No fundo, todos os seres humanos têm o mesmo objectivo na sua passagem neste mundo: Queremos ser feliz. E para poder ser feliz, precisamos de entender, resolver e ultrapassar os conflictos interiores e emoções perturbadores que podem surgir no contacto com o mundo.
Todas as pessoas sentem as mesmas emoções elementares - é a universalidade das emoções. Todos experimentamos alegria, amor, regozijo; como também conhecemos todos o orgulho, a ira, a inveja, o medo, a dor. O que nos distingue uns dos outros, é a maneira como reagimos quando somos confrontados com estas emoções - sejam elas as que nascem dentro de nós ou as que sentimos nos outros. O que nos distingue, é a estratégia que empregamos para perseguir a felicidade.
Para lidar com as emoções, existem diferentes aproximações, diferentes caminhos. As religiões e as filosofias de vida orientam para podermos encontrar sentido, solução, paz interior no meio da turbilhão emocional. Oferecem uma via para entender o nosso lugar no mundo, este grande conjunto da Vida que sentimos fluir à nossa volta - em que tudo existe em interdependência de todo o resto; esta Vida em que nada existe por si só mas sempre em relação ao seu ambiente.
Se tudo neste mundo surge como consequência de algo e é dependente do seu ambiente, entendemos que cada um de nós tem uma responsabilidade em relação ao mundo que nos rodeia.
Talvez por isso mesmo, surge ao lado do princípio da igualdade um outro, também partilhado por todas as religiões, que é o princípio de reciprocidade. Este diz: Trata os outros como queres ser tratado. Se quer viver num ambiente alegre, então gere a alegria e partilha-a. Se quer viver num ambiente de amor e bondade, então gere amor e bondade e partilha-a.
Somos todos iguais e somos interdependentes. A felicidade dos outros é preciso para a nossa, e a nossa felicidade só pode existir se todos são felizes.
Do ponto de vista budista, aquilo em que a pessoa acredita, não é importante. É indiferente se é budista, cristáo, judeu, muçulmano, ou ateu. Mais importante é saber: É gentil? É compassivo? Tem paciência? É compreensivo? Bondoso? Consegue perdoar? No fundo, o que importa é: quem é como pessoa? Tem bom coração?
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| Maitreya, o futuro Buda, cujo nome significa: Amor e Bondade |
“Que todos os seres possam ser felizes, contentes e realizados.
Que todos os seres possam se sentir saudáveis e equilibrados.
Que todos possam ter aquilo que querem e precisam.
Que todos estejam protegidos contra o mal e livres do medo.
Que todos os seres tenham paz interior e bem-estar.
Que todos estejam despertos, liberados, independentes e não tenham limitações.
Que haja paz neste mundo e em todo o universo.”
Que todos os seres possam se sentir saudáveis e equilibrados.
Que todos possam ter aquilo que querem e precisam.
Que todos estejam protegidos contra o mal e livres do medo.
Que todos os seres tenham paz interior e bem-estar.
Que todos estejam despertos, liberados, independentes e não tenham limitações.
Que haja paz neste mundo e em todo o universo.”
E agradecemos... agradeçemos por todas as bênçãos que o planeta tem. Agredecemos por todas as bênçãos que a existencia humana nos oferece. Agradecemos, por todos os encontros que a vida previdencia. Agradecemos por cada momento, que podemos abrir o coração e partilhar a felicidade.










