Cada um de nós tem uma chave para a sabedoria universal dentro de si. Abrindo o coração, entrando no silêncio, podemos aceder ao conhecimento que o vento murmura.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Lua Cheia em Sagitário - Serás aquilo que pensas

No sábado 21 de Maio, quando o Sol está em Gémeos, a Lua Cheia aparecerá em Sagitário. A próxima Lua Cheia terá lugar no mesmo signo - como se fossem dois parágrafos na mesma história, a história do herói numa busca espiritual, tão bem retratado pela imagem do arqueiro-cavalo que é o Sagitário.

 No decorrer do ano o Sol e a Lua passam pelo Zodíaco, acompanhando a nossa alma na sua evolução natural. A Lua Cheia marca picos energéticos, iluminando realizações, manifestações, o auge de um ciclo - mas se tivermos duas luas no mesmo signo, aquilo que descobrimos na primeira Lua Cheia pode só ser completamente exposto e entendido por altura da segunda Lua. De qualquer modo, esta primeira Lua Cheia é importante no sentido de ser um ponto de viragem, um avanço importante para a consciência.

E do que se trata esta Lua, que aspecto da nossa evolução espiritual é tocado?

O Sol encontra-se em Gémeos, que simboliza a nossa natureza dual - humano e divino. Através da experiência da vida tornamos gradualmente consciente dessa dualidade interior - entre espírito e matéria, corpo e alma, o Eu Superior e o Ego. O desafio como alma encarnada neste mundo, é caminhar desta dualidade até a consciência da União, quando podemos "pensar com o coração", indo além da ilusão de estarmos separados do Divino.
A Lua estará em Sagitário, signo da aventura que começa (e se perfaz) no interior. A aventura que começa na mente, no coração, na alma! Sagitário, idealista, visionário, é irrequieto e deseja seguir as suas visões em liberdade. Mas qual é a direcção desta jornada?
No período entre as duas Luas Cheias, ambas no par Gémeos-Sagitário, somos chamados para reconectar com a nossa fé, renovar através das nossas acções, a esperança. É uma viagem para um significado mais elevado para a vida.
No lado escuro do Sagitário encontramos o fanático, o fundamentalista. Mas neste momento, com Marte retrógrado ainda, talvez não seja boa ideia de reagir às situações com o instinto... mais vale ficar conectado com o coração e agir a partir da sabedoria interior.

A sabedoria interior é uma "voz", um guia, que aprendemos a escutar quando ficamos em silêncio.

Um silêncio diferente do silêncio exterior, que procuramos para poder meditar naquele lugar e naquele momento onde não há sons que incomodam. Este será sempre apenas uma circunstância, em que podemos apoiar-nos na procura do silêncio interior.
O silêncio interior também não é quando "deixamos de pensar"- porque a mente há de pensar sempre...
Acontece quando a alma encontra aquele plano em que pode observar sem impulso automático de reagir, julgar, opinar. Quando podemos ouvir os sons que estão à nossa volta (independentemente da sua origem ou da qualidade) sem sair do plano de atenção, de observação. Quando podemos sentir o calor do sol na pele, cheirar o perfume da natureza, sentir o andar da formiga; e ficar.
Podemos ter a sensação que conseguimos inclusivo observar os próprios pensamentos sem sentir atracção a um ou aversão a outro. Se isso acontece, e quando podemos repousar nesta observação, abrimos a consciência para uma realidade diferente, uma vivência diferente, um contacto mais profundo com a nossa natureza.

A meditação feita na natureza, como fazemos no Cromeleque na altura da Lua Cheia, pode lembrar que a natureza do nosso Ser não está limitada à nossa forma física. No contacto com a Terra, o Céu, a Lua, com os Seres da natureza e do cosmos, sentimos que existe uma ligação directa e sem limites com tudo que É.

A armadilha maior que encontramos quando encarnamos como Ser Humano, é identificar o Eu com o corpo e basear o nosso pensamento e a nossa experiência no pressuposto ilusório que vivemos separados daquilo que nos rodeia. No entanto, não hesitamos em afirmar que "temos um corpo"...temos todos a noção que temos uma Alma.
No dia-a-dia, nos pensamentos e atitudes correntes, temos a tendência de esquecer que somos "Filhos de Deus" - criados a semelhança d'Ele. Somos Seres de Luz que passam por uma experiência humana.
A instância em que podemos sentir esta centelha divina, é quando começamos a ter consciência de quem somos. Quando surge um pensamento e podemos observar como se manifesta, provocando reacções no corpo, como desaparece a seguir se não nos apegamos através de um julgamento.
Quando a Luz da nossa Presença se apercebe que pode também criar pensamentos intencionalmente e que não precisa de ser levada pela corrente de pensamentos criada por hábito, por ser ensinado assim, ou simplesmente por preguiça, ignorância ou insegurança.
Aí podemos surgir como um Ser livre - que pode sentir tudo que é, ouvir e ver e perceber tudo que acontece , tudo que vem ao seu caminho, sem se sentir coagido de ser algo diferentes do que si próprio.

Ao fazer a cerimónia da Lua Cheia, não estamos a "adorar" o Sol ou a Lua ou a Terra ou as pedras. A cerimónia serve para criar, como Seres livres que somos, a energia da gratidão, da aceitação, e da compaixão. Ao escolher estar nesta energia, e sabendo que não só estamos ligados à Natureza, mas que verdadeiramente Somos a Natureza, contribuímos para a criação de uma realidade em que a gratidão, a compaixão e a aceitação se manifestam.


Meditação e Cerimónia da Lua Cheia
Sábado, 21 de Maio, 20h00
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!





terça-feira, 19 de abril de 2016

Lua Cheia em Escorpião - o confronto com o oculto

2016 é um "ano 9" - ao somar os dígitos 2+0+1+6 obtém-se o 9. Na numerologia, é o número que indica o fecho de um ciclo. É o número de libertação pessoal, mas também indica que é altura de se dar ao outro. O nono período (9 é o último numero do ciclo) é o período de aprender espalhar o Amor num nível mais universal.  Um número altruísta, que oferece a possibilidade de descobrir uma dimensão maior. É o ano em que pode encontrar a sua missão na Terra. O ano 2016 chama para que acordamos para a vida, para que reflectimos sobre as nossas ambições, os valores e o que realmente desejamos contribuir para o mundo.
Muitos já sentiram que a energia do ano de 2016 traz mudanças profundas e é como um despertar para os valores mais profundos.

 A Lua Cheia de 22 de Abril - que surge em Escorpião, com o Sol em Touro - também é chamado a Lua do Despertar. Tradicionalmente é na Lua Cheia de Touro que no Oriente é celebrado o nascimento do Buda (devido ao uso de um calendário diferente, Wesak é celebrado em Maio, quando no occidente celebramos a energia da consciência de Cristo).
Esta Lua Cheia simboliza o renascimento da natureza, e o renascimento individual. O inverno passou, o tempo de reflecção e de processos interiores difíceis acabou, é altura de recomeçar e aplicar a sabedoria mais profunda que se ganhou. Houve um processo de crescimento interior e agora é altura de surgir, tal como a natureza se renova na Primavera.
A renovação e o renascer muitas vezes despertam também paixão. O coração aquece pensando nos novos planos, novos rumos a tomar. E a Lua Cheia, com a sua energia que puxe pela emoção, vai poder ajudar neste entusiasmo apaixonado.
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além. A Numerologia irá ser a sua guia ajudando-o(a) a compreender, melhorar e a começar 2016 com novas bases: as corretas! - See more at: http://www.wengo.pt/blog/videncia/482-numerologia-2016-as-previsoes-do-ano-9#sthash.jJWHHcAf.dpuf
O ano 9 oferecerá uma verdadeira “dimensão” ao seu quotidiano; uma visão mais autêntica, mais altruísta com o objetivo de construir um mundo cada vez mais equitativo…
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além.
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O ano 9 oferecerá uma verdadeira “dimensão” ao seu quotidiano; uma visão mais autêntica, mais altruísta com o objetivo de construir um mundo cada vez mais equitativo…
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além.
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O ano 9 oferecerá uma verdadeira “dimensão” ao seu quotidiano; uma visão mais autêntica, mais altruísta com o objetivo de construir um mundo cada vez mais equitativo…
2016 será um ano 9 ! Este ano impõe um “acordar” para a vida, uma reflexão profunda relativa às ambições, valores e à vida em geral. Nunca deve esquecer que deve alargar os seus horizontes e ver mais além.
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A Lua encontra se em Escorpição, signo do oculto, do subconsciente, das emoções mais profundas. Para quem construi muros à volta do seu coração pode ser um momento de grande confronto. Escorpião ajuda quando começamos a investigar os aspectos que foram negligenciados, olhá-los com coragem e curar as dores ainda persistentes. Escorpião é o signo da Morte e Ressurreição; signo da vitória sobre nós próprios.
A Lua evidencia as necessidades emocionais - e é mesmo importante de saber quais são e perceber como elas se exprimem na nossa vida. Digo que sim mesmo querendo o não? Digo o que me magoa ou exprimo desconforto com cinismo e sarcasmo? Se tiver tristeza, vou para dentro, para a solidão, ou procuro alívio em companhia e criatividade? Sinto-me vítima das circunstâncias? Porque culpo outros da minha condição? Porque ainda me sinto incapaz? Escorpião ajuda a olhar-nos e a conhecer a nós em todos os aspectos.

Entretanto o Sol em Touro traz uma tendência de agarrar àquilo que é terreno conhecido e seguro. Por outro lado, potencia a persistência: agora será mais fácil insistir e conseguir o desejado.

Meditação e Cerimónia da Lua Cheia
Sexta feira, 22 de Abril, 20h15
Cromeleque dos Almendres, Guadalupe, Évora
Para a cerimónia no Cromeleque, é costume trazer uma oferenda em agradecimento ao sítio: um pau de incenso, um pouco de água, uma pedrinha, uma flor, ou o que achar adequada para exprimir a gratidão.
A participação na cerimónia é por donativo.

Estão todos bem-vindos!

domingo, 20 de março de 2016

Equinócio de Primavera, março 2016

Hoje celebramos o Equinócio da Primavera - o Sol está hoje sobre o equador, fazendo dia e noite da mesma duração. Celebramos a Primavera, o renascimento, o surgir da Vida.
Celebramos os ciclos da Natureza - não para podermos conectar com a Natureza, mas porque somos a Natureza. Somos Terra, somos Água, somos Luz... Neste dia, primeiro da Primavera, celebramos o equilíbrio entre dia e noite. Saindo da época da introspecção, surgimos hoje na Luz, para nos manifestarmos no período em que a Luz faz nos crescer e florescer.

 O Sol do Equinócio nasceu atrás das nuvens, carregadas da humidade que a Terra precisa tanto. O silêncio do lugar do Cromeleque é ainda mais acentuado quando acontece no nevoeiro.
O silêncio da manhã ecoa no nosso interior, lembrando que não só somos a Natureza, como também somos o Espaço que nos liga ao Universo.
Os nossos ciclos pessoais sempre estarão ligados aos ciclos da Terra, porque somos parte d'Ela.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Porque existem tantas maneiras de meditar?

Para quem quer meditar, há uma variedade grande de métodos e técnicas que podem ser utilizados. Neste texto vou me limitar às formas de meditação desenvolvidas a partir da filosofia budista.
Meditação silenciosa, "mindfulness", meditação em movimento, Zen, meditação activa... e aqui estamos ainda só a olhar para formas de meditação que encontram a sua base no budismo.
Existe um número grande de formas de meditação, que são muito diferentes entre elas. Esta variedade já existia na altura em que o Buda Sakyamuni, (Sidarta Gautama) viveu. O Buda histórico ensinou formas de meditação que eram diferentes consoante a vida e o carácter do discípulo. 

À pessoa religiosa, como um monge ou uma monja, eram dados exercícios que visavam o desenvolvimento da atenção plena. Atenção para a respiração, atenção para cada um dos gestos, atenção para os sentimentos, atenção para os pensamentos, estímulos sensoriais, padrões...(em: Sattipatthana-suta, "as formas de atenção"). É a chamada Vipasyana, de onde é derivado o "mindfulness".

Os exercícios dados aos discípulos do Buda histórico que eram leigos, eram totalmente diferentes. A estes era pedido evitar comportamentos não correctos (tais como matar, roubar, mentir, abuso sexual) e procurar um comportamento correcto, tal como reconhecer maus amigos e bons amigos, a assistência correcta de pais, esposos, amigos, religiosos, entre outros (em: Sigalovada-sutta, "conselhos a Sigala").

Uma história famosa é a de Krisha Gotami, que só numa idade avançada conseguiu engravidar e que perdeu o seu filho após o parto. Estava inconsolável, mas teve a felicidade de ser levada junto ao Buda Gautama. Ela perguntou se ele a podia ajudar e devolver a vida ao filho. Buda deu a então o seguinte exercício meditativo: traz-me um semente de mostarda, da casa de uma família onde ninguém faleceu ainda.
Parecia fácil, encontrar sementes de mostarda, mas quando Krisha começou a ir de porta em porta, ela percebeu que em todas as casas, alguém tinha falecido. Ela partilhou a sua dor e tristeza com a dor e tristeza de outros e progressivamente ela ganhou entendimento acerca da impermanência da vida humana.(em: Sogyal Rinpoche, The Tibetan book of living and dying).

Buda não reconheceu nenhuma forma de meditação como "a verdadeira forma de meditação". Ele considerava Verdade, aquilo que funciona para uma pessoa na sua situação específica. Deste modo desenvolveram-se nos séculos que se seguiram, diferentes formas de meditação nas diferentes culturas onde o budismo enraizou, adaptadas a todas estes diferentes situações e carácteres. De uma maneira generalizada, podemos dizer que pessoas que gostam de ter directrizes precisas sobre como meditar, tendem para formas de mindfulness ou formas de atenção desenvolvidas dentro do Budismo Theravada. Pessoas com um interesse mais esotérico podem fazer recitação de mantras, visualização de mandalas ou meditações com mudras - formas desenvolvidas no Budismo Vajrayana. Pessoas que procuram desenvolver a sua devoção podem virar-se para meditações devocionais do Mahayana, como o invocar do nome de Buda. Outros procuram um via de liberdade e podem virar-se para o Zen.

Mas que tipo de meditação escolher? Qual a meditação mais aconselhável?
É uma pergunta que encontra uma resposta não tanto através do raciocínio, mas antes através da intuição. Algo em nós sabe, sem duvidar, qual a forma ideal para nós. É uma questão de experimentar várias formas, e a um dado momento sentimos o "clique": fazemos o exercício, e está certo. É como chegar a casa. Sabes que isso é o que te faz sentir bem, e que é isso que vais fazer.

Pode acontecer que não encontras logo a forma de meditação certa, mas primeiro o/a guia (instrutor de meditação). Também a escolha de um guia não acontece tanto por razões lógicas, mas antes pela intuição. Simplesmente saberás que é essa a pessoa que te vai levar até à próxima fase. Neste caso, o exercício meditativo é acerca da fé e confiança. Tens confiança que sabes o que é bom para ti? Tens a confiança que nisso não estas a fazer batota, mas que honestamente procuras fazer o que é construtivo?

Encontramos a forma de meditação certa e adequada, porque é esta a forma que nos faz despertar para o mundo e para quem somos. Encontramos o guia certo porque é essa a pessoa capaz de nos fazer olhar de uma maneira diferente para quem somos.

E quem sabe, se calhar todas as formas de meditação acabam por ser exercícios de fé e confiança. Confiança que dentro de nós já existe e sempre existiu, a sabedoria e a compaixão que procuramos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

As cartas do Caminho Sagrado

Hoje chegamos aos 300 "Likes" na nossa página do Facebook! Para celebrar, um pequeno jogo de cartas.... Tirei 7 cartas do baralho do Caminho Sagrado, de Jamie Sams, uma para cada direcção. Antes de clickar no gif, pensam numa pergunta. A animação vai parar numa imagem... As mensagens são baseadas nos textos de Jamie Sam.

35- Xaile. Voltar para casa
Se o xaile caiu sobre seus ombros, é convidado a voltar para casa. Se se esqueceu de si mesmo recentemente, chegou o momento de recordar sua essência e seu potencial.
Se penetrou num atalho tortuoso ao julgar perfidamente os outros, chegou a hora de retornar ao lar do coração e reconhecer o valor existente em todas as lições e em todas as estradas percorridas.
Talvez esteja já à caminho para casa, ou seja, para o encanto e a magia com que conviveu no passado, ou então para um novo estado de euforia e felicidade.
Em todo o caso, está a voltar a um modo de ser que já fez parte de seu passado, e que ficara esquecido por uns tempos.
Sente a necessidade de buscar a forma mais simples de viver.
Se se esqueceu daquelas verdades tão simples, e que já lhe trouxeram tanta alegria interior, esta na hora de voltar para casa.
Vestir o xaile é voltar para casa, para os braços da Mãe Terra, é voltar a ser amado.
Tome o seu xaile, e sinta a responsabilidade de amar os outros, de amar aqueles que se esqueceram de trilhar o caminho sagrado, que não encontram ainda o caminho de volta ao lar.

31 - A Taça de Cura
A Taça de Cura é uma ferramenta tradicional usado pelos que Vêem, os Sonhadores e Curandeiros dos nativos norte-americanos. É uma Taça que passa de geração em gerção, e podem ter centenas de anos. Carregam em si as forças e as fraquezas dos seus antigos Guardiões. É uma feramenta tão sagrada que não é trazida para fora das cerimónias da tribo. Há uma outra taça, a Taça Cerimonial, que toma o seu lugar nas cerimónias públicas. 
Se escolheu a carta da Taça de Cura hoje, a cura está no horizonte. Isso pode ser uma cura espiritual, mental, emocional ou física. Preste atenção aos acontecimentos na sua vida e reconhece com gratidão as curas que se manifestam. Os passos para a plenitude muitas vezes são marcados por pequenas curas que parecem parciais, e muitas vezes podem ser negligenciados. Toma conciência de mudanças na atitude ou uma nova sensação de bem-estar, e vai entender que a cura se manifesta. Desta forma  está ajudar o seu futuro a acontecer, além do Vazio, para curá-lo no presente.

Em todos os casos, a Taça de Cura fala da boa medicina. É uma oferenda. A sua tarefa actual é encontrá-la, para curar a si ou para ajudar o outro.

24 - Fogueira do Conselho
A Fogueira do Conselho é uma prática comum entre o povo nativo americano. Os encontros dos Conselhos acontecem quando há a necessidade de serem tomadas decisões que possam afetar a vida de todos da tribo. Jamie Sams fala que, para que alguém possa fazer parte de um conselho, esta pessoa deve dar exemplos de uma vida honesta e digna.
Nos tempos mais antigos, os Conselhos eram realizados ao longo da noite. Os membros se reuniam ao redor de uma fogueira, onde eram debatidos assuntos de interesse de toda a tribo. As decisões eram tomadas de forma democrática, sendo que todos os pontos de vista eram levados em consideração.

Se tem andado meio hesitante quanto às atitudes a tomar, a carta da Fogueira do Conselho lhe mostra que chegou o momento de tomar uma decisão. Não pode haver um movimento de avanço se não descobrir qual a trilha que leva para fora do pântano e para dentro da floresta. É preciso coragem para empreender mudanças na vida, e todas as mudanças começam por uma decisão. Decida-se, e não olhe mais para trás. A vida espera por si, de braços abertos, em toda a sua beleza.
Se por causa da decisão de outras pessoas se encontra numa situação difícil, passe a tomar as próprias decisões. Não é obrigado a tomar decisões baseadas em opiniões alheias. Pese bem todas as possibilidades e preveja o quanto a sua decisão pode afetar os outros. Depois, tome coragem, e aja! Descubra a sua própria verdade e seja fiel a ela!

17 A Tenda da Lua
Nos tempos mais antigos, em que o sangrar da mulher era visto como mistério, as mulheres eram afastadas das atividades durante o período menstrual. Esta fase do ciclo feminino era considerado um momento entre a vida e a morte. Recolhidas nas tendas da lua, as mulheres muitas vezes sincronizavam o ciclo menstrual umas com as outras, e nestas tendas ouviam a voz da intuição e buscavam o autoconhecimento. Os vínculos entre as mulheres eram fortalecidos e este fato atribuía poder a elas.
Nas Cartas do Caminho Sagrado, Jamie Sams aponta que, para os povos nativos americanos, os ciclos femininos eram considerados algo profundamente respeitável: “as mulheres honram seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente à sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos de seus corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos de suas tribos à séculos”.
“Para que velhas feridas cicatrizem de maneira eficaz e criativa, está na hora de as mulheres utilizarem a idéia da tenda da lua e se refugiarem da santidade da fraternidade. As mulheres precisam aprender a amar, a compreender e, desta forma, curas umas às outras. Recolher e assimilar os sentimentos que as experiências da vida criam é muito saudável”.
A carta da Tenda da Lua fala de retiro. Faça uma pequena pausa nas suas atividades. Não consegue usar a sua força neste momento porque precisa de restaurar as suas energias. Este é um período estéril em certo sentido porque precisa ficar só e dar toda a atenção a si mesmo, para variar.
O retiro não é um acto de fraqueza; é um acto de força. É no retiro que se consegue, no presente, preparar uma base sólida para o futuro. Observe que, ao descansar um pouco agora, está a preparar um novo ciclo de acções produtivas na sua vida. Estes momentos de solidão vão lhe permitir fazer coisas que lhe trazem alegria sem as interferências que costumam vir de fora. Lembre-se que verdadeiros milagres podem ocorrer na sua vida, se você se permitir um repouso, e souber se encaminhar em direção ao seu novo ponto de partida de forma suave e tranquila!

7 A Roda de Cura
Entre o Povo Nativo a Roda de Cura também costuma ser chamada de “Elo Sagrado”. Este símbolo, que engloba todos os ciclos da vida, inspirou ao Povo da América Nativa um propósito de evolução que persistiu através dos séculos. Cada ciclo de vida passou a ser honrado de forma sagrada. Esta atitude nos leva a valorizar cada passo de nosso Caminho e adquirir uma nova compreensão de nosso processo de crescimento.
Cada indivíduo e cada um de seus talentos são honrados como tesouros vivos da tribo e o mesmo ocorre com todas as lições de vida. Os membros de cada Tribo partilham sua Sabedoria, adquirida através da experiência, e toda a Nação se beneficia com as histórias que vão sendo repassadas entre os diversos bandos ou Clãs. Ao compreender a experiência única vivida por cada indivíduo, os outros membros da Tribo passa a interiorizá-la, como se fosse sua.
A Roda de Cura prevê um tempo de novos ciclos, ou então, de movimento. Será solicitado a perceber em que estágio do ciclo se encontra neste momento. Será o início, a fase da criação, o tempo de crescer, o desenvolvimento ou o fim de um ciclo? A percepção clara e objetiva do seu momento de vida actual lhe ajudará a esclarecer tudo aquilo que precisa fazer de agora em diante. Qualquer tipo de recuo, hesitação ou paralisação passa a pertencer ao passado.
Através desta carta está a ser levado a se dar conta de que a estagnação acabou, e de que novos inícios criaram raízes no presente. Não se deixe conduzir por seus velhos padrões. Observe qual é a direção da Roda de Cura que o auxiliará em seu avanço e aplique logo essa lição à sua vida. As suas escolhas agora são as seguintes: a iluminação e o esclarecimento (Leste), fé e humildade (Sul), introspecção e objetivos (Oeste) ou sabedoria e gratidão (Norte). É hora de decidir por si mesmo que tipo de movimento o ajudará a manter a sua Roda a girar. Qualquer que seja o caso, a carta da Roda de Cura serve para lhe assegurar que a vida continua. A qualidade deste novo ciclo depende de si, das suas próprias ações e das atitudes que passa a tomar de agora em diante, tendo em vista o seu crescimento pessoal.  
4 A Cerimónia do Peiote
A Cerimónia do Peiote é um ritual sagrado entre os povos nativos americanos. Durante o rito,  o chá feito a partir do mescalito (espécie de cacto encontrado principalmente no México) é ingerido com  o  propósito de que se possa “perceber nossas aptidões e talentos, confrontar nossos temores, e caminhar em direção a tudo aquilo em que estamos nos transformando”
O pássaro do Peiote é o guardião desta cerimónia. “Este pássaro de cura sagrada mira-se no lago e observa o próprio reflexo dentro dele. O dom do auto-exame permite que o indivíduo enxergue os aspectos do seu ser que jazem abaixo da superfície da realidade físic e descubra novos universos de consciência. As inseguranças e os medos, que não costumam vir à tona devido à repressão, começam então a afluir, para serem trabalhados através da oração e do canto. O aspecto principal do ritual do Peiote é a religação ao Grande Mistério dentro da Cerimônia Sagrada”.
Se o Pássaro do Peiote acabou de sobrevoar o seu caminho, trazendo-lhe a carta da Cerimônia do Peiote, você esta sendo convidado a tomar consciência do seu próprio espírito imortal.Encontre abertura do Universo, para adquirir novos talentos que possam ajudá-lo a crescer. Afaste qualquer sentimento negativo que o está a impedir o desenvolver das suas novas habilidades e passe a utilizar os seus próprios talentos da maneira mais abrangente possível. A carta da Cerimônia do Peiote pode ajudá-lo a perceber que as oportunidades para expandir-se e alcançar o âmago do seu próprio Ser estão agora, mais do que nunca, a seu alcance.Novas oportunidades abrem-se à sua frente, e este é um bom momento para fazer aflorar todo o seu potencial criativo. Ao vencer a limitação criada pela sua própria mente, você passará a descobrir novas habilidades e perceberá que todos os objetivos poder ser alcançados. Lembre-se sempre: a decisão de atacar corajosamente os próprios medos representa o primeiro passo em direção ao caminho sagrado.
3 Busca de Visão
As Buscas da Visão constituem um instrumento utilizado por aqueles que procuram novas direções na vida. Sempre que alguém busca o silêncio de um coração equilibirado, o processo da intuição pode permitir que a verdade superior se manifeste. A verdade constitui o destino final do camino de qualquer peregrino. Quando a verdade é descoberta dentro do próprio Ser, já não há necessidade de procurar mais. Já que nós, os seres Duas-Pernas, estamos aqui para crescer e experimentar a Boa Estrada Vermelha, descobrimos que o caminho muda muitas vezes e pode incluir muitas mudanças de percepção. A visão criada a partir da verade representa o desejo do coração de Caminhar em Beleza. Se uma visão for criada pelo sentido da ambição, estará baseada em mentirar sobre a ordem natural da Criação. Uma visão do Caminho Sagrado é sempre clara e cristalina.
Todos os aspectos da vida e todos os estados de consciência se tornam acessíveis àqueles que buscam a serenidade do Silêncio. Não é necessário empregar a Busca da Visão caso esse equilíbrio natural já tiver sido alcançado dentro do próprio Ser. O propósito original da Busca da Visão era ajudar o caminhante a encontrar um meio de contatar esse estado do conhecimento interior para que a verade estivesse presente em cada momento da vida dessa pessoa. Aprender a Parar o Mundo à vontade é um talento qeu vai manifestar-se através do trabalho sobre os próprios níveis superiores de consciência. è quanto mais uma pessoa se sentir ligada à Mãe Terra e ao Grande Mistério, mais fácil se torna encontrar esse equilíbrio interno.

A carta da Busca da Visão fala de um momento de novas direções ou fortalecimento do caminho atual baseado na verdade pessoal. Muitas vezes, para encontrar esta Verdade é necessário Entrar no Silêncio e eliminar a confusão pessoal. Em outros casos torna-se realmente necessário partir para uma Busca da Visão.
Esta carta lhe diz que o curso de sua vida precisa ser esclarecido através da Visão. Agora é a hora de pedir ajuda aos seus Guias, e também aos Ancestrais, para que as decisões tomadas sejam respaldadas pela sua sabedoria e assistência. A chave reside na busca de respostas pessoais. A melhor maniera de encontrar a verade consiste em confiar plenamente em seus sentimentos, e acompanhá-los pela ação. Para conseguir isto, você deve eliminar a confusão e a dúvida, e depois passar a agir, permitindo que a sua própria verdade aflore. Não se esqueça que, quando você busca, está pedindo respostas; esteja preparado para aceitar e reconhecer a verade assim que ela surgir. O reconhecimento e a aceitação sempre preparam o caminho para o autoconhecimento.
 
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