Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

domingo, 4 de janeiro de 2015

A Lua em Caranguejo, o Sol em Capricórnio: alcançar a Luz

 
(há um erro na página que não consigo tirar, por favor clique no título para ver o post sem erros! Sorry!)

A Lua Cheia de 4 de Janeiro vai aparecer em Caranguejo, signo do carinho para o próximo e da segurança do lar. O Sol está em Capricórnio, signo ambicioso que procura conquistar o mundo exterior. Assim, podemos sentir um puxar de ambos os lados - talvez entre os desejos dos e a devoção para os que amamos por um lado e por outro lado aquilo que sentimos como o objectivo que queremos alcançar.
Capricornio é o signo que tem a capacidade de transformar Luz - ideias, aspirações - em formas mais palpáveis e pragmaticas. É um signo especialmente mística, em que entramos no dia mais curto do ano, quando sentimos mais a densidade do nosso ambiente. O momento sagrado do Solstício do Inverno sempre foi considerado como um dos pontos altos do ano, devido à ligação intensa entre Céu e Terra que experimentamos neste dia. Dias curtos, pouco Sol, parece que o sentido da vida desapareceu. Entramos na profundeza do nosso Ser para encontrar novament a Luz que trazemos dentro. Os dias escuros do Inverno que fazem com que tudo parece estar parado. E, de repente, começamos a notar que a Luz volta, a grande roda cósmica começa a rodar novamente e a força luminosa do Sol começa a aumentar... e não para de aumentar por mais seis meses.

Esta mudança lembra-nos que há uma Luz que está sempre presente, não se apage, sempre volta. Mesmo quando parece que não, mesmo quando - no final do signo de Sagitário - experimentamos a vida num corpo humano como uma prisão. Uma prisão de regras, envelhecimento, leis, limitações sociais...Durante muitas reincarnações a essência da Alma é confrontada com a matéria, é absorvida pela matéria e precisa de passar por muitas experiências emocionais e sensoriais para as poder entender e superar. Podemos ter a tendência de evitar a experiência emocional e sensorial, ou fugir numa espiritualidade escapista, mas não será esta a maneira de progredir no caminho da Alma. Precisamos da experiência directa para poder perceber que a Terra é o nosso lugar, sabendo ao mesmo tempo que somos feitos da mesma essência que as estrelas.
Mais ainda: somos particulas de Luz, raios divinos emitidos pela Fonte Primordial para concretizar, aqui na Terra, um crescimento da consciência. Uma missão grandiosa, sim.
Capricórnio é o signo que tem a capacidade de nos ancorar na realidade material. Capricornio, tal como a cabra montês, sabe transformar a força da gravidade num apoio para subir às alturas e à Luz. Capricornio sabe, que só é preciso ser igual a si próprio, na sua solidão e integridade, em união com todo, para chegar ao auge e chegar à Luz.
Em tudo isto, a Lua Cheia em Carangeijo pede para encontrar um equilíbrio com a vida privada, a família ou o/a parceiro/a. Teremos no pano de fundo uma posição de poder do planeta Plutão, o que traz a promessa de ma mudança profunda - especialmente se houver a capacidade de libertar o passado, ou encarar um medo antigo e instalado.

Ao entrar no ano novo, é importante lembrar não só o que queremos alcançar, mas honrar igualmente tudo que já alcançamos. Mesmo quando pensamos no nosso momento mais escuro que ainda não chegamos a lado nenhum. Na Lua Cheia a nossa atenção é mais alargada e plena, mais consciente. Isto vai ajudar a ver o que habitualmente está escondido. Uma altura ideal para fazer o inventário, ver o que já passou, o que já foi alcançado. Um momento ideal para olhar para trás e ver o que foi 2014. Sentir-nos bem com o que somos capaz de fazer pode ser aquele empurrãozinho que precisamos para avançar para 2015.

Nesta Lua Cheia vamos fazer uma cerimónia de fogo. O fogo, simbolo da Luz que está sempre connosco, é também um símbolo da força de transformação.
Elementos da cerimónia são a "confissão", quando escrevemos num papel aquilo que consideramos as padrões negativas que queremos libertar. Também pode haver uma transferência mental para um material combustível, um papel, um pau... Depois haverá uma meditação em que é dado espaço para tomar consciência que somos nós que precisamos de tomar as rédeas da nossa vida, que somos nós os responsáveis para a nossa energia e harmonia. E a primeira acção é lançar os padrões do passado para o fogo, para que se transformem em Luz, calor e cinzas férteis. Das cinzas da aprendizagem nasce uma nova vida...
Finalmente, lançamos também para o Fogo, agradecimentos para a Mãe Terra e os nossos desejos para o futuro. Sabemos que vivemos em interdependência com a Mãe Terra, como vivemos em interdependência com todos os seres humanos. A roda à volta do Fogo simboliza esta União.

Quem quiser pode trazer o seu tambor. Quem não tiver tambor, traga a sua presença e Luz interior.

Meditação da Lua Cheia - Cerimónia de Fogo
Domingo 4 de Janeiro às 16.30h
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe - Évora

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Renascer como um Fenix, na Lua Cheia de Novembro

Since ancient times the symbol of the bull has been a prominent fixture in many traditions, cultures and religions. The bull evokes powerful associations with creativity and productivity. As the symbol for Taurus, the bull represents the fecundity of the spring, the awakening of the earth, our appetites for sun-soaked skin and naked nymph-like splishing and splashing in the soon to be warm waters of summertime.
In the Northern hemisphere we are pretty far from that, like the opposite end of it. We are in Scorpio’s time. In many places this means less light, less heat, less outward movement if only on a psychological level. Mystical deaths via underworld journeys, dancing with skeletons and confronting our own fears of the dark are the meals on the menu as of late.
But that is the beauty of a full moon: in the extreme of one sign we get to experience its opposite. The full moon in Taurus will occur on Thursday, November 6th at 5:23 pm EST. Even though it’s a full moon, it is a potential calming point.
Yes, the eclipses are over. Lets now get on with the practical applications of living, loving and producing.
Taurus is comforting, strong, solid and supportive. It’s into the senses. Taurus is not only down to earth in its sensibilities but Taurus is earthy in every way. Like you can’t move it type of earthy.
Taurus is a creature of contact, comfort and creative canoodling. Taurus loves to touch and taste and tenderize hearts that have become too tightly shut. Down for the decadent exploration of skin, food and napping, Taurus is terrific at being there. A rock. Solid. Steady.
Just don’t expect to do any of it quickly.
Taurus takes time. Will not be pushed. Will not budge. Will not approach change easily. Whatever track the bull is on it will stay until convinced otherwise and by convinced I mean they came to it on their own terms.
The moon loves to be in this sign, it is said to be exalted here. The moon finds emotional security in Taurus who appeals to all her physical senses. Beautifully furnished, comfortable, sweet smelling homes stocked full with tasty treats are the moons kryptonite. Taurus builds the moon a home, her greatest desire. The moon is too tender a darling to be traipsing around all hearts and hankerings without a place to hang her hat.
Venus is the ruler of Taurus (and Libra) and it is intricately woven into this month’s tapestry via a conjunction with the sun and Saturn which is in opposition to the full moon. Venus and the signs it rules (Libra and Taurus) have been fixtures in many of the astrological themes as of late, in large part due to the fact that the planet is traveling very close to the sun right now. She was conjunct the last eclipse and will be conjunct the next new moon. We just had a Mercury retrograde and before that a Mars retrograde, both in Libra. This spring we also had two eclipses, one in Libra and in one Taurus, two Venus-ruled eclipses in the same month.
To say that this year has been about relationships is an understatement. Every moon in the closing act of this year seems to move us deeper into this curriculum. Both planets are now moving steadily towards a conjunction with Saturn. Venus will try and kiss the curmudgeon on November 13th and the sun will arrive there on November 18th. Nothing spells hard work and boundaries like a conjunction with our Captain of Contracts, Saturn. 
This moon also features a helpful trine from Pluto and a pretty good square from Jupiter. A trine from Pluto can help to wash out old wounds and can make for a powerful and regenerative experience. Jupiter tends to exaggerate whatever it touches, especially in a square.
Taurus wants peace above all else. It wants pleasure. It wants to enjoy. It wants to be contented. It wants a sturdy place to land and build a life.
Scorpio (the sign the sun, Venus and Saturn are currently in) wants truth and transformation and has the fortitude to withstand what others would crumble in the face of. Scorpio is tough enough to see the tenderizing process of transformation through until the end. Saturn wants boundaries, structure, rules, form, function, order and wants us to earn our keep. Venus wants love, love, love and love. The sun illuminates each sign of the zodiac via its transit through it.
You can’t be cheap on materials when trying to building a relationship. If you want the thing to last it’s not worth scrimping on solids. You wouldnt want the floor to give out when you’re in the middle of a good meal. Weathering storms in romance and every partner dance means being able to consistently connect with our feelings so that we can understand when something is ok for us and when it isn’t. And when it isn’t, good boundaries let us know that we have every right to say no, thank you. We can also say, I don’t know, I will get back to you about that. We can refuse to answer questions that feel inappropriate and invasive no matter who is asking them. We can have permeable and impermeable boundaries depending on the situation and the relationship.
But there is no way, I repeat in the booming voice of Saturn, no way to do this work with others  before we at least start to do it with ourselves. Nothing feels as good as boundaries. Anxiety decreases dramatically. Self-doubt diminishes far quicker. Happiness hangs around longer. Intimacy is always an option because there is a sense of self to be intimate with.
Otherwise we are diminished by the light of another. Otherwise we fold ourselves into the lives of others and hide in the crinkles and stay crumpled. If we are one of the many that grew up with parents that couldn’t see us, couldn’t protect us or, worse, outrightly harmed us then the work of creating boundaries falls squarely on our adult shoulders.
Taurus reminds us to go slowly with this process. Saturn reminds us not to cheat for we are the only ones who will suffer the consequences. Venus reminds us to love ourselves through the process and Scorpio reminds us that if we don’t get down to the truth it will wait for us, no matter what it has to wait through or wade through before we acknowledge it. 
- See more at: http://www.chaninicholas.com/full-moon-taurus-cant-cheat-love/#sthash.pkEFNqkQ.dpuf

Since ancient times the symbol of the bull has been a prominent fixture in many traditions, cultures and religions. The bull evokes powerful associations with creativity and productivity. As the symbol for Taurus, the bull represents the fecundity of the spring, the awakening of the earth, our appetites for sun-soaked skin and naked nymph-like splishing and splashing in the soon to be warm waters of summertime.
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Since ancient times the symbol of the bull has been a prominent fixture in many traditions, cultures and religions. The bull evokes powerful associations with creativity and productivity. As the symbol for Taurus, the bull represents the fecundity of the spring, the awakening of the earth, our appetites for sun-soaked skin and naked nymph-like splishing and splashing in the soon to be warm waters of summertime.
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Todos os meses, por altura da Lua Cheia, dedicamos atenção especial aos astros que mais influenciam a nossa vida na Terra: O Sol e a Lua. Ambos são forças luminosas, cujos ciclos acompanham de perto o caminho do ser humano para a sua realização individual.

O Sol, no seu ciclo do ano Solar, acompanha o ciclo do desenvolvimento saudável e equilibrado do ego e identidade pessoal. A Lua está ligada aos ciclos do Ser mais profundo, da Alma que incorporou para estar ao serviço do mundo e de todos os seres.

Na altura da Lua Cheia, quando o Sol e a Lua estão opostos com a Terra no meio, existe uma polaridade clara entre os dois astros. A Luz do ser exterior (ego - Sol) transborda e junta-se à Luz do ser interior (alma - Lua). É obvio que isto pode levar a uma tensão, principalmente quando o nosso ego é apoiado pela mente e as suas ilusões.

O Sol encontra-se neste período no signo de Escorpião, que é o signo da Morte (simbólica) : é altura de queimar as ilusões, iradicar convicções erradas, varrer as desilusões para fora. Tudo o que faz parte do efémero, do Eu exterior, pode morrer nesta altura. Os conceitos chave associados à fase do Escorpião são o conflito, a provação, a luta; a luta do Escorpião é o tudo ou nada, "viver ou morrer". Tudo isso tendo como objectivo o chegar à essência e a transformação. Escorpião procura a vitória e o renascimento... quando as ilusões e delusões, as convicções erroneas e sonhos egóicos foram queimadas, a Alma renasce como um Fenix das cinzas para poder viver uma vida mais plena ao nível espiritual. 
 
Claro que o processo da morte/renascimento constitui uma crise, a consciência pode sentir-se questionada nos seus valores mais intimos. Podemos sentir que nos é pedido desapegar de tudo que tomamos por certo, inclusivo da imagem que temos de nós e as expectativas sobre o caminho espiritual que estamos a trilhar. Passado este crise, haverá uma elevação, e a personalidade poderá experimentar uma nova relação - com a Alma  bem como com o exterior. 
Á Escorpião seguir-se-ia o Sagitário, o signo  que aponta para realizações maiores!

As provações ao nível das emoções conflictuosas, que estão central nesta viragem, apontam para o medo, o ódio, o orgulho, a ganância e a ambição. As provações mentais, que dizem respeito ao nosso Ego de vibração mais baixa, apontam para o orgulho, a ambição, convicções ultrapassadas, dualidade e crueldade.
Estamos num período de introspecção sincera, que poderá ter como consequência, que o Eu mais profundo e superior, receberá a liderança sobre a personalidade! Isto significará a vitória sobre a dúvida; haverá uma fé incondicional em quem É e na Vida. Quando o Fenix renasce, renasce com Sabedoria e  Amor-Próprio.
 
A Lua em Touro reforça este componente de Amor, plenitude, criação. Touro está ligado à primavera, ao renascer da Terra. O signo simboliza a viagem de passos lentos mas seguros, firmes e consistentes.  Assim, a Lua em Touro pode fornecer a segurança emocional que precisamos para fazer a passagem pela Morte simbólica que Escorpião pede. 
 
Meditação da Lua Cheia
Nestes dias frios, a meditação da Lua Cheia é mais breve, mas como coincide com a meditação habitual faremos duas meditações seguidas:
5a feira, 6 de Novembro 17.15h - 17.45h
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
5a feira, 6 de Novembro, às 18.30 h - 19.30h
Ass. Oficinas da Comunicação, Largo Dr. Mário Chicó, 7 - Évora
 
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!

 


 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Lua Cheia de Setembro: somos a Luz que observe o que passa na mente...

Na manhã de 9 de Setembro, a Lua Cheia estará em Peixes, oposta ao Sol em Virgem. No seu caminho à volta dos signos do Zodíaco, o  Sol chegou ao Virgem, signo da Terra, um dos signos mais significativos.

É o signo da Mãe, e o seu simbolismo fala do objectivo do processo da evolução humana. Sabemos que trazemos dentro de nós uma centelha divina que é eterna. Precisamos de alimentar e proteger a Luz que trazemos - porque é a nossa realidade espiritual - até o momento em que esta essência luminosa se possa mostrar ao mundo sem ser obscurecida pela personalidade ou ego. É quando a realização completa do ser humano acontece

No decorrer da vida, vamos destapando a nossa luz, libertando emoções problemáticas, padrões de comportamento, memórias dolorosas. Mas em tempos de mudança profunda, tal como os tempos que temos vivido ultimamente, assuntos que julgamos já passados e tratados, podem surgir novamente. Frequentemente isto acontece porque a parte subconsciente da mente (a parte que não controlamos), pela sua natureza, tente prevenir mudanças fundamentais que podem mudar o curso da vida.
Mas a mudança está a acontecer, e o subconsciente pode abrir as comportas para mostrar o que temos ainda aí escondido: medos suprimidos, emoções ignoradas, desejos negados, pensamentos obsessivos... tudo salta e berra, tentando convencer a mente consciente que é melhor ficar na zona de conforto, de maneira como sempre foi.  Podemos chegar ao ponto de pensar que estivemos anos a fio a trabalhar para nada. Como se nada tivesse mudado, como se tudo fosse em vão, como se fossemos iguais de há 5 ou 10 anos atrás.

A boa notícia é que a mudança tem lugar, rapidamente, e para muitos as mudanças já são positivas. Mesmo assim, a mudança traz sempre stress - desde já porque nada está garantido quando a vida muda. Não sabemos o que vai acontecer - só sabemos o que precisamos de fazer, e que é inevitavel que temos que fazer o que temos que fazer. Temos que fazer o passo e ter fé.

Na conjuntura actual, a energia que flui para a Terra é um apoio para assumir que há aspectos mais problematicos na nossa vida. Podemos aceitá-los de tal modo que acabam por ser integrados no nosso ser e assim começam a fluir com o fluxo da vida, e mudar. 
O ser humano tem a tendência de calar e esconder as emoções mais problematicas do ser, por vergonha ou medo - ou simplesmente porque preferimos manter o dia-a-dia livre de complicações. Mas entretanto, estão aí no subconsciente as emoções e os padrões de comportamento e pensamento... e gastamos uma grande parte da nossa energia na negação e sublimação.
É útil lembrar que todos temos uma sub-consciência - e que na maioria dos casos, o conteúdo é igual para todos. Estamos a tentar esconder algo que todos partilhamos, porque num certo ponto do nosso caminho começamos a acreditar que só nós nos sentimos assim.

Esta Lua Cheia vai poder iluminar o que tão afincadamente temos estado a esconder: que somos humanos e igual a todos os outros. A Lua Cheia - por si só um momento de procurar o equilíbrio - foca as desarmonias criadas pela negação. É nos pedido de sentir completamente e profundamente o que surge - sem tirar conclusões nem procurar soluções. Sem julgamento, admitindo a existência das vulnerabilidades, o nosso campo energético pode ser harmonizado e a nossa alma curada. Observando os pensamentos e as sensações, podemos começar a deixar de acreditar o que a nossa mente nos quer dizer. Podemos tomar novamente consciência que não somos os nossos pensamentos, nem as nossas emoções. Nos somos algo mais profundo, mais verdadeiro, mais luminoso e constante: somos o observador que vê o ir-e-vir dos pensamentos, das sensações e das emoções. Somos o sol no céu azul que vê como os nuvens e as tempestades surgem... e desaparecem.
A Lua Cheia convida-nos a lembrar que somos esta Luz que observe - não somos o conteúdo da mente mas sim a Consciência luminosa e vibrante que existe atrás dos pensamentos!

A celebração /meditação da Lua Cheia terá lugar na
Terça feira, 9 de Setembro, às 19.30h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O som e a nossa saúde

De volta ao trabalho após o intervalo de Verão, começamos a preparar o retiro que tem como tema
"Os sons e o silêncio como suporte de meditação". (ver pagina do evento) Por isso, uma pequena reflexão sobre o som e a saúde.

Quando pensamos em energias que podem ter um papel numa transformação ou cura, o Som está entre os mais importantes. Não só tem o potencial para acalmar e relaxar, como também pode levar o ouvinte a viver emoções. Sons e música podem trazer de volta o equilíbrio e a harmonia interior, como também podem restaurar a nossa saúde!

Por outro lado, há sons que podem provocar desarmonia e desequilíbro - ou mesmo provocar stress.
Reagimos aos sons, não só ao nível consciente, em que podemos aprovar das harmonias e melodias, mas sobretudo a um nivel subconsciente e físico.

A física moderna demonstrou que os nossos corpos são construidos de partículas atómicas e sub-atomicas que estão em vibração constante. Também sabemos que toda a matéria tem a sua frequência natural. É a frequencia em que há ressonância, a frequencia em que aquela matéria vibra naturalmente. E toda a matéria tem uma frequencia de ressonância - cristais, água, madeira... mas também corpos como uma árvore, uma ponte, um livro ou um corpo humano. Todas as partes do nosso corpo têm a sua frequencia de ressonancia!

Os povos antigos e os seus xamãs e curandeiros, observaram os processos de doença e o estado saudável das pessoas, para chegar à conclusão que a doença surge quando o corpo passa a ter um comportamento "desafinado". Quando algo no corpo começa a ficar doente, a sua frequência muda e começa a vibrar de maneira diferente do que fazia. Como os ancestrais também se aperceberam, os sons podem ser usados para aplicar vibrações harmoniosas e harmonizantes, que ajudam o corpo de se "afinar" novamente com a sua harmonia e frequência original.

As frequências de todas as partes de um corpo saudável estão de tal maneira em equilíbrio que formam um conjunto, como se fosse uma orquestra que toca a sua "Sinfonia de Si".
Se os sistemas estão unidos e a trabalhar em equilíbrio, esta sinfonia é agradável e produz uma sensação de bem-estar.

Mas a música e harmonia de um corpo saudável podem ser influenciadas, com frequências de muitas origens: o que comemos, o que vemos e ouvimos, o que dizemos e pensamos, o que sentimos do Outro: todos estes aspectos acabam por ter frequências que interferem com a nossa.
A cura acontece quando neutralizamos o efeito das influências de fora e restabelecemos a harmonia interior.
Uma das maneiras é obviamente o tratamento com sons, que convidem o organisme a se harmonizar, permitindo a sua reconstrução saudável.

Um conceito importante que os ancestrais perceberam, e que está ligado à cura pelo som, é o conceito da intenção. Desde cedo entenderam que o som tem a capacidade de transmitir a intenção de quem produz o som, para a pessoa que recebe o som. A intenção é a energia curativa atrás do som, que é produzido pelo pensamento e pela vontade que existem quando o som é produzido. Curiosamente, o efeito de cura da intenção existe independentemente da qualidade do som produzido. Se sentimos alegria, o som produzido transmitirá alegria, mesmo quando não sabemos cantar muito bem. Se sentimos tristeza, podemos cantar lindamente, mas ao ouvinte será transmitida o nosso sentimento. Se houver compaixão e fé na cura, o organismo receberá este estímulo!
É essa a base do poder da oração e dos mantras, métodos cuja eficâcia depende da intenção e da capacidade de focagem de quem produz o som.

A intenção e o seu efeito de cura é um aspecto importante quando percebemos que os nossos pensamentos funcionam também como fonte de vibração. Cada palavra pensada representa um som. Infelizmente, poucas vezes temos consciência da intenção atrás dos pensamentos. Esta circunstância acaba por ser agravada pelas emoções que sentimos enquanto pensamos, e que podem passar a dirigir o orquestra dos pensamentos. Tudo isso é bom quando o pensamento é harmonioso. Mas quando os pensamentos são de dor e sofrimento, a história é outra. Quando isto acontece, é a nossa mente que está a produzir as frequências que provocam desarmonia no corpo, potenciando o surgimento de doença.


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