Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

4 de Abril: Eclipse Lunar, Lua de Sangue - Portal da Liberdade

A Lua Cheia que vamos viver no sábado, 4 de Abril é especial.
Quando surge, o Sol está em Carneiro, e será a primeira Lua Cheia do ano astrológico, associada à Páscoa. 
O signo de Carneiro simboliza o Início, o nascimento de algo novo. O signo é muito bom em iniciar novos ciclos que podem levar a revelações.
No início do ciclo da vida, a Luz flui, a partir da Consciência Divina, para o ser humano, de modo que se dá o início da consciência individual. Este fluxo, que estimula a inteligência do ser humano, é particularmente criativo.

 É neste altura do ano que pessoas podem se sentir inspiradas para fazer novos planos, mudar de rumo na vida, sentir o impulso de começar um negócio próprio ou uma obra de arte, fazer o primeiro passo para uma renovação interior... ou a alma pode fazer o primeiro passo para incarnar de novo.
O signo de Carneiro é o lugar-tempo onde nascem ideias e onde nasce o impulso de transformar a ideia em acções concretas.
Podemos dizer que a festa associada ao Carneiro, a Páscoa, é um evento planetário, porque a energia está disponível para a humanidade inteira!

Mas esta Lua é especial também por outra razão: a Terra vai estar entre Sol e Lua, provocando um eclipse lunar total. Por um curto período, a Lua vai aparecer vermelha como sangue. Será visível na América do Norte, mas aqui sentiremos igualmente o efeito.
Será o fecho do período iniciado pelo eclipse solar total de 20 de Março, e podemos sentir a energia como se fosse um reforço do portal que se abriu naquele dia em que o Equinócio coincidiu com a Lua Nova e o eclipse solar total.

Um portal para uma vida nova, em que finalmente podemos sentir o passado na sua essência: sendo passado. Já foi. Olhando para trás podemos dizer, sem remorsos, sem ressentimentos, vergonha ou culpa, que passamos por isso tudo. E que agora somos quem Somos - Seres livres.

É claro que na aproximação de um portal desta natureza, a conflitualidade pode estar no ar. Ainda mais porque continuamos a sentir o efeito da ultima quadratura entre Urano e Plutão. A mudança deixou de ser uma opção!
Agora mais uma vez, podemos abrir-nos para a energia do Universo e sintonizar-nos com a onda de mudança que flui para a Terra pelo portal que se abrirá. Podemos tomar consciência que Somos seres livres, por natureza, intrinsecamente. Somos Seres Divinos, capazes de criação e por natureza livres de manipulação, controlo ou dependências. Podemos sentir, aqui e agora, que não temos obrigação de sentirmos sujeitos ou vítimas da mesma manipulação, controlo ou dependência.
O portal que se abrirá, traz a energia da Liberdade.
Que todos os seres possam conhecer a Liberdade.

sábado, 4 de Abril, às 20h
no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!

 

Somente ficamos perturbados se assim quisermos!

Buda estava sentado debaixo de uma árvore Banyan.

Um dia, um brâmane furioso chegou junto a ele e começou a tentar insultá-lo. O brâmane pensou que Buda iria retribuir da mesma maneira, mas, para a sua surpresa, não havia a menor mudança na expressão do seu rosto.

Agora, o brâmane ficou mais furioso, e gritou mais e mais abusos para o Buda.
No entanto, Senhor Buda estava completamente impassível. Na verdade, havia um olhar de compaixão no rosto. Finalmente, o brâmane estava cansado de o insultar.
Ele perguntou: "Tenho estado a insultá-lo, por que não está com raiva?"
Buda respondeu calmamente: "Meu querido irmão, eu não aceitei um único insulto vindo de vôs."

"Mas ouviu-me dizer todos ou não?", o brâmane perguntou já mais fraco.
Buda disse: "Eu não preciso dos insultos, então por que deveria sequer ouvi-los?"

Agora, o brâmane ficou ainda mais confuso. Ele não conseguia entender a resposta calma de Buda. Olhando para o rosto perturbado, Buda explicou ainda: "Todos esses insultos permanecem consigo."

"Não pode ser possível. Atirei todos eles para si," o brâmane persistiu.

Buda repetiu calmamente a resposta: "Mas eu não aceito nem mesmo um único abuso vindo de si! Querido irmão, suponha que você da algumas moedas a alguém... se ele não as aceitar, com quem ficarão essas moedas?"

O brâmane respondeu: "Se eu dei as moedas e ninguém as necessita, então, naturalmente, elas iriam ficar comigo."

Com um sorriso significativo em seu rosto, Buda disse: "Agora você está certo. O mesmo aconteceu com os seus abusos. Você veio aqui e atirou os seus insultos a mim,
mas eu não aceito nem um. Assim, todos esses abusos continuam consigo. Portanto, não tenho razão de estar zangado consigo. "

O brâmane ficou mudo. Ele tinha vergonha do seu comportamento e pediu perdão a Buda.
Buda perdoou e respondeu: "por favor, perdoe-se também."



Amor, calma e paz são as chaves para uma vida contente.
Lembre-se quem verdadeiramente É e o que quer na vida, inserido no Todo. Não há necessidade de responder ao que o outro diz quando partilha a sua raiva, ciume, enveja, ou desequilíbrio. Respira e deixa passar estas energias, transformando-as gentilmente e com paciência em Amor. Ser Amor e Bondade é o melhor presente que pode dar a si próprio - e através de si, ao Tudo-Que-É. 
Perdoe a si mesmo e ao outro por todo o sofrimento que tem sido perpetuado, até agora. Aqui e Agora, a cada momento e todos os dias, podemos começar a criar um novo mundo, um mundo de Amor e Bondade.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Lua Cheia em Virgem, Sol em Peixes: A viagem chega ao seu destino

Uma outra designação do Zodíaco é "a Roda da Vida". Podemos olhar para os signos e perceber o significado de cada um. Indo para um nível mais profundo podemos ainda perceber a relação entre os signos e com os acontecimentos e experiências da nossa vida. Descobrindo estas relações podemos descobrir o como e porquê do caminho da nossa Alma.

É a Alma que se conecte com a matéria, que "encarna". É a Alma que habita o corpo físico para poder ganhar experiência na dimensão da dualidade. É a Alma, que através dos processos do corpo emocional, aprende o caminho de volta para a União com a dimensão espiritual, com o Grande Espírito.
Quando a Alma se una a um corpo humano, no processo do nascimento da criança, começa um aprisionamento temporário. A Alma vai ser acorrentada à matéria do corpo. No decorrer do tempo da vida da forma física vai se desenrolar um processo de desapego. Gradualmente, a Luz da Alma vai entrando nos sistemas e iluminando a vida. A matéria perde a sua força de atracção e o Ser Humano vira-se para assuntos mais espirituais. Eventualmente, o processo de libertação leva a uma transformação profunda: a personalidade "morre". A Alma deixa de precisar experiências emocionais e pode voltar para o Uno, de onde veio e de onde partirá para outra aventura.


A Roda da Vida, representada no céu pelos 12 signos, simboliza o Caminho da Alma na Terra. Este caminho leva-nos à revelação da dimensão divina do Ser Humano. A energia celeste, simbolizada pelos signos, vai empurrando a personalidade e o ego do Ser Humano, enriquecendo-o com experiências, entendimento, amor e bondade, sabedoria e compaixão,  até este chegar ao seu destino: a União da Alma com o corpo - ou se quiser, a espiritualização da forma.
O nosso destino é a libertação, que acontece quando a Essência Vital (a nossa consciência) deixa de sentir a forma (o corpo físico e o corpo emocional) como sendo uma limitação.

Peixes é o último signo desta Roda da Vida, e a sua energia promove a libertação. Todos os anos somos lembrados pelo signo de Peixes que precisamos de nos libertar. Todos os anos somos convidados a desapegar de desejos, coisas, pensamentos, hábitos, relações, para que possamos transformar mais uma faceta da nossa personalidade e do nosso ego.

(fonte)
O símbolo de Peixes é formado por dois peixes que estão unidos por uma fita. Um dos peixes representa a Alma, o outro represente a personalidade ou forma. A fita entre eles é a ligação que os una enquanto o ciclo de incarnações dura. A forma/personalidade e a alma aprisionam-se mutuamente, mas também se libertam mutuamente.


Assim podemos perceber que a energia de Peixes, acaba por tornar mais súbtil  e menos densa, a energia da matéria. A sensibilidade inata do ser humano é estimulado, e torna-o mais aberto para impressões vindo de outras consciências e outras presenças. Estimula a mediunidade, como estimula igualmente o calor humano e a compaixão necessário para a libertação do eu e do outro.

Esta Lua Cheia é a última no "ano espiritual". É o fim de um ciclo que recomeçará quando entramos no signo de Carneiro.

Este mês vamos fazer a meditação da Lua Cheia no dia 5, na sala de meditação em Évora, e
sexta-feira, 6 de Março, às 19.30h
no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.
Estão todos bem-vindos!

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A dedicação e a disciplina fazem parte do caminho

A Lua Cheia é sempre bela e forte
Às vezes surge a pergunta: mas como sei que vai haver ou não meditação da Lua Cheia, se o tempo estiver mal? A resposta é fácil: a meditação da Lua Cheia realiza-se à hora que foi anunciada, faça chuva ou faça sol.
Já escrevi aqui acerca da importância dos rituais (click para ver post) e também sobre como os nossos rituais pessoais possam ser vistos na luz da tradição (click para ver post).
No caso das meditações de Lua Cheia no Cromeleque há ainda um outro elemento, que me leva a ir vez após vez ao Cromeleque - o compromisso que assumi de manter viva a tradição de marcar os ciclos da Natureza no sítio do Cromeleque, este monumento ao tempo e ao Universo. O círculo das pedras guarda a memória dos povos que sentiram a necessidade de marcar os ciclos anuais para poder orientar a sua existência. Assim, o Cromeleque é, ainda hoje, uma homenagem à procura do Ser Humano do seu lugar no Universo. Celebrar os ciclos, presencialmente, com intenções, palavras e gestos, mantém vivo e re-afirma que estamos conscientes que precisamos, agora como outrora, de nos conectar com o "grande conjunto". O Ser Humano não mudou tanto quanto a sociedade possa querer que acreditamos. Precisamos de marcas, faróis, guias para nos orientarmos.

Celebrando os ciclos nos lugares onde os nossos antepassados celebraram igualmente a sua ligação à Natureza, seguimos a tradição e juntamos à consciência colectiva. Juntamos a nossa à energia que foi criada por todas as mentes que já rezaram no mesmo sítio (ler mais) . Manter a energia viva, dedicando o nosso coração e meditando no espaço onde tantos outros já meditaram, é assim um serviço para o Bem Comum. Os rituais e cerimónias ligados à Natureza servem um propósito maior!
Para todos que participam nestas meditações, há naturalmente também algo pessoal - tudo o que se faz para o Bem Comum, acaba por ser construtivo e positivo para o individuo. Para além deste retorno natural e automático, há o aproveitamento imediato da energia harmoniosa do lugar... Mas talvez não seja este o "ganho" maior.
O simples facto de ir, de dedicarmos um pouco do nosso tempo e esforço, de comprometermos com algo, e consequentemente a disciplina que precisamos para mantermos ligados aos ciclos, torna-se um contributo muito importante para o caminho espiritual.
O próprio ritual acaba por ser uma preparação e um treino para a mente ter mais facilidade de se entregar. A mente é treinada para aceitar que pertence à União, ao Aqui e Agora, em vez de seguir a sua tendência natural de se centrar no ego e de se separar no tempo.

E isso é de facto uma libertação! A mente começa a se habituar que não existe para girar a volta de si própria, mas sim para perceber o seu lugar no conjunto. Assim pode entregar-se e aceitar a União que existe e perceber que só existe o Eterno Agora. Nesta entrega, a consciência pode realmente juntar-se à Consciência Universal, onde tudo tem um lugar próprio, onde tudo tem uma função, onde tudo é preciso para todo o resto poder funcionar. As limitações, restrições e apertos do dia-a-dia perdem as proporções inflacionadas pelo ego.
Na entrega ao Eterno Agora, a distinção entre o Bom e o Mal perde importância: há energia harmoniosa ou desharmoniosa, e fluímos constantemente entre os dois polos. Nada é estática, tudo muda, continuamente. Não existe algo como "dependência" mas sim "interdependência" - há igualdade, mesmo quando o nosso ego quer fazer-nos crer que as circunstâncias exteriores dominam a nossa vida. Na interdependência somos co-criadores da realidade, participantes activos. Somos a vida - todos juntos.
Os rituais treinam a mente, ajudam a criar condições para que o ego aceita fazer um passo para trás para a energia universal poder entrar. Para isso é preciso disciplina, dedicação, e algum esforço... caminhar é assim mesmo.

A celebração dos ciclos da natureza é um ritual antigo, mas o que funciona para uns, pode não funcionar para outros. Há quem faça peregrinações; há quem faça prosternações. Há quem vai à missa; há quem se disciplina com yoga ou tai-chi. Cada um vai criando os seus próprios rituais. Quem já encontro a sua maneira sabe, que o método não é o mais importante - o mais importante é o caminhar em si. Não caminhamos para a felicidade - a felicidade é o caminho.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A Lua Cheia em Leão, Sol em Aquário: uma lua de celebração!

Todas as Luas Cheias são alturas em que a consciência está mais aberta, alturas em que os sonhos e emoções parecem tomar conta do mundo real. Esta noite, a Lua Cheia está em Leão, indicando que as emoções do coração estão no centro. Amor está no ar! Com o Sol em Aquario, o signo do serviço à comunidade, o tema desta Lua Cheia é o equilibrio entre o amor individual, da nossa vida pessoal, e o amor humanitario.

Passamos, ano após ano, vida após vida, vezes sem conta, pelo ciclo do Zodíaco . Os seus 12 signos representam aspectos do crescimento espiritual e as experiências da alma do Ser Humano. Temos - mesmos não tendo memorias vivas disso - experiência com as energias dos signos, e reconhecemos a sua influência na nossa vida. São como sinais no nosso caminho, levaram-nos até onde estamos agora.
Mas os tempos que vivemos agora, são diferentes do passado, e as forças e energias de Aquário e Leão estão em transformação profunda - como podemos ver nas transformações tanto na consciência individual e como na consciência colectiva.

Tudo o que não é livre, todos que não vivem a partir do seu verdadeiro Eu, que não vivem a sua unicidade, todos que esqueceram de basear a sua acção na integridade e justiça, vivem tempos de sofrimento e grande pressão. É uma arena, de onde sai vitorioso o ser humano da Era do Aquário. Simbolizado pelo "homem que carregue uma bilha de água", é um ser humano consciente de si, que traz a "água da vida" que flui naturalmente, para si proprio e servindo a comunidade em que está inserido.

Na práctica, isto pode significar que finalmente permitimos viver a verdade que somos a essência da nossa vida - o nosso desenvolvimento interior, a relação que temos com o Ser que somos. Assim podemos irradiar, naturalmente, sem querer controlar seja o que for, sem querer ser diferente, sem desejo de poder e sem medo. Tal e qual Aquário, símbolo por excelência da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.


A Lua Cheia em Leão é fenomenal, cheia de energia positiva. Uma Lua de celebração, um prémio energético para o trabalho interior árduo e intenso que passamos nos últimos mêses. A Lua Cheia é acerca de colher o que semeamos, por isso, vale a pena lembrar onde estivemos na última Lua Nova, por volta do dia 20 de Janeiro e connectar os pontos para ter uma linha.

Meditação da Lua Cheia
3a feira, 3 de Fevereiro, a partir das 17.45h no Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora.


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