sábado, 18 de setembro de 2021

Preparar para o Equinócio: Equanimidade

A Lua Cheia em Peixes, na noite de 20 para 21 de setembro, pede nos a reconecção com aquela sabedoria que vive dentro de nós. Será um convite para abrir o coração para uma cura através da renuncia:  Deixar morrer a pessoa que pensamos que somos ou que julgamos que deviamos ser, para poder surgir a nossa verdadeira natureza. Logo a seguir, no dia 22, acontecerá o Equinócio - passagem entre estações, momento de equilibrio entre os opostos. 

À luz da Lua Cheia, agora é altura de preparar a mente e a alma para o Equinócio.

Estar equilibrando não é o mesmo que estaer em controlo

Podemos ter a ilusão que é possível controlar o nosso destino, controlar a vida. Podemos acreditar que é possível desenhar, inventar e construir uma vida perfeita. Acreditámos que é possível ter controlo sobre a nossa vida. A psicologia da felicidade vendeu a ideia que basta querer para conseguir realizar os nossos sonhos. Podemos cair na ilusão que sabemos o que é o melhor para nós, para o outro, para a Terra. Mas assim esquecemos que também nós somos a Natureza, também nós estamos sujeitos às mesmas leis. Não dominamos a Natureza. Fazemos parte dela.

Estamos num momento em que somos testados nas nossas crenças. Vemos como a procura de mais conforto, de uma vida mais fácil e centrada nas necessidades do ser humano, levou a uma destruição maciça dos recursos naturais. Ainda não sabemos quais serão as consequências das alterações climáticas a que estamos a assistir.
Ao mesmo tempo, uma outra ameaça surgiu: um vírus que já provocou doença e morte. Também aqui não sabemos quais serão as consequências a longo prazo, não só do vírus como também da reacção da humanidade ao vírus.

Agora, mais do que nunca, a celebração do Equinócio será um momento de criar equilíbrio naquilo que está ao nosso alcance: a nossa própria vida, o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções.  

Equanimidade: o equilibrio aberto e dinâmico

Com o aproximar do Equinócio as meditações do Cavalo de Vento tem tido como tema central a Equanimidade. O conceito da equanimidade pode ser interpretado como um estado de espírito estável, calmo e equilibrado, principalmente em alturas de dificuldades.
A descrição parece simples, mas o conceito continua a ser difícil de captar na sua profundidade.

Pema Chodron escreve: "Para cultivar a equanimidade, treinamo-nos para interceptar a nossa mente quando sentimos atracção ou aversão, antes que a mente endurece no apego ou na negatividade".

Sylvia Boorstein utiliza outras palavras, que vão no mesmo sentido: "Equanimidade é a estabilidade da mente que nos permite estar presentes com o coração aberto, não importa quão maravilhosas ou difíceis sejam as condições."


A equanimidade tem as suas raízes no desapego. A própria natureza da vida é mudança, que pode ocorrer lentamente ou de um momento para outro, radical e inesperada! Pode vir como doença, morte, problemas financeiras; pode vir como paixão, novas oportunidades ou novos amigos. 
Em todas as mudanças somos confrontados com as nossas reacções primarias. É possível manter o coração estável quando experimentamos a dor, seja física, a dor da perda ou a da traição? Como não apegar a esta dor? Podemos enfrentar o inimaginável e manter o coração aberto e estável ao mesmo tempo?
E como não apegar à paixão, ao desejo quando sentimos emoções fortes em situações favoráveis? Como não desejar que os bons momentos, as circunstâncias favoráveis, duram sem alterações para sempre?

Quando compreendemos realmente que tudo muda porque há sempre a dinâmica entre causa e efeito , podemos cultivar esta estabilidade. Não controlamos nada, a mudança é uma realidade incontornável que acontecerá. 
Equanimidade é a capacidade de estar em contacto com a emoção que vem com o sentir da onda da mudança. Estar com a onda, sentir a onda, mas sem afogar-nos nela.

Treinar a mente para a equanimidade 

Treinar a equanimidade é treinar a mente para ficar no olho do furacão. A turbulência de reacções emocionais, as nossas e as dos outros, é como o rodopiar do furacão. No olho do furacão podemos estar na nossa tranquilidade, observando tudo sem ser apanhado pela tempestade de argumentos emocionais e reactividade. É ultrapassar o piloto automático e escolher onde ficar. 
 


A técnica não é complicada: faz umas respirações fundas, lentas e conscientes. Toma nota de tudo que está acontecer. O que mexe comigo? Como sinto o efeito no meu corpo, na minha mente? Que emoção é predominante? Que pensamento se impõe?  Lembra que estes fenómenos todos são apenas isso, fenómenos que podemos observar. Tal como folhas levantados pelo vento, a rodopiar e ser levadas, também os pensamentos e as emoções rodopiam e estão em movimento. 
Mas no olho do furacão há silêncio. Podemos ver o céu azul e sentar-nos na terra. Todo o resto está em movimento, é levantado, muda de lugar, desaparece. 
Fazemos mais umas respirações fundas, lentas e conscientes. Há tranquilidade, no olho do furacão. Há abertura para o coração começar a dar respostas com a sabedoria que lhe é natural. 

A equanimidade nos permite viver aquela calma radiante e encarar o mundo com paz e confiança e, ao mesmo tempo, permitir que tudo acontece, que a vida continua. Sem julgamento, sem querer impor solução ou correcção. Equanimidade é uma forma de compaixão radical.

Equinócio do Outono : celebração do ciclo da vida

Todos os meses celebramos o nascer da Lua Cheia no Cromeleque dos Almendres. Nos Solstícios e Equinócios, celebramos o nascer do Sol no mesmo sítio. São dias que marcam o ritmo da Terra, o ritmo da Natureza - e por isso mesmo, o ritmo da vida do Ser Humano. 

São momentos de reflexão sobre a natureza cíclica da vida, com o propósito de podermos sentir que estamos inseridos num conjunto maior. Somos uma parte do movimento eterno de mudança.

Foto: Elvira Sacramento

A dança lenta dos corpos celestes criou a harmonia necessária para que a vida na Terra se tornasse possível. Todos os dias passamos por um ciclo determinado pela rotação da Terra. Todos os meses a Lua faz o seu ciclo, e todos os anos, a Terra percorre o seu ciclo anual a volta do Sol. Ciclos com um início, e com um fim que dá sempre lugar a um novo início, um renascimento. O dia nasce todas as manhãs, a Lua nasce de novo nas noites de Lua Nova, o ano nasce de novo em cada Equinócio da Primavera.

O Cromeleque dos Almendres é, pela sua energia singular, um sítio que convida para procurar o contacto com a Terra. Desde há milénios, o círculo das pedras marca o ritmo das estações. Em particular, o Cromeleque parece ter vocação para celebrar o ponto de equilíbrio, duas vezes por ano, no momento do Equinócio.

"Não parece haver dúvida quanto à verosimilhança da relação entre o Cromelech e o Equinócio. (...) tudo se conjuga para sugerir que o Cromelech dos Almendres possa ter sido construído para celebrar o culto do Sol e do Equinócio. Isto é, da direcção que divide ao meio o espaço, mas sobretudo que divide ao meio o tempo, o tempo do calor e o tempo do frio, o tempo da fertilidade da terra e o tempo da falta de alimento. Sob esta forte pressão haveria que construir um recinto grandioso incorporando este conhecimento como forma de apoiar o culto com o aparente controlo da natureza, neste caso do Sol." (Cândido Marciano)

O Equinócio de Setembro marca o inicio do Outono. Tradicionalmente é uma altura de festa, nomeadamente de festas de colheita! Altura de agradecer a Terra pela abundância que ela nos oferece.
Altura de celebrar a vida, portanto.

Artwork: Martin Hill

Por outro lado, o início do Outono anuncia também o fim do Verão. A Primavera ofereceu a esperança, o inicio do ciclo, o renascimento. Na Primavera, a vida começa a espiralar para fora, há cresimento, florescer. No Verão: a partilha, o convívio, a aprendizagem.
Nos três mêses de Outono, o caminho do Ser Humano começa a espiralar para dentro. Começamos a tomar consciência que a nossa natureza inclui também o fim. O Outono é o caminhar na direcção da noite escura que há de acontecer no Inverno.

Ciclo após ciclo somos assim lembrados e relembrados das leis da natureza. Tudo faz parte: dia e noite, verão e inverno, inicio e fim, plenitude e vazio, nascimento e morte. Podemos ver aqui a perfeição da Vida porque os opostos acabam por se equilibrar. O verão não é mais importante do que o inverno. O fim é preciso para haver início.

Nascer do Sol na manhã do Equinócio
 
O Equinócio, quando o Sol passa a linha imaginária do Equador, encontrando se "entre o hemisfério Norte e o hemisfério Sul", é altura de nos lembrar do equilíbrio que a Natureza procura.
No contacto com a Natureza, podemos chegar à reflexão sobre o equilíbrio que estabelecemos em nós, e entender que uma vida saudável e harmonioso resulta de uma relação saudável e equilibrado entre o que vai no nosso coração e na nossa alma, por um lado, e a nossa mente racional e lógica por outro lado.

Há milénios que o Cromeleque existe como monumento aos ciclos da natureza. Muitas gerações já celebraram aqui a União com a Terra - cada um à sua maneira, com os seus próprios rituais. E mesmo para o Homem moderno, continua importante a celebração. Também para nós continua a ser fulcral perceber que não Somos em vão. Que a nossa vida faz sentido.

Um ritual é a encenação de um mito. E, ao participar no ritual, você está participando no mito. E já que o mito é uma projecção da sabedoria profunda da psique, participando num ritual, participando no mito, você está sendo, por assim dizer, colocado em sintonia com essa sabedoria, que é a sabedoria que lhe é inerente de qualquer maneira. A sua consciência está sendo lembrado da sabedoria na sua própria vida. Eu acho que o ritual é muito importante.
Joseph Campbell, "A Sabedoria de Joseph Campbell"



Saudação ao Sol Nascente do Equinócio do Outono.
22 de Setembro, 07.00h de manhã. 
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos! 

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Lua Cheia de Setembro: transcender os véus da ignorancia

Na noite de 20 para 21 de Setembro, o céu será iluminado pela Lua Cheia, que aparece no signo de Peixes. Vamos celebrar esta lua com uma meditação no Cromeleque dos Almendres na segunda feira, dia 20, a partir das 19.30h.

Peixes é o último signo do Zodíaco. Está ligado aos pés, ao trilhar o nosso trilho, ao chegar ao nosso objectivo. Ligado ao fim do ciclo, está ligado à morte, em todas as maneiras de interpretar a palavra. Um ciclo passou, é hora de renascer. Peixes é a dualidade, a intuição, a morte da personalidade e libertação da Alma da sua prisão carnal e material.
Assim, a Lua em Peixes com o Sol em Virgem leva a uma meditação sobre o ciclo da mudança, da morte e do renascimento.

O ser humano não costuma estar à vontade com o tema. Há a tendência de ignorar o facto que vamos inevitavelmente morrer durante a vida. Doença e morte são algo para se evitar. Gostamos muito de inícios, de recomeçar, de renascer - mas fechar ciclos é mais complicado. Quão fácil é carregarmos o passado connosco, deixando que o peso do sofrimento do passado influencia o novo ciclo! 

É realmente estranho. Sabemos que nascer e morrer fazem parte da vida, da natureza. O tempo não pára, não adiante querer controlar. Continua a ser importante lembrar que cada fim que pomos a um ciclo é o prelúdio de um outro início. A vida é uma sucessão de mudanças ininterruptas. 


A imagem do Ouroboros ilustra este princípio: é a serpente que continuamente se devora a si própria. A criatura forma assim um círculo que simboliza o ciclo da vida, o infinito, a mudança, o tempo, a evolução, a fecundação, o nascimento, a morte, a ressurreição, a criação, a destruição, a renovação. Não há inicio, não há fim. Simplesmente os ciclos ocorrem continuamente.

Por altura de uma Lua Cheia, podemos ver com mais clareza onde estamos, quem somos, qual a situação na nossa vida. A Lua pede-nos para ultrapassar os véus que nos confundem na maneira em que olhamos o mundo, para podermos, por exemplo, compreender que nada alguma vez nasce, nem morre. Energia é transmutada e transformada.

São questões que podem parecer filosofias vãs em tempos de pandemia e dificuldades sociais, culturais e económicos. Mas é o momento por excelência de rever as crenças e convicções que orientam a nossa visão sobre o mundo. 
Há uma ilusão forte, muito infiltrado na experiência diária da vida, que nos faz acreditar que vivemos separados uns dos outros, que há um bem e um mal, que toda a vida é composta por entidades e identidades que existem individualmente e por si só. A noção que estamos separados, desconectados e sozinhos no mundo, traz nos sofrimento. E talvez a ilusão mais forte é aquela em que pensamos que há algo inerentemente mal com o mundo tal como está agora. 

Se pensarmos isso, há por detrás desta ideia o pressuposto que nós sabemos como as coisas deviam ser. E se é certo que existe esta sabedoria ao nível da alma, também é verdade que a nossa alma se encontra numa incarnação em que a maior parte do tempo estamos freneticamente tentando lidar com ciclos kármicos que necessitam de ser encarados.

Vamos poder aproveitar a energia de Peixes para reconectar com aquela sabedoria que vive dentro de nós. Deixando de lado o julgamento, é o momento para abrir o coração para uma cura através da renuncia. Se abrirmos mão de tudo que julgamos que somos, podemos começar a entregar-nos a esta consciencia mais elevada, mais pura, que vive no coração. Não é preciso ter medo. Deixa morrer a pessoa que pensas que és ou que julgas que devias ser, para poder surgir a tua verdadeira natureza.

Esta Lua Cheia surge em Peixes, signo cujo regente é Neptuno. Neptuno é o planeta das ilusões, dos sonhos e da intuição. A influencia de Neptuno será sentido fortemente, porque se encontrará a apenas 7 graus da Lua. Neptuno pode provocar um ambiente nublado. Podemos ter a sensação que não somos capazes de olhar para frente ou ter discernimento sobre decisões a tomar. A mente não estará bem clara.
Como Neptuno puxe pelas emoções, pode haver mais dificuldade de analisar o que sentimos, por outro lado também haverá mais facilidade de passar de uma emoção para a próxima. Talvez a mente racional não consegue acompanhar, mas quando saímos por um momento do pensamento lógico, a intuição pode ser ouvido.  

A intuição é nada mais do que a sabedoria do nosso coração. É uma sensação que sabes, simplesmente sentindo. Sem necessidade de haver provas ou razões ou lógica. A Lua Cheia em Peixes, a última antes do Equinócio do Outono, vai lançar o convite para sairmos da mente racional e passar para o espaço onde nos sentimos. 


Cerimónia da Lua Cheia
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

2a feira, 20 de Setembro, 19.30h

É costume trazer uma oferenda para agradecer ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma flor... ou o que achar adequado para exprimir a gratidão à Mãe Terra.
A contribuição para a cerimónia em si, é por donativo.

sábado, 21 de agosto de 2021

Lua Cheia em Aquário: ultrapassar os paradigmas do passado

Por ocasião da Lua Cheia reunimos para uma meditação em que reavivemos a nossa ligação com a Natureza. Vez após vez celebramos os ritmos da Terra, da Lua e do Sol. Ciclos que nos lembram dos ciclos que passamos ao viver a nossa vida.

Um determinado momento podemos sentir um apelo, algo que nos chama a atenção, uma ideia que nasce ou a noção de alguma alteração que desejamos que acontecerá. Sabemos que estes momentos são sempre resultado de toda uma história para trás, mas sentimos na mesma como um inicio de um novo ciclo.

Por altura da Lua Cheia temos já a oportunidade de ver o que fizemos, quais as acções e realizações foram conseguidas. A Lua, ao reflectir a luz do Sol, ilumina até os cantos mais recônditos do Ser e podemos ver quem somos agora, qual a situação - e se é preciso libertar algum padrão que está bloqueado.

Esta Lua Cheia não é diferente. Podemos ver como se desenvolveu aquilo que plantamos na ultima Lua Nova. A energia do Leão estava em força, a Lua Nova coincidiu com o Portal do Leão, era um convite de reconhecer e manifestar o desejo do nosso coração - e vamos poder reflectir sobre aquilo que fizemos com esta motivação. 

O que é diferente nesta Lua Cheia, é que é um "Blue Moon" - a segunda Lua Cheia no mesmo mês ou, como é o caso desta Lua, no mesmo signo: Sol em Leão, Lua em Aquário.

A Lua Cheia ocorrerá com o sol a 29º36' em Leão e a Lua a 29º36' em Aquário. O 29º grau de qualquer signo é chamado "grau anarético" ou o "grau do destino" . É a última posição antes de um planeta mudar para o próximo signo. Se tivermos um planeta ou transito neste grau, podemos ter a sensação de um fim que se aproxima. A sensação que é urgente fazer algo, de acabar algo, de fechar um ciclo. A sensação de agora ou nunca, tal e qual um pêssego, prestas a cair da árvore.

Agora estamos perante a energia do duplo Leão-Aquario, e o "pêssego maduro" somos nós, a assumir o nosso poder pessoal, tornando-nos a melhor versão de nós próprios para o Bem da Humanidade.

A Lua Cheia remete para a libertação daquilo que já não traz harmonia. Aquário deseja a verdadeira liberdade, o que nos permite libertar definitivamente dores do passado, preoccupações mentais e peso emocional. Basta reconhecer, agradecer e libertar.

Ao ritualizar a libertação do passado, mostramos ao Universo que estamos preparados e disponíveis para aceitar a mudança que a Natureza oferece.

O par Aquário-Leão permite nos ver como as nossas experiências pessoais encaixam no contexto mais amplo da sociedade em que vivemos. Podemos ver como as energias colectivas se manifestam para cada um de maneira única e individual. A conjuntura faz nos lembrar que a vida não é só sobre nós, que podemos abraçar as oportunidades que surgem quando fazemos parte de algo maior. Ao mesmo tempo, somos convidados a lembrar aquilo que nos torna especial: o nosso ser autêntico.

Estamos a viver um período de tensão entre individualismo e interdependência, entre viver para assegurar o Eu ou para o bem de Nós. Podemos sentir que os sentimentos de solidariedade aumentam e que desejamos um futuro para todos nós, mesmo para aqueles que não conhecemos pessoalmente ou que diferem de opinião. Podemos chegar à conclusão que cada um pode fazer a diferença neste futuro melhor, se for autêntico e a melhor versão de si.

Poucas horas depois da Lua Cheia, o Sol entrará em Virgem. O nosso foco mudará, de ser visto para estar ao serviço. Estarmos menos preocupados com aquilo que os outros pensam de nós. A atenção irá para o alinhamento e a integridade.

Virgem une Amor e Serviço como características inseparáveis da alma. É um signo disposto a servir o Todo. O Amor, a vontade de servir, a harmonia através do conflicto, exprimem-se através de Virgo. São forças que assistem o Ser Humano em tornar-se quem real e verdadeiramente É: Filho de Deus, Filho da Terra.

Assim podemos viver a Lua e o Sol no grau final dos signos Aquário e Leão. O ultimo grau é um ponto de grandes desafios e de grande poder. Não temos outra hipótese do que lidar com aquilo que encontramos - sem fuga possível, sem poder negar ou esconder. Temos que enfrentar a vida que vivemos agora, incluindo as dificuldades que encontrámos. Agora é altura de engolir o orgulho, abraçar o medo, reconhecer a ignorância, aceitar os dilemas. Agora é altura de surgir, assumir, e unir os esforços.

Não temos mais tempo para o nosso drama individual. A Terra precisa que começamos a perceber que estamos todos juntos, ligados por uma rede invisível que é a própria vida. Para o bem de todos e da nossa Terra, que haja mudança.


Celebração e Meditação da Lua Cheia 

Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: 22 de Agosto
Início: 20h30.


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

8-8, Portal do Leão.

Todos os anos no dia 8 de Agosto o Portal do Leão está bem aberto. Aqui na Terra podemos sentir neste dia um fluxo energético particularmente forte.
 
Todos os anos, o dia 8 de Agosto é uma data com um significado simbólico especial. O número 8 é conotado com harmonia, equilíbrio, abundância e força/poder. Visto de lado, o 8 torna-se o símbolo da infinidade ∞ - muito adequado para os tempos que vivemos, porque estamos cada vez mais a assumir o nosso papel de co-criadores de um mundo novo, com possibilidades criativas infinitas!

Dia 8 de Agosto é o ponto alto do período conhecido como o "Portal do Leão". Este portal está aberto entre 25 de Julho (o dia-fora-do-tempo dos antigos Egípcios, quando Sírius se alinha com o Sol e a Terra, anunciando o início de um novo ciclo) e 12 de Agosto. Ondas de Luz vindo do centro da nossa galáxia banham a Terra, muita energia chega, para apoiar o nosso planeta na sua evolução.
A energia favorece a Manifestação, vamos poder aproveitar o canal aberto para que a nossa criação seja lançada para o Universo.

Podemos pensar que a celebração da activação do Portal do Leão é algo "New Age". No entanto o período do Portal do Leão é celebrado há milhares de anos. Muitas culturas antigas consideraram o nascer e o alinhar de Sírius com o Sol um acontecimento espiritual importante. A tribo Dogon em África, os Sumérios, o antigo Egipto - todos seguiram a viagem de Sírios pelo firmamento. 
Sírius é a estrela mais brilhante no céu depois do nosso sol. É considerado o "Sol Espiritual", a estrela que ilumina o espírito e a busca da mente superior. 

O nosso Sol ilumina a existência física. É na experiência do nosso corpo, na presença física, que nasce a ideia que estamos separados. Podemos ser levados a pensar que vivemos uma vida verdadeiramente individual - e limitada. 
Sírius, por seu lado, é o Sol espiritual que ilumina a verdade da alma intemporal. No dia 8-8 chega uma energia mística, carregado de força criativa. Estando o Sol no signo do Leão, a energia  vem com todo o simbolismo do Leão: coragem, poder, confiança - e o orgulho de sermos criadores da nossa realidade. 

Este ano, o Portal do Leão coincide com a Lua Nova em Leão. Será uma data particularmente propícia para a manifestação das intenções. Qual é a tua escolha? Com que energia desejas viver?
Leão é o regente do coração. Terás a coragem de ouvir o teu coração, de viver em concordância com aquilo que o teu coração te pede?

No dia 8 do 8 vamos celebrar o Portal do Leão com uma meditação  no Cromeleque dos Almendres, de manhã cedo. Começamos às 06.30h, uns minutos antes do nascer do Sol. 
Abrimos o chakra do Coração, alinhamos com o Ceu e a Terra...
E perguntamos: Qual é a minha motivação, qual é a minha procura, a minha busca? O que me move?
Na paz desta meditação, podemos sentir que temos um caminho, um destino, um desejo. E que é agora a altura de deixar que esta motivação começa a definir os actos e gestos, as nossas escolhas e palavras.


Celebração e Meditação do Portal do Leão

Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Data: Domingo  8 de Agosto
Início: 06.30 h.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.



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