terça-feira, 29 de setembro de 2020

Lua Cheia de 1 de Outubro - Carneiro pergunta: Quem És Tu?

Logo no primeiro dia de Outubro a Lua nascera cheia no signo de Carneiro. Uma Lua de força, de turbulência, de fogo! 

No signo de Carneiro a energia tem foco, o que pode dar a sensação de renascimento, de um novo começo. É o primeiro signo do Zodiaco, signo do nascimento do Ser Humano como ser individual, à procura do seu lugar. Traz a sensação viva do Eu Sou! e naturalmente vão surgem perguntas como: onde vou, onde estão as áreas em que posso mostrar o meu valor?

Na luz desta Lua vamos poder ver onde temos sido fortes e corajosos, entusiastas e impulsivos. A nossa independência é particularmente importante agora, e podemos sentir urgência em mudar, ter iniciativas, lutar pelas convicções. É verdade que a Lua em Carneiro convida para olhar para dentro e ver sem receio quem realmente somos. Mas esta Lua também vai mostrar que equilibrio interior existe na verdade. O Sol em Balança traz harmonia, equilibrio. Enquanto o fogo do Carneiro quer ser visto e sentido tanto quanto possível, Balança lembra de não perder de vista o Outro. Aquilo pelo qual passamos não é exclusivo para nós, mas é humano e universal.

Quiron estará em conjunção com a Lua em Carneiro, signo onde se encontra desde a Fevereiro 2019, trazendo a energia da cura. 
Quíron é conhecido como "o curandeiro ferido". O nosso caminho leva-nos por vezes por períodos que nos marcam. Não se pode mudar o passado - o que está feito está feito e às vezes os acontecimentos deixam uma cicatriz. Essas cicatrizes tornam-se parte de nós, mas não devemos deixar que nos impedem avançar ou que condicionem a nossa evolução.

O objetivo de Quíron na astrologia é nos ajudar na cura dos assuntos mais profundos. A cura pode parecer uma questão muito pessoal, e as nossas feridas fazem parte da história com a qual nós construimos a nossa identidade. No entanto, Quíron quer que transcendamos a experiência pessoal. O que sentimos não é só a nossa dor, é a dor humana - e a dor da humanidade.

O que sentimos não é "nossa" luta com a auto-estima, é um incentivo para aceder à compaixão por todas as pessoas que sofrem com a falta de auto-estima. Quíron é como um nó que temos que desfazer para nós mesmos, para que toda a humanidade possa estar livre deste nó.
Estando com a Lua em Carneiro, Quiron pede para tratar e curar, de uma vez por todas, a ferida da identidade, uma ferida com a qual todos nascemos. Trata-se de assumir a responsabilidade pela nossa existência, é sobre estar presente, feridas inclusivas, incluindo também a nossa dor e a nossa vergonha.

Quiron pede nos de nos mostrarmos, apesar da dor. Estamos neste mundo por alguma razão! A tua existência é a prova que mereces estar aqui e agora. Há uma razão pela qual nasceste tal e qual como és, resultado único entre todas as combinações genéticas possíveis.

E não só temos direito de existir, estamos aqui por alguma razão. Cada um de nós é uma expressão única do Divino destinado a viver e exprimir os dons e talentos. Cada um de nós é muito mais do que podemos pensar. Toda a história do universo fez com que cada um pudesse estar aqui hoje.
Quando todas as partes, as sãs e as feridas, as inteiras e quebradas, as luminosas e as escuras, se juntam novamente num só conjunto, chega a realização plena.

Mas para isso acontecer, precisamos de juntar as partes, mesmo aquelas que , que causam raiva ou vergonha, que queremos esquecer ou esconder. Fazem parte de nós e da nossa história. Ao permitir que elas existem, permitimos a nós que existimos.
E é assim que podemos encontrar a chave, a ordem superior, e o significado mais elevado da nossa existência.

A Terra está a passar por grandes mudanças, e estas mudanças também acontecem dentro de nós. Podemos limitar ou tentar controlar a vida e agarrar-nos às certezas do passado. Infelizmente, essa atitude não dá garantias para o futuro. Mais importante é sentir que estamos presentes, dentro do corpo, seguros da nossa força. A Lua em Carneiro vai permitir renovar essa experiência de presença em todas as dimensões: a física, a emocional e a espiritual. 


Nestes dias, podemos lembrar quem Somos neste momento. Deixar que a nossa verdadeira natureza se manifesta, para ser tudo que podemos ser neste momento mesmo. Nestes dias podemos libertar velhos hábitos e tendências que deixaram de ser coerentes com quem somos agora.

Se tivéssemos perdido a coragem e a motivação para estabelecer limites apropriados, agora é altura de abrir espaço para nós. Trata-se de autocuidado, autocura e autoproteção, de uma forma saudável. Quíron em Carneiro lembra-no que temos o direito de ocupar o nosso lugar e o nosso espaço.

Nestes dias,  podemos lembrar que não precisamos da aprovação de outros para ter valor. Quando deixamos de ter medo de sermos nós mesmos, a nossa verdadeira natureza surge livremente e naturalmente. 
A nossa natureza é "búdica", é união, conexão, compaixão. Agora é altura de assumir e manifestar quem És.

Meditação e Cerimónia de Lua Cheia

Quinta feira, dia 1 de Outubro, 19.15 h 
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!



terça-feira, 15 de setembro de 2020

Equinócio do Outono: dia de equilibrio

Estamos a aproximar o Equinócio do Setembro, altura em que o Verão se começa a diluir no Outono. Quando o Sol passa a linha imaginária que se estende acima do Equador, caminhando de norte para sul em Setembro (e de sul para norte em Março) a duração do dia e da noite é practimante igual, 12 horas cada. Daí o nome Equinox, do termo em latim que significa "noite igual".

O Equinócio de Setembro marca o inicio do Outono. Tradicionalmente é uma altura de festa, nomeadamente de festas de colheita! Altura de agradecer a Terra pela abundância que ela nos oferece. 
Altura de celebrar a vida, portanto. 

Por outro lado, o início do Outono anuncia também o fim do Verão. A Primavera ofereceu a esperança, o inicio do ciclo, o renascimento. Na Primavera, a vida começa a espiralar para fora, há cresimento, florescer. No Verão: a partilha, o convívio, a aprendizagem. 
Nos três mêses de Outono, o caminho do Ser Humano começa a espiralar para dentro. Começamos a tomar consciência que a nossa natureza inclui também o fim.  O Outono é o caminhar na direcção da noite escura que há de acontecer no Inverno.

Ciclo após ciclo somos assim lembrados e relembrados das leis da natureza. Tudo faz parte: dia e noite, verão e inverno, inicio e fim, plenitude e vazio, nascimento e morte. Podemos ver aqui a perfeição da Vida porque os opostos acabam por se equilibrar. O verão não é mais importante do que o inverno. O fim é preciso para haver início. 

O Equinócio, quando o Sol passa a linha imaginária do Equador, encontrando se "entre o hemisfério Norte e o hemisfério Sul", é altura de nos lembrar do equilíbrio que a Natureza procura. 

Podemos ter a ilusão que é possível controlar o nosso destino, controlar a vida. Podemos acreditar que é possível desenhar, inventar e construir uma vida perfeita. Mas nesta ilusão esquecemos que também nós somos a Natureza, também nós estamos sujeitos às mesmas leis.

Estamos num momento em que somos testados na nossa crença que é possível controlar a natureza. Vemos como a procura de mais conforto, de uma vida mais fácil e mais centrada nas necessidades do ser humano, levou a uma destruição maciça dos recursos naturais. Ainda não sabemos quais serão as consequências das alterações climáticas a que estamos a assistir. 
Ao mesmo tempo, uma outra ameaça surgiu: um vírus que provoca não só doenças e mortes, como também pánico e medo. 

Agora, mais do que nunca, a celebração do Equinócio será um momento de criar equilibrio, naquilo que está ao nosso alcance: a nossa propria vida, o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções. 

Precisamos de aceitar quem somos, aceitar tudo de que somos capazes, para poder estar verdadeiramente no nosso centro e criar equilibro. A energia do Equinócio vai nos permitir harmonizar e equilibrar os opostos - ou seja, é um dia de abraçar os medos, perdoar os apegos, ter compaixão com as nossas mágoas e falhas. 
Será um dia para ancorar na Terra uma energia diferente, uma energia de respeito para a Natureza e tudo que ela é - começando com a natureza de cada um de nós.



 
Saudação ao Sol Nascente do Equinócio do Outono.
22 de Setembro, 07.00h de manhã.
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos! 




domingo, 26 de julho de 2020

Lua Cheia de Agosto: A Mudança está a chegar

A vontade de fazer novamente um retiro estava já algum tempo em mim - o retiro de Primavera foi cancelado devido à pandemia. O recolhimento que se seguiu foi importante, a muitos níveis. 
Agora chegou a altura de fazer o caminho de volta. Embora isto não quer dizer um voltar para a vida tal como a vivíamos antes da chegada do novo coronavirus. 


O virus conseguiu entrar na realidade do mundo inteiro e com a sua força invisível confrontou-nos com medos que durante dezenas de anos pareciam controlados pela ciência, pela medicina, pela psicologia de carpe diem: o medo da morte e da doença.

É talvez o medo mais profundo que o ser humano pode enfrentar. O medo de desaparecer, porque a vida é finita; o medo do desconhecido, do vazio.  
Com a globalização da pandemia e a velocidade com que a informação e notícias se espalhem, veio também a consciencialização que todos podemos ser portadores ou disseminadores da morte. De repente, a morte e a doença estão à nossa porta.

Na verdade nunca estava longe, como testemunham observações fáceis como: todos temos que ir um dia; vive cada dia como se fosse o último; só há duas certezas na vida, impostos e a morte. Mas na verdade a nossa consciência diária tinha "expulsa" a morte ou a possibilidade da nossa vida acabar amanhã. Foi enterrado e camuflado pela ilusão que o dinheiro torna tudo possível: podemos comprar conforto, saúde, felicidade e experiências que fazem esquecer a dureza da vida.

Com esta fuga, a humanidade fechou os olhos para a natureza da vida - de facto, adoptou um comportamento como se pudesse domar, dominar e possuir Natureza.

O surgir da epidemia fez surgir um certo optimismo. Vimos como a natureza se começou a recompor, uma vez parada a economia e o tráfego. Vimos como houve ondas de solidariedade, como todos ficaram em casa para proteger os mais fracos. 

Vista despoluída para as Himalayas 

No entanto, continuo a sentir que falta um olhar que nos chama para enfrentar com coragem a nossa mortalidade. A coragem de olhar com (auto)compaixão a dor profunda quando pensamos na eventual perda dos nossos entes queridos. 
Não basta combater e matar "o culpado da mortandade". O surgir da pandemia é um sintoma de uma Terra doente - não sou só eu a dizer, já há anos que somos avisados que a exploração da Terra vai tornar as pandemias mais frequentes. A natureza não é respeitada - e há cada vez mais pessoas com a sua robustez fragilizada, seja pela pobreza, seja pela vida desequilibrada e de excessos.
Precisamos de uma transformação profunda, a todos os níveis. Para que deixamos de explorar e abusar a Terra e começarmos a fazer parte da solução em vez de causa do problema. 
Esta mudança é proclamada por muitos - desde activistas como a Greta até organizações mundiais como a ONU.  Precisamos de mais empatia, mais compaixão; precisamos de igualdade e solidariedade. Precisamos, em sumo, de uma sociedade mais humana.

Mudar é difícil - mudar hábitos muitas vezes é tão difícil como desintoxicar de um vício. Por isso, quando pensei em retomar os retiros, decidi dedicar o proximo retiro de meditação ao tema "Lidar com a Mudança - a mudança que receamos e a mudança que desejamos" (veja aqui o programa)

Estamos mesmo na altura de mudar. O Universo vai nos trazer, por altura da Lua Cheia de Agosto, uma ajuda importante. O Sol faz uma quadratura com Urano, trazendo mudanças inesperadas e acontecimentos que surpreendem, o que pode nos deixar nervosos e emocionalmente irrequietos. 

Também a Lua se encontrará em quadratura com Urano, o que pode trazer uma rebeldia, uma vontade de ser independente, de querer soltar. O momento é bastante emocional, por isso não parece boa ideia tomar decisões que pedem o assumir de riscos ou de uma volta-face repentina.

A melhor maneira de lidar com essa energia é manter a mente aberta e flexível, para adaptarmos rapidamente a mudanças inesperadas e aproveitar novas oportunidades interessantes. Se houver algo na tua vida que precisa de ser libertado, a quadratura de Urano com o Sol vai poder ajudar. Só se abrimos mão de crenças e hábitos antigos, algo melhor pode surgir!
Assim, esta Lua Cheia terá uma força de limpeza importante. É altura de abrir mão do nosso passado, das teias em que estavamos presas, tanta coisa que descobrimos não ser a solução para os nossos medos. 

A Lua Cheia em Aquário é este ano um prelúdio para o Portal do Leão, no dia 8. 
Este portal é activado pelo chegada do Sol, regente do signo do Leão, a um alinhamento com a estrela Sirius e a Terra. Este alinhamento abre caminho para energias de alta frequencia que activam em particular os chakras do coração e do terceiro olho. É uma energia que acelera a nossa evolução espiritual ao ligar coração e mente. Os dias do Portal do Leão ( a sua influência abrange o período de 3 a 9 de Agosto) são dias em que será mais fácil aceder a dimensões mais súbteis e a capacidades psicicas. São dias de cura e alinhamento. 

Haverá uma meditação de Lua Cheia no Cromeleque dos Almendres no domingo, dia 2 de Agosto, véspera da Lua Cheia. 

Meditação e Cerimónia de Lua Cheia

Domingo dia 2 de Agosto, 20.15 h
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!



terça-feira, 5 de maio de 2020

Lua Cheia em Escorpião - A Lua do Despertar

Na quinta feira, 7 de Maio, a Terra estará entre o Sol em Touro e a Lua em Escorpião, numa noite em que a Lua Cheia aparecerá particularmente intensa. Será uma noite de "super-Lua".

A Lua em Escorpião traz a energia do mistério e da emoção. Escorpião é intenso, profundo e tem uma personalidade forte, que protege a sua sensibilidade e emocionalidade criando uma defesa: gostam de manter para si os seus segredose a sua intimidade. Assim também os seus medos mais profundos ficam escondidos, como o medo de se comprometer ou de ser abandonado, medo de doença ou morte. Se tocarmos nestes medos ou segredos profundamente escondidos, mesmo se for involuntariamento ou inconscientemente, a energia do Escorpião pode tornar-se irada ou mesmo vingativa.
A influencia de Escorpião, pelos extremos que encerra, oferece nos a oportunidade de transformar profundamente. É o signo do renascimento, o signo do Fénix.

Durante o ano de 2020,  Plutão e Jupiter estão pertos um do outro, uma verdadeira dança que faz com que muito que ficou escondido venha à superfície. Estamos a falar de assuntos que tiveram poder sobre nós: pode ser que são postos à descoberta casos de abuso de poder, ou defeitos profundos nas instituições que tiveram a nossa confiança no passado. 
Num nível mais pessoal, podemos sentir um chamamento para encontrar a nossa verdade, para saber se as nossas crenças nos trazem verdadeiramente felicidade. Pode haver uma cisão com quem pensa diferente, e uma vontade de lutar para aquilo que nos vemos como justo. 

Podemos sentir-nos limitados na nossa transformação, crescimento e realização pessoal pelas circunstâncias, ou pela maneira que a sociedade tenta resolver os seus problemas.  

Ou podemos sentir revoltados com a nossa propria transformação, porque significa que somos confrontados com aqueles padrões emocionais e de comportamento que se tornaram destrutivos e desarmoniosos: um estilo de vida pouco saudável; vícios; pensamentos de pobreza ou medo de perder pessoas.

Escorpião é o signo da morte e renascimento e traz o desejo de uma mudança profunda. Touro, por seu lado, faz-nos sentir a necessidade de estabilidade e segurança. E surge a pergunta: O que é preciso deixar para trás, para dar lugar a um novo crescimento? E estou disposto a libertar-me de hábitos e padrões do passado?

Touro não está interessado em mudar, ou transformar. Touro está perfeitamente confortável da maneira como está. Mas nós bem sabemos que mudança é a essencia da vida. Nada é permanente. Não vale a pena apegar-nos a comodidades ou relaxar porque tudo está bem como está. A força do Escorpião vai nos lembrar disso!

Lá no fundo do nosso coração sabemos que é preciso sair do sofá e enfrentar as emoções. No entanto, essa ideia pode assustar - não sabemos como estará a vida depois da mudança, não controlamos o resultado final. Escorpião faz nos sentir que há emoções que podem ser perturbadoras, profundas, intensas. A Luz da Lua Cheia traz a iluminação necessária para ver nas águas profundas por baixo da nossa superfície. E podemos compreender as energias e correntes que surgem subtilmente quando interagimos com os outros.

Pode ser que esses outros nos confrontam com nosso próprio lado “sombrio”. Mas não há razão para ter medo - olha para isso como uma oportunidade de te conhecer melhor e transformar as qualidades menos desejáveis ​​em manifestações mais construtivas.
Escorpião pede-nos a disponibilidade para morrer, a todos os níveis menos fisicamente.
Estás disposto a entregar os teus planos a uma força maior? Estás disposto a desapegar-te de tudo que não honra os teus valores? Estás disposto a desistir de uma sensação de segurança se esta deturpa a tua integridade e força interior? Estás disposto a tornar-te livre?

Fica o convite para uma meditação de Lua Cheia. Cada um no seu sitio, mas todos ligados. Meditamos para que no coração de todos os seres haja abertura para a mudança, para a libertação de padroes destrutivas, para uma consciência que todos pertencemos a esta Terra tão bela.

Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 5a feira , 7 de Maio às 20.30h

domingo, 26 de abril de 2020

Retiro de Meditação online


Estava planeado para esta Primavera um retiro de 3 dias dedicado ao tema da Compaixão. 

Agora que estamos em recolhimento não podemos fazer um retiro presencial, mas podemos fazer um retiro virtual, através de uma plataforma de videoconferencia.
É um desafio diferente, porventura mais dificil. Por isso, proponho um retiro mais reduzido: 1 dia.

O retiro será conduzido on-line,  cada participante na sua casa e todos conectados numa plataforma de videoconferência. 

Em cinco sessões vamos reflectir sobre temas ligados à compaixão. Nas sessões são trazidos assuntos de reflexão e meditações para ensaiar técnicas de (auto) compaixão. Estas sessões ficam gravadas e posteriormente partilhadas entre os participantes. Haverá textos de apoio, que são enviados na altura.

“É muito importante desenvolver auto-compaixão, porque é a condição prévia para poder ter compaixão pelos outros.
Se alguém não nos aproxima de maneira amável, é mais fácil ter compaixão. É mais fácil porque sabemos que essa pessoa que está com raiva ou enfurecida, é definitivamente mais infeliz. Se ela estivesse feliz, não ficaria irada. Ter noção da infelicidade do outro facilita a invocação de compaixão, especialmente quando já o fizemos com relação à nossa própria infelicidade. Infelizmente muitas vezes lidamos com nosso próprio sofrimento da maneira errada. Em vez de reconhecê-lo e tratar-nos com compaixão, tentamos escapar aos nossos problemas o mais rápido possível, desenvolvendo autopiedade ou nos distraindo ou responsabilizando alguém por isso.

A compaixão é a única possibilidade de enfrentar e encarar as nossas dificuldades. Podemos tentar reconhecer o que realmente queremos ter ou o que realmente desejamos de nos livrar e, assim, tornar o sofrimento numa oportunidade de aprendizagem.
O sofrimento faz parte da nossa existência, e somente quando aceitamos isso e paramos de fugir dela, quando aprendemos que o sofrimento pertence à vida, podemos deixar ir - e então o sofrimento pára. Sabendo isso é muito mais fácil desenvolver compaixão pelos outros, pois o sofrimento atinge todos, sem exceção. Até a chamada maldade dos outros não pode nos incomodar, porque ela só surge da ignorância e do sofrimento. Todo o mal deste mundo é baseado nessas duas coisas.” ( Ayya Khema em“Visible Here and Now: The Buddha’s Teachings on the Rewards of Spiritual Practice”)



Programa: 


07.30h – 08.15h
Meditação – focagem e atenção plena. Preparação de corpo e mente.
09.30 – 10.30h
Sessão temática: Compaixão e o desejo que tudo se resolverá. Porque é preciso aceitar o sofrimento para poder ser feliz?
11.30h – 13.00h
Sessão temática: auto-compaixão: abraçar o que nos faz sofrer: lidar com o demónio interior
15.30h – 16.30h
Sessão temática: Elementos da compaixão: Reconhecer, investigar, não-julgar, aceitar.
18.00h – 19.00h
Sessão de meditação: integração e relaxamento

Nos intervalos, cada um estará no seu próprio espaço – a preencher o tempo como considera ser preciso. Estarei disponível o dia todo para esclarecimentos ou acompanhamento caso necessário.

Orientadora: Rietske van Raay (Cavalo de Vento)
Data: 1 de Maio
Local: On line
Valor: 35€ - a pagar por MBWay ou transferência
Nº máximo de participantes: 10
(no caso de haver mais inscrições haverá outro retiro online no dia 8 de Maio)

Inscrição atraves de mensagem ou por telefone /whatsapp  934 211 445
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