Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

domingo, 16 de março de 2014

A última Lua Cheia do caminho solar reflecta a Luz do Sol em Peixes

O Ser Humano, no seu desejo de entender o seu lugar na Vida, começou cedo a olhar para cima. No firmamento nocturno encontrou metáforas e explicações, encontrou um guia para a sua vida. A noção A astrologia, que começou a ser desenvolvida há 30.000 anos atrás, ajudou a orientar o Homem no ciclo das estações, a prever o movimento e as migrações dos animais, a desenvolver medidas universais. Era a primeira forma de conhecimento que agora chamamos "ciência", na medida que ajudou a descobrir leis da Natureza.

Estas leis não só diziam respeito à Natureza física. Quando, na Antiguidade, foi dado um nome à via que o Sol  ao longo do ano faz pelo firmamento, foi escolhida a palavra "zodiacon". Embora possa ser argumentado que deriva de "zoon" (vida) também pode vir de uma raíz mais antiga, do hebréu: "sodi" - vindo do Sanscrito, significando "um caminho". A etimologia desta palavra não está relacionada com criaturas vivas, mas com um caminho, os passos, o trilho que o Sol segue através dos astros no decorrer de um ano. (Ethelbert Bullinger, em: The Witness of the Stars)

Vemos aqui o caminho através dos 12 signos do Zodiaco, passo a passo, e ao entender o significado mais profundo de cada signo, chegamos à metafora da jornada da existência humana.

A Alma desce, e incarna num corpo físico. Através deste corpo, a Alma pode experimentar o mundo da dualidade. A roda da vida, representada no céu pelos 12 signos, empurra a personalidade, agora assim, depois de outra maneira, de modo gentil mas contínua, no caminho até à descoberta da nossa essência divina na Terra. O corpo físico, e a personalidade associada, reúnem-se, libertam-se e concretizam a sua missão na Terra. Enriquecida com experiência, compreensão e amor/sabedoria, a Alma pode seguir para uma nova fase, um novo desafio no Universo.

Peixes (o signo em que se encontra o Sol agora) é o último signo desta roda da vida. Simboliza a nossa libertação do aprisionamento na matéria. Todos os anos, Peixes lembra-nos que o desapego é necessário e inevitável. Todos os anos podemos desapegar, libertar, transformar, algumas facetas do nosso ego individual!


O signo é simbolizado por dois peixes, atados pelas barbatanas traseiras....Peixes  que diz respeito aos pés, ao trilhar do Caminho, ao alcançar do objectivo. Ao mesmo tempo, Peixes é o signo relacionado com a Morte, em aspectos diferentes. Pode ser uma morte física, mas também pode ser a morte no sentido de reconhecer uma tolice antiga que pode ser liberta. Uma amizade não desejada a que pode ser posto fim; ou pode ser que uma convicção religiosa a que te agarraste há muito, começa a evidenciar que já não te traz nada. Trata-se da morte da personalidade. O mote: " Se pudéssemos desistir do conceito dos véus da personalidade, poderíamos libertar-nos das garras da personalidade".
Peixes simboliza dualidade, a intuição que está presente de forma latente... Lembra-nos que a "morte" da personalidade permite à Alma escapar da sua prisão.

A Lua Cheia favorece a meditação, na medida de ela estar de tal maneira posicionada que o Sol também brilha na noite e ilumina o que costuma estar às escuras. A Lua Cheia aumenta a vivência de tudo - quem é emocional fica ainda mais, quem nutre paixão fica mais apaixonado. Neste momento, que a Primavera está a acordar, e o Inverno está a despedir-se, a Lua Cheia favorece uma limpeza. De tudo o que aprendemos no ano que passou, podemos guardar as lições e deixar morrer as dores. Podemos preparar-nos para uma próxima fase, uma renovação. O Equinócio da Primavera aproxima-se.

Hoje à hora do nascer da Lua, vamos fazer a meditação da Lua Cheia. Quem estiver por perto, está bem-vindo no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.
Se quiser participar em espírito: encontramos na Matriz de Luz, a partir das 18.30h ;)

quinta-feira, 13 de março de 2014

A última Lua Cheia do Inverno: Sol em Peixes - Lua em Virgem

Quando começamos a descobrir o lado místico e mágico da vida, começamos abrir caminho para níveis de experiência mais amplos, mais ricos e mais compensadores. Ao explorar o aspecto espiritual, começamos não só a observar a nossa vida, mas também o efeito que tem a nossa presença nas pessoas, e na Terra. Inevitavelmente somos confrontados com a complexidade das relações, e muitas perguntas surgem. Na procura do significado da vida, há necessidade de respostas e orientação.
Ao olhar para a natureza, podemos encontrar muitas dicas para as questões mais profundas. Baseado na observação da natureza, a humanidade começou a desenvolver ferramentas para poder obter respostas.
Já Hermes Trimegisto ensinou: O que é inferior é como o que é superior, e o que é superior é como o que é inferior. Sabemos que nós somos um espelho do Universo - e o Universo é um espelho de quem nós somos. Deste modo, podemos perceber pelos ciclos da Natureza os nossos ciclos de crescimento; pelos comportamentos dos animais podemos entender as várias forças que compõe o equilibrio natural.
Diferentes culturas criaram ferramentas para ajudar a intuição na percepção do fluxo da vida - ferramentas que hoje em dia ainda utilizamos: a Astrologia, o Tarot, o I Ching, as Runas. Há ainda sistemas mais informais e mais intuitivos como ossos, folhas do chá, borras do café, conchas... São todos suportes para a divinação, ou seja, o vidente usa este suporte para entrar em contacto com o Divino e receber indicações que nos apoiam quando precisamos fazer escolhas.
Partindo do princípio que nós somos um espelho do Universo, somos levados a entender que na verdade, todas as respostas podem ser encontradas dentro de nós. A sabedoria existe, no silêncio interior, atrás das distracções da mente e das emoções. Mas para as situações de dúvida ou quando as emoções são difíceis, a simbologia dos oráculos pode oferecer um apoio importante para reflexão e meditação.

Os Símbolos Sabianos (Sabian symbols) foram criados em 1925, por Marc Edmund Jones, astrologo e espiritualista, e Elsie Wheeler, clarividente. Jones estava interessada em ter um conjunto de imagens que podiam funcionar em articulação com cada grau do zodíaco. Elsie Wheeler tinha um talento extraordinário para "ver" mensagens, imagens e símbolos.
Os símbolos são isso mesmo, símbolos. Não podem ser tomados literalmente, precisam de ser vistos com o coração e olho interior.
(Ver mais) (listagem dos símbolos)


Como já sabem, gosto de olhar para os símbolos Sabianos para poder interpretar as influências da Lua Cheia. São uma indicação para perceber como aproveitar as tendências energéticas que recebemos dos planetas.
No dia 16 de Março, às 17.10h, ocorre a última Lua Cheia do inverno. Com o Sol em Peixes, a Lua Cheia estará em Virgem, a 27º. Há uma quadratura com o 27º Sagitario - com a particularidade que esta é a posição do centro da nossa galáxia. No centro da galáxia Via Láctea, existe um buraco negro gigante, um fenómeno considerado por cientistas como um portal para outros universos paralelos... A noite da Lua Cheia será uma noite de exploração do desconhecido, para poder ver o que não pode ser visto à luz do dia.
A Lua, em Virgem, iluminará assuntos ligados à saúde, ao serviço, sistemas e aqueles pormenores pequenos que fazem que tudo funciona. Como o Sol estará ainda em Peixes, o signo da Fé, vai nos ajudar a ver os pormenores numa perspectiva mais universal. O símbolo Sabian para a posição da Lua é: Um grupo de Senhoras de idade avançada tomando chá numa casa abastada. É um simbolo, agradável e géntil, indicando que podemos usufruir da abundância que a experiência da vida traz consigo. Mais do que ser especifico para mulheres, a imagem refere a uma receptividade feminina que possibilita receber prosperidade e abundância. As senhoras cuidaram da sua saúde, prosperaram através do serviço aos outros, e geriram os pormenores da sua vida com êxito. Agora têm espaço e tempo para usufruir dos pequenos prazeres da vida... o que nós também podemos fazer se seguirmos o exemplo delas.

O símbolo para o Sol a 27º em Peixes é: a lua da colheita. É um símbolo que reflecta os momentos da vida em que tudo culmina antes de uma nova descoberta, antes de alcançar um objectivo. Os recursos do mundo está ao serviço de todos que se dispõe a usá-los para o bem comum. A palavra-chave deste símbolo é a Benção. No fim do inverno é importante lembrar que tempos de abundância estão para vir. O Sol em Peixes pode ajudar em acreditar verdadeiramente que o Universo apoia a nossa criação e manifestação, quando é para o bem superior de todos!

Cerimónia da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Domingo, 16 de Março, às 18.30h
É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

14 de Fevereiro: World Sound Healing Day 2014

No dia 14 de fevereiro celebramos "World SoundHealing Day".

A Cura pelo Som baseia-se no princípio que tudo é energia, e como tal, tudo é vibração. É um conceito elaborado no sistema metafísica indiana,que chamam ao som cósmico "nada". É dito: Nada Brahman - ou seja: o Mundo É Som.

Outra grandes tradições místicas do mundo lembram igualmente que o Som foi a força original da criação.

«No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.»
  (evangelho de João)

Também a ciência, em especial a física, declara que tudo é vibração. Provas científicas surgem que o som é uma forção tão poderosa que não só é capaz de mudar estruturas moleculares, como também pode influenciar o nosso ADN e provocar mutações.

Já se sabe há muito que a consciência individual pode usufruir muito de som,  resultando embem-estar, abrindo as portas para a experiência de algo maior, algo universal. Mantras, orações ou chanting de sons sagrados são métodos ancestrais de alterar o estado da consciência e aceder à harmonia de
sabedoria e compaixão, onde tudo é...

Também sabemos que o campo electro-magnético do ser humano altera consoante o estado da nossa consciência. A meditação, por exemplo, resulta num campo maior e mais unificado. A meditação em grupo potencia este efeito, criando em sinergia, novas energias. Assim podemos conectar com o campo de consciência gerado por nosso planeta, a camada electro-magnética que envolva a Terra e que liga todos os seres vivos num só "corpo energético".

A ideia de uma Cura da Terra através do Som, vai por estes conceitos em pratica, criando intencionalmente uma vibração de compaixão. Podemos, em meditação individual, formular as nossas intenções, e assim estabelecer um campo de consciência à nossa volta. O som manifesta e materializa as intenções, amplifica o poder das mesmas e ajuda a focar o esforço. Em conjunto com uma visualização, o som parece potenciar a intenção e a criação. Podemos sentir como isto funciona quando estamos em meditação, gerando uma energia de amor e bondade, e começamos a acompanhar a visualização com um mantra.

Muito já conhecemos acerca do poder da intenção - há prateleiras cheias delivros sobre o assunto. O que parece é que a intenção é amplificada pelo chanting de um tom ou um mantra, tal como "Ah" ou "Om". Como se a energia individual de uma pessoa e da intenção que é formulado de alma e coração, fosse imprimida ao som, que na sua onda carregue esta energia da alma, transmitindo a quem recebe e curando a quem precisar.

WORLD SOUNDHEALING DAY
14 de fevereiro: a porta está aberta para quem quiser ouvir, cantar e sentir os sons

13h - 14h Sacred Sounds for Mother Earth Healing Chant & Meditation

14h - 17h Sessão de Sons
pode vir à hora que lhe convém e ficar o tempo que quiser. Sessão continua de limpeza energética e alinhamento de chakras
(Por donativo)




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Caminho da Alma 3 - a entrega e o eterno início

(parte 1) (parte 2)
Quando falamos sobre a entrega, do que é que falamos em concreto? Na meditação, a entrega acontece quando permitimos a mente de fazer um passo para trás. Quando a mente passa para uma postura de observação pura, e permite que a consciência mais abrangente surge.
Encontramos a chave para poder chegar à sensação de entrega total, quando estamos pronto de deixar de querer controlar o que está acontecer. Abrir mão do controlo sobre os acontecimentos, é um passo significativo que requer confiança! Mas é um passo indispensável para quem realmente deseja conhecer-se a si e à sua verdadeira natureza.

O ser humano tem várias maneiras de ter um "sentimento de si". O que chamamos a nossa "mente" acaba por ser o resultado de tudo que processamos no cérebro. São pensamentos, memórias, expectativas, em sumo, é actividade cerebral. Não é algo identificável, e o seu funcionamento - e existência - depende da maneira que o sistema físico (as células do sistema nervoso) foram condicionados por experiências no passado. Assim, é algo criado ao longo da vida - o que leva a concluir que não somos a nossa mente.
Pode ser tentador identificarmos com a actividade mental, principalmente quando esta está muito presente e activa. Encontramos na actividade mental a nossa personalidade, o passado, as expectativas sobre o futuro, mas também o lado emocional.
Mas ás vezes há um vislumbre do que há atrás disso, uma outra presença. É aquele elemento que faz nos entender que os pensamentos ocorrem, aquela "vozinha" que nos lembra que o que sentimos está acontecer a nós. É a nossa consciência.
A consciência existe - sempre. A descoberta desta realidade atrás da actividade mental, é a porta para novas dimensões que a mente nem sonha que existem - porque a mente baseia-se na existência física do corpo.
A consciência por sua vez, está ligada à essência da vida: é o sentimento de Ser, a sensação de Vida, é um vislumbre do Significado. Nas palavras de António Damásio: É através da consciência que conhecemos a Vida.

A experiência da consciência é como ver uma Luz .... "É através da Luz e através de uma ideia clara que a mente vê a essência das coisas, dos números e da extensão. É através de uma ideia vaga ou através de um sentimento que a mente ajuíza sobre a existência das criaturas e se apercebe da sua própria existência." (~Nicholas Malebranche). Quando a mente aceita o papel de observador.... terá acesso à Sabedoria.

A consciência também funciona como a porta para o contacto com outros mundos, que são "invisíveis" no dia-a-dia, e aos quais acedemos em estados alterados de consciência - ou em meditação.
Podemos encontrar essa porta quando aceitamos ir além da actividade mental. Basta abrimos mão da ideia que são os nossos processos mentais que nos definem! Basta aceitar que estes são apenas o revestimento, o Ego, que mantém coberto o Eu. Além das nossas emoções, reacções, padrões de comportamento, para além do nosso Ego: somos Alma, Espírito, Consciência...

A maior barreira que encontramos no contacto com a consciência alargada, talvez seja o medo de perder o controlo. Os acontecimentos no passado, gravados pela mente, lembram-nos da dor que já experimentamos e que se quer evitar no futuro. O receio de perder o controlo, é um voto de desconfiança perante a própria vida...  e mantém-nos separado do nosso verdadeiro Ser - que vive no Momento. Através da entrega, acedemos à vivência do momento!

A entrega é um pouco parecida com a Morte... é uma libertação de todas as ideias feitas sobre quem somos. Indo para além da zona de conforto, além da falsa segurança que a mente oferece, podemos descobrir o mundo, feito de mudança, onde a perda não existe, onde cada momento é a Vida. É o reino da aceitação, do perdão, da mudança e da descoberta da Verdade.
Talvez seja mesmo um pouco como morrer... para poder descobrir quando perdemos o medo da Morte, temos acesso a vida sem fim, ao eterno começo.
Para poder descobrir que a entrega, afinal, leva à liberdade.

surrender....
Dying to all you think you know

Letting go of the image
of how life 'should' be

Sinking into the vast mystery
of the present moment

Embracing change and loss
as misunderstood friends

Falling in love with where you are

This is the path
for those who know  there is no path

Only endless destinations
and never-ending beginnings

- Jeff Foster


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Caminho da Alma (2): a entrega

(ver primeira parte)
Todos que por um motivo ou outro, iniciam o trabalho interior para melhorar a consciência de si, têm a sua frente os mesmos estágios. Tal como a Natureza se exprima em inúmeras formas, que todavia passam pelos mesmos ciclos e estão expostas às mesmas influências.
O que de modo algum quer dizer que os caminhos de consciência seguem obrigatoriamente o mesmo padrão, nem que precisam de ter os mesmos objectivos nesta vida. O objectivo final, no entanto, é a mesma para todas as Almas: encontrar o que significa verdadeiramente, Vida.
Uma visão interessante acerca desta viagem de encontro ao essencial, é a de Jiddu Krishnamurti:

Truth is a pathless land. Man cannot come to it through any organisation, through any creed, through any dogma, priest or ritual, not through any philosophical knowledge or psychological technique. He has to find it through the mirror of relationship, through the understanding of the contents of his own mind, through observation and not through intellectual analysis or introspective dissection.
When man becomes aware of the movement of his own consciousness he will see the division between the thinker and the thought, the observer and the observed, the experiencer and the experience. He will discover that this division is an illusion. Then only is there pure observation which is insight without any shadow of the past . This timeless insight brings about a deep radical mutation in the mind.

 Ao entregarmos à observação de quem somos, a aprendizagem e evolução começam. Chegamos a valiosos entendimentos, através da relação que temos com os outros e com o mundo que nos acolha. Podemos ver no espelho dos outros, imagens do funcionamento da nossa própria mente. Também podemos observar como a nossa presença - ou seja, o conjunto de corpo e mente - reage na interacção e nos relacionamentos. Observando-nos podemos descobrir que bagagem emocional ainda trazemos connosco do passado.

O via do místico pode levar directamente para a experiência da União onde todas as ilusões que a mente cria, podem ser observadas e desmontadas. Nos nossos dias, pessoas como Eckhart Tolle traduzem esta experiência para entendermos o estado para o qual a Consciência tenciona evoluir. Tolle, ao lado de muitos outros como por exemplo Paulo Coelho, fornece inspiração e oferece esperança que é possível acordar para a felicidade última. Mas enquanto as citações falam de um acesso directo à Alma, através da aceitação, da gratidão, da libertação, não basta ler as palavras e reconhecer a verdade atrás delas. Também é preciso pôr em prática, a mesma verdade. A liberdade interior não existe só porque queremos. Necessitamos de perceber que em realidade a única limitação à liberdade interior são os nossos próprios comportamentos, pensamentos e emoções.

Freydoon Rassouli: Where Heavens Meet
A via do místico requer a capacidade de nos entregar, de corpo, mente e alma, à nossa verdadeira natureza. Através da entrega, acedemos a uma consciência mais ampla do que habitualmente habitamos, o que nos permite ver além das limitações do ego e da personalidade.
A entrega total acaba por figurar-se complicada para muitas pessoas, principalmente porque a mente surge como factor de inibição... Os pensamentos (e através deles, o ego) acabam por se pôr entre a pessoa e a sua verdadeira natureza, entre o eu e a alma.
Desde há memória, existem os místicos, os xamãs, os sábios e os visionários. Igualmente desde que há memória, há outros que sentem o chamamento, mas que precisam de ultrapassar barreiras para chegar ao fundo. Para estas pessoas, a liberdade interior é conquistada com estudo, e com ajuda das imagens e a sabedoria que os visionários, os sábios, os místicos e os xamãs transmitiram.
Muito embora a verdade seja "uma terra sem caminho" - para lá chegar é preciso fazer escolhas e evoluir a consciência, mudar atitudes e comportamentos, meditar, fazer perguntas e questionar. Para poder ter acesso à grandeza do Eu Superior, é preciso sermos humildes. A humildade no sentido de  estarmos dispostos a reconhecer que nos não somos o nosso Ego - mesmo se gostaríamos de pensar que sim ;)
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