Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

só uma nota rápida

Não tenho tido muita energia para escrever ou pensar no blogue... um familiar próximo adoeceu... coisas da vida, e a nossa concentração nestas alturas não é o suficiente para tudo o que surge.  Por isso, não haverá meditação na segunda-feira dia 25 de Outubro. A partir de quarta-feira o horário normal será retomado.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como não ficar refém das coisas que perturbem?

Uma noite destas, a meditação estava a correr tranquilamente. Estavamos a fazer um exercício de limpeza e transformação energética, que estava a requerer toda a nossa atenção.
Os pequenos ruidos do mundo de fora, entraram na sala através da janela aberta. O trânsito ao longe, um avião a passar, pessoas a falar num jardim próximo. Sinais da vida, que continua com o seu curso, sempre...independentemente do que cada um faz por si...
Na sala por cima da nossa, entraram pessoas, um cão - patas a arranhar o chão, risos, conversas...
O nosso silêncio exterior estava quebrada. Enquanto uns não se deixavam perturbar, outros sentiam desconforto.
As pessoas na sala de cima pareciam não ter noção que havia uma actividade na nossa sala - muito embora já fazemos a meditação de segunda-feira às 19.30 desde há anos... Não sabiam? Não queriam saber? Estavam de tal maneira absortos no seu convivio que se esqueceram?

Nós, em meditação, estavamos perante uma situação ideal para pôr em práctica um dos princípios básicos da tranquilidade interior: não deixar que o mundo exterior perturbe o mundo interior.
É o que todos procuramos.... estabilidade, paz de espírito, capacidade de centrarmos na nossa própria energia, mantendo o equilíbrio mesmo quando o mundo exterior nós tenta provocar.

Michael Kopald: Bamboo in the Wind
A imagem do bambú no vento ilustra este ideal: mantendo a sua flexibilidade e força interior, permite que o vento exerce a sua acção... O bambú vai curvando, mantendo a sua raíz firmamente presa à Terra, para que o vento passa. Entretanto vai aproveitando a passagem do vento para se libertar de folhas caducas, que já não contribuem para o bem-estar da planta. Estas folhas hão-de cair para a Terra para se transformar em humus, composto que por sua vez alimenta a raíz!
As folhas e ramos saudáveis ficam, e quando o vento cede - porque vai ceder, vai acalmar - o bambú continua de pé, com a mesma flexibilidade e força na sua estrutura.

A Natureza fornece assim uma metáfora excelente, um exemplo de como podemos olhar para o nosso sistema quando encontramos circunstâncias adversas.
Mencionei o simples exemplo do ruído que perturbe - e que pode provocar uma irritação que distrai a mente do propósito da meditação. Podia mencionar muitas situações que provocam a nossa desconcertação - e onde ficamos subitamente invadados por uma emoção que nós roi por dentro: impaciência, a sensação de não receber a atenção que nos é devida, raiva, inveja, ou simplesmente - irritação.
Se deixarmos que uma irritação se desenvolve - fazendo surgir memórias de experiências anteriores - todo uma reacção emocional é posto em acção. Os sinais do cérebro desencadeiam reacções químicas no corpo que, por sua vez, activam órgãos vitais.
E aí já é tarde! Já caímos na armadilha da mente. Já estamos irritados e sem concentração, o trabalho interior interrompido, o sossego interior desfeito. O que aconteceu? E talvez mais importante ainda, como voltar à tranquilidade e à concentração? Como voltar a ter a mente limpa e focada?

São alturas de confronto. Sentimos na pele como a mente pode estar tão treinada a pensar em padrões, que nos impede ver além das emoções que surgem. Mesmo sabendo que estamos presos a certos pensamentos ou reacções, pode ser difícil libertarmos, por já não conseguir ver como. Como abrir mão das reacções emocionais que ocorrem dentro de nós,  provocadas em reacção a acontecimentos exteriores? Há técnicas ou estratégias para não cair na armadilha emocional das reacções condicionadas?

Convidamos para uma partilha de experiências sobre o processo,  e como a triade corpo/mente/alma está envolvida.  Falaremos sobre possíveis aproximações para encontrar uma solução.
Na segunda feira, 11 de Outubro, das 19.30h às 21.00h. Local: Associação Oficina da Comunicação, Largo Dr. Mário Chicó, 7 -Évora.
Estão todos bem-vindos!
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