Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Lua Cheia em Peixes, Sol em Virgem: Liberdade e Imortalidade

No dia 16 de Setembro vamos poder assistir a um eclipse lunar penumbral, a que podemos assistir aqui em Portugal.
A Lua Cheia deste mês, quando o Sol está em Virgem, aparece em Peixes - o que em si já significa um intensificar do elemento água nos nossos sistemas, e o efeito do eclipse pode provocar a sensação que tudo fica baralhado! Um eclipse lunar é como um "reset" das emoções, o que dá a oportunidade de tomarmos consciência da nossa bagagem emocional.

 Virgem é o signo da Terra que está preocupado com as tarefas do dia-a-dia, os pormenores e a ordem das coisas - a energia por excelência para escrutinar os pormenores da nossa vida e conseguir um equilibrio com o signo oposto: o realismo de Virgem vs o idealismo de Peixes
O signo de Peixes é o signo da sensibilidade e dos sonhos, o que tem como lado sombra a sensação de impotência e vitimização. Por isso, é bom reflectir antes de dizer sim a  uma proposta: podemos sonhar que tudo é possível, mas existe o risco de ficarmos mal-humorados quando descobrimos que não é assim..
Esta Lua Cheia também é chamada a Lua da Colheita. Altura de parar para ver o que se conseguiu, quais as mudanças que tiveram lugar, qual o "progresso" no caminho pessoal.
Como sempre em altura de Lua Cheia, podemos ter um olhar sobre a totalidade do nosso Ser. O Sol ilumina o corpo, enquanto a Lua ilumina a Alma!
A nivel da vida pessoal é o momento indicado para avaliar não só os objectivos que procurámos alcançar, mas também o que na realidade aconteceu. Será que o que era um sonho ou uma oportunidade no início do ciclo, se tornou numa experiencia verdadeira, ou mesmo num êxito?  É altura de fazer a colheita, não só ao nivel material mas também na área dos exitos pessoais e vitórias psicológicas! Veja o crescimento que teve lugar!
O tema desta Lua é libertação e imortalidade. Aquilo que já deu frutos, pode ser liberto e devolvido ao universo. Tudo que aprendemos e construímos, bem como as experiências do ciclo que se passou, levamos para o novo ciclo - e é aí que reside a imortalidade.

Meditação da Lua Cheia
16 de Setembro, 19.15h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora


Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!

domingo, 14 de agosto de 2016

Lua Cheia de Agosto - O futuro está a acontecer Agora

Quando celebramos a Lua Cheia, meditamos sobre os ciclos da vida. Há ciclos dentro de ciclos, uns mais curtos, outros mais longos: o ciclo do dia que é uma volta da Terra no sei eixo; o ciclo mensal da Lua à volta da Terra; o ciclo de um ano, da Terra pelos signos do Zodíaco - e maior do que estes todos, o ciclo do Sol e a totalidade do sistema solar, pelos signos do Zodíaco. Este último ciclo tem uma duração de sensivelmente 250.000 anos e chegou ao seu fim quando passou pelo signo de Peixes, uma era marcada pelo surgir das grandes religiões e correntes filosóficas.
Como sabemos, a Terra encontra-se agora numa transição da Era de Peixes para a Era do Aquário. A transição iniciou-se por volta do ano1600 DC e não é repentina, são precisos cerca de 500 anos até haver uma adaptação total à energia do novo signo. Embora pode parecer que estamos a falar de uma transição gradual, é perfeitamente possível haver saltos "quânticos" repentinos - e parece que estamos a passar por um desses saltos.

Estamos a viver tempos turbulentos! Na sociedade e no mundo, a polarização aumenta e a ameaça de violência pode ser sentido em muitos sítios.
Por outro lado, há também sinais de muitas pessoas a acordar e despertar - porque também ao nível individual podemos sentir a turbulência.

Aquarius  by Salvador Dali
Pode ser que isso acontece porque no processo de adaptação à nova energia, os aspectos "peixianos" que deixaram de funcionar, precisam de ser libertos para abrir espaço para algo novo, mais em linha com o carácter Aquariano. Como sabemos, o signo de Aquário é o que "deita a água para os sedentes beberem". Os valores associados ao Aquário são a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.
Na Era do Aquário, as pessoas aprendem viver em Liberdade, assumindo a sua responsabilidade pessoal. Os aspectos de Igualdade e Fraternidade hão-de ser assimiladas, porque o ser humano vai perceber o que significa amar incondicionalmente, em liberdade e solidariedade...
Antes de isso ser uma realidade, haverá uma crise na consciência colectiva, que vamos sentir na nossa vida pessoal de maneira adequada à missão e propósito de vida de cada um.

O mês de Agosto, quando o Sol passa pelo signo de Leão,  é por excelência o mês em que recebemos a energia vindo de Sirius (A). É a energia da Lei da Liberdade, e da Lei do Karma. Em Leão podemos sentir que é altura de assumir a força individual, numa atitude de auto-consciência pura.
Oposto ao Sol em Leão encontramos Aqúario, que traz a energia universal e a consciência do conjunto a que pertencemos.

Estamos a caminhar para um futuro em que cada um se responsabiliza por si, numa atitude de liberdade individual, mas perfeitamente consciente que esta liberdade só existe se houver igualdade, solidariedade e uma atitude de serviço ao conjunto.

E sim, novamente podemos afirmar que o futuro acontece agora. Damos forma ao futuro com os actos, as palavras e os pensamentos que temos hoje.

É bom procurar ter uma atenção plena, neste período de Lua Cheia, para facilitar a mudança para um futuro mais harmonioso.

Estando ainda a passar pela chuva de meteoritos dos Pleiades, a questão dos desejos merece alguma reflexão.  O que desejamos? Aquilo que desejamos, é realmente algo de coração, ou é algo alimentado pelo ambiente em que estamos, por aquilo que é desejado à nossa volta?
Nesta semana que nos vai levar à Lua Cheia de Agosto, é bom entrar no silêncio interior e descobrir o que o coração deseja. E vale a pena lembrar que cada um é dono do seu karma, cada um tem a responsabilidade sobre a sua vida. Só nós podemos ser a mudança que queremos no mundo.

Meditação da Lua Cheia
18 de Agosto, 20.15h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!


domingo, 17 de julho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

20 de Junho Solsticio e Lua Cheia - dia de namoro entre o Sol e a Lua

Este ano, a natureza oferece-nos um evento extraordinário, um evento astronómico altamente simbólico. A Lua chegará ao ponto alto do seu ciclo na noite do Solstício de Verão. No momento em que celebramos a força do Sol, a Lua estará Cheia. O Divino Masculino, representado pelo Sol e o Divino Feminino, representado pela Lua, encontram-se em todo o seu esplendor e glória, como se fosse para lembrar-nos a harmonia e a beleza que acontece quando há união destas duas forças. Lembramos também que toda a Natureza se espelha no nosso mundo interior... e podemos viver o momento da Lua Cheia celebrando a Sagrada União que acontece cá dentro.
No dia do Solstício,
O Solstício de Verão marca o dia mais longo do ano, e a noite mais curta. A partir do Solstício, os dias encurtam enquanto as noites se tornam cada vez mais longas, e lentamente a escuridão volta a entrar, até chegar ao Solstício do Inverno.

Aurora do Solstício de 2011 - Cromeleque dos Almendres
Na roda do tempo, o Solstício de Verão é o momento em que Terra e Sol se alinham de modo que todos os seres que crescem e vivem, possam chegar à sua plenitude.

A Luz cada vez mais intensa, fortaleceu os organismos, deu energia para crescer e desenvolver. A partir do Solstício, inicia-se o período do amadurecer, para que a colheita - mais para o tempo do Equinócio do Outono - possa ser abundante.

É uma data que tem um significado espiritual desde tempos ancestrais, desde que o ser humano se começou a maravilhar com o poder extraordinário do Sol. Os Celtas celebraram o momento com grandes fogueiras, e a tradição foi mantida pelos Cristãos, que situaram a festa de São João próximo do Solstício. Também é a festa de Li, deusa chinesa da Luz.

O Sol tem uma força incrível, e sempre foi visto como representante dos poderes divinos que criam Vida. Lembramos o faraó Akhenaton, que adorou o Sol como Deus Único (ver aqui texto e oração ao Sol).

Nas nossas regiões encontramos os círculos de pedras, ou Cromeleques, que pela sua orientação sugerem que os construtores destes recintos se orientaram pelos corpos celestes para marcar o ritmo do ano. O ciclo do Sol e da Lua à volta da Terra está intimamente ligado ao ciclo de cultivo de alimentos. O Solstício do Verão é neste ciclo um ponto importante. A Deusa Mãe reinou na Terra desde o início da Primavera, e agora está no auge do seu poder e da sua fertilidade. O início do Verão, no momento do Solstício representava neste culto ancestral, o casamento entre o Deus e a Deusa. A Terra recebe os raios do Sol, como numa união entre a Deusa e o Deus, união essa que está na origem da criação dos frutos que hão-de ser colhidas no Outono.

“Summer Solstice Celebration” –  Michael Gonzales, 1981
O Solstício é uma altura de celebrar o crescimento, a vida... com a consciência que agora que o Sol fecundou a Terra, ele continua dentro dela, mesmo que os dias vão sendo cada vez mais curtos até ao Solstício do Inverno. Naquele momento, o Sol estará longe, mas anuncia-se o seu regresso!

Os rituais do Solstício do Verão são celebrações alegres, em que o Fogo - que representa o Sol na Terra - tem um lugar central. Fogueiras são ateadas, há música, canto, alegria. O fogo dá aos participantes uma oportunidade de se libertar -  nomeadamente dos padrões de comportamento e pensamento ligados ao passado, para que a União simbólica possa acontecer em liberdade.  Jovens casais saltam, de mãos dadas, as fogueiras, celebrando a sua união.
As cerimónias nos locais sagrados celebram o Sol, e são um convite para que tenha lugar a união entre Sol e Terra, Masculino e Feminino.
Como a Lua Cheia acontece na mesma noite, as celebrações do Sol tornam-se ainda mais apaixonadas. Deixamos que esta paixão alimente as nossas vidas, os nossos planos, os nossos sonhos!
As energias vitais estão no auge, a atração e o desejo entre os princípios masculinos e femininos podem transformar-se em amor.. e uma nova vida pode ser iniciada!


Saudação ao Sol no Solstício de Verão
20 de Junho, 05.30h , Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Meditação da Lua Cheia
20 de Junho, 20.45h, Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora

Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Lua Cheia em Sagitário - Serás aquilo que pensas

No sábado 21 de Maio, quando o Sol está em Gémeos, a Lua Cheia aparecerá em Sagitário. A próxima Lua Cheia terá lugar no mesmo signo - como se fossem dois parágrafos na mesma história, a história do herói numa busca espiritual, tão bem retratado pela imagem do arqueiro-cavalo que é o Sagitário.

 No decorrer do ano o Sol e a Lua passam pelo Zodíaco, acompanhando a nossa alma na sua evolução natural. A Lua Cheia marca picos energéticos, iluminando realizações, manifestações, o auge de um ciclo - mas se tivermos duas luas no mesmo signo, aquilo que descobrimos na primeira Lua Cheia pode só ser completamente exposto e entendido por altura da segunda Lua. De qualquer modo, esta primeira Lua Cheia é importante no sentido de ser um ponto de viragem, um avanço importante para a consciência.

E do que se trata esta Lua, que aspecto da nossa evolução espiritual é tocado?

O Sol encontra-se em Gémeos, que simboliza a nossa natureza dual - humano e divino. Através da experiência da vida tornamos gradualmente consciente dessa dualidade interior - entre espírito e matéria, corpo e alma, o Eu Superior e o Ego. O desafio como alma encarnada neste mundo, é caminhar desta dualidade até a consciência da União, quando podemos "pensar com o coração", indo além da ilusão de estarmos separados do Divino.
A Lua estará em Sagitário, signo da aventura que começa (e se perfaz) no interior. A aventura que começa na mente, no coração, na alma! Sagitário, idealista, visionário, é irrequieto e deseja seguir as suas visões em liberdade. Mas qual é a direcção desta jornada?
No período entre as duas Luas Cheias, ambas no par Gémeos-Sagitário, somos chamados para reconectar com a nossa fé, renovar através das nossas acções, a esperança. É uma viagem para um significado mais elevado para a vida.
No lado escuro do Sagitário encontramos o fanático, o fundamentalista. Mas neste momento, com Marte retrógrado ainda, talvez não seja boa ideia de reagir às situações com o instinto... mais vale ficar conectado com o coração e agir a partir da sabedoria interior.

A sabedoria interior é uma "voz", um guia, que aprendemos a escutar quando ficamos em silêncio.

Um silêncio diferente do silêncio exterior, que procuramos para poder meditar naquele lugar e naquele momento onde não há sons que incomodam. Este será sempre apenas uma circunstância, em que podemos apoiar-nos na procura do silêncio interior.
O silêncio interior também não é quando "deixamos de pensar"- porque a mente há de pensar sempre...
Acontece quando a alma encontra aquele plano em que pode observar sem impulso automático de reagir, julgar, opinar. Quando podemos ouvir os sons que estão à nossa volta (independentemente da sua origem ou da qualidade) sem sair do plano de atenção, de observação. Quando podemos sentir o calor do sol na pele, cheirar o perfume da natureza, sentir o andar da formiga; e ficar.
Podemos ter a sensação que conseguimos inclusivo observar os próprios pensamentos sem sentir atracção a um ou aversão a outro. Se isso acontece, e quando podemos repousar nesta observação, abrimos a consciência para uma realidade diferente, uma vivência diferente, um contacto mais profundo com a nossa natureza.

A meditação feita na natureza, como fazemos no Cromeleque na altura da Lua Cheia, pode lembrar que a natureza do nosso Ser não está limitada à nossa forma física. No contacto com a Terra, o Céu, a Lua, com os Seres da natureza e do cosmos, sentimos que existe uma ligação directa e sem limites com tudo que É.

A armadilha maior que encontramos quando encarnamos como Ser Humano, é identificar o Eu com o corpo e basear o nosso pensamento e a nossa experiência no pressuposto ilusório que vivemos separados daquilo que nos rodeia. No entanto, não hesitamos em afirmar que "temos um corpo"...temos todos a noção que temos uma Alma.
No dia-a-dia, nos pensamentos e atitudes correntes, temos a tendência de esquecer que somos "Filhos de Deus" - criados a semelhança d'Ele. Somos Seres de Luz que passam por uma experiência humana.
A instância em que podemos sentir esta centelha divina, é quando começamos a ter consciência de quem somos. Quando surge um pensamento e podemos observar como se manifesta, provocando reacções no corpo, como desaparece a seguir se não nos apegamos através de um julgamento.
Quando a Luz da nossa Presença se apercebe que pode também criar pensamentos intencionalmente e que não precisa de ser levada pela corrente de pensamentos criada por hábito, por ser ensinado assim, ou simplesmente por preguiça, ignorância ou insegurança.
Aí podemos surgir como um Ser livre - que pode sentir tudo que é, ouvir e ver e perceber tudo que acontece , tudo que vem ao seu caminho, sem se sentir coagido de ser algo diferentes do que si próprio.

Ao fazer a cerimónia da Lua Cheia, não estamos a "adorar" o Sol ou a Lua ou a Terra ou as pedras. A cerimónia serve para criar, como Seres livres que somos, a energia da gratidão, da aceitação, e da compaixão. Ao escolher estar nesta energia, e sabendo que não só estamos ligados à Natureza, mas que verdadeiramente Somos a Natureza, contribuímos para a criação de uma realidade em que a gratidão, a compaixão e a aceitação se manifestam.


Meditação e Cerimónia da Lua Cheia
Sábado, 21 de Maio, 20h00
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!





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