Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Tara, a Salvadora, Mãe de todos nós


Here there is no man, there is no woman,
No self, no person, and no consciousness.
The labels ‘male’ or ‘female’ have no essence,
But deceive the evil-minded world
A deusa budista Tara era em vida uma princesa chamada Jnanachandra. Quanda ela se estava a aproximar da sua Iluminação, um monge sugeriu que ela devia primeiro procurar uma incarnação num corpo masculino, para conseguir o seu Despertar. A princesa respondeu: "Não faz sentido! Não existe homem, não existe mulher, não há um Self, uma pessoa ou uma consciência. É sem sentido etiquetar "masculino" ou "feminino". Como os tontos mundanos enganam-se com estes conceitos, eu vou trabalhar para sempre para o bem dos seres sencientes, num corpo feminino!" ~Dzongsar Khenpo

Ao Despertar, ela tornou-se conhecida como Tara, a Libertadora (ou a Salvadora). Uma mulher eternamente jovem, associada à noite (a sua outra aparencia é a Tara Branca, associada ao dia). A sua cor verde sugere acção - o simbolismo tibetano considere verde a cor que contém todas as outras cores, enquanto branco é a não-cor pura de onde originem todas as cores. Deusa, Filha da Noite, desceu para o fluxo da actividade (samsara) para salvar as suas criaturas.


Lembrei me desta história quando me chegou uma imagem da Tara Verde, pelas mãos de um amigo querido. A prática da Tara é uma porta para a entrega à nossa verdadeira natureza, uma porta para o Despertar.

Outra característica de Tara descobrimos no seu título "Mãe de Todos os Budas". Isso representa a sua sabedoria perfeita e também simboliza a qualidade feminista da sabedoria. (Na tradição budista a sabedoria é representada pela mulher enquanto a compaixão é do homem). E, como todos nós somos budas, Tara também é nossa mãe. Assim, devemos pensar em Tara com amor.
A última característica de Tara  é seu papel de salvadora. Ela conduz todos os seres através do rio do samsara até a margem da iluminação. Ela também é chamada de "A que guia para o outro lado". A própria Tara diz: "Eu, Senhor, conduzirei os seres através do grande dilúvio de seus diversos medos".
Então, Tara ajuda não apenas aqueles que buscam o Nirvana; na verdade, um papel importante que ela desempenha, e a razão de sua popularidade, é a protecção que ela oferece dos oito grandes medos. Estes são os medos de leões, elefantes, fogo, cobras, ladrões, aprisionamento, afogamento e demónios. É claro que nos tempos modernos raramente temos medo de cobras e elefantes. Esses medos externos são apenas um símbolo dos oito medos internos que afectam a todos nós. Os medos internos são: orgulho, ilusão, raiva, inveja, visões erradas, avareza, apego e dúvida. Tara ajudará todos aqueles que sofrem com essas emoções negativas internas. ~ Thubten Chodron's Pearl of Wisdom, Book II

Tara lembra-nos que viemos da Fonte, todos, e que todos somos feitos da mesma energia universal. Os corpos que habitamos e vemos nos outros, são apenas expressões deste Grande Conjunto - não têm um significado por si ou em si. Todos merecemos ultrapassar os medos; todos merecemos entender a nossa natureza de buda.
Quando procuramos "unir-nos" à Natureza, ou ao Universo, ou ao "oneness" (vou aqui adoptar o termo "Unidade"), entramos num paradoxo: não podemos tornar nos Um, porque já o somos. Da mesma maneira que não faz sentido unir-nos com a Natureza, porque nos próprios já somos a Natureza.

O que podemos fazer é aceitar essa nossa natureza mais profunda e verdadeira. Através da aceitação de quem já somos, podemos tornar-nos Uno com a criação inteira.

A aceitação é então a tarefa mais importante que nos espera como seres humanos. E é igualmente a tarefa mais complicada. Aceitar a Unidade é bonito quando sonhamos com um universo harmonioso, de boa onda, de felicidade e de segurança. Mas seremos capazes de aceitar a Unidade quando está incluído no mesmo conjunto alguém que pessoalmente não gostamos e que consideramos um imbecil? Quando a Unidade inclui o "mal", a mentira, a traição, a arrogância, o egoísmo?
A aceitação da Unidade só o é verdadeiramente, se for incondicional. Se houver julgamento, se achamos que alguém ou algo não devia entrar nesta Unidade, se calhar consideramos também que alguns têm mais direitos do que os outros. Que alguns merecem e outros não. Talvez até nós não merecemos, porque também nós trazemos os nossos venenos interiores...
A aceitação da nossa verdadeira natureza requer então que entendemos a igualdade entre os seres, a aceitação que todos partilham a mesma natureza.


Quero deixar claro que aceitação não significa resignação ou letargia, nem indiferença ou passividade. Falamos de aceitação como uma atitude positiva de nos abrir para a realidade e observar os factos com inteireza, para só depois agir, procurando melhorias. Resignar resulta numa atitude apática, omissa, que foge às dificuldades ou permite que elas se alastrem. Não era essa a postura de Buda.
 




terça-feira, 19 de junho de 2018

Solsticio de Verão - 21 de Junho

Na proxima quinta feira celebramos o Solsticio de Verão! O Sol chega ao seu ponto máximo no hemisfério norte, o dia é o mais comprido do ano e a noite a mais curta.

É o ponto alto do ciclo do Sol, o dia em que a semente da Luz será plantada na Terra - um dia de celebraçao do Poder da Luz Divina.

O Sol é o "pai da Vida", a Luz que permite que a vida nasce. É o Sol que nos orienta no nosso crescimento, físico bem como espiritual. Celebrar o Sol é celebrar a Criação.


Sabendo que a partir do Solsticio, a força do Sol começará a diminuir gradualmente, o Solstício também é um dia em que lembramos que o processo da criação de nova vida vai acompanhado de um outro processo, da morte. 

Não há verão sem inverno, ou yin sem yang. Não há dia sem noite. A Deusa da Terra e o Deus do Sol continuam a sua dança em ciclos sucessivos de nascimento, crescimento, decadencia e morte.

Celebramos que é no abraçar desta dualidade, que podemos tornar nos Unos.

Que o dia do Solsticio possa ser um dia feliz para todos!



Saudação ao nascer do Sol do Verão
dia 21 de Junho, às 05.45h
Cromeleque dos Almendres, em Guadalupe (Évora), 


domingo, 3 de junho de 2018

Acerca do espaço pessoal e de como guardar espaço

Que conceito é essa, de "segurar espaço" ou "guardar espaço" (holding space)?
Acontece também por vezes que alguém fica com a energia do outro, devido a uma intenção de querer ajudar. Se olharmos para os processos emocionais como sendo processos de transformação energética (algo que era desharmonioso ou prejudicial é transformado em entendimento, iluminação, harmonia) podemos perceber que não é suposto nós ficarmos com a energia do outro para poder ajudar. Estamos apenas a segurar o espaço, não é a nós de "consertar" a situação. Simplesmente permitimos que alguém abre caminho através dos seus assuntos. Seguramos o espaço para que possam passar por uma experiência. Se houver um momento em que alguém experimenta dor, esta dor está a ser uma lição importante.

Emoções, todas as emoções, tem um papel importante no karma. Karma, a lei da causa e da consequência, pode ser resolvido se aprendemos agir motivado pelo coração, em vez de reagir, movido pelas emoções. Assim podemos perceber que passar por uma emoção é fundamental para aprender lições karmicas. A passagem precisa de ser completa e o arco da emoção precisa de ser percorrido por inteiro, até a pessoa poder chegar à energia do coração e a harmonia voltar.
Ao tentar parar a dor ou absorver o sofrimento do outro, estamos a tirar energia que eles precisam para completar a lição. Esvaziamos e cansamos a nós, enquanto estamos a criar uma situação de co-dependencia. A situação se resolverá quando abrimos mão da energia que não nos pertence, e o outro possa sentir tudo até chegar ao ponto que está pronto para desapegar do seu sofrimento.


Guardar ou segurar espaço para alguém requer treino e paciencia.

Como todos os exercícios espirituais, também o guardar espaço requer paciencia e treino. Pode ser difícil por vezes, porque vamos encontrar em cada história que ouvimos, uma parte da nossa propria história. Em cada dor que testemunhamos, podemos reconhecer algo pelo que passamos também. Nada de humano nos é estranho, e cada pessoa que mostra a sua vulnerabilidade e os seus processos emocionais, é um espelho em que podemos olhar para aprender também sobre quem nós somos.

Ao falar com alguém em apuros emocionais, podemos ajudar esta pessoa em encontrar a sua paz interior, se formos capazes de parar, pôr os dramas do nosso ego de lado, segurar o espaço e confiar que a situação se desenvolve tal como

Dicas para quem quer "segurar o espaço" para alguém 

No centro do conceito “guardar espaço” está a disponibilidade de por de lado, por um momento, os nossos próprios pensamentos, preconceitos e julgamentos. Deixo aqui algumas dicas para a prática.

Praticar Loving Kindness – amor e bondade. Ou seja, procurar sentir compaixão.

Aplicar a escuta profunda - ouvir não apenas para reagir, mas para entender. Procurar ouvir com o coração.

Manter uma atitude de respeito e permitir que a situação existe. Não tenta mudar nada. Resiste à vontade de intervir. O outro precisa de espaço para poder exprimir-se, precisa de tempo para entender as suas emoções. Deixa-te estar com o outro para que este possa passar os seus momentos difíceis. Permite que o outro sente o que está sentindo.

Enraizar e respirar: lembra que a respiração é uma maneira eficaz de manter-te enraizado. Respirar conscientemente ajuda a manter a conexão interior, a conexão entre corpo e alma, e entre nós e o outro. É importante ficar enraizado. Logo que sente que estás a fugir, enraiza-te.

Estar presente, aqui e agora. É preciso disponibilidade de estar presente, uma vontade de te conhecer a ti por dentro. Se isso não existe no interior, será difícil ficar aberto e honestamente presente para o outro.

Não absorver a dor do outro. Estás apenas guardando o espaço para que o outro se encontra. Não rouba as dificuldades do outro, absorvendo-as. Respeitamos que o processo emocional é do outro. Ou seja: deixa o teu ego e os seus dramas de fora.

Não julgar, não tentar consertar, corrigir ou resolver. Naturalmente.




terça-feira, 29 de maio de 2018

Lua Cheia em Sagitário, Sol em Gémeos: a mudança guiada pela essencia da Alma

Na terça feira, 29 de Maio, vamos poder ver a Lua Cheia em Sagitário, oposta ao Sol em Gémeos.
O período da Lua Cheia, quando a luz do Sol ( força do masculino) é reflectida para a Terra pela Lua (força feminina), é o momento por excelência para poder equilibrar os opostos que existem em nós.
Com o Sol em Gémeos (signo de Ar) e a Lua em Sagitário (signo de Fogo), as energias astrais são favoráveis para sentir inspiração e experimentar um despertar mais profundo.

O período da Lua Cheia é quando amadurece a semente que plantamos no período da Lua Nova. A última Lua Nova foi a 15 de Maio, estava ela em Touro. Também era a data em que Urano entrou em Touro, iniciando um ciclo de sete anos neste signo. Assim sendo podemos esperar umas mudanças profundas agora!

O tema é mesmo: A mudança acontece - se estiveres pronto ou não. Para onde apontas as tuas flechas? Podemos sentir no ar, dentro de nós e à nossa volta, a urgência de saltar para um estado mais luminoso, mais desperto, mais livre. Teremos coragem de soltar o medo e dar o salto, de seguir o novo caminho? Quando a Lua Cheia ilumina os cantinhos mais escuros da nossa Alma, podemos ver os obstaculos e os padrões de pensamento que nos prendem.

O signo em que se encontra a Lua é Sagitário, o Arqueiro, que nos pede para mexer, avançar, sem hesitar. Pede para irmos numa exploração para além dos horizontes conhecidos, aumentando a experiencia da vida. É o signo da busca interior, que pede seguir a intuição.
O signo de Sagitário está associado ao sexto trabalho de Hércules, "os Pássaros do lago Estínfalo".
Para derrotar aves antropófagas que tinham penas de bronze e as lançavam como flechas, Hércules atordoou-as com o som ensurdecedor de um címbalo. O teste de Hércules é igual ao de qualquer um de nós: conseguir reconhecer e usar a intuição. Os pássaros simbolizam a falta de lucidez e o som é nossa voz interior. O trabalho em excesso, a pressa e o stress são pássaros que nos atordoam. O antídoto para essa situação é ficarmos quietos para ouvir o que verdadeiramente queremos fazer.
(http://www.antroposofy.com.br)

Uma das lições mais importantes do par Sagitário-Gémeos tem a ver com o Poder da Palavra. Gémeos é um signo de Ar, ligado a esfera mental. Altura de tomarmos consciencia das palavras com que nos exprimimos e as palavras da nossa voz interior! Que palavras usas para exprimir o que te vai na Alma? Com que energia estás a co-criar as circunstancias da tua vida?

Urano está em Touro - trazendo a energia necessária para avançar movido pelo Amor. Urano é o planeta que rege Aquário, o signo ligado à era de 2000 anos que começou recentemente. A chegada de Urano ao signo de Touro pede-nos de nos reposicionar. Chega de agir a partir do medo: agora os astros pedem a acção a partir do Amor.
Urano também pede para entender e honrar a nossa essencia e energia. Como usamos a nossa energia? Entendemos o estado em que nos encontramos? Touro é o signo do Amor Incorporado, e quando Urano está em Touro somos encorajados de libertar tudo que é diferente do Amor, para que podemos sentir verdadeiramente confortável, em harmonia e saudável no corpo.

Nesta Lua Cheia, em que Sagitário pede para apontar as flechas para longe, para aquele sonho que queremos realizar neste mundo, podemos expandir os nossos horizontes dizendo que SIM àquilo que a alma nos sussure no ouvido. Ao tomar consciência dos valores da Alma, a vida pode tornar-se um prazer todos os dias!


Celebração e Meditação da Lua Cheia
Local: Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Data: Domingo 29 de Maio
Início: 20.30 h.
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequado para exprimir a gratidão. Participação na cerimónia por donativo.




domingo, 20 de maio de 2018

O poder da Palavra

Ainda sobre o salto da terceira dimensão até à quinta - uma pergunta lógica que se põe quando reflectimos sobre este salto dimensional será: Porque saltamos da terceira até à quinta? Não paramos na quarta dimensão?

Num outro post (as múltiplas dimensões do Ser Humano) em que juntei algumas reflexões sobre à várias dimensões da natureza humana, referi que na quarta dimensão parece juntar-se aquilo que a mente humana produz. A quarta dimensão é o reino do espírito, da consciência colectiva, da memória dos antepassados.

A quarta dimensão é como uma esponja que absorve tudo com que é alimentado: pensamentos, projecções, desejos, aversões...

O nosso Ser abrange todas as dimensões, e cada uma delas, influencia as outras. No entanto há uma que se impõe: a terceira dimensão, que domina a nossa experiência da vida. A terceira dimensão é a dimensão da consciência que existe um Eu individualizado. Quando a terceira dimensão se sobrepõe, vivemos a vida acreditando que existe verdadeiramente uma separação entre o nosso Ser individualizado e o resto da criação. É a dimensão do Ego.

3D: a dimensão do Ego

Ego manifesta-se mais ou menos subtilmente em todos nós, nomeadamente quando as nossas acções são motivadas por necessidades emocionais, e não pela natureza compassiva do coração.
O Ego forma-se com base em noções temporais: as nossas necessidades emocionais são condicionadas por experiências do passado, mas também pelas expectativas acerca do futuro.

Sabemos da nossa própria experiência de vida, que é difícil controlar tudo o que acontece na nossa mente. Segundo António Damásio, os pensamentos estão intimamente ligados às sensações do corpo. O cérebro tem uma função regulador para o organismo e os sinais apanhados pelos sentidos (sejam os que informam sobre eventos no exterior, sejam os que transmitem informação sobre o interior do organismo) são identificados como sendo favorável ao equilíbrio do organismo, uma ameaça para o mesmo, ou indiferente para o equilibrio. A partir desta reacção, o cérebro vai formando imagens daquilo que é desejavel, para rejeitar ou ignorar. Estas "imagens" são a base de padrões de reacção e emoção.
Podemos ver aqui um paralelismo com o que o budismo chama os "três venenos": apego, aversão e confusão mental (ignorância).

E tudo o que sentimos, vivemos, experimentamos, é seguido de pensamentos... sejam pensamentos automáticos e padronizados, sejam análises e conclusões e julgamentos conscientes - usamos muitas palavras nos nossos pensamentos. O Ego, ocupado em definir como está o seu lugar no mundo, produz pensamentos atrás de pensamentos que partem do princípio que há uma verdadeira separação com o mundo... 

Palavras são criações

Quando utilizamos uma palavra ou formulamos uma frase, recorremos a significados convencionados culturalmente. São acordos, estabelecidos para assegurar que o recipiente da nossa comunicação entende o que queremos dizer. Com o decorrer do tempo e o evoluir das sociedades, o significado das palavras evolui e pode até alterar profundamente.  
Bizarro, por exemplo, num passado remoto já significou bonito, elegante, charmoso. Hoje em dia  significa estranho, peculiar, diferente, com um tom levemente pejorativo. Foi o significado criado pelos julgamentos e ideias associadas dos falantes de português...

Sou confrontada muitas vezes com os aspectos culturais da comunicação: nem sempre é possível traduzir directamente um conceito do holandês para português, porque a cultura holandesa pode ter associado à mesma palavra conceitos, contextos e ideias diferentes do português. São povos diferentes, com filosofias de vida e histórias diferentes, crenças diferentes. E as palavras usadas nestas culturas diferentes, têm pesos diferentes para quem as ouve.


Uma palavra é uma manifestação, uma criação. Usar uma palavra é como permitir que um pensamento encarne, ganha corpo.
Ouvimos Ossip Mandelstam :  "Esqueci a palavra que pretendia dizer e o meu pensamento, desencarnado, volta ao reino das sombras. "

A energia criada quando dizemos (ou pensamos) as palavras, acaba por se juntar numa dimensão própria. Ao longo da história humana aculmularam-se nesta dimensão a energia das crenças e projecções,  dos medos e esperanças, de teorias, narrativas, mitos...

Algumas crenças densificaram-se ao longo do tempo, reforçadas por exemplo por instituições como a religião organizada, governos, sistemas de educação. Formam-se as chamadas "Egrégoras" (veja também este post ), que podem funcionar como se fossem programações energéticas. A consciência colectiva está à nossa volta como se fosse um ambiente preenchida de energia. Tal como a água do oceano que envolve os peixes, a quarta dimensão envolve nos como uma camada omnipresente em que a nossa mente individual funciona. Como é algo "invisível", formado a partir de necessidades (emocionais) do Ego, pode tornar-se um meio de manipulação.

Da terceira à quinta dimensão
A terceira dimensão é aquela em que a vida é experimentada a partir da dualidade e do Ego, a partir de uma individualidade, que se sente separada do ambiente em que vive.
 A quarta dimensão é o reino das crenças e das convicções, e consequentemente, também da manipulação.
A quinta dimensão é aquela em que a Vida é vivida a partir do coração e da intuição. É a dimensão em que é compreendida a noção que toda a criação é UM, que todos os seres são interdependentes e que todos juntos estamos a criar agora a nossa realidade.

Para chegar às dimensões mais súbtis - a quinta e seguintes - é necessário entender a maneira em que os nossos pensamentos são "formatados". Precisamos de entender em que medida as nossas crenças nos limitam e manipulam.
Através de uma tomada de consciência, o que inclui compreender o que motiva as palavras e os pensamentos que ocorrem , podemos escolher livremente que pensamentos queremos alimentar!


O poeta Hafiz escreveu “As palavras que use tornam-se a casa em que vive.

As palavras são os tijolos com que estamos continuamente a co-criar a realidade à nossa volta...
Bruce Lipton, autor de "Biology of Belief", indica que virtualmente todas as funções celulares no nosso corpo sentem o impacto dos campos electromagnéticos produzidos através dos nossos pensamentos e palavras. Se isso é verdade - e outros investigadores parecem apoiar este tese, como por exemplo Masaru Emoto que investigou o efeito de palavras sobre a estrutura da molécula da água - talvez seja mesmo importante tomar consciência daquilo que pensamos.
Pensar antes de falar é importante. Qual é a motivação para as palavras? Falas a partir da emoção ou do coração? A partir do Ego ou do Eu? A partir do apego ou do desejo, ou baseado em medo e aversão? Ou esperas, sentes, e escolhes as palavras a partir de compaixão e bondade? Com as palavras que usamos, falando e pensando, construimos o roteiro para o ambiente em que depois havemos de viver....









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