nossa intenção para esta cura específica, tudo o que precisa ser liberto é liberto e somos levados a um estado natural e saudável de equilíbrio interior. A partir de um estado de equilíbrio interior, podemos depois criar relações equilibradas com os outros.
Respiramos o Amor Universal, a União Alquímica. Se permitimos que o velho, o passado, sai com a expiração, seremos capaz, de pulmões cheios, respirar o NOVO.
É por isso que é essencial, para qualquer cura, de desapegar de padrões e comportamentos antigos, de libertar o passado. O que depois acontece, pura e simplesmente, é que é criada a oportunidade para o Equilíbrio Divino poder restabelecer-se.
A meditação começa às 18.00h na Associação Oficinas da Comunicação.
domingo, 3 de junho de 2012
Lua Cheia de Junho -
No dia 4 de Junho (momento exacto: 12.13h) a Lua estará em linha com a Terra e o Sol. Será uma Lua Cheia com um eclipse parcial, que aparece como final do período que se iniciou com o eclipse solar do dia 20 de Maio.
O Sol está em Gémeos. As forças que fluem a partir deste signo ajudam a perceber a nossa natureza dual - parte da nossa natureza é física, humana; outra parte da nossa natureza é espiritual, divina.
Passando pelas experiências da vida, vamos tomando consciência desta dualidade, e somos guiados para encontrar União na relação entre Espírito e matéria, entre corpo e alma, entre o Ego (eu inferior) e o Eu superior. O signo de Gémeos traz a essência de todos os pares de opostos que são formados pelos signos do Zodiaco. Eventualmente, os 12 se tornarão 6, encontrando um ponto de equilíbrio.
No mundo como se apresenta actualmente, muitas pessoas vivem principalmente a partir do seu 'eu-inferior', que é um ego dualista, caracterizado pelo seu raciocínio e as suas acções que nascem da ideia da separação. É o "eu" contra "os outros". Assim, as pessoas perderem a sensação de pertença, e esqueceram-se da União de onde originaram. O estado de consciência que daqui resulta é temporário, mas necessário. Através de conflictos intensos, tanto interiores como com "o outro", haverá transformação até chegar a um estado de consciência Uno. Se tal acontece, a consciência que se identifica como individual, será elevada para a dimensão do Eu Superior, que "pensa com o coração".
Sabemos que todas as experiências são necessárias para o desenvolvimento da nossa Alma. Também sabemos que nos encontramos num período em que o nosso objectivo é de chegar, em conjunto com a Humanidade, a uma compreensão profunda da nossa Divindade.
O caminho da dualidade para a consciência da unidade, é representado no céu estrelado, pelos irmãos Castor e Pollux. As duas estrelas mais brilhantes da constelação de Gémeos representam a dualidade entre a personalidade (ego) e a Alma - do ser humano individual mas também da Humanidade.
No mito, os gémeos Castor e Pollux partilham a mesma mãe, porém têm pais diferentes - o que significa que Pollux, por ser filho de Zeus, era imortal, enquanto Castor, tendo um pai mortal, também ara mortal. Quando Castor morre, Pollux pede ao seu pai que deixasse seu irmão partilhar da mesma imortalidade, e assim teriam sido transformados na constelação de Gémeos.
Gémeos é um signo de Ar, símbolo do pensamento. Através dos conhecimentos certos, pensamentos claros e impressões intuitivos, a energia do signo contribui para uma boa relação entre a Alma do ser humano e o seu veículo físico. O pensamento concreto, que tem a sua origem no cérebro (físico) humano, morre gradualmente devido à sobrecarga, e também porque descobrimos que não nos leve mais longe.... A partir de uma insatisfação interior, cresce a necessidade de procurar algo "mais elevado". Eventualmente entraremos em contacto com um outro modo de pensamento, ou seja, o pensamento que nasce no coração.
No oposto de Gémeos, a Lua estará em Sagitário. Considerado o mais antigo e mais sábio dos signos de fogo, é conhecido por dar conselhos prudentes e sábios. O seu arco anuncia uma energia de expansão, que pede para apontar as setas para objectivos mais elevadas. A Lua Cheia avisa que é uma altura de enfrentar o que nos divida. É altura de parar de fugir, de olhar para quem realmente somos e, qual Castor e Pollux, unir-nos na nossa condição divina.
Neste momento final do período de eclipses, a ênfase está na nossa capacidade de assumirmos na nossa dimensão espiritual e divina, e estar bem connosco!
Por isso também é altura de tirar um momento e ver o que existe nas nossas vidas em termos de memórias não-curadas ou infelizes. Um momento em que olhamos para dentro para ver como a nossa personalidade se formou, sofrendo traumas emocionais, e a que comportamentos ainda estamos apegados. Tudo o que nos prende ao "Eu inferior" e nos mantém na emoção da dor, do sofrimento, da desilusão, mágoa, tristeza, inveja, impotência.... As energias estão favoráveis para inventariar os momentos e aspectos emocionalmente traumáticos, que ainda provocam dor ou desconforto, e libertar o que nos limita ou mantém pequenos.
Na cerimónia da Lua Cheia de 4 de Junho, será dedicado um momento específico para a transformação destas emoções. Convido a quem quiser participar, para escrever num papel os aspectos que está decidido de se libertar, e dos quais está pronto a desapegar.
Será uma preparação para o trânsit de Venus que ocorre no dia seguinte, e que vamos celebrar com uma cerimónia da Água no dia 6.
Cerimónia e Meditação da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
4 de Junho de 2012, às 21.15h
É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo.
O Sol está em Gémeos. As forças que fluem a partir deste signo ajudam a perceber a nossa natureza dual - parte da nossa natureza é física, humana; outra parte da nossa natureza é espiritual, divina.
Passando pelas experiências da vida, vamos tomando consciência desta dualidade, e somos guiados para encontrar União na relação entre Espírito e matéria, entre corpo e alma, entre o Ego (eu inferior) e o Eu superior. O signo de Gémeos traz a essência de todos os pares de opostos que são formados pelos signos do Zodiaco. Eventualmente, os 12 se tornarão 6, encontrando um ponto de equilíbrio.
No mundo como se apresenta actualmente, muitas pessoas vivem principalmente a partir do seu 'eu-inferior', que é um ego dualista, caracterizado pelo seu raciocínio e as suas acções que nascem da ideia da separação. É o "eu" contra "os outros". Assim, as pessoas perderem a sensação de pertença, e esqueceram-se da União de onde originaram. O estado de consciência que daqui resulta é temporário, mas necessário. Através de conflictos intensos, tanto interiores como com "o outro", haverá transformação até chegar a um estado de consciência Uno. Se tal acontece, a consciência que se identifica como individual, será elevada para a dimensão do Eu Superior, que "pensa com o coração".
Sabemos que todas as experiências são necessárias para o desenvolvimento da nossa Alma. Também sabemos que nos encontramos num período em que o nosso objectivo é de chegar, em conjunto com a Humanidade, a uma compreensão profunda da nossa Divindade.
O caminho da dualidade para a consciência da unidade, é representado no céu estrelado, pelos irmãos Castor e Pollux. As duas estrelas mais brilhantes da constelação de Gémeos representam a dualidade entre a personalidade (ego) e a Alma - do ser humano individual mas também da Humanidade.
No mito, os gémeos Castor e Pollux partilham a mesma mãe, porém têm pais diferentes - o que significa que Pollux, por ser filho de Zeus, era imortal, enquanto Castor, tendo um pai mortal, também ara mortal. Quando Castor morre, Pollux pede ao seu pai que deixasse seu irmão partilhar da mesma imortalidade, e assim teriam sido transformados na constelação de Gémeos.
Gémeos é um signo de Ar, símbolo do pensamento. Através dos conhecimentos certos, pensamentos claros e impressões intuitivos, a energia do signo contribui para uma boa relação entre a Alma do ser humano e o seu veículo físico. O pensamento concreto, que tem a sua origem no cérebro (físico) humano, morre gradualmente devido à sobrecarga, e também porque descobrimos que não nos leve mais longe.... A partir de uma insatisfação interior, cresce a necessidade de procurar algo "mais elevado". Eventualmente entraremos em contacto com um outro modo de pensamento, ou seja, o pensamento que nasce no coração.
No oposto de Gémeos, a Lua estará em Sagitário. Considerado o mais antigo e mais sábio dos signos de fogo, é conhecido por dar conselhos prudentes e sábios. O seu arco anuncia uma energia de expansão, que pede para apontar as setas para objectivos mais elevadas. A Lua Cheia avisa que é uma altura de enfrentar o que nos divida. É altura de parar de fugir, de olhar para quem realmente somos e, qual Castor e Pollux, unir-nos na nossa condição divina.
Neste momento final do período de eclipses, a ênfase está na nossa capacidade de assumirmos na nossa dimensão espiritual e divina, e estar bem connosco!
Por isso também é altura de tirar um momento e ver o que existe nas nossas vidas em termos de memórias não-curadas ou infelizes. Um momento em que olhamos para dentro para ver como a nossa personalidade se formou, sofrendo traumas emocionais, e a que comportamentos ainda estamos apegados. Tudo o que nos prende ao "Eu inferior" e nos mantém na emoção da dor, do sofrimento, da desilusão, mágoa, tristeza, inveja, impotência.... As energias estão favoráveis para inventariar os momentos e aspectos emocionalmente traumáticos, que ainda provocam dor ou desconforto, e libertar o que nos limita ou mantém pequenos.
Na cerimónia da Lua Cheia de 4 de Junho, será dedicado um momento específico para a transformação destas emoções. Convido a quem quiser participar, para escrever num papel os aspectos que está decidido de se libertar, e dos quais está pronto a desapegar.
Será uma preparação para o trânsit de Venus que ocorre no dia seguinte, e que vamos celebrar com uma cerimónia da Água no dia 6.
Cerimónia e Meditação da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
4 de Junho de 2012, às 21.15h
É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo.
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