Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Lua Nova em Capricórnio: energia para manifestar o que procuramos criar!

Passaram uns dias apenas desde o Solstício do Inverno e os dias começam timidamente a crescer.
Há uma tradição que diz que a seguir ao Natal vem um período de 12 dias e noites - até 6 de Janeiro - em que todas as noites podemos receber um sonho...em cada uma das noites, um sonho sobre cada um dos meses do ano que vem. É neste período, quando o Sol dá a volta e a Luz volta a crescer, também em nós, que podemos estabelecer as nossas intenções para o próximo ciclo solar, tal como fazemos em cada ciclo Lunar aquando da Lua Nova.
No meio deste período teremos uma Lua Nova, em Capricórnio. A energia desta Lua ajuda a ser firme, pragmático, mas também muito claro e preciso na comunicação sobre aquilo que procuramos criar. A Lua Nova vai inclusivo dar um impulso para sonhar alto e sentir que é neste próximo ano que podemos mostrar quem somos, pôr as mãos à obra e assumir a responsabilidade sobre a nossa vida.
Por isso, no dia 29, dia da Lua Nova, podemos plantar a semente para o ano que vem no solo que preparamos no ano que passou... Hoje é dia de fazer a sua cerimónia ou ritual pessoal e estabelecer as metas, resoluções ou intenções para o novo ano.

Desejo a todos que o ano que se avizinha seja um ano de realização pessoal, de prosperidade e saúde, abundante em partilha, amizade, alegria. Que haja paz em todos os corações.
 
A partir de Janeiro, o horário das meditações regulares vai mudar. Percebi-me que deixei para trás algumas iniciativas que gostaria de ter desenvolvidas, tais como workshops, cursos ou grupos de trabalho mais especializados.

Com estas mudanças as sessões de segunda feira desaparecem para abrir espaço para outras actividades, a começar com :
 
Curso de Iniciação à Meditação de Plena Atenção (Mindfulness): 
6 sessões semanais a partir de 23 de Janeiro
Cada vez mais pessoas se apercebem da eficácia da meditação de plena atenção para reduzir o stress e melhorar o desempenho intelectual e psicológico, mental e emocional. Os benefícios são amplamente conhecidos e as livrarias estão cheias de livros que nos dizem como vamos sentir-nos melhor se adoptamos a prática meditativa. 
 
Infelizmente, a meditação é uma práctica tão simples, que chega a ser muito difícil de conseguir fazer.  Acaba por ser difícil chegar a resultados satisfatórios!
Regularmente chegam-me lamentos de pessoas que gostariam de fazer meditação mas não se sentem bem. Experiências como não conseguir ficar quieto, ou concentrar-se; não conseguir acalmar a mente; não saber lidar com sensações que surgem no corpo ou na mente; ficar aborrecido, irritado ou com vontade de dormir: são apenas alguns dos fenómenos apontados como entraves à prática meditativa.
 
A fim de apoiar os que gostariam de explorar os benefícios do Mindfulness, e ajudar a ultrapassar as barreiras do início de uma nova disciplina, elaborei um curso de iniciação à meditação, a iniciar no dia 23 de Janeiro.
Em 6 sessões semanais são tratados os seguintes temas:
* O que é meditação? Porquê meditar? O que é Mindfulness e como é que  pode ajudar a reduzir o stress e acalmar uma mente sobrecarregada?
* Criar e cultivar condições para a meditação. O que é um suporte para meditação, e porque utilizamos um suporte?
* Meditação como prática de intimidade interior: que relação mantemos connosco? Como cultivar a amizade connosco? Como podemos criar uma ponte sobre o abismo entre o que queremos ser e o que somos?
* Meditação como terapia ou apoio para um processo de cura
* Como respirar com plena atenção, estabelecer contacto com o corpo e manter-nos com atenção neste contacto
* Como lidar com os obstáculos de dúvida, emoção, aborrecimento

O curso consiste em 6 sessões em que teoria e prática são conjugadas. Em cada sessão fazemos uma meditação guiada para pôr em prática os conceitos falados. Há "TPC's" - exercícios que podem ser praticados em casa, para quem procura estabelecer uma disciplina diária. 
Sessões às segundas feiras entre as 19h e 20.30h, a partir de 23 de Janeiro
Contribuição: 40€  (dificuldades financeiras não são impedimento para participar no curso. Fala comigo)
 
Mais informação e inscrições através do mail (cavalo.d.vento@gmail.com) ou por telefone, whatsapp ou sms: 934 211 445
Nº máxima de participantes - 10.  (Se houver mais inscrições há possibilidade de abrir um segundo grupo)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Natal

Em todo o lado, o "espírito de Natal" se impõe. Luzes, decorações a branco, vermelho e verde, douradas ou prateadas. Neve. Presentes. As ruas enchem-se de música alegre, com crianças a desejar em coro um bom natal a todos. É altura de desejar que haja Paz na terra para os homens de boa vontade.

Como disse Milôr Fernandes, isto é paz para muito poucos.

Corremos o risco de tornamos cínicos quando vemos como o marketing da época pinta a ilusão da felicidade que se obtém ao comprar e consumir. É felicidade para quem a consegue comprar.
Entre o barulho das luzes, há às vezes uma abertura e sentimos que há um verdadeiro espírito de Natal por aí: as pessoas lembram-se dos que pouco têm; partilham, doam, e compram presentes "solidários".
É a altura do ano em que tomamos consciência dos laços que nos unem - não só aos familiares e amigos, mas também a quem sofre, a quem tem necessidades, a quem está só.

Isso lembra-nos que o Natal também é altura de renovar a fé. Fé que o Sol volta a brilhar, que os dias se tornarão mais compridos e quentes; fé que o ano que vem vai trazer mais prosperidade, mais partilha, mais companheirismo, mais fraternidade.

Nos tempos que vivemos, em que a violência invade as nossas vidas, em que um grupo pequeno de privilegiados partilha o poder sobre muitos e poucos enriquecem à custa de muitos, precisamos de nos lembrar que estamos todos juntos nisso.
Agora, nas noites mas escuras do ano, é bom lembrar que todos juntos podemos criar outra versão do mundo, aqui e agora: um mundo em que olhamos para o outro como o nosso igual; um mundo em que desejamos o mesmo para os outros que desejamos para nós.

Um mundo em que a vulnerabilidade não é fraqueza mas sim, sinal de humanidade e razão para compaixão. Um mundo em que "o outro" não é o inimigo mas sim, um ser humano como nós, o nosso irmão, à procura de uma saída do seu sofrimento, tal como cada um de nós.
É isso que desejo do coração: que neste natal podemos fazer renascer a fé na bondade das pessoas comuns, fé no Ser Humano.


Feliz Natal. Que haja Paz nos corações.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

mantras - uma introdução

No "soundhealing" (cura pelo som) é recorrente cantar mantras. São palavras ou orações curtas, sons ancestrais que desde há milénios são utilizados como suporte para a meditação ou para fins terapeuticos. Encerrados nos sons há toda uma sabedoria, um acesso a uma consciência maior. Cada som, cada vibração, abre o caminho para a descoberta de dimensões do nosso Ser que habitualmente nos passa ao lado e que mesmo na meditação silenciosa podem ser difíceis de atingir.

A meditação com mantras tem como elemento principal a repetição de um som, uma palavra, uma frase ou um conjunto de palavras. Podem ser palavras com um significado específico, mas não é essencial que se percebe o significado literal do mantra. Também não é preciso cantar os mantras ("chanting"); a recitação em voz alta ou uma recitação interior podem ser igualmente eficaz.

Uma introdução curta à recitação dos mantras por Lama Thubten Yeshe:
"Há quem tenha a ideia (errada) que a recitação de mantras é uma prática exterior, uma prática espiritual artificial, e não um acontecimento espontâneo vindo do interior. O recitar dos mantras não é só vocalizar e repetir uma série de sílabas. É antes um escutar de um som interior, que sempre habitou o nosso sistema neurológico,  e o seu posterior exteriorização.

O modo habitual de ver o mundo pode impedir a libertação dos problemas emocionais quando estes surgem - o que distrai e dificulte a concentração. A recitação de um mantra diminua a agitação mental e mantém a mente calma. A focagem que assim conseguimos resulta mais forte, mais integrada e mais direcionada. Assim temos menos desfocagem, sentimos menos as distrações que têm a sua origem nos hábitos com que reagimos a estímulos externos. 
Reservar tempo para  a recitação de mantras é importante! Todos temos tempo para ouvir o tagarelar da mente, o ruido mental que parece não ter fim - como não teríamos tempo para escutar o nosso som interior? Esse som interior pode ser uma ferramenta perfeita para chegar a "Shamadi" - uma concentração uni-focal, uma absorção perfeita na realidade do momento. 
O nosso sistema nervoso tem o seu próprio som, temos um som interior que não pode ser negado e que não é uma invenção budista. Por exemplo, o som "Ah" existe em nós desde o nascimento. A partir desse som, desenvolveram-se todas as palavras.
Um mantra funciona a muitos níveis. Ao recitar o mantra um certo numero de vezes, com plena atenção, a consciência abre-se instintivamente para forças sobrenaturais e para a sabedoria.  Podem ser usadas como terapia em situação de doença, e podem trazer paz para doentes mentais. É a experiência de muitos practicantes de meditação. 
Mantra é energia, uma energia sempre pura que não é contaminada por processos de pensamentos negativos. Como é uma energia subtil, não pode ser contaminada da mesma maneira que a experiência de fenómenos sensoriais podem ser contaminados pela nossa mente. É fácil descobrir e entender a força dos mantras, fazendo um retiro de meditação com mantras.
Pessoas que têm o dom da sabedoria, conseguirão naturalmente realizações através da força do mantra. 
Quem pratica a recitação de mantras, descobrirão que o seu som interior se une completamente com o mantra, até ao ponto que a sua fala se torna mantra. "

Quem começa com o cantar dos mantras, pode sentir algum desconforto ou estranheza - porque não estamos habituados a fazer ouvir o som interior. É importante encontrar o tom adequado para o corpo e todo o ser, um tom que é próprio de cada pessoa. Com a prática, o relaxamento vai aumentar, vamos sentir mais à vontade com a nossa voz, que gradualmente vai dar a sensação de vir de dentro, mesmo de dentro do corpo e não somente das cordas vocais. O som vai fazer ressonância no corpo, o que terá um efeito curativo!

"Cura" não é apenas um fenómeno físico. Se falamos de cura, o que se entende é um maior equilíbrio a nivel físico, mental, emocional e/ou espiritual. Há uma aceitação geral que a matéria segue o pensamento, até a ciência reconhece que os fenómenos apenas existem quando observados. Se os nossos pensamentos estão mais equilibrados, sentimos melhor, o stress diminua, e o corpo físico vai reagir: o mal estar físico também é mais facilmente tratado.



Por isso tudo é importante respeitar o tom próprio do nosso ser e descobrir a nossa ressonância natural.
Também o nosso ritmo é importante. A respiração é uma ferramenta importante para encontrar o ritmo. Há mantras que podem ser cantados numa só respiração, e há outros que são mais complexos, fazendo que a respiração e o mantra se sincronizam na recitação. O ritmo das palavras e dos sons faz com que a mente acalma e atinge um estado de consciência diferente do normal, possibilitando uma profunda experiência mística na meditação.

A recitação de mantras é um método de focagem, e ajuda a mente na sua libertação dos padrões habituais. Parece me importante lembrar que é uma ferramenta da qual, em ultima instância, precisamos de desapegar para encontrar silêncio e tranquilidade na paz da mente.

Om Mani Padme Hung - o mantra da compaixão.









segunda-feira, 14 de novembro de 2016

SuperLua em Touro, Sol em Escorpião: hora de decidir

Hoje vamos poder assistir a um espectáculo raro: uma Lua Cheia tão perto da Terra que parece 30% mais brilhante do que em média - uma "Super Lua".
Quem se habituou a observar os ciclos da Lua, não é inédito ver uma Super Lua - em Outubro vimos uma e a Lua Cheia de Dezembro também será maior do que habitual. Mas hoje é um pouco diferente: o alinhamento da Lua com a Terra e o Sol (momento da Lua Cheia) terá lugar duas horas após o perigeu (no ciclo da Lua, o ponto em que ela está mais perto da Terra) e por isso, esta Lua é bastante mais intensa.

A Lua de Novembro, tradicionalmente, é chamada a Lua das Oferendas. Fazer uma oferenda significa que se tira um momento para pensar naquilo que passou e mostrar gratidão pelo que está para vir.
Nas meditações de Lua Cheia lembramos o carácter cíclico da vida, e reflectimos sobre as coisas que descobrimos, aprendemos e libertamos no ciclo que fecha. Uma oferenda é feita para lembrar em gratidão a evolução e marcar na consciência as aprendizagens. A gratidão é a fase final das lições kármicas que são levadas a um final e leva a um momento de paz e confriança, antes do início de mais um ciclo.

A Lua está em Touro, o que pode aumentar mais ainda essa sensação de paz e confiança, tanto ao nível material como ao nivel emocional. Para os que não chegaram ainda ao ponto de ter (auto)confiança, e que tendem a fugir em estrategias de defesa e desejo inadequado de estabilidade: agora é o momento de fazer decisões! A energia destes dias ajuda a fazer decisões que levam a mais alegria de viver.
Desfruta e aprecia os momentos da vida, todos os momentos. A Lua Cheia oferece uma pause, um "time-out" em que podemos deixar de pensar naquilo não gostamos no mundo, e em vez disso, pensar naquilo que desejamos de coração. Não deixa que as circunstâncias distraem a atenção: se desejarmos para o mundo mais paz e amor para o próximo, vamos ter que criar isso mesmo. Se queremos mais alegria na vida, é altura de ver a beleza que existe, apreciá-la e agradecer a harmonia que encontramos. Temos a capacidade de partilhar alegria, ou estamos ainda no papel da vítima, oferenda no altar da vida? Enquanto sentimos vítima, não somos capazes de partilhar a alegria da nossa alma. Temos agora a oportunidade de descobrir a que lado estamos, e fazer uma escolha consciente: Amor ou medo? Ódio ou alegria? Onde queres estar?

A Lua em Touro encontra-se oposta ao Sol em Escorpião - signo que simboliza grandes mudanças, no ser humano individual e na humanidade.Nos tempos em que vivemos, sentimos o desafio de deixar os trilhos pisados do passado para avançar para novos caminhos, caminhos de liberdade e renovação.
Escorpião vai chamar o que está escondido nos armários da memoria remota, para levar à atenção consciente. Uma acumulação de atitudes mentais conflituosas, provenientes da consciência colectiva; hábitos que só agora percebemos que estão prejudiciais; conceitos que agora percebemos que não estão a contribuir para o bem comum - Escorpião fará a pressão necessária para que esses assuntos surgem e são resolvidos através de um pensamento justo e harmonioso.
Escorpião é o signo dos grandes testes, do Tudo-ou-Nada, das escolhas de fundo. Não é possível escolher o "nim": a evolução da nossa alma, e do mundo que estamos a criar, todos em conjunto, está em jogo.
E tu, já decidiste para onde vais?

Meditação da Lua Cheia
14 de Novembro, 17.30h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!

domingo, 30 de outubro de 2016

Actividades em Novembro

Após um período de ausência, voltei à pratica de enviar um mail com as actividades do Cavalo de Vento.
Hoje parece ser um dia simbólico: Lua Nova em Escorpião!

A Lua Nova de Escorpião acontece neste domingo, 30/10, mais precisamente às 17.38h. Nos ciclos da natureza a fase da Lua Nova é a altura da sementeira. Intenções hoje lançadas para a Terra recebem a energia que precisam para germinar, crescer e florescer. Por isso: tempo de quebrar com padrões de pensamento, libertar emoções perturbadoras, perdoar a quem experimentámos como tóxicos. Altura de lembrar da harmonia em que desejamos ficar, de destapar no coração a alegria de viver!

Houve muita limpeza e libertação de energia no Universo no período que passámos, e a Lua Nova em Escorpião pede-nos para ir ao fundo, para além dos nossos problemas e mais profundo do que os nossos medos, directamente para o coração da nossa alma!"
Fica o convite, para quem quiser se juntar numa meditação hoje, 30 de Outubro às 17.30h . A meditação tem a duração de 20 minutos, e pode sintonizar de onde quer que se encontra. O Tema: "The October New Moon is beautiful, magical and supportive, so allow its energy to guide you."

Vou fazer a meditação no Cromeleque dos Almendres, talvez haja alguém com disponibilidade e vontade de se juntar. Inicio: 17.30h
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Retiro de Meditação

A convite da Aldeia da Mata Pequena em Mafra, orientarei um retiro de meditação nos dias 25, 26 e 27 de Novembro.

Porque fazer um retiro de meditação? "O objetivo da prática é sempre manter a nossa mente de principiante". ( Shunryu Suzuki, Mente Zen, Mente de Principiante")
Um fim de semana no campo, com tempo para meditar, conviver, passear, descansar. De sexta-feira dia 25 de novembro às 19h, a domingo 27 de novembro às 18h, na Aldeia da Mata Pequena, Mafra.
Destina-se a todos os que desejam iniciar-se na meditação ou que já se iniciaram e procuram aprofundar a sua prática, com a mente do principiante.
No retiro, vamos aprofundar a prática meditativa para a introspecção, calma da mente e paz interior. Os temas são introduzidos por textos-chave que servem de guia. Exercícios curtos fazem parte da conversa, e cada um dos temas inclui ainda uma ou duas sessões de meditação de maior duração.

 Inscrição através do mail: diogobatalha@aldeiadamatapequena.com

Mais informações neste link , ou na página do evento:
https://www.facebook.com/events/1757800027806606/
 
 Lua Cheia

A Lua Cheia deste mês de Novembro será no dia 14 de Novembro, e será novamente uma Super-Lua, mais perto da Terra e por isso maior na nossa percepção e mais brilhante.

Como sempre na altura da Lua Cheia, certos temas que tem vindo a ganhar importância nas semanas anteriores, vão tornar-se mais evidentes, chegar a um ponto alto nos três ou quatro dias imediatamente antes da Lua e vão poder ser libertos no próprio momento da Lua Cheia. Podem ser pormenores ou temas importantes, podem surgir através de relações com outros ou surgir internamente. Como a Lua Cheia representa a natureza cíclica da vida, é altura ideal para entregar os assuntos que nos preocupem, ao fluxo interminável da Vida, equilibrar o espirito e a alma, integrar energias opostas.
A Lua Cheia vai estar em Touro, e pode revelar o nosso apego e teimosia, que podem ser tão grandes que se tornam uma ameaça para a saúde e o bem-estar. Ao mesmo tempo, o Sol em Escorpião exerce pressão sobre os assuntos antigos, nos confins da nossa mente, para que se resolvem e libertem. É a força das grandes provações...o Tudo ou Nada, viver ou sucumbir - sem concessões ou compromissos, porque o que está no jogo é a evolução da Alma!

(Uma reflexão sobre a temática desta Lua Cheia será publicada mais perto da data no blog e no site do Cavalo de Vento.)

Meditação da Lua Cheia
 
2ª feira 14 de Novembro, 17h30 - Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
(neste dia, não haverá meditação no espaço do Cavalo de Vento em Évora)

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo. Estão todos bem-vindos!


Desejo a todos um bom mês de Novembro!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Lua Cheia em Carneiro: Abrir caminho para a mudança

Às 05.23h de manhã do dia 16 de Outubro a Terra se encontrará alinhada entre Lua e Sol. O Sol estará em Balança e a Lua, cheia, em Carneiro. Será uma "super-lua" , visto que estará mais perto da Terra e por isso parece ser muito maior do que normalmente.
Em termos energéticos, a Lua Cheia é sempre um amplificador das emoções e dos aspectos normalmente ocultos. E o signo em que ela aparece é um guia para a interpretação dos sentimentos...

Estando a Lua em Carneiro, primeiro signo do Zodiaco, a nossa individualidade é sublinhado.
Carneiro traz a energia do pioneiro, da individualidade, do ego pessoal - é uma energia da entrada com força: "atenção que cheguei agora". Relaciona-se com o primeiro chakra - o levantar do chão, o manifestar quem és; dizer que sim, aceito essa incarnação física. É altura de aceitar o corpo e a sua força.
A Lua Cheia ilumina o que está normalmente oculto, e aquilo é sentido como força de opressão ou de limitação da força individual, pode explodir agora. O Carneiro acordará a paixão e força de vontade para que a mudança possa acontecer!

A energia deste fim de semana oferece por excelência uma oportunidade para activar o plano maior desta vida, desta incarnação. O tema é conquistar a independência, o deitar abaixo das limitações, a necessidade de sentir um propósito individual.

Haverá uma onda energética particularmente forte que nos assiste neste processo. É claro que a energia por si só não é boa ou má - o efeito depende daquilo que fazemos com tudo que está ao nosso dispor. E o que fazemos depende das nossas intenções - aquelas que fazemos conscientemente, que declaramos ter; mas também aquelas que temos inconscientemente. A Lua vai dar força àquilo que está oculto...
Se sentir que está obrigado, forçado ou limitado, tenha consciência o que é e de onde vem, porque  a sensação de ser obrigado tem origem no ego "inferior" e é sinal que há um desvio do caminho da alma.
Onde encontrarás a alegria da vida? Como alimentar a alma? São perguntas que podem levar a uma viragem profunda! Ainda mais porque haverá um aspecto caótico a toda aquela energia que nos chega.

O caos pode chegar em forma de mudança súbita de planos, oportunidades não previstas, conflitos que chegam a uma erupção espontânea.
Podemos aproveitar a energia do caos  para fazer as mudanças que o caminho da nossa alma requer. Mas para isso é preciso ter discernimento; atitudes impulsivos, instintivos ou baseados na aversão e medo, acabam por ser contraproducentes. Não resistes à mudança , aceita o fluir da vida - todas as mudanças podem ser uma bênção. O nosso livre arbítrio também consiste em escolher a perspectiva com que olhamos a vida: aceitamos a mudança ou lutamos contra ela?

A meditação da Lua Cheia vai focar o aspecto da escolha: Escolho o caminho do coração - ou escolho o caminho da aversão? O tempo em que vivemos oferece-nos uma panóplia de medos a que podemos responder com mais medo. Em alternativa podemos ouvir o coração, e unir-nos para sentir força para fazer as mudanças que trazem paz e liberdade para todos.

Meditação da Lua Cheia
15 de Outubro, 18.30h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora



Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!





sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Lua Cheia em Peixes, Sol em Virgem: Liberdade e Imortalidade

No dia 16 de Setembro vamos poder assistir a um eclipse lunar penumbral, a que podemos assistir aqui em Portugal.
A Lua Cheia deste mês, quando o Sol está em Virgem, aparece em Peixes - o que em si já significa um intensificar do elemento água nos nossos sistemas, e o efeito do eclipse pode provocar a sensação que tudo fica baralhado! Um eclipse lunar é como um "reset" das emoções, o que dá a oportunidade de tomarmos consciência da nossa bagagem emocional.

 Virgem é o signo da Terra que está preocupado com as tarefas do dia-a-dia, os pormenores e a ordem das coisas - a energia por excelência para escrutinar os pormenores da nossa vida e conseguir um equilibrio com o signo oposto: o realismo de Virgem vs o idealismo de Peixes
O signo de Peixes é o signo da sensibilidade e dos sonhos, o que tem como lado sombra a sensação de impotência e vitimização. Por isso, é bom reflectir antes de dizer sim a  uma proposta: podemos sonhar que tudo é possível, mas existe o risco de ficarmos mal-humorados quando descobrimos que não é assim..
Esta Lua Cheia também é chamada a Lua da Colheita. Altura de parar para ver o que se conseguiu, quais as mudanças que tiveram lugar, qual o "progresso" no caminho pessoal.
Como sempre em altura de Lua Cheia, podemos ter um olhar sobre a totalidade do nosso Ser. O Sol ilumina o corpo, enquanto a Lua ilumina a Alma!
A nivel da vida pessoal é o momento indicado para avaliar não só os objectivos que procurámos alcançar, mas também o que na realidade aconteceu. Será que o que era um sonho ou uma oportunidade no início do ciclo, se tornou numa experiencia verdadeira, ou mesmo num êxito?  É altura de fazer a colheita, não só ao nivel material mas também na área dos exitos pessoais e vitórias psicológicas! Veja o crescimento que teve lugar!
O tema desta Lua é libertação e imortalidade. Aquilo que já deu frutos, pode ser liberto e devolvido ao universo. Tudo que aprendemos e construímos, bem como as experiências do ciclo que se passou, levamos para o novo ciclo - e é aí que reside a imortalidade.

Meditação da Lua Cheia
16 de Setembro, 19.15h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!

domingo, 14 de agosto de 2016

Lua Cheia de Agosto - O futuro está a acontecer Agora

Quando celebramos a Lua Cheia, meditamos sobre os ciclos da vida. Há ciclos dentro de ciclos, uns mais curtos, outros mais longos: o ciclo do dia que é uma volta da Terra no sei eixo; o ciclo mensal da Lua à volta da Terra; o ciclo de um ano, da Terra pelos signos do Zodíaco - e maior do que estes todos, o ciclo do Sol e a totalidade do sistema solar, pelos signos do Zodíaco. Este último ciclo tem uma duração de sensivelmente 250.000 anos e chegou ao seu fim quando passou pelo signo de Peixes, uma era marcada pelo surgir das grandes religiões e correntes filosóficas.
Como sabemos, a Terra encontra-se agora numa transição da Era de Peixes para a Era do Aquário. A transição iniciou-se por volta do ano1600 DC e não é repentina, são precisos cerca de 500 anos até haver uma adaptação total à energia do novo signo. Embora pode parecer que estamos a falar de uma transição gradual, é perfeitamente possível haver saltos "quânticos" repentinos - e parece que estamos a passar por um desses saltos.

Estamos a viver tempos turbulentos! Na sociedade e no mundo, a polarização aumenta e a ameaça de violência pode ser sentido em muitos sítios.
Por outro lado, há também sinais de muitas pessoas a acordar e despertar - porque também ao nível individual podemos sentir a turbulência.

Aquarius  by Salvador Dali
Pode ser que isso acontece porque no processo de adaptação à nova energia, os aspectos "peixianos" que deixaram de funcionar, precisam de ser libertos para abrir espaço para algo novo, mais em linha com o carácter Aquariano. Como sabemos, o signo de Aquário é o que "deita a água para os sedentes beberem". Os valores associados ao Aquário são a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.
Na Era do Aquário, as pessoas aprendem viver em Liberdade, assumindo a sua responsabilidade pessoal. Os aspectos de Igualdade e Fraternidade hão-de ser assimiladas, porque o ser humano vai perceber o que significa amar incondicionalmente, em liberdade e solidariedade...
Antes de isso ser uma realidade, haverá uma crise na consciência colectiva, que vamos sentir na nossa vida pessoal de maneira adequada à missão e propósito de vida de cada um.

O mês de Agosto, quando o Sol passa pelo signo de Leão,  é por excelência o mês em que recebemos a energia vindo de Sirius (A). É a energia da Lei da Liberdade, e da Lei do Karma. Em Leão podemos sentir que é altura de assumir a força individual, numa atitude de auto-consciência pura.
Oposto ao Sol em Leão encontramos Aqúario, que traz a energia universal e a consciência do conjunto a que pertencemos.

Estamos a caminhar para um futuro em que cada um se responsabiliza por si, numa atitude de liberdade individual, mas perfeitamente consciente que esta liberdade só existe se houver igualdade, solidariedade e uma atitude de serviço ao conjunto.

E sim, novamente podemos afirmar que o futuro acontece agora. Damos forma ao futuro com os actos, as palavras e os pensamentos que temos hoje.

É bom procurar ter uma atenção plena, neste período de Lua Cheia, para facilitar a mudança para um futuro mais harmonioso.

Estando ainda a passar pela chuva de meteoritos dos Pleiades, a questão dos desejos merece alguma reflexão.  O que desejamos? Aquilo que desejamos, é realmente algo de coração, ou é algo alimentado pelo ambiente em que estamos, por aquilo que é desejado à nossa volta?
Nesta semana que nos vai levar à Lua Cheia de Agosto, é bom entrar no silêncio interior e descobrir o que o coração deseja. E vale a pena lembrar que cada um é dono do seu karma, cada um tem a responsabilidade sobre a sua vida. Só nós podemos ser a mudança que queremos no mundo.

Meditação da Lua Cheia
18 de Agosto, 20.15h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!


domingo, 17 de julho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

20 de Junho Solsticio e Lua Cheia - dia de namoro entre o Sol e a Lua

Este ano, a natureza oferece-nos um evento extraordinário, um evento astronómico altamente simbólico. A Lua chegará ao ponto alto do seu ciclo na noite do Solstício de Verão. No momento em que celebramos a força do Sol, a Lua estará Cheia. O Divino Masculino, representado pelo Sol e o Divino Feminino, representado pela Lua, encontram-se em todo o seu esplendor e glória, como se fosse para lembrar-nos a harmonia e a beleza que acontece quando há união destas duas forças. Lembramos também que toda a Natureza se espelha no nosso mundo interior... e podemos viver o momento da Lua Cheia celebrando a Sagrada União que acontece cá dentro.
No dia do Solstício,
O Solstício de Verão marca o dia mais longo do ano, e a noite mais curta. A partir do Solstício, os dias encurtam enquanto as noites se tornam cada vez mais longas, e lentamente a escuridão volta a entrar, até chegar ao Solstício do Inverno.

Aurora do Solstício de 2011 - Cromeleque dos Almendres
Na roda do tempo, o Solstício de Verão é o momento em que Terra e Sol se alinham de modo que todos os seres que crescem e vivem, possam chegar à sua plenitude.

A Luz cada vez mais intensa, fortaleceu os organismos, deu energia para crescer e desenvolver. A partir do Solstício, inicia-se o período do amadurecer, para que a colheita - mais para o tempo do Equinócio do Outono - possa ser abundante.

É uma data que tem um significado espiritual desde tempos ancestrais, desde que o ser humano se começou a maravilhar com o poder extraordinário do Sol. Os Celtas celebraram o momento com grandes fogueiras, e a tradição foi mantida pelos Cristãos, que situaram a festa de São João próximo do Solstício. Também é a festa de Li, deusa chinesa da Luz.

O Sol tem uma força incrível, e sempre foi visto como representante dos poderes divinos que criam Vida. Lembramos o faraó Akhenaton, que adorou o Sol como Deus Único (ver aqui texto e oração ao Sol).

Nas nossas regiões encontramos os círculos de pedras, ou Cromeleques, que pela sua orientação sugerem que os construtores destes recintos se orientaram pelos corpos celestes para marcar o ritmo do ano. O ciclo do Sol e da Lua à volta da Terra está intimamente ligado ao ciclo de cultivo de alimentos. O Solstício do Verão é neste ciclo um ponto importante. A Deusa Mãe reinou na Terra desde o início da Primavera, e agora está no auge do seu poder e da sua fertilidade. O início do Verão, no momento do Solstício representava neste culto ancestral, o casamento entre o Deus e a Deusa. A Terra recebe os raios do Sol, como numa união entre a Deusa e o Deus, união essa que está na origem da criação dos frutos que hão-de ser colhidas no Outono.

“Summer Solstice Celebration” –  Michael Gonzales, 1981
O Solstício é uma altura de celebrar o crescimento, a vida... com a consciência que agora que o Sol fecundou a Terra, ele continua dentro dela, mesmo que os dias vão sendo cada vez mais curtos até ao Solstício do Inverno. Naquele momento, o Sol estará longe, mas anuncia-se o seu regresso!

Os rituais do Solstício do Verão são celebrações alegres, em que o Fogo - que representa o Sol na Terra - tem um lugar central. Fogueiras são ateadas, há música, canto, alegria. O fogo dá aos participantes uma oportunidade de se libertar -  nomeadamente dos padrões de comportamento e pensamento ligados ao passado, para que a União simbólica possa acontecer em liberdade.  Jovens casais saltam, de mãos dadas, as fogueiras, celebrando a sua união.
As cerimónias nos locais sagrados celebram o Sol, e são um convite para que tenha lugar a união entre Sol e Terra, Masculino e Feminino.
Como a Lua Cheia acontece na mesma noite, as celebrações do Sol tornam-se ainda mais apaixonadas. Deixamos que esta paixão alimente as nossas vidas, os nossos planos, os nossos sonhos!
As energias vitais estão no auge, a atração e o desejo entre os princípios masculinos e femininos podem transformar-se em amor.. e uma nova vida pode ser iniciada!


Saudação ao Sol no Solstício de Verão
20 de Junho, 05.30h , Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Meditação da Lua Cheia
20 de Junho, 20.45h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Lua Cheia em Sagitário - Serás aquilo que pensas

No sábado 21 de Maio, quando o Sol está em Gémeos, a Lua Cheia aparecerá em Sagitário. A próxima Lua Cheia terá lugar no mesmo signo - como se fossem dois parágrafos na mesma história, a história do herói numa busca espiritual, tão bem retratado pela imagem do arqueiro-cavalo que é o Sagitário.

 No decorrer do ano o Sol e a Lua passam pelo Zodíaco, acompanhando a nossa alma na sua evolução natural. A Lua Cheia marca picos energéticos, iluminando realizações, manifestações, o auge de um ciclo - mas se tivermos duas luas no mesmo signo, aquilo que descobrimos na primeira Lua Cheia pode só ser completamente exposto e entendido por altura da segunda Lua. De qualquer modo, esta primeira Lua Cheia é importante no sentido de ser um ponto de viragem, um avanço importante para a consciência.

E do que se trata esta Lua, que aspecto da nossa evolução espiritual é tocado?

O Sol encontra-se em Gémeos, que simboliza a nossa natureza dual - humano e divino. Através da experiência da vida tornamos gradualmente consciente dessa dualidade interior - entre espírito e matéria, corpo e alma, o Eu Superior e o Ego. O desafio como alma encarnada neste mundo, é caminhar desta dualidade até a consciência da União, quando podemos "pensar com o coração", indo além da ilusão de estarmos separados do Divino.
A Lua estará em Sagitário, signo da aventura que começa (e se perfaz) no interior. A aventura que começa na mente, no coração, na alma! Sagitário, idealista, visionário, é irrequieto e deseja seguir as suas visões em liberdade. Mas qual é a direcção desta jornada?
No período entre as duas Luas Cheias, ambas no par Gémeos-Sagitário, somos chamados para reconectar com a nossa fé, renovar através das nossas acções, a esperança. É uma viagem para um significado mais elevado para a vida.
No lado escuro do Sagitário encontramos o fanático, o fundamentalista. Mas neste momento, com Marte retrógrado ainda, talvez não seja boa ideia de reagir às situações com o instinto... mais vale ficar conectado com o coração e agir a partir da sabedoria interior.

A sabedoria interior é uma "voz", um guia, que aprendemos a escutar quando ficamos em silêncio.

Um silêncio diferente do silêncio exterior, que procuramos para poder meditar naquele lugar e naquele momento onde não há sons que incomodam. Este será sempre apenas uma circunstância, em que podemos apoiar-nos na procura do silêncio interior.
O silêncio interior também não é quando "deixamos de pensar"- porque a mente há de pensar sempre...
Acontece quando a alma encontra aquele plano em que pode observar sem impulso automático de reagir, julgar, opinar. Quando podemos ouvir os sons que estão à nossa volta (independentemente da sua origem ou da qualidade) sem sair do plano de atenção, de observação. Quando podemos sentir o calor do sol na pele, cheirar o perfume da natureza, sentir o andar da formiga; e ficar.
Podemos ter a sensação que conseguimos inclusivo observar os próprios pensamentos sem sentir atracção a um ou aversão a outro. Se isso acontece, e quando podemos repousar nesta observação, abrimos a consciência para uma realidade diferente, uma vivência diferente, um contacto mais profundo com a nossa natureza.

A meditação feita na natureza, como fazemos no Cromeleque na altura da Lua Cheia, pode lembrar que a natureza do nosso Ser não está limitada à nossa forma física. No contacto com a Terra, o Céu, a Lua, com os Seres da natureza e do cosmos, sentimos que existe uma ligação directa e sem limites com tudo que É.

A armadilha maior que encontramos quando encarnamos como Ser Humano, é identificar o Eu com o corpo e basear o nosso pensamento e a nossa experiência no pressuposto ilusório que vivemos separados daquilo que nos rodeia. No entanto, não hesitamos em afirmar que "temos um corpo"...temos todos a noção que temos uma Alma.
No dia-a-dia, nos pensamentos e atitudes correntes, temos a tendência de esquecer que somos "Filhos de Deus" - criados a semelhança d'Ele. Somos Seres de Luz que passam por uma experiência humana.
A instância em que podemos sentir esta centelha divina, é quando começamos a ter consciência de quem somos. Quando surge um pensamento e podemos observar como se manifesta, provocando reacções no corpo, como desaparece a seguir se não nos apegamos através de um julgamento.
Quando a Luz da nossa Presença se apercebe que pode também criar pensamentos intencionalmente e que não precisa de ser levada pela corrente de pensamentos criada por hábito, por ser ensinado assim, ou simplesmente por preguiça, ignorância ou insegurança.
Aí podemos surgir como um Ser livre - que pode sentir tudo que é, ouvir e ver e perceber tudo que acontece , tudo que vem ao seu caminho, sem se sentir coagido de ser algo diferentes do que si próprio.

Ao fazer a cerimónia da Lua Cheia, não estamos a "adorar" o Sol ou a Lua ou a Terra ou as pedras. A cerimónia serve para criar, como Seres livres que somos, a energia da gratidão, da aceitação, e da compaixão. Ao escolher estar nesta energia, e sabendo que não só estamos ligados à Natureza, mas que verdadeiramente Somos a Natureza, contribuímos para a criação de uma realidade em que a gratidão, a compaixão e a aceitação se manifestam.


Meditação e Cerimónia da Lua Cheia
Sábado, 21 de Maio, 20h00
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!





terça-feira, 19 de abril de 2016

Lua Cheia em Escorpião - o confronto com o oculto

2016 é um "ano 9" - ao somar os dígitos 2+0+1+6 obtém-se o 9. Na numerologia, é o número que indica o fecho de um ciclo. É o número de libertação pessoal, mas também indica que é altura de se dar ao outro. O nono período (9 é o último numero do ciclo) é o período de aprender espalhar o Amor num nível mais universal.  Um número altruísta, que oferece a possibilidade de descobrir uma dimensão maior. É o ano em que pode encontrar a sua missão na Terra. O ano 2016 chama para que acordamos para a vida, para que reflectimos sobre as nossas ambições, os valores e o que realmente desejamos contribuir para o mundo.
Muitos já sentiram que a energia do ano de 2016 traz mudanças profundas e é como um despertar para os valores mais profundos.

 A Lua Cheia de 22 de Abril - que surge em Escorpião, com o Sol em Touro - também é chamado a Lua do Despertar. Tradicionalmente é na Lua Cheia de Touro que no Oriente é celebrado o nascimento do Buda (devido ao uso de um calendário diferente, Wesak é celebrado em Maio, quando no occidente celebramos a energia da consciência de Cristo).
Esta Lua Cheia simboliza o renascimento da natureza, e o renascimento individual. O inverno passou, o tempo de reflecção e de processos interiores difíceis acabou, é altura de recomeçar e aplicar a sabedoria mais profunda que se ganhou. Houve um processo de crescimento interior e agora é altura de surgir, tal como a natureza se renova na Primavera.
A renovação e o renascer muitas vezes despertam também paixão. O coração aquece pensando nos novos planos, novos rumos a tomar. E a Lua Cheia, com a sua energia que puxe pela emoção, vai poder ajudar neste entusiasmo apaixonado.
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além. A Numerologia irá ser a sua guia ajudando-o(a) a compreender, melhorar e a começar 2016 com novas bases: as corretas! - See more at: http://www.wengo.pt/blog/videncia/482-numerologia-2016-as-previsoes-do-ano-9#sthash.jJWHHcAf.dpuf
O ano 9 oferecerá uma verdadeira “dimensão” ao seu quotidiano; uma visão mais autêntica, mais altruísta com o objetivo de construir um mundo cada vez mais equitativo…
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além.
- See more at: http://www.wengo.pt/blog/videncia/482-numerologia-2016-as-previsoes-do-ano-9#sthash.jJWHHcAf.
O ano 9 oferecerá uma verdadeira “dimensão” ao seu quotidiano; uma visão mais autêntica, mais altruísta com o objetivo de construir um mundo cada vez mais equitativo…
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além.
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O ano 9 oferecerá uma verdadeira “dimensão” ao seu quotidiano; uma visão mais autêntica, mais altruísta com o objetivo de construir um mundo cada vez mais equitativo…
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além.
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A Lua encontra se em Escorpição, signo do oculto, do subconsciente, das emoções mais profundas. Para quem construi muros à volta do seu coração pode ser um momento de grande confronto. Escorpião ajuda quando começamos a investigar os aspectos que foram negligenciados, olhá-los com coragem e curar as dores ainda persistentes. Escorpião é o signo da Morte e Ressurreição; signo da vitória sobre nós próprios.
A Lua evidencia as necessidades emocionais - e é mesmo importante de saber quais são e perceber como elas se exprimem na nossa vida. Digo que sim mesmo querendo o não? Digo o que me magoa ou exprimo desconforto com cinismo e sarcasmo? Se tiver tristeza, vou para dentro, para a solidão, ou procuro alívio em companhia e criatividade? Sinto-me vítima das circunstâncias? Porque culpo outros da minha condição? Porque ainda me sinto incapaz? Escorpião ajuda a olhar-nos e a conhecer a nós em todos os aspectos.

Entretanto o Sol em Touro traz uma tendência de agarrar àquilo que é terreno conhecido e seguro. Por outro lado, potencia a persistência: agora será mais fácil insistir e conseguir o desejado.

Meditação e Cerimónia da Lua Cheia
Sexta feira, 22 de Abril, 20h15
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!

domingo, 20 de março de 2016

Equinócio de Primavera, março 2016

Hoje celebramos o Equinócio da Primavera - o Sol está hoje sobre o equador, fazendo dia e noite da mesma duração. Celebramos a Primavera, o renascimento, o surgir da Vida.
Celebramos os ciclos da Natureza - não para podermos conectar com a Natureza, mas porque somos a Natureza. Somos Terra, somos Água, somos Luz... Neste dia, primeiro da Primavera, celebramos o equilíbrio entre dia e noite. Saindo da época da introspecção, surgimos hoje na Luz, para nos manifestarmos no período em que a Luz faz nos crescer e florescer.

 O Sol do Equinócio nasceu atrás das nuvens, carregadas da humidade que a Terra precisa tanto. O silêncio do lugar do Cromeleque é ainda mais acentuado quando acontece no nevoeiro.
O silêncio da manhã ecoa no nosso interior, lembrando que não só somos a Natureza, como também somos o Espaço que nos liga ao Universo.
Os nossos ciclos pessoais sempre estarão ligados aos ciclos da Terra, porque somos parte d'Ela.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Porque existem tantas maneiras de meditar?

Para quem quer meditar, há uma variedade grande de métodos e técnicas que podem ser utilizados. Neste texto vou me limitar às formas de meditação desenvolvidas a partir da filosofia budista.
Meditação silenciosa, "mindfulness", meditação em movimento, Zen, meditação activa... e aqui estamos ainda só a olhar para formas de meditação que encontram a sua base no budismo.
Existe um número grande de formas de meditação, que são muito diferentes entre elas. Esta variedade já existia na altura em que o Buda Sakyamuni, (Sidarta Gautama) viveu. O Buda histórico ensinou formas de meditação que eram diferentes consoante a vida e o carácter do discípulo. 

À pessoa religiosa, como um monge ou uma monja, eram dados exercícios que visavam o desenvolvimento da atenção plena. Atenção para a respiração, atenção para cada um dos gestos, atenção para os sentimentos, atenção para os pensamentos, estímulos sensoriais, padrões...(em: Sattipatthana-suta, "as formas de atenção"). É a chamada Vipasyana, de onde é derivado o "mindfulness".

Os exercícios dados aos discípulos do Buda histórico que eram leigos, eram totalmente diferentes. A estes era pedido evitar comportamentos não correctos (tais como matar, roubar, mentir, abuso sexual) e procurar um comportamento correcto, tal como reconhecer maus amigos e bons amigos, a assistência correcta de pais, esposos, amigos, religiosos, entre outros (em: Sigalovada-sutta, "conselhos a Sigala").

Uma história famosa é a de Krisha Gotami, que só numa idade avançada conseguiu engravidar e que perdeu o seu filho após o parto. Estava inconsolável, mas teve a felicidade de ser levada junto ao Buda Gautama. Ela perguntou se ele a podia ajudar e devolver a vida ao filho. Buda deu a então o seguinte exercício meditativo: traz-me um semente de mostarda, da casa de uma família onde ninguém faleceu ainda.
Parecia fácil, encontrar sementes de mostarda, mas quando Krisha começou a ir de porta em porta, ela percebeu que em todas as casas, alguém tinha falecido. Ela partilhou a sua dor e tristeza com a dor e tristeza de outros e progressivamente ela ganhou entendimento acerca da impermanência da vida humana.(em: Sogyal Rinpoche, The Tibetan book of living and dying).

Buda não reconheceu nenhuma forma de meditação como "a verdadeira forma de meditação". Ele considerava Verdade, aquilo que funciona para uma pessoa na sua situação específica. Deste modo desenvolveram-se nos séculos que se seguiram, diferentes formas de meditação nas diferentes culturas onde o budismo enraizou, adaptadas a todas estes diferentes situações e carácteres. De uma maneira generalizada, podemos dizer que pessoas que gostam de ter directrizes precisas sobre como meditar, tendem para formas de mindfulness ou formas de atenção desenvolvidas dentro do Budismo Theravada. Pessoas com um interesse mais esotérico podem fazer recitação de mantras, visualização de mandalas ou meditações com mudras - formas desenvolvidas no Budismo Vajrayana. Pessoas que procuram desenvolver a sua devoção podem virar-se para meditações devocionais do Mahayana, como o invocar do nome de Buda. Outros procuram um via de liberdade e podem virar-se para o Zen.

Mas que tipo de meditação escolher? Qual a meditação mais aconselhável?
É uma pergunta que encontra uma resposta não tanto através do raciocínio, mas antes através da intuição. Algo em nós sabe, sem duvidar, qual a forma ideal para nós. É uma questão de experimentar várias formas, e a um dado momento sentimos o "clique": fazemos o exercício, e está certo. É como chegar a casa. Sabes que isso é o que te faz sentir bem, e que é isso que vais fazer.

Pode acontecer que não encontras logo a forma de meditação certa, mas primeiro o/a guia (instrutor de meditação). Também a escolha de um guia não acontece tanto por razões lógicas, mas antes pela intuição. Simplesmente saberás que é essa a pessoa que te vai levar até à próxima fase. Neste caso, o exercício meditativo é acerca da fé e confiança. Tens confiança que sabes o que é bom para ti? Tens a confiança que nisso não estas a fazer batota, mas que honestamente procuras fazer o que é construtivo?

Encontramos a forma de meditação certa e adequada, porque é esta a forma que nos faz despertar para o mundo e para quem somos. Encontramos o guia certo porque é essa a pessoa capaz de nos fazer olhar de uma maneira diferente para quem somos.

E quem sabe, se calhar todas as formas de meditação acabam por ser exercícios de fé e confiança. Confiança que dentro de nós já existe e sempre existiu, a sabedoria e a compaixão que procuramos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

As cartas do Caminho Sagrado

Hoje chegamos aos 300 "Likes" na nossa página do Facebook! Para celebrar, um pequeno jogo de cartas.... Tirei 7 cartas do baralho do Caminho Sagrado, de Jamie Sams, uma para cada direcção. Antes de clickar no gif, pensam numa pergunta. A animação vai parar numa imagem... As mensagens são baseadas nos textos de Jamie Sam.

35- Xaile. Voltar para casa
Se o xaile caiu sobre seus ombros, é convidado a voltar para casa. Se se esqueceu de si mesmo recentemente, chegou o momento de recordar sua essência e seu potencial.
Se penetrou num atalho tortuoso ao julgar perfidamente os outros, chegou a hora de retornar ao lar do coração e reconhecer o valor existente em todas as lições e em todas as estradas percorridas.
Talvez esteja já à caminho para casa, ou seja, para o encanto e a magia com que conviveu no passado, ou então para um novo estado de euforia e felicidade.
Em todo o caso, está a voltar a um modo de ser que já fez parte de seu passado, e que ficara esquecido por uns tempos.
Sente a necessidade de buscar a forma mais simples de viver.
Se se esqueceu daquelas verdades tão simples, e que já lhe trouxeram tanta alegria interior, esta na hora de voltar para casa.
Vestir o xaile é voltar para casa, para os braços da Mãe Terra, é voltar a ser amado.
Tome o seu xaile, e sinta a responsabilidade de amar os outros, de amar aqueles que se esqueceram de trilhar o caminho sagrado, que não encontram ainda o caminho de volta ao lar.

31 - A Taça de Cura
A Taça de Cura é uma ferramenta tradicional usado pelos que Vêem, os Sonhadores e Curandeiros dos nativos norte-americanos. É uma Taça que passa de geração em gerção, e podem ter centenas de anos. Carregam em si as forças e as fraquezas dos seus antigos Guardiões. É uma feramenta tão sagrada que não é trazida para fora das cerimónias da tribo. Há uma outra taça, a Taça Cerimonial, que toma o seu lugar nas cerimónias públicas. 
Se escolheu a carta da Taça de Cura hoje, a cura está no horizonte. Isso pode ser uma cura espiritual, mental, emocional ou física. Preste atenção aos acontecimentos na sua vida e reconhece com gratidão as curas que se manifestam. Os passos para a plenitude muitas vezes são marcados por pequenas curas que parecem parciais, e muitas vezes podem ser negligenciados. Toma conciência de mudanças na atitude ou uma nova sensação de bem-estar, e vai entender que a cura se manifesta. Desta forma  está ajudar o seu futuro a acontecer, além do Vazio, para curá-lo no presente.

Em todos os casos, a Taça de Cura fala da boa medicina. É uma oferenda. A sua tarefa actual é encontrá-la, para curar a si ou para ajudar o outro.

24 - Fogueira do Conselho
A Fogueira do Conselho é uma prática comum entre o povo nativo americano. Os encontros dos Conselhos acontecem quando há a necessidade de serem tomadas decisões que possam afetar a vida de todos da tribo. Jamie Sams fala que, para que alguém possa fazer parte de um conselho, esta pessoa deve dar exemplos de uma vida honesta e digna.
Nos tempos mais antigos, os Conselhos eram realizados ao longo da noite. Os membros se reuniam ao redor de uma fogueira, onde eram debatidos assuntos de interesse de toda a tribo. As decisões eram tomadas de forma democrática, sendo que todos os pontos de vista eram levados em consideração.

Se tem andado meio hesitante quanto às atitudes a tomar, a carta da Fogueira do Conselho lhe mostra que chegou o momento de tomar uma decisão. Não pode haver um movimento de avanço se não descobrir qual a trilha que leva para fora do pântano e para dentro da floresta. É preciso coragem para empreender mudanças na vida, e todas as mudanças começam por uma decisão. Decida-se, e não olhe mais para trás. A vida espera por si, de braços abertos, em toda a sua beleza.
Se por causa da decisão de outras pessoas se encontra numa situação difícil, passe a tomar as próprias decisões. Não é obrigado a tomar decisões baseadas em opiniões alheias. Pese bem todas as possibilidades e preveja o quanto a sua decisão pode afetar os outros. Depois, tome coragem, e aja! Descubra a sua própria verdade e seja fiel a ela!

17 A Tenda da Lua
Nos tempos mais antigos, em que o sangrar da mulher era visto como mistério, as mulheres eram afastadas das atividades durante o período menstrual. Esta fase do ciclo feminino era considerado um momento entre a vida e a morte. Recolhidas nas tendas da lua, as mulheres muitas vezes sincronizavam o ciclo menstrual umas com as outras, e nestas tendas ouviam a voz da intuição e buscavam o autoconhecimento. Os vínculos entre as mulheres eram fortalecidos e este fato atribuía poder a elas.
Nas Cartas do Caminho Sagrado, Jamie Sams aponta que, para os povos nativos americanos, os ciclos femininos eram considerados algo profundamente respeitável: “as mulheres honram seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente à sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos de seus corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos de suas tribos à séculos”.
“Para que velhas feridas cicatrizem de maneira eficaz e criativa, está na hora de as mulheres utilizarem a idéia da tenda da lua e se refugiarem da santidade da fraternidade. As mulheres precisam aprender a amar, a compreender e, desta forma, curas umas às outras. Recolher e assimilar os sentimentos que as experiências da vida criam é muito saudável”.
A carta da Tenda da Lua fala de retiro. Faça uma pequena pausa nas suas atividades. Não consegue usar a sua força neste momento porque precisa de restaurar as suas energias. Este é um período estéril em certo sentido porque precisa ficar só e dar toda a atenção a si mesmo, para variar.
O retiro não é um acto de fraqueza; é um acto de força. É no retiro que se consegue, no presente, preparar uma base sólida para o futuro. Observe que, ao descansar um pouco agora, está a preparar um novo ciclo de acções produtivas na sua vida. Estes momentos de solidão vão lhe permitir fazer coisas que lhe trazem alegria sem as interferências que costumam vir de fora. Lembre-se que verdadeiros milagres podem ocorrer na sua vida, se você se permitir um repouso, e souber se encaminhar em direção ao seu novo ponto de partida de forma suave e tranquila!

7 A Roda de Cura
Entre o Povo Nativo a Roda de Cura também costuma ser chamada de “Elo Sagrado”. Este símbolo, que engloba todos os ciclos da vida, inspirou ao Povo da América Nativa um propósito de evolução que persistiu através dos séculos. Cada ciclo de vida passou a ser honrado de forma sagrada. Esta atitude nos leva a valorizar cada passo de nosso Caminho e adquirir uma nova compreensão de nosso processo de crescimento.
Cada indivíduo e cada um de seus talentos são honrados como tesouros vivos da tribo e o mesmo ocorre com todas as lições de vida. Os membros de cada Tribo partilham sua Sabedoria, adquirida através da experiência, e toda a Nação se beneficia com as histórias que vão sendo repassadas entre os diversos bandos ou Clãs. Ao compreender a experiência única vivida por cada indivíduo, os outros membros da Tribo passa a interiorizá-la, como se fosse sua.
A Roda de Cura prevê um tempo de novos ciclos, ou então, de movimento. Será solicitado a perceber em que estágio do ciclo se encontra neste momento. Será o início, a fase da criação, o tempo de crescer, o desenvolvimento ou o fim de um ciclo? A percepção clara e objetiva do seu momento de vida actual lhe ajudará a esclarecer tudo aquilo que precisa fazer de agora em diante. Qualquer tipo de recuo, hesitação ou paralisação passa a pertencer ao passado.
Através desta carta está a ser levado a se dar conta de que a estagnação acabou, e de que novos inícios criaram raízes no presente. Não se deixe conduzir por seus velhos padrões. Observe qual é a direção da Roda de Cura que o auxiliará em seu avanço e aplique logo essa lição à sua vida. As suas escolhas agora são as seguintes: a iluminação e o esclarecimento (Leste), fé e humildade (Sul), introspecção e objetivos (Oeste) ou sabedoria e gratidão (Norte). É hora de decidir por si mesmo que tipo de movimento o ajudará a manter a sua Roda a girar. Qualquer que seja o caso, a carta da Roda de Cura serve para lhe assegurar que a vida continua. A qualidade deste novo ciclo depende de si, das suas próprias ações e das atitudes que passa a tomar de agora em diante, tendo em vista o seu crescimento pessoal.  
4 A Cerimónia do Peiote
A Cerimónia do Peiote é um ritual sagrado entre os povos nativos americanos. Durante o rito,  o chá feito a partir do mescalito (espécie de cacto encontrado principalmente no México) é ingerido com  o  propósito de que se possa “perceber nossas aptidões e talentos, confrontar nossos temores, e caminhar em direção a tudo aquilo em que estamos nos transformando”
O pássaro do Peiote é o guardião desta cerimónia. “Este pássaro de cura sagrada mira-se no lago e observa o próprio reflexo dentro dele. O dom do auto-exame permite que o indivíduo enxergue os aspectos do seu ser que jazem abaixo da superfície da realidade físic e descubra novos universos de consciência. As inseguranças e os medos, que não costumam vir à tona devido à repressão, começam então a afluir, para serem trabalhados através da oração e do canto. O aspecto principal do ritual do Peiote é a religação ao Grande Mistério dentro da Cerimônia Sagrada”.
Se o Pássaro do Peiote acabou de sobrevoar o seu caminho, trazendo-lhe a carta da Cerimônia do Peiote, você esta sendo convidado a tomar consciência do seu próprio espírito imortal.Encontre abertura do Universo, para adquirir novos talentos que possam ajudá-lo a crescer. Afaste qualquer sentimento negativo que o está a impedir o desenvolver das suas novas habilidades e passe a utilizar os seus próprios talentos da maneira mais abrangente possível. A carta da Cerimônia do Peiote pode ajudá-lo a perceber que as oportunidades para expandir-se e alcançar o âmago do seu próprio Ser estão agora, mais do que nunca, a seu alcance.Novas oportunidades abrem-se à sua frente, e este é um bom momento para fazer aflorar todo o seu potencial criativo. Ao vencer a limitação criada pela sua própria mente, você passará a descobrir novas habilidades e perceberá que todos os objetivos poder ser alcançados. Lembre-se sempre: a decisão de atacar corajosamente os próprios medos representa o primeiro passo em direção ao caminho sagrado.
3 Busca de Visão
As Buscas da Visão constituem um instrumento utilizado por aqueles que procuram novas direções na vida. Sempre que alguém busca o silêncio de um coração equilibirado, o processo da intuição pode permitir que a verdade superior se manifeste. A verdade constitui o destino final do camino de qualquer peregrino. Quando a verdade é descoberta dentro do próprio Ser, já não há necessidade de procurar mais. Já que nós, os seres Duas-Pernas, estamos aqui para crescer e experimentar a Boa Estrada Vermelha, descobrimos que o caminho muda muitas vezes e pode incluir muitas mudanças de percepção. A visão criada a partir da verade representa o desejo do coração de Caminhar em Beleza. Se uma visão for criada pelo sentido da ambição, estará baseada em mentirar sobre a ordem natural da Criação. Uma visão do Caminho Sagrado é sempre clara e cristalina.
Todos os aspectos da vida e todos os estados de consciência se tornam acessíveis àqueles que buscam a serenidade do Silêncio. Não é necessário empregar a Busca da Visão caso esse equilíbrio natural já tiver sido alcançado dentro do próprio Ser. O propósito original da Busca da Visão era ajudar o caminhante a encontrar um meio de contatar esse estado do conhecimento interior para que a verade estivesse presente em cada momento da vida dessa pessoa. Aprender a Parar o Mundo à vontade é um talento qeu vai manifestar-se através do trabalho sobre os próprios níveis superiores de consciência. è quanto mais uma pessoa se sentir ligada à Mãe Terra e ao Grande Mistério, mais fácil se torna encontrar esse equilíbrio interno.

A carta da Busca da Visão fala de um momento de novas direções ou fortalecimento do caminho atual baseado na verdade pessoal. Muitas vezes, para encontrar esta Verdade é necessário Entrar no Silêncio e eliminar a confusão pessoal. Em outros casos torna-se realmente necessário partir para uma Busca da Visão.
Esta carta lhe diz que o curso de sua vida precisa ser esclarecido através da Visão. Agora é a hora de pedir ajuda aos seus Guias, e também aos Ancestrais, para que as decisões tomadas sejam respaldadas pela sua sabedoria e assistência. A chave reside na busca de respostas pessoais. A melhor maniera de encontrar a verade consiste em confiar plenamente em seus sentimentos, e acompanhá-los pela ação. Para conseguir isto, você deve eliminar a confusão e a dúvida, e depois passar a agir, permitindo que a sua própria verdade aflore. Não se esqueça que, quando você busca, está pedindo respostas; esteja preparado para aceitar e reconhecer a verade assim que ela surgir. O reconhecimento e a aceitação sempre preparam o caminho para o autoconhecimento.
 
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