Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Partilha de uma experiência: Retiro de Meditação


Em Abril de 2013, foi organizado o primeiro retiro de meditação no Monte das Bardeiras. Foi um fim-de-semana de esperança! Muitas vezes vamos a um retiro porque sentimos que estamos a sofrer o peso do nosso passado. Em meditação, na tranquilidade interior, podemos descobrir que a vida nos sempre oferece a possibilidade de recomeçar!

Um dos participantes deixou o seu testemunho,  de como o ambiente e o grupo foram um apoio para se encontrar consigo novamente.
Obrigada Rodrigo!
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Retiro no Monte das Bardeiras, Abril de 2013

No final de 2012 a minha vida mudou profundamente ao ser confrontado com o divórcio. Ainda em choque comecei a tentar perceber o porquê para constatar que tudo já me tinha sido apontado ao longo dos últimos anos. Depois de longos dias de sofrimento e introspecção, aceitei a culpa e procurei dar uma volta na minha vida. Conclui que tinha de trabalhar a minha auto-estima para melhorar o relacionamento humano. Sei agora o quão distante estava de compreender verdadeiramente a realidade do que se passava comigo e do caminho que começava a trilhar.

O caminho que escolhi não se alterou mas está muito mais iluminado. O retiro teve um papel fundamental nessa tomada de consciência. Este representou a minha iniciação ao estudo de mim e do que andamos por cá a fazer. Senti que posso e devo desenvolver o amor-próprio sem ser egocêntrico desprezando os outros. E que este é um passo fundamental para ser feliz. E sendo feliz serei capaz de amar incondicionalmente, ter compaixão, saber perdoar os outros.

Foi tudo novo para mim mas fez tudo sentido. Desde a ligação que temos com a Terra até à Luz que me trará uma visão dum mundo melhor. Absorvi sentimentos, ensinamentos, energias positivas. Estava ávido por aprender porque o caminho que anteriormente escolhi começou a ter outro sentido, um propósito, uma razão de ser. Agora sei o que fazer para ser feliz. Pode até levar algum tempo, mas a motivação de compreender que estou no caminho certo é grande.

Tudo o que senti foi ampliado por uma envolvente de grande conforto, tranquilidade e beleza natural, com uma orientação tão amável e reconfortante da nossa guia espiritual, que facilitou a ligação ao mundo que me rodeia, e a compreender o caminho que tinha de seguir até me encontrar.

Não posso deixar de referir que conheci um grupo pessoas espectacular de quem, tenho de confessar, senti uma saudade profunda, a roçar a tristeza, no dia seguinte ao retiro... Não me perguntem porquê… Tinha-vos conhecido apenas ali, em dois dias! …Porquê este sentimento tão forte não sei explicar. Mas que muito contribuíram para o estado emocional em que me encontrei.

Durante o retiro – contaram-me – passei o tempo com um sorriso estampado na cara. Só dei conta quando me chamaram à atenção nas despedidas. O que sei dizer é que estive sem me preocupar se estava a fazer falta a alguém, sem me julgar constantemente, sem me sentir culpado. E talvez por isso exteriorizei, de forma inconsciente, aquele sorriso permanente.

Fico profundamente grato a todas mas em especial à minha querida amiga, que me desafiou a participar neste retiro, porque sem ela não teria esta experiência tão enriquecedora.
Uma experiência a repetir sem dúvida alguma.

Encontrem a felicidade que há em vós e até breve!

Rodrigo Jorge Santos
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 O segundo retiro terá lugar nos dias 24,25 e 26 de Maio, novamente no Monte das Bardeiras, Vimieiro. Desta vez, a temática será: como levar o estado meditativo para o dia-a-dia: meditação em andamento.
Uma particularidade: a sessão de sons no campo, com as Taças Tibetanas, didgeridoos e tambores, terá lugar no início da noite, porque vamos poder assistir ao nascer da Lua Cheia!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A lenda do Cavalo de Vento dos Choctaw

Também em tradições occidentais existem histórias sobre o Cavalo de Vento.
Da tradição nativa Norte-Americana, mais especificamente da tribo Choctaw, vem esta lenda:

No tempo em que dia e noite ainda estavam a decidir quem vem primeiro, vivia um Cavalo que nunca há de ser visto novamente. O Cavalo não era um que seria como o Buffalo moribundo, porque este Cavalo não tinha inimigos.
A razão porque este Cavalo jamais será visto, é por causa do amor.
É uma história que começa assim.

O Cavalo, que era chamado o Cavalo de Vento, era o mais rápido e mais gentil de todos os póneis índios. Ele não sentia medo, não havia quem o prejudicaria. Se houvesse um índio ferido ou que precisava quem o levasse, Cavalo de Vento estaria lá para cuidar e levar o índio. Por causa da bondade do Cavalo de Vento, não existe mais.

Um dia, enquanto Cavalo de Vento sentia a boa sensação de ser livre, ele ouvia um grito de socorro. Correu para a margem da floresta e viu um Rapaz índio preso numa armadilha destinada ao Urso. O pé do rapaz estava cortado e o Rapaz não conseguia mexer. Cavalo de Vento movia-se para o lado do Rapaz e logo que o Rapaz se encostou, ele curvou para que o Rapaz pudesse montá-lo.

O Rapaz, que não tinha nome, não conseguiu acreditar que este Cavalo tão bonito viesse ao encontro dele como amigo. Toda a sua vida tinha vivido sozinho - com a sua perna coxa, ninguém o queria por perto. Enquanto ele cavalgou o vento, ele sentia a boa sensação que Cavalo de Vento sentia. Era como ser inteiro e como estar com família.

Cavalo de Vento sabia que a ferida do Rapaz era uma que não podia ser curada ou emendada. Ele levou o Rapaz para o sítio dos Campos de Caça dos Índios. Era o sítio onde todos eram curados e não tinham medo ou necessidade. Cavalo de Vento sentia tristeza que alguém tão jovem como o Rapaz tinha que ir aos Campos, mas ele sabia que era o melhor.

Viajando, o Rapaz notava que o trilho estava sempre a mudar. No início era como foi quando o Rapaz foi ferido, depois era como foi quando ele estava feliz. Depois era como no tempo quando ele ainda não tinha nascido. Rapidamente ele estava a ver coisas que não reconhecia. O Rapaz juntava se mais ao Cavalo de Vento, porque começou a ter medo.

Cavalo de Vento tinha visto os tempos e tinha visto o Rapaz e a sua vida. Ele tinha sentido as sensações do Rapaz. Cavalo de Vento sabia que, caso continuava a jornada, ele não seria mais livre. Porque os sentimentos do Rapaz estavam a tornar-se os sentimentos do Cavalo de Vento. Porque Cavalo de Vento era o último da sua raça, a raça dos Cavalos que sentiriam os sentimentos de quem montava.

Shikoba - Choktaw Native American Horse, by Shanina Conway

Se o que montava ficasse no Cavalo de Vento, este partilharia o seu destino, porque uma ligação seria feita que não podia nem seria quebrada. Cavalo de Vento sabia desta união, e em consequência, sempre atirava o cavaleiro antes que qualquer ligação pudesse ser feita. Desta vez, o Cavalo de Vento sabia que o Rapaz seria o último a montar.

Enquanto viajavam, o Rapaz começou falar ao Cavalo de Vento e Cavalo de Vento escutava. Escutava as esperanças do Rapaz, que um dia ia correr com as folhas que esvoaçavam pelo chão. Escutava enquanto o Rapaz desejava alguém que acarinhasse e amasse o Rapaz que tinha a perna má. Enquanto escutava, Cavalo de Vento começou a sentir o amor pelo Rapaz que o Rapaz teria gostado de dar a um amigo.

Sim, pensou Cavalo de Vento, este é a minha última viagem porque encontrei aquele que precisa os sentimentos que eu sou capaz de dar. Sendo o último da minha raça, vou passar o tempo que me resta com aquele que pode dar e dará os sentimentos que eu preciso.

Cavalo de Vento virou a sua cabeça e aninhou-a junto à cabeça do Rapaz. Ele começou a abrandar, porque o fim da viagem estava perto. O Rapaz olhou e viu a casa dos que tinham ido antes. Realizou-se que a viagem era a última que alguma vez fazia. Começou a sentir medo. Mas quando Cavalo de Vento parou para o Rapaz poder desmontar, Rapaz notou que as duas pernas estavam sãs, e que todas as feridas, fome, necessidade e dor tinham ido embora. Cavalo de Vento não se mexeu para partir e o Rapaz sabia que o Cavalo também tinha feito a sua última viagem.

Cavalo de Vento nunca tinha levado os que o montavam até os Campos de Caça, por isso não estava familiarizado com o lugar. Tinha um mundo novo para explorar, e tinha um amigo com quem explorar. Enquanto o Cavalo de Vento e o Rapaz entravam no seu novo mundo, o Povo Índio sentia uma tristeza grande. Mesmo não sabendo o que estava a acontecer, o sentimento de uma perda grande e de infelicidade era comum. Cavalo de Vento ouvia os gritos de desespero, mas sabia que, com o passar dos sóis e das luas, eles acabavam por esquecer-se dele e da sua raça.

Cavalo de Vento tinha feito a sua última jornada. Ele ia sentir falta das viagens e dos amigos que ele fez e ajudou ao longo do tempo. Rezava ao Espírito Grande para que enviasse uma lembrança para o Póvo dos Índios da amizade que ele tinha partilhada como o Povo Índio. E em resposta às rezas de Cavalo de Vento, o Cavalo foi oferecido ao Povo Índio como amigo.

Nós somos como Povo, tal como Somos a nossa Herança. Temos que lembrar sempre e permitir-nos a ser lembrados por Os que Vieram Antes e Aindo nos Vigiam.

Copyright Teresa Janice Pittman - Choctaw Nation. Fonte: http://www.firstpeople.us/.

domingo, 28 de abril de 2013

Cavalo-de-Vento ou Lung Ta

No início, quando comecei com o blogue, escrevi sobre um dos significados do "cavalo-de-vento"  (Khiimori). O cavalo de vento é um símbolo forte em muitas tradições, mas talvez a aparência mais conhecida é o Lung Ta, bandeira tibetana de orações. Nas bandeiras estão impressas preces, mantras e as figuras de cinco animais.
No centro encontramos um desenho de um cavalo e nos quatro cantos estão quatro animais misticos que representam as nossas forças interiores.

A bandeira do Cavalo de Vento ou Lung ta representa nossa capacidade de realização, nossa força motivadora que reúne e harmoniza todas as outras forças.
O Garuda significa a nossa coragem, sabedoria e capacidade para enfrentar obstáculos como doenças e situações difíceis.
O Dragão representa a nossa capacidade para aprender e magnetizar através do som e da fala, nosso poder e boa reputação.
O Tigre é a nossa confiança, nossa bondade e modéstia.
O Leão das Neves representa a nossa alegria, nosso contentamento, nossa beleza e nossa mente clara e precisa.

Quando os cavalos de vento tremulam com a brisa, suas preces e mantras são enviadas na direçao do céu com a intençao de beneficiar todos os seres sencientes.
O acto de pendurar bandeiras de oração, é um acto de serviço ao Grande Conjunto. Manifestamos o nosso desejo que todos os seres possam ser livres, e entregamos ao Vento as orações e mantras. Todos que precisam, têm assim a possibilidade de sentir a empatia que lhes enviamos, de sentir que não estão sozinhos; os mantras e as orações lembram que para todos é possivel livrar-se do sofrimento e da causa do sofrimento.
É uma acto livre de apego ao ego: quem recebe a bênção do cavalo-de-vento, fica sem saber de onde originou..

terça-feira, 23 de abril de 2013

Wesak 2013 - Sol em Touro, Lua Cheia em Escorpião... e Eclipse Lunar

No próximo dia 25 de Abril, celebramos Wesak, a festa do Buda. A primeira festa do ano astrológico foi a Páscoa, festa do Renascimento. Foi uma altura de iniciar um novo ciclo, num degrau mais elevado do que o ano anterior, mais perto do nosso propósito: viver em União de corpo, alma e espirito.

Nicholas Roerich, Song of Shambhala (1943)
 Por altura da festa de Wesak, a energia da Páscoa será interligado com a energia da inteligência da Humanidade - tanto intelectual como emocional. A inteligência humana tem a capacidade de ligar o passado com o presente: as ideias e os objectivos que motivaram o re-nascimento, surgem agora claramente delineados perante a mente. As forças da Iluminação chegam nesta Lua Cheia, quando as portas energéticas se encontram o mais aberto possível, directamente da Fonte-que-Tudo-criou para a Terra. Trazem para a Humanidade a sabedoria divina, o entendimento e a compaixão.... é a Lua do Buda!

No momento da Lua Cheia, o Sol estará em Touro e a Lua em Escorpião. É a segunda Lua do ano astrológico, o segundo momento de reflexão sobre o ciclo espiritual. O primeiro momento era a Lua Cheia enquanto o Sol estava em Aries -Carneiro- e referia ao plano mental. O segundo momento tem a ver com o plano do desejo e a força de vontade humana (ver texto mais detalhado aqui).

Eclipse Lunar parcial
Nesta Lua Cheia podemos observar um eclipse lunar parcial, em Escorpião. O eclipse solar associado acontecerá em Maio. No período entre os dois, vamos sentir que os problemas e assuntos que nos occuparam desde o último ciclo de eclipses (Novembro 2012) vão intensificar, e começam a ser resolvidos.

O que podemos esperar? Um periodo de grande determinação e produtividade. Mudanças ao nível pessoal e no trabalho ficam mais nítidas. Escorpião pede que enfrentamos a dualidade... o que não é necessáriamente uma coisa ruim! Sabendo que a Lua Cheia influencia as emoções, podemos estar mais alerta para jogos e estrategias emocionais vindo de pessoas que resistem à mudança...
Se estivermos numa situação onde temos tido um papel de submissão, ou estivemos a resolver problemas causados por outros, podemos sentir a desigualdade mais do que nunca, procurando activamente reconhecimento e melhoria da nossa posição. Não haverá conflictos em situações onde os limites estão bem definidos e onde as intenções são claras. Mas se houver alguém que joga um jogo ou estratégia emocional, as segundas intenções hão-de vir ao de cima!
A Lua Cheia em Escorpião é iluminada pelo Sol em Touro... um convite para sermos directos e compassivos na maneira em que lidamos com os outros.

Cerimónia e Meditação da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Quinta Feira, 25 de Abril, às 20h

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos! 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Páscoa

Pertencendo à Natureza, o nosso organismo acompanha os ciclos naturais, e são vários, a escala pequena ou a escala grande, de curta ou longa duração.
De uma maneira ou outra, e embora de duração e intensidade diferente, são todos ciclos que representem o ciclo da vida: nasce-se, vive-se e morre-se para poder renascer e recomeçar o ciclo.

Nó tibetano
Ciclos dentro de ciclos dentro de ciclos... numa escala diária; a acompanhar o ciclo da Lua; o volver das estações; a viagem da Terra no sistema solar e em relação às constelações...
Por muito que gostaríamos de ter controlo sobre a nossa evolução, por muito que gostaríamos que o nosso caminho fosse um de sempre a subir, a verdade é que o nosso crescimento está sujeito a ciclos de renovação. A Natureza dá nos assim a oportunidade de rever os objectivos, de rever as lições e aprendizagens, de fazer ajustamentos e novas escolhas. Podemos recomeçar, todos os dias!
(Imagem: g'tong len, o nó enterno tibetano. Representa o ciclo sem fim da vida: nascimento, morte, sofrimento, renascimento. É a interligação de sabedoria e compaixão, o signo de amor eterno e amizade.)


Desde cedo, o Ser Humano celebrou a dádiva da vida, honrando os ciclos da vida em festas e cerimónias regulares. Profundamente consciente que a Natureza não nos pertence, mas que pertencemos à Natureza, o Homem lembrava nas suas cerimónias a Força Maior que tudo criou, e que continua a criar, todos os dias, todas as estações, todos os anos - mas também através de cada vida singular e individual. A Força Maior (conhecida por muitos nomes e em muitas formas) exprima a vida, continuamente.

Na verdade, temos uma necessidade muito grande de nos lembrarmos que viemos da Fonte e à ela havemos de voltar. A nossa experiência da vida como seres humanos, é uma experiência da dualidade: reconhecemo-nos como individualizados e separados dos outros. O nascimento é uma separação física, que nos manda para um mundo diferente, longe da protecção do ventre materno. A partir daí, o amor é algo que podemos ou não receber... e que muitos, devido ao seu karma, escolhem disputar em vez de partilhar.
O desejo de evolução espiritual pode bem ser o desejo de entender, a partir da dualidade que vivemos, que tudo faz sentido e que de facto, pertencemos todos um grande conjunto que respira, que vive, que se exprime - e que acolhe a cada parte, naturalmente, como valoroso e amado.

Rituais de morte e renascimento fazem parte de muitas culturas. Práticas filosóficas e religiosas integram meditações sobre a morte e a passagem para uma vida nova. Dizem que dá esperança e perspectiva sobre os valores reais da vida. Iniciações espirituais muitas vezes tomam a forma de uma morte encenada. Sejam elas rituais de passagem para a vida adulta, em que os jovens precisam de deixar para trás a infância, ou iniciações no caminho espiritual, a morte iniciática tem como objectivo de ir de encontro ao momento em que se deixa a vida física e há uma visão sobre a Origem e o Fim. Após este encontro, há um renascimento para uma nova vida, agora com entendimento do aspecto espiritual. Renasce-se com uma visão dos objectivos a realizar, as tarefas a executar, o lugar a preencher.

Celebramos no próximo fim-de-semana a Páscoa, festa da Primavera. Novamente, uma festa de morte e renascimento, em que é celebrada a nova vida que rebenta à nossa volta!
As sociedades modernas meteram para segundo plano, os rituais em que todos os elementos da comunidade tiveram que passar pela morte iniciática. No entanto, a necessidade de viver os ciclos continua...
Páscoa, uma das festas religiosas principais, tem lugar no 1º domingo depois da primeira Lua Cheia após o Equinócio da Primavera. Celebramos o nosso nascimento como ser humano, ciclicamente separado da Fonte para perfazer uma nova etapa. O último ciclo lunar foi percorrido em Peixes, signo propício para sentir de onde viemos, e sentir a grande ligação com o Universo. Agora neste ciclo, uma primeira separação - que pode ser experimentada como dolorosa porque precedida pela morte - mas também uma  nova vida. Altura de fazer planos, altura de energias em alta, altura de esperança!

Boa Páscoa!




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